Texto eu Amo meu Namorado
Memórias e marcas eternas.
Carrego comigo as memórias de pessoas que cruzaram meu caminho – algumas que talvez eu nunca mais veja e outras que nunca vi pessoalmente, mas que, ainda assim, deixaram algo bom com suas palavras de alegria e ânimo. A vida, com seu curso imprevisível, separa destinos e muda rotas, mas nunca apaga as marcas deixadas. Sigo agradecido pelas pequenas aparições em forma de mensagens, fotos ou gestos que, em momentos de tristeza, aqueceram meu coração e acenderam uma luz capaz de iluminar meu caminho nesta jornada que ainda trilho.
Cada pessoa que passou por mim deixou algo valioso: um sorriso espontâneo, um conselho que ressoou nos momentos mais difíceis, ou um abraço tão apertado que até hoje sinto como um eco em minha alma. São como estrelas que continuam a brilhar, mesmo quando já não consigo vê-las no horizonte. A presença delas, por breve que tenha sido, trouxe aprendizados, carinho e uma força silenciosa que me tornou alguém melhor.
A vida, afinal, é uma dança de encontros e despedidas, mas os verdadeiros permanecem. Eles se eternizam, ocupando um lugar único no coração, onde o tempo não alcança.
E assim, sigo refletindo sobre como essas almas, em sua simplicidade, chegam no momento exato – como um vento que alivia o calor, como uma música que embala a dor. Elas nos ensinam que, mesmo nas despedidas, há beleza; e que cada pessoa que cruza nosso caminho, por menor que pareça o impacto, contribui para a construção de quem somos. Essas memórias não são apenas lembranças: são forças vivas, são alicerces que nos sustentam quando tropeçamos, são fagulhas que reacendem a esperança.
Sejam próximas ou distantes, presentes ou ausentes, essas pessoas são a prova de que a vida se molda nos detalhes – nas marcas que ficam em nós e nas que deixamos no outro. Talvez o maior presente que possamos carregar seja a gratidão por termos sido tocados por algo tão simples e ao mesmo tempo tão profundo: o amor compartilhado na forma de palavras, gestos e presenças que jamais se apagam.
Da Escuridão à Luz
Meu amigo, em tempos de outrora,
O semblante apagado, o coração chora.
Nas trevas andava, sem rumo, perdido,
A vida pesava, o sorriso esquecido.
Mas eis que um dia, a luz despontou,
E sua alma cansada então se encontrou.
A saúde voltou, o brilho renasceu,
E o que era deserto em flor se rompeu.
Superar é verbo que se fez em ti,
Com coragem e fé, a escuridão deixaste ali.
Recuperaste o que perdia, com determinação,
Hoje és o exemplo de força e ação.
Te vejo erguido, espelho de esperança,
Com olhar de quem vive, com alma de criança.
Que a luz que te guia jamais se apague,
És farol para os que a escuridão ainda trague.
Foi a bondade divina, fonte de teu renascer,
Mãos invisíveis a te proteger.
O céu te moldou, te ergueu das cinzas,
Mostrando que o amor de Deus tudo alisa.
De sombras e dores, fizeste renascimento,
Transformaste o passado em ensinamento.
Hoje caminhas, cabeça erguida,
És prova viva de uma nova vida.
Que tua luz seja eterna e radiante,
Um tributo ao Criador, sempre constante.
CENTELHA DE LUZ
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Centelha! Faixa de luz, dama da noite que meu olhar, seduz.
Centelha! Faixa de escuridão. Mundo, mundão.
Centelha! Faixa escura no sol; _vejo não.
_Nossa vida e' computada a cada segundo.
Como feixe de luz, a cada segundo e' encantada!
Pode ser ainda fração de segundo, ou fração da fração.
Segundo?! Como e' mesmo que bate o coração?
_Vivemos por um segundo, o segundo que nos e' permitido.
_Se vivo meu segundo e você vive nele, vivo sua vida e você a minha; entrelaços, fraternidade!
_Que bom! Que troca de experiências! Que seja doce e leve, sua estadia!
O tempo e o pensamento são as únicas coisas que se movem, mesmo quando tudo pa'ra.
Quem na vida queima a largada? Prematuro?!.
Todos querem viver seu tempo, portanto, prestar atenção ao estouro e' fundamental!
Fração de tempo, tempero.
De quanto precisa?..
*
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poeta_sabedoro
JOGO DE PODERES
Na chama da esperança reluz meu caminho.
No doce de encantos, encontro-me bem-mal.
Na brasa da paixão, minha razão só-racional.
Vou passeando entre todos, mas só, sozinho.
Em avenidas de flores vou tropicando; miúdo.
Mente e coração entrando numa competição.
Ao fundo se escuta breve lampejo de canção,
Vislumbrando o amor que sobrevive conteúdo.
Como lobo velho uivando para só amar, amar.
Coração desgarrado da mente pede alimento.
Desta' que a mente vai obedecer, mente e' ar.
Ar límpido que clareia quando o coração, não.
Pessoas, avenidas, flores, pessoa... só e' dor!
Se mente não cuida, coração desafia coração.
poeta_sabedoro
MEU POEMA ERA...
Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...
Maçante que pesava como o ar, impenetrável que se era.
Meu pulmão enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozônio.
Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!
O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como pássaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...
poeta_sabedoro
Diante do Sol aprendi a valorizar meu precioso dia;
Diante da noite aprendi a grande importância do descanso;
Diante das pessoas aprendi que é importante às vezes pararmos para refletir;
Diante da solidão aprendi o tamanho da importância, de valorizarmos as pessoas a nossa volta;
Diante da desorientação aprendi a importância de descobrirmos o que realmente queremos em nossa vida;
Diante de um objetivo em mente aprendi que para conquistá-lo a instrução é fundamental;
E você o que aprendeu?
Complete esses pensamentos inacabados...
No alto, meu espírito discerne, a alma toma conhecimento, traz o entendimento, o coração alegra, transborda em formas de lágrimas...
Esse toque, essa visitação dos céus é que me faz grande! Nada além! Nem fama, nem dinheiro, nem grandes amores...nada é comparável! E me enche de uma grandeza incomensurável...de insuportável leveza.
E de repente é tudo tão pequeno do alto....
Sem limites...
Sobre humano! Sobrenatural! Incrível!
Sim!!!! Te vi do alto... além do futuro e do passado. Além da dor e do amor. Além do fogo e da água. Além de ti, além de mim.
Quando entramos em comunhão com o Ser supremo (o meu chama se Deus absoluto em sua Santíssima Trindade), encontramos nessa intimidade um filtro cognitivo trino, onde é possível descobrir com segurança Sua vontade para nossas vidas: consciência, intuição e razão. Corpo, alma e espirito. A sua própria semelhança.Dentro dessa comunhão com Senhor do universo, não existe tempo! Vc vê além, vê o amanhã, vê o antes, vê os paralelos. Em oração, podemos mudar situações, curar, libertar.....falo de carteirinha, pois as visões que tive, são inexplicáveis. Sim! Há revelações divinas, mistérios infinitos, vontades eternas para o ser humano. Chamo esse paralelo de "matrix", em alusão ao filme, um lugar invisível que posso entrar ou sair, e ver coisas que ninguém pode imaginar. É um mundo exclusivo, único, particular. Para alcançar basta uma oração e o combustível é o amor, e estará lá, na sala do Trono, diante Dele!
O homem estudou, estudou, estudou e não descobriu nada!!!! E muitos deles nem estão preparados para discutir isso tudo. Antes afirmam não entender do que falamos, afirmam ser loucura, afirmam que fomos vítimas de lavagem cerebral....
Vontade papear com Einstein!!!!!
G.M.
Posso me empenhar em fazer bem meu trabalho, para ser bem-sucedido nele. Posso ouvir uma música, dar um passeio num lugar de bela paisagem. Quando estou por inteiro naquilo que faço - em ouvir uma música, passear, ver, degustar, a felicidade vem até mim.
Não posso ir à felicidade para apanhá-la. A felicidade me visitará quando eu me envolver com a vida, quando me abrir para as surpresas que a vida guarda para mim.
Mesmo sabendo que preciso te esquecer,
Meu coração te chama a todo momento...
Ainda te quero...
Sem ti não vivo, apenas sobrevivo,
Minha vida te chama, meu coração chora por ti,
Sei que de mim guardaras uma lembrança,
Mas isso não importa.
Eu fiz de ti a luz do meu caminho,
A conquista da vida,
O Deus da minha crença.
De ti fiz a minha cura
Desta doença que é te amar.
Você veio ao meu mundo, conquistou apenas um trejeito.
No dia-a-dia, você arriscava seu nervosismo, acercando à mim. Sua inquietude de querer conhecer o meu princípio vital.
Veio à tona, sua ânsia de me colocar dentro dos seus abraços, sentindo o meu perfume envolvente. A nossa espreitadela brilhava cada vez mais. A nossa sitônia estava a prestes a se arriscar novamente.
Aquele momento seu impulso, que te encorajou a me oscular vagarosamente. Segurou minha mão, e me olhou indultando o erro.
Logo, seguimos o nosso caminho. Começamos a pensar e refletir nosso envolvimento, fascínio e aspiração. Em, uns minutos de silêncio nós deixou tão volúpia. Nossos trocar de olhares de longe, nós deixou cada vez mais aflito.
Um desejo proibido, que não nos permite desígnios. Preferimos viver em arbítrio, sem expectativas e esperanças.
Somente o tempo nós dirá, se haverá essa afeto.
Cadê as minhas asas?
Uma morte que me dilacera em
Cortes pequenos do meu sol desfalecido;
Como uma rua deserta que me circula,
A única porta sou eu,
Sentada à minha espera.
Frágeis janelas que abrem e sempre fecham.
Preciso dos pássaros
Para voarmos juntos,
Hoje eu não quero o chão.
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)
O Som do meu Violino
Marcas petrificadas
que evocam fantasmas
de um tempo perdido
(enterrado),
que anuncia a música da renovação.
Assim, toco a minha música
sem a tal mágoa;
transfigurada ao som do meu violino
libertador e divino.
Sim, a música silencia as dores
recolhidas nas asas feridas,
e cada nota sublime
harmoniza o impulso para o voo.
Fico ao Som do Meu Violino.
Ao som do meu violino fico
E a melodia é de paz.
Fico no silêncio profundo
vestido de mim.
Às vezes silencio diante do mundo,
Às vezes silencio diante das pessoas.
Há uma quietude que não me perturba,
há uma solidão que me cabe;
uma caminhada bem longe de mim,
um perto que só eu conheço.
E fico ao som do meu violino...
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)
Meu Canto Profundo
O meu canto profundo
Canta um mundo
Quase perfeito,
Quase silencioso;
Um ciclo num ritmo melodioso,
Às vezes alegre,
Às vezes triste;
No sim,
No não,
Na construção
Fora do padrão,
Longe da mesmice;
Muito perto de mim,
Num ponto,
No centro,
Quase invisível,
Quase Infinito.
O Dourado Estelar que Permanece em Mim
Minha avó:
Amor sereno que guardo no meu sorriso,
Saudade que não está mais no meu choro contido;
Mestra transfigurada em mim.
Em momentos assim
Liberto o meu riso, rio
E todas as sombras desistem
De escurecer o meu dia
E o dourado estelar é
Lembrete do que
A minha avó dizia...
•Canção ao rio de janeiro•
Terra amada, terra querida;
De onde o pássaro gorjeia,
Meu coração bate por você,
Bela terra ao altar te levo;
Tuas florestas e Jardins,
Flores e frutos.
Muito rica e formosa,
Ao meu Pai do céu te entrego;
Com muita dor, minha alma perece,
Desigualdade e maldade;
Noites acordado,
De desgosto, não me deixe morrer;
Ai meu pai,
Misericórdia tenha;
Deste veneno da ganância.
Mas do pássaro que aqui gorjeia'
Oh amada minha;
Justiça vestida tenha,
Verdade como espada;
Em tua balança paz tenha.
Como meu pai,
Honrosa e honesta seja;
Mas do pássaro que aqui gorjeia;
Ao altar de meu pai,
A levarei com amor.
(Pedro Henrique Gomes)
PARALELEPÍPEDO
Escrevo um poema num caroço de arroz,
Escrevo teu nome no meu navio de papel,
Onde navega um paralelepípedo apaixonado,
Jack sparrow e seus asseclas em busca de aventuras
E tesouros inimagináveis nalguma ilha misteriosa...
As lembranças mais doces que eu tinha,
Rimavam com jiló
Hoje sou um pirata pirado nesse mar imenso,
Nos pergaminhos das minhas saudades
Escrevo o silencio das minhas agruras,
Bando de surdos e mudos fazendo muito barulho,
Conversando sobre maremotos e temporais,
No triângulo das bermudas
Femeeiro mencionando transas’ memoráveis,
Escravos em fuga para um quilombo,
Na terra do nunca e do nada,
O meu poema no caroço de arroz,
Menciona uma noite clara,
Uma clara manhã, uma tarde clara,
Uma claridade vinda de santa clara,
Vinda de santa Clareana, com seus cabelos de fogo,
Com seus cabelos azul turquesa,
Com seus cabelos de turmalinas,
Com seus cabelos negros como a asa da graúna
E nesse oceano tem esquadras armadas,
Submarinos nucleares, cruzadores e porta-aviões,
E o meu barquinho de jornal,
Veleja incólume nessa incongruência,
Este paralelepípedo...
Esse mar imenso, piratas...
PATO COM LARANJA
Gafanhoto era o nome do meu pato,
Gato era o nome do cachorro,
Cachorro era o nome do papagaio
E o meu gato era canalha
Que um dia sumiu pelos telhados
Atrás da sardinha da vizinha
Cantava uma canção que eu não entendia
Fazia estardalhaço com a sardinha
Quebrava as telhas... ninguém dormia...
Até que gato latia
Como quem dissesse:
Esse vagabundo não tem jeito...
Até que um dia
Canalha apareceu todo duro,
Os dentes trincados
Mas essa história deixa tudo meio escuro...
Sardinha teve filhotes canalhinhas igual ao pai...
Gafanhoto voou pro quintal da vizinha
E virou pato com laranja...
Foi um almoço e tanto,
Mas depois deu até policia...
Gafanhoto ainda voa nas minhas lembranças
E se banha numa lagoa
Que nem existia,
E ali ele conheceu outros patos
Gansos e cisnes tudo fruto da minha fantasia...
CONSUMATUM EST
Autor: Tadeu G. Memória
Chorou no meu ombro, confessou-se arrependido: “foi um ato impensado, mas ele andava cantando Dita...’’ O boato andava solto na boca da vizinhança, e como vovó já dizia; quando o povo fala, ou foi , ou é, ou está para ser. Na verdade, já vira Vidigal conversando com sua mulher, Dita, (Benedita Borges do Amaral Paes Leme), era um nome de fazer inveja a qualquer pé-rapado. Foi numa manhã de domingo, então convidara o sujeito para uns tragos; passaram a tarde, entraram pela noite... foram horas de pesadelo; eram três por uma... Vidi bebia três doses, e, Tuca, uma... e as vezes fingia que ia cuspir, e punha pra fora. Meia –noite Vidi mal se punha de pé. Teve de amparar-lhe no ombro até lugar ermo e aturar comentários indecorosos e indesejáveis, sobre as delícias de sua esposa. Consumara o fato. Dois dias depois o corpo do infeliz fora encontrado: hematomas, perfurações, e, até queimaduras na face, na louca tentativa de desfigurar-lhe, para que não fosse reconhecido.
A polícia chegou fácil,ao tucá, não deu-lhe tempo nem mesmo de livrar o flagrante. O ciúme é um monstro de olhos verdes, verdes como os de Dita, desejada, cobiçada, amada... sempre notara a forma indecorosa de como Vidigal olhava a sua indivisível Dita; nunca falara nada porque, afinal Vidi era um bom parceiro para os rachas, tanto os da praia como os das cervejas; era um bom papo, contudo, andava conversando com demasiada freqüência com sua fogosa Dita. Até que inflara-lhe o ego, tanto desejo por algo que lhe pertencia, mas o ciúme...
“foi um ato impensado...” não parava de repetir. Agora sua única alegria, resumia-se aos dias de visita, mas a cobiça já aparecia nos olhos dos outros presos; era obrigado a ouvir comentários como: “meu irmão, tudo isso é só teu?” “isso não é mulher para um homem só”, “que busanfa aloprada, meu chapa”. O turco já tinha até presentes para oferecer-lhe... sentia-se ameaçado mais que nunca; contudo o diretor mostrara-se, repentinamente, cordial e atencioso; prometera-lhe cela individual e regalias que apenas o seu nível primário não lhe facultava. Diante de tanta gentileza não furtou-se a falar-lhe do receio que lhe causava, a amada e o Junior sozinhos na favela. Ouvira do diretor, a generosa promessa de visitá-los... na verdade, na última visita, ela chegara no mitshubish do diretor; tinha nas orelhas brincos lindos de pedras verdejantes como os seus olhos, um sorriso promissor e confiante num futuro de melhores dias...
Mas isso foi há três meses, Tuca nem chegou a tomar conhecimento de que, Dita mudara-se para um apartamento na aldeota, antes de “se”enforcar com uma “Teresa” na solitária...
JAGUARIBE
O que fazer...
meu coração é terra seca,
é flor de algodão,
é estio
ressecando o milho,
é sol do meio dia,
esfarelando o chão...
fiquei tão só como o rio,
como o rio surdo e mudo,
que serpenteava triste
como o jaguaribe
sem o seu jaguar...
o que fazer...
meu coração é rio seco,
sem eco, sem poema,
sem ecossistema,
nesse absurdo
sem serpentear...
