Texto em versos

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⁠Acaba bem
.
Todo meu passado
Num recorte de papel
Está contado.
.
A vida em versos vivos
Se vos conta
De um amor que não tem conta.
.
Se era ela a pretendida
Eu já não sei,
Sei apenas não ser eu pretenso dela.
.
Todo meu escrito
Num papel amarelado
Pelo tempo mal tradado!!!
.
Minha vida numa fábula
Se vos conta...
A história não acaba bem.
.
Edney Valentim Araújo
1994...

Prisão do amor
O poeta conversa com o papel
Nos versos entre tintas e lágrimas é capaz de colocar a emoção em cada refrão
Fazendo da imaginação a sua prisão,
Sendo liberto ao partilhar das dores que sofre ou imagina,
Afinal essa é sua sina, transbordar a emoção até os confins da sua imaginação
Transportando todos os seus sentimentos a quem está lendo, para lhe falar o quanto é árduo amar por apenas um breve momento.
Quem experimenta do amor, que não lhe pertence.
Será minha a culpa de nascer na era errada?
Quero de volta o amor da folha parda.
Não quero migalhas virtuais, do tipo curtiu algo, vê tudo o que posto.
Quero bilhetes e anotações para nutrir de Fernando a Camões, os desejos de se expressar o coração com as mãos no lápis.
-
Leonardo Procopio
15 de Julho de 2024

De que me adianta compor meus versos,
poetizar a vida, a felicidade e o amor?
De que me adianta ser poeta,
se os poetas não existem mais,
e o desamor, o perecível passageiro,
tem mais valor?


De que valem meus poemas, nunca lidos,
ignorados por superficiais
que se vendem como objetos
da nova indústria social?
Onde o superficial é uma propaganda
que encobre a realidade em declínio,
onde o amor e a felicidade
são propagandas num comercial
com personagens perfeitos,
imitando um passado que nem existe mais.


Assim, sou eu, um poeta no tempo errado,
poetizando o que já foi desejo de um passado
que deixou lembranças.
Hoje, ser poeta é ser ignorado
por um mundo em guerra, cheio de ódio,
onde meus poemas são descartados.


Por Marcio Melo

Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...


Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...


Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta

Versos Proibidos

Quero no sabor dos seus lábios
experimentar a sua saliva.
Quero no calor da sua boca,
derramar meus palavrões.
Quero cuspir a decência
exorcizar nossos corpos..
Despedir-me do pudor angelical.
Sentir a sua boca indecente e inclemente.
Ouvir rimas e xingamentos
Vindos da sua fala possuída pela liberdade de poder ser quem é.

Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.


Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.


Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

É verão,
mas lá fora
a chuva declama seus versos
com a teimosia
dos que não pedem licença.


Não há trégua.
Ela sequestra o sol e o seu calor,
faz dele refém
entre paisagens cinérias,
onde o verão existe
apenas como promessa suspensa.


Quase como aqui dentro,
no meu âmago,
essa fonte inesgotável
de chuvas e tempestades,
correntes internas
que transbordam palavras,
versos.


E mesmo quando chove
em mim,
há versos solares
insistindo nascer e florescer
em estações que nunca
obedecem ao calendário,
mas ao pulso teimoso da alma.


Sou clima indomável,
ora dilúvio,
ora clarão insistente
rasgando nuvens
para lembrar
que o sol,
mesmo "sequestrado",
nunca deixa de existir,
brilhar e iluminar.
✍©️@MiriamDaCosta

É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.


Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.


E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.


Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta

No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.


Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.


Não escrevo:
erupciono.


Não declamo:
transbordo.


Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.


E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta

Ode à Lua Cheia ❤🌕


Óh Lua Cheia!
Guardiã ancestral das marés
e dos segredos e versos
que a noite, em silêncio,
costura, remenda e borda
nos tecidos da alma.

Teus raios prateados
não invadem,
acariciam.


Escorrem mansos
sobre telhados adormecidos
e nas trilhas notâmbulas
de pensamentos e inspirações
das almas poéticas insônes.


Óh! Lua Cheia!
Há algo de misterioso em ti
que convoca o íntimo,
como se cada raio teu
abrisse uma fenda secreta
dentro da alma.


Sob tua presença redonda e plena
os lobos solitários
uivam,
os poetas sonhadores
despertam,
os amantes sedentos
se embriagam
nas juras de amor e paixão
que brilham no crepúsculo.


Óh! Lua Cheia!
Espelho branco do mistério,
quantas confidências humanas
já repousaram no teu silêncio?...


És bússola das águas,
farol dos navegantes,
cúmplice das inquietações
de quem olha o céu
procurando respostas
que só o silêncio sabe ofertar.


Óh! Lua Cheia!
Tão inteira,
tão calma,
tão distante
e ainda assim...
tão próxima
do âmago humano.
✍©️@MiriamDaCosta

Ventos outonais


O Outono vem embarcando
no ùtero da estação
dos meus versos,


e eu ...
lentamente,
vou caminhando
e sangrando poesia
entre os ventos
orvalhados de folhas,
galhos, espinhos,
pétalas e sementes...


e me deslumbro
cada vez mais
com toda a nudez poética
dos roseirais,
arbustos e àrvores
do meu ser ...


Sou filha do Outono
ovulando Primavera.


✍©️@MiriamDaCosta

O livro


Alguns capítulos foram lidos e alimentaram a imaginação,
Versos de amor aquecem,
Frases com detalhes impactam,
Folhas em branco revelam,


Na história lida:
Batalhas vencidas,
Amores amarrados,
Desejos realizados,
Sentimentos explorados,


No estágio do era uma vez, tem os três pontinhos no final do ainda não acabou.

⁠⁠⁠Coloco sinceramente fragmentos da minha ativa complexidade em boa parte dos meus versos, expressando o que sinto, a grandiosa beleza da simplicidade que vejo, as cenas que imagino, os sonhos que tenho, transitando entre a fantasia e o realismo, refletindo o jeito que eu penso, fomentando a liberdade do meu espírito, satisfazendo o meu íntimo e o meu senso poético, deixando-o cada vez mais vivo.

Baseado neste propósito, escolho certas palavras e as aplico em passos harmônicos, uma dança das letras com os meus profundos sentimentos, que dançam na minha mente através dos meus muitos pensamentos, que ressignificam a minha instabilidade, dão asas ao meu fértil imaginário, respeitando a minha valorosa integridade, os meus princípios, trazendo um verdadeiro sentido a minha arte.

A minha inspiração vai se desenvolvendo, então, vou fazendo gradativamente um somatório de frases, começo, fico imerso durante minha criação, esqueço do tempo enquanto faço, recomeço, desabafo, saio por um momento da realidade estática que me cerca e entro na da imaginação, na pertencente aos desejos e às lembranças veementes, nas que aquecem o meu coração, marcando até o meu subconsciente.

Tendo dito isso, sou honestamente agradecido por saber que és uma rica poesia, cuja vida é abundante e resplandecente como os teus belos olhos, a tua euforia, a tua venustidade inegável, apresentando a tua verdade nas tuas linhas, a tua alma resiliente, tuas tristezas e as tuas alegrias, seguranças e incertezas, expondo a tua autenticidade, bênção que foi divinamente inspirada com todos os detalhes.

Eu preciso escrever um poema


​Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema de versos brancos,
que não se preocupe com rimas.
Eu preciso escrever um poema
que fale de amor sem dizer “eu te amo”.
Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema
que não tenha travas,
que não tenha nada que me feche os olhos.
Eu preciso escrever um poema
que faça com que você enxergue
e que eu também possa enxergar.
E que eu possa ver o amor
nas coisas simples e banais do dia a dia.
Eu preciso escrever um poema
que não rime com nada,
só com alegria.
​— Nildinha Freitas

Entre versos e canções, eu prefiro poesias...

... Entre ter e perder, eu prefiro ganhar...

... Entre pensar e agir, eu prefiro escolher...

... Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas...

... Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir caminhando, sem medo, sem receios, sem procrastinar. Eu quero coisas novas...

Entendeu...

Entre versos e canções, eu prefiro poesias.

Entre ter e perder, eu prefiro ganhar.

Entre pensar e agir, eu prefiro escolher.

Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas.

Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir, caminhando sem medo, sem receios, sem procrastinar.

Entre o jardim e a floresta, eu prefiro o bosque.

Entre a paixão e o momento, eu prefiro o amor.

Entre o chá da tarde e o café matutino, eu prefiro o vinho da manhã de inverno.

Entre as cortinas do passado e o palco do presente, eu prefiro caminhar à beira da praia.

Entre olhares e perspectivas, eu prefiro alcançar.

Entre a rua larga e calçadas vermelhas, eu prefiro a areia marcando os meus passos.

Entre a reflexão e a frase do filósofo, eu prefiro a poesia lírica ou até mesmo sem versos.

Entre admirar e querer, eu prefiro conquistar.

Por fim, entre o silêncio da sua resposta, eu prefiro o grito de suas palavras.

Simples, eu prefiro...

By Ubirajara Almeida

(Roxo por inteiro) 02/12/24

Onde se encontram os versos que um dia foram coloridos?

Por onde anda o poeta que foi enquelino ?

Uma resposta em branco, quase cinza, sem vírgulas, sem pontos e nem linhas. Preto, o que mais se aproxima.

Copos vazios, espelhos embaçados, resíduos dum carrossel que já foi animado, a fuligem, sobras do passado.

Relaxado por aí, vivendo o cotidiano um sorriso quase verdadeiro, que serve para os curiosos como engano.

O amor que agora é desejo, um fogo que agora é gelo. Uma japa linda, que só falta dar uns beijos.

Desculpa, Morfeu, nem azul nem vermelho, roxo por inteiro.

Verdade ou ignorância? Estranhamente ambas.

Adner Fabricio

VERSOS PERDIDOS

Sem saber escrevo,
sem nada que de tudo sobre,
sem nexo,
no viver inexorável de um dia,
mundo a fora,
jazigo em castigo,
fazendo a cada uma coisa,
doce amarga poesia.

Um dia,
um vinho, um chatô,
um amor, uma decepção,
uma poesia,
doce amargor de perder uma paixão.

Momentos,
realentos levados,
fazendo perdidas,
currutelas em pântanos,
poesias aladas,
dormindo em prantos.

Implicados com os poetas os pagãos de leituras,
pobres de leigos,
não sorverão de doce amargo,
poesias escritas.

De tudo um louco


E a gora faço esses versos
Um poema de tudo
Nessa vida que levo
De louco , um pouco

Saudade de um amigo
Melhor amigo
Antes , dias de domingo
Sempre comigo
A distancia assim
É mesmo um castigo
E faço nos versos
Meu puro e nobre abrigo

Deito na cama e sonho
Acordado no sofá
Pois não sei o que é cochilar
Só durmo deitado na cama

Ao fechar os olhos
Vejo uma linda moça
Aquela mesma
De meus outros versos
E solto aquele sorriso enfadonho
E me aperta um aperto no peito
Acho que deve ser o coração
É paixão

Num repente fujo de mim
Num rompante saio correndo
Versos de amor escrevendo
Fundindo amor escrevendo
Wisks e vinhos tintos
Ao sabor salgado de uma pizza
Chorando e saborendo
Da noite em solidão
Meu triste fim


Esperando aquela moça
Dela o tão esperado sim
Mas de indecisão em indecisão
Vou na vida seguindo
Sem saber se sigo a mente ou o coração


Mas como é bom poetar
Me faz muito bem
E não há mal nenhum
Que possa nos alcançar
Quando estamos a poetar

Em vida
Minha , tua vida minha
Meus sonhos mais sinceros e loucos
De ontem em ontem
Vou perdendo-os aos poucos

Mas amanha é dia de labuta
Minha história continua
A vida é uma luta
Mesmo que quando em luto
Ainda quero aquela moça nua

Escrevo poesia
Escrevo assim
Ouvindo musica que adoro
Assistindo o final da novela
Nos caminhos do setor mineral
De onde tiro meu sustendo
Levo-me ao paraíso ao sair desse tal mundo
Esse setor degradante

Sonho com aquela moça
A tal moça , a minha musa
Quero ela
Tomo um porre de inspiração
Caindo dentro
Bem no meio no centro da desilusão

Sinto o gosto da solidão
Já chorei de decepção
De amor, de dor
Sinto o perfume da flor
Na obra em jardim
Em moça de paixonite em paixonite
A cada época
A poesia, mais abre meu apetite
E a escrever a próprio punho
É um convite
Que esse poeta não resiste

Versos livres.


Os meus versos são livres
de qualquer preconceito linguístico.
Neles, eu não sigo regras
gramaticais ou sentimentais.


Eu ultrapasso todas as barreiras do tempo imaginário
criado por mim mesmo, em um cenário adaptado
cujo o cenário pode ser confuso ou até mesmo hilário
dependendo da construção de quem está lendo.


Aqui, não falo de verdades ou mentiras
de relações ou previsões.
Mas deixo presos em papéis versos livres
para que cada um possa ler
e tirar suas próprias conclusões.