Texto de Reflexão de Amor
TOLO EU?
Tolo seria eu por te amar?
Tolo seria eu por acreditar
que mesmo não sendo amado
posso compartilhar sua presença
posso admirar cada palavra sua
posso assim mesmo ser feliz?
Tolo seria eu se naõ a conhecesse
Se através de cada dia que passa
eu não enxergasse o seu valor...
Tolo seria eu se não te amasse
mesmo sabendo que jamais serei amado.
Enquanto passa o tempo assim
Vou levando os meus pensamentos
Nesse amor que me satisfaz
Pelas veredas dos sentimentos
que me fazem cada vez mais
amar você...
Tolo?
Isto sei que não sou
pois amor não é para qualquer pessoa.
Por isso é que amo você
Mesmo que para alguns
Seja tolo te amar assim!
Amar é permitir que alguém alcance os lugares mais profundos da nossa existência sem precisarmos esconder as próprias fragilidades. É encontrar no outro não a metade que nos falta, mas uma presença diante da qual podemos ser inteiros.
O amor não é posse, perfeição ou ausência de dor. É escolha, cuidado e reciprocidade. É oferecer abrigo sem construir prisões, entregar-se sem abandonar a si mesmo e acolher o outro sem exigir que ele deixe de ser quem é.
Amar é ser visto além do corpo, das palavras e das aparências. É ser reconhecido naquilo que quase ninguém percebe. Porque o amor verdadeiro acontece quando duas pessoas não precisam diminuir a própria luz para permanecerem juntas: elas se iluminam, respeitam suas individualidades e crescem lado a lado.
AMAMOS, MESMO SABENDO QUE UM DIA SERÁ SAUDADE
Talvez uma das maiores coragens humanas seja amar sabendo que podemos perder. Sabemos disso desde o princípio, embora quase nunca tenhamos coragem de dizer em voz alta. Quem chega pode partir. Quem abraçamos hoje talvez amanhã exista apenas na memória. A voz que agora escutamos poderá um dia transformar-se em lembrança, e aquele rosto que conhecemos de olhos fechados talvez passe a habitar somente o território silencioso da saudade. Mesmo assim, amamos.
E talvez seja justamente nisso que o amor revele sua grandeza.
Porque amar nunca foi possuir. Possuir é desejar permanência; amar é compreender a impermanência e, ainda assim, permanecer enquanto for possível. Há uma espécie de loucura consciente no amor: entregamos partes de nós a pessoas que o tempo não prometeu conservar. Construímos casas sabendo que envelhecerão, fazemos planos sabendo que a vida poderá interrompê-los, criamos lembranças sabendo que algumas delas um dia doerão. Beijamos como se houvesse eternidade, embora saibamos que somos feitos de tempo.
E por que fazemos isso?
Porque talvez o contrário da perda não seja a permanência. Talvez seja nunca ter amado.
Quem tenta proteger-se de toda perda precisa proteger-se também de todo vínculo. Para jamais sentir saudade, seria necessário jamais ter alguém de quem sentir falta. Para nunca sofrer uma despedida, seria preciso nunca experimentar verdadeiramente um encontro. Para impedir que o coração se parta, teríamos que impedir também que ele se abrisse. E que espécie de vida seria essa?
Talvez seja por isso que o amor seja tão profundamente humano. Ele não exige garantias para existir. Ama-se sem contrato com o amanhã. Ama-se uma mãe sabendo, ainda que não queiramos pensar nisso, que um dia seu abraço poderá nos faltar. Ama-se um companheiro sabendo que nenhuma promessa pode derrotar completamente o tempo. Amam-se os filhos sabendo que eles crescerão, partirão e construirão caminhos onde talvez já não sejamos presença cotidiana. Amam-se amigos sabendo que a vida espalha pessoas por cidades, distâncias e destinos diferentes. Ainda assim, continuamos dizendo: fique. Venha. Sente-se ao meu lado. Conte-me sobre seu dia.
Isso é extraordinário.
Talvez Viktor Frankl estivesse certo ao perceber no amor uma das grandes possibilidades de sentido da existência. E talvez C. S. Lewis também compreendesse que amar nos torna vulneráveis justamente porque aquilo que realmente importa pode ferir-nos quando desaparece. Não existe amor profundo completamente protegido da dor.
Por isso não considero a saudade uma inimiga do amor.
A saudade é uma de suas consequências.
Só sentimos profundamente a ausência daquilo que um dia teve presença dentro de nós.
E há algo ainda mais difícil de aceitar: às vezes perderemos tudo.
Perderemos juventude, lugares, objetos, certezas, pessoas. Um dia outros entrarão nas casas onde vivemos. Nossos passos desaparecerão dos corredores. Nossos nomes serão pronunciados cada vez menos. O tempo continuará fazendo aquilo que sempre fez: passando.
Mas existe uma pergunta que o tempo não consegue responder por nós:
enquanto tivemos, nós amamos?
Talvez essa seja uma das poucas perguntas verdadeiramente importantes.
Não quanto acumulamos.
Não quanto conseguimos preservar.
Não quantas vezes vencemos.
Mas quanto estivemos presentes enquanto aquilo que amávamos ainda estava diante de nós.
Porque existe uma tragédia maior do que perder: perceber tarde demais que tivemos alguém ao nosso lado e não soubemos estar ali. Guardamos palavras para depois. Adiamos abraços. Economizamos “eu te amo”. Deixamos para amanhã uma conversa que pertencia a hoje, como se tivéssemos recebido alguma garantia secreta de que o amanhã nos seria concedido.
Não recebemos.
E talvez seja justamente por isso que o amor seja urgente.
Não uma urgência desesperada, mas consciente. A consciência de olhar demoradamente para quem amamos. De escutar um pouco mais. De perdoar quando for possível. De dizer aquilo que precisa ser dito enquanto ainda existem ouvidos para ouvir. De abraçar enquanto ainda existem braços capazes de nos devolver o abraço.
Amar é aceitar silenciosamente uma verdade terrível e maravilhosa:
isto pode acabar.
E, em vez de fugir por causa disso, aproximar-se ainda mais.
Talvez a grandeza do amor não esteja em vencer o tempo.
Talvez esteja em dar sentido ao tempo que nos foi dado.
Porque no final talvez percamos muitas coisas que julgávamos nossas.
Mas aquilo que verdadeiramente amamos terá participado daquilo que nos tornamos.
E então compreenderemos que algumas pessoas podem partir de nossas mãos sem jamais partir completamente de nossa existência.
Elas permanecem na maneira como falamos, nas coisas que aprendemos, nos gestos que repetimos sem perceber, nas histórias que contamos, nas músicas que ainda nos comovem, nas palavras que herdamos e até naquele silêncio inexplicável que às vezes chega quando uma lembrança atravessa o coração.
Talvez seja isso que reste quando tudo parece perdido.
Não a posse.
Não a presença.
Mas a transformação.
Amamos alguém e nunca mais somos exatamente a mesma pessoa.
Por isso continuamos amando, mesmo sabendo que um dia poderemos perder aquilo que amamos.
Porque a alternativa seria atravessar esta breve existência intactos, protegidos e vazios.
E talvez a maior derrota de uma vida não seja terminar com o coração marcado pelas pessoas que amamos.
Talvez seja chegar ao fim com o coração perfeitamente inteiro porque nunca tivemos coragem de entregá-lo.
*🧐✍🏻 NO RELACIONAMENTO: AMAR NÃO É ACEITAR TUDO 💔➡️❤️🩹*
> "Amor não é dizer 'tudo bem' para tudo — é dizer 'eu te amo, e por isso não posso aceitar o que nos machuca'." 💬❤️
*✍🏻🪞 REFLEXÃO*
No amor de verdade, não existe "aceito tudo porque te amo". 😔 Isso não é amor — é medo, é abrir mão de si mesmo, é deixar que o respeito morra aos poucos. 💔
Quem ama de verdade não aprova o que destrói — alerta 🚨, corrige 📝 e protege 🛡️.
Aceitar tudo é silenciar sobre a dor 🤐, é fingir que não viu 🙈, é perder a si mesmo para manter a pessoa ao lado. E isso não é lealdade — é deixar o outro crescer sem limites, sem respeito, sem saber que o amor também exige dignidade. 👑
No relacionamento, o amor é firme 💪❤️: acolhe o erro, mas não o deixa continuar. Perdoa 🙏, mas não normaliza o que fere. Fica, mas exige respeito, verdade e cuidado. Porque amar a pessoa não significa aprovar os erros dela — significa querer que ela cresça 🌱, que seja melhor, que valorize a si mesma e a você. 🫶
*📖 "Amem de verdade. Odeiem o mal, apeguem-se ao bem." — Romanos 12:9 ✨*
*📖 "Marido e mulher… amem-se mutuamente, cada um respeitando o outro." — Efésios 5:33 💍*
*✨ FRASE FORTE 💥*
> "Amor não é submissão cega — é respeito mútuo. 🤝 Você não precisa aceitar o que te fere para provar que ama. Na verdade, é exatamente o contrário: quem ama de verdade não deixa o outro ferir nem a si mesmo, nem ao relacionamento." ❤️🔥
*💖 Amor verdadeiro no relacionamento:*
✅ Acolhe, mas não tolera o que machuca 🚫💔
✅ Perdoa, mas não deixa repetir sem mudança 🔄🙏
✅ Fica, mas exige respeito e dignidade 👑💪
✅ Cuida do outro — e também de si mesmo, para poder cuidar bem 🫶✨
Porque o amor que aceita tudo… um dia deixa de existir, e só resta dor. 😢💔 Mas o amor que corrige, que respeita, que cuida com verdade… esse cresce, se fortalece e dura para sempre. 💍🙏❤️✨
*Ricardo Neves ✍🏻🪞🤳🏻*
sobre amar e ser livre.
A luz atravessa a janela sem pedir passagem.
O cheiro da chuva permanece no ar mesmo depois que o céu se abre. Uma música termina, mas, por algum motivo, continua acontecendo dentro de mim.
Talvez ela pertença a essa mesma categoria.
Não porque seja distante, mas porque existe nela alguma coisa que não pode ser alcançada pela matéria.
Eu posso conhecer seus hábitos, saber o que ela gosta, reconhecer sua voz em meio a outras, decorar suas pequenas manias. Posso conhecer os caminhos que ela percorre, os silêncios que prefere, as palavras que costuma escolher.
E, ainda assim, existe uma parte dela que permanece intocável.
Uma espécie de território sem mapa.
É justamente essa parte que mais me interessa.
Não aquilo que ela oferece ao mundo, mas aquilo que existe quando ninguém está olhando. A pessoa que permanece depois que todas as expectativas desaparecem. O pensamento que ela não diz. A versão dela que não precisa ser compreendida para continuar sendo verdadeira.
Talvez seja ali que ela realmente more.
Não em uma casa, nem em uma foto, nem nas lembranças que consigo organizar.
Mas naquele lugar estranho onde ela se tornou uma influência silenciosa sobre mim.
Ela não precisa estar perto para existir em mim.
E isso não tem nada de tristeza.
É quase o contrário.
Existe uma beleza imensa em descobrir que ela pode atravessar minha vida sem precisar ocupar todos os meus espaços. Como uma constelação, distante, impossível de tocar, mas capaz de mudar a maneira como atravesso a noite.
Talvez eu goste dela justamente porque nunca consigo terminar de entendê-la.
Existe alguma coisa muito bonita em não possuir a explicação completa de alguém.
O mistério não está naquilo que ela esconde.
Está naquilo que, mesmo quando revela, continua profundo.
E talvez seja esse o tipo de amor que eu aprendi a reconhecer nela, aquele que não tenta transformá-la em propriedade, certeza ou destino.
Um amor que olha para ela e pensa
eu não preciso ter todas as respostas para reconhecer o que isso significa.
Porque o que sinto por ela não pede conclusão.
Pede que, por alguns instantes, eu pare de tentar definir o que sinto e simplesmente permaneça diante daquilo.
Como quem observa o oceano sabendo que jamais poderá carregá-lo.
Ainda assim, entra na água.
Ainda assim, fica.
Talvez porque eu tenha entendido que o valor de certas coisas nunca esteve na possibilidade de possuí-las.
O céu não é menos bonito porque não posso guardá-lo.
A lua não me pertence porque a contemplo todas as noites.
E ela também não precisa ser minha para ser profundamente minha em algum lugar que a linguagem não alcança.
Existe uma parte dela que não é minha.
Nunca foi.
E talvez seja exatamente por isso que eu a ame tanto.
Porque não posso tocá-la.
Não posso prendê-la.
Não posso pedir que permaneça exatamente onde a encontrei.
Só posso reconhecê-la quando aparece.
Na maneira como ela existe.
Naquilo que ela desperta.
Na pequena alteração que acontece dentro de mim quando o mundo, por alguma coincidência, me devolve alguma coisa que lembra ela.
Talvez amar seja aprender essa delicadeza:
saber que ela é livre, e ainda assim escolhê-la.
Saber que ela pode ir, e ainda assim não transformar o amor em uma prisão.
Saber que não tenho o direito de possuir seus caminhos, seus pensamentos, seus silêncios ou qualquer parte dela que queira permanecer somente dela.
E talvez exista uma liberdade ainda maior em amar assim.
Não porque eu queira amá-la de longe.
Mas porque quero que, quando ela estiver perto, seja porque escolheu estar.
Quero sua presença sem precisar da sua obrigação.
Seu carinho sem precisar da sua promessa.
Sua permanência sem precisar segurá-la pelos braços.
Quero que ela possa continuar sendo inteira, mesmo quando estiver comigo.
Porque, no fim, talvez amar alguém seja justamente isso:
não tentar diminuir o tamanho do mundo dela para caber dentro do meu.
É olhar para ela sabendo que existe um universo inteiro acontecendo por trás dos seus olhos e, em vez de querer possuir esse universo, sentir admiração por poder conhecê-lo.
Algumas coisas foram feitas para permanecer conosco sem jamais permanecerem ao nosso alcance.
E, ainda assim, eu escolho olhar.
Escolho sentir.
Escolho ficar alguns segundos a mais diante dela, diante de tudo aquilo que não posso segurar.
Porque, no fim, talvez o que realmente permanece nunca seja aquilo que consigo possuir.
Seja aquilo que, mesmo depois de partir de todos os lugares possíveis, continua existindo em mim.
E talvez amar e ser livre seja exatamente isso
eu não preciso prender ela para querer que fique.
Não preciso chamá-la de minha para saber o quanto ela significa para mim.
Não preciso ter posse sobre nada que exista nela para reconhecer que, entre tantas coisas que a vida poderia ter colocado diante dos meus olhos, foi ela quem conseguiu permanecer dentro deles.
E talvez seja essa a forma mais bonita que encontrei de amá-la:
deixando a porta aberta,
não porque eu queira que ela vá,
mas porque quero que ela saiba que, se ficar,
será livre para ficar.
QUANDO O CORAÇÃO DECIDE AMAR
Quando buscamos a pessoa certa, também podemos encontrar grandes sofrimentos por esse amor.
Porque, em grande intensidade, quanto mais amamos, mais também nos tornamos vulneráveis à dor.
Amar nem sempre é caminhar por um jardim de rosas.
Pois toda flor carrega consigo seus espinhos — e assim também é o amor.
Mas, quando encontramos a pessoa certa, seus defeitos deixam de ser maiores que suas qualidades.
E o coração passa a acreditar, de forma quase perpétua, que nem mesmo a distância é capaz de apagar a chama da paixão.
Porque, quando o coração decide amar e dois corações verdadeiramente se encontram, nenhum obstáculo parece grande demais.
Pois quando existe amor, até as maiores distâncias podem ser atravessadas.
Ronan Helio de Souza
“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”
A Coragem de Amar
Amar, nos dias de hoje, exige coragem.
Porque amar é abrir a porta sabendo que alguém poderá conhecer nossos cômodos mais escondidos. É entregar o coração sem contrato, sem garantia, sem saber exatamente o que o amanhã fará de nós.
E eu tive essa coragem.
Amei profundamente. Entreguei corpo e alma.
Criei raízes nesse amor até já não saber onde terminavam as minhas e começavam as nossas.
São trinta e tantos anos dividindo a vida.
Houve dias de sol e dias difíceis. Houve risos, silêncios, abraços e certamente momentos em que permanecer exigiu mais força do que partir. Mas talvez esteja justamente aí uma das verdades do amor: ele não é feito somente daquilo que é bonito. É feito também da temperança que aprendemos quando duas vidas atravessam juntas as imperfeições do tempo.
Amar alguém por tantos anos não significa viver uma história perfeita.
Significa olhar para tudo o que passou e perceber: ainda estamos aqui.
Por isso digo sem vergonha e sem medo:
eu sou corajoso.
Porque me entreguei.
Porque criei raízes.
Porque permiti que alguém conhecesse profundamente quem eu sou.
E, depois de tantos anos, continuo acreditando que amar vale o risco.
Talvez essa seja uma das maiores coragens que um ser humano pode ter:
saber que o amor nos deixa vulneráveis e, mesmo assim, escolher amar.
Sou apenas um jovem que quer amar e ser amado, tratar uma única pessoa como única, cuidar e prover.
Apenas quero obter para dar, quero ser para proteger, quero ter para cuidar e quero amar para ser amado.
Não possuo riquezas, um lar estruturado e muito menos um lugar para onde ir. Não sou um homem próspero, muito menos alguém exemplar. Então, como eu poderia ousar querer alguém para preencher este coração confortado pela melancolia?
Mãe
Missão de cuidar
Sem medida, amar
Ela sempre em construção
Mãe
Ensaia a paciência
Descobre resiliência
E aos filhos dá proteção
Mãe
Uma vida a evoluir
Há dissabores a sentir
Mas segue com doação
Mãe
Zelosa se faz presente
Dedica-se intensamente
E resiste à exaustão
Mãe
Sinônimo de afeto e carinho
Com bravura constrói seu caminho
Sua marca é doçura e emoção
10/05/26
O Silêncio de um Coração Covarde
Eu tenho um coração covarde, que só sabe amar em silêncio. Quase tudo o que senti por alguém, guardei para mim, como se conviver com a eterna dúvida de “Em algum lugar do seu coração, haveria sequer uma faísca de amor por mim?” fosse melhor do que arriscar ouvir que o meu amor jamais poderia ser correspondido.
Talvez eu esteja fadada a esse destino: amar justamente aqueles que não conseguem retribuir o que sinto. E eu não estou sendo dramática dessa vez, eu juro. É que, de alguma forma, eu sempre acabo no meio de duas pessoas que se amam. E eu sou a coadjuvante invisível que queria ser capaz de mudar seu destino. Pensando bem.. A culpa é inteiramente minha. Nunca tive a capacidade de olhar para a própria história e tentar reescrevê-la. Eu nunca tenho coragem suficiente para mostrar o que sinto. Por ninguém. E, por você, menos ainda.
E então, foi assim que eu aprendi a me contentar com tão pouco. Com estar por perto, ouvir sua voz, dividir pequenos momentos que, para você, talvez sejam apenas amigáveis, mas para mim, são como lenha para o meu coração. Às vezes, em meio à euforia, eu me fecho. Minha expressão muda quando volto à realidade e percebo que seu olhar está brilhando, mas não é em minha direção.
Mas apesar dessa dor, ainda prefiro ouvir você dizer que o ama enquanto me sufoco com os meus próprios sentimentos, a sentir sua voz se tornar cada vez mais rara depois que eu me afastar, por não suportar a dor de amar sem ser correspondida. Não me julgue, por favor, é o melhor que posso fazer por agora…
Até algum tempo atrás, isso era suportável. Quando eu percebia que estava desempenhando novamente o papel de coadjuvante, apenas colocava meus dois fones de ouvido no máximo e reproduzia 'Heather' do Conan Gray. Cuja letra se encaixava tão perfeitamente à situação que parecia a trilha sonora de uma cena da minha "história". Quando eu chegava em casa, assistia a 'A Noiva Cadáver', filme que acabou se tornando o meu favorito. Principalmente porque, para me igualar ainda mais à Emily, eu só precisava estar morta.
Isso era tudo que eu fazia, e ainda faço: tentava me consolar através de músicas e filmes que eu me identificava. Derramo algumas lágrimas de vez em quando. Questiono o que há de errado comigo mesma ─ “O que falta em mim?”. E então guardo tudo outra vez. Guardo, guardo e guardo, sem cogitar que um dia atingiria o meu limite.
Agora, pela primeira vez, os meus sentimentos parecem grandes demais para continuarem escondidos aqui dentro. São tão espaçosos que sinto que, qualquer dia desses, vou me afogar neles. Quando estou ao seu lado, eles quase transbordam. Um gesto protetivo seu, uma palavra bonita, um olhar demorado, e todas as borboletas parecem se mover dentro de mim, procurando uma saída.
E, mesmo assim, eu continuo neutra. Sendo a pessoa com quem você pode desabafar sobre suas decepções amorosas, enquanto me contorço para não dizer que eu poderia te oferecer o dobro do amor que você tanto deseja. Porque esse coração covarde, que aprendeu a amar em silêncio, ainda acredita que é melhor sufocar com o próprio amor do que correr o risco de perdê-lo.
É assim que me sinto.
━ Yasmin Goulart
Não sei amar
Não sei me relacionar
Não tenho paciência com nada
Não sou bom com gente nem com animais...
Nem comigo mesmo eu sei lidar!
Eu só sou bom com plantas
de preferência as que tem muitos espinhos
(Óbvio, assim como eu!) muita cor e muito perfume!
Eu acho que o nome disso é cansaço...
Burnout!
William Marques de Oliveira
Segredo de felicidade:
Chorar um pouco,
De preferência só
Ou depois de amar!
Sorrir em demasiado
Pra todo lado,
Mesmo sem namorado!
Lembrar de coisas boas
Esquecer das ruins
Mas se afastar das ruins!
Exorcizar demônios
Que queimem no inferno!
No coração carregar apenas,
Querubins,
Mas levar no corpo,
Um demônio!
Ouvir música clássica, brega
E moderna.
Cantar muito...
Baixinho, ou bem alto,
Sozinha, ou em conjunto
Sem medo de desafinar!
Sem medo de desagradar!
Ser fora de moda no amor
E moderna em todo o resto!
Não ter regra pra nada
A não ser
Ser feliz!
(Lina Marano – Segredo de Felicidade)
Minhas mãos nasceram para amar a terra ❤
Cuidar da terra é um gesto de fé,
é como entoar orações
e seguir rituais ...
Retirar, com paciência e delicadeza,
o que impede a vida de respirar
(as ervas daninhas...),
oferecer alimento , nutrientes
(adubo e fertilizantes...)
lançar sementes ao solo
e confiar no tempo
( o senhor da sabedoria...).
Regar com presença,
proteger com ternura,
aceitar o ritmo das estações,
as vontades do céu
e os ciclos da terra.
E então…
um dia,
quase em segredo,
silenciosamente
e com imensa generosidade
a vida responde...
germina, cresce,
floresce e frutifica lentamente,
como quem agradece
ao cuidado que a chamou
para existir e nutrir.
©️✍@MiriamDaCosta
Você se foi desse mundo...
do nosso mar...
do nosso amar...
para longe ...
muito longe...
para além do meu olhar
mergulhado no teu...
Deve existir um ângulo
nas páginas do mistério
entre a vida e a morte
onde os meus versos escritos
possam alcançar a tua leitura ...
✍©️#MiriamDaCosta
Talvez, o amar...
Nas inquietas noites, onde o silêncio pesa,
caminho por dentro de mim, sem direção,
como quem busca, entre ruínas e promessas,
um vestígio da tua antiga voz no coração.
Cada lembrança tua é uma chama acesa,
ardendo mansa nessa escuridão chamada saudade cheia de nostalgia;
ilumina o que perdi, revela a fraqueza,
mas também aquece a minha solidão tardia.
Há ainda o teu nome nas paredes do pensamento,
sussurrado pelo vento, pela chuva, pelo chão;
e mesmo quando tento calá-lo no tempo,
ele floresce, teimoso, dentro do meu coração.
Talvez amar seja carregar ausências,
guardar no peito aquilo que partiu,
reconhecer, entre tantas presenças,
o vazio que o adeus nunca cobriu.
Mas hoje, devagar, recolho os pedaços,
deixo a noite passar sobre a minha pele;
e descubro, entre lágrimas e abraços,
que também renasce quem um dia se perdeu.
Pois toda chama, mesmo quando fere,
pode ensinar o caminho de volta;
e o coração, cansado, ainda prefere
abrir-se ao amanhã, mesmo diante de uma fechada porta.
DEIXAR DE AMAR O PRÓXIMO É COMO ARRANCAR O CORAÇÃO
BY: Harley Kernner
Seria impossível, talvez até traição comigo mesmo,
tentar renunciar ao que me faz viver:
esse amor que habita, profundo e forte,
é a fonte onde vou para me reencontrar.
Não é só sentimento, é raiz que me sustenta,
a terra onde brota toda a minha poesia —
ele respira em mim, antes mesmo que eu pense,
e ilumina cada verso, cada melancolia.
Se eu tentasse apagá-lo, perderia a alma,
a razão de tudo o que sei expressar:
é ele que me inspira, que me dá voz e calma,
o motivo maior de eu saber amar.
Esse amor não sai, não cede, não termina — é o que sou, a essência que me conduz:
minha raiz poética, eterna e divina,
a luz que me guia nesse mundo de tão pouco AMOR.
Harley Kernner
Arquiteto de Poesias e Crônicas
Amar é isso,nunca desistir do outro mesmo quando tudo parecer perdido,é sempre ser a mão que apoia,cuida,incentiva,e diz mesmo sem palavras:
Ei não importa o que aconteça eu vou estar sempre aqui viu?
O amor tem as suas fases,ora felizes,outras nem tanto,mas nunca esqueça os motivos que te fizeram amar a pessoa que esta do seu lado,procure sempre olhá-lo(a) com o mesmo encanto da primeira vez,e em como deixou sua vida mais bonita desde que chegou pelo simples fato de existir.
Eu prometo te amar além do tempo, além dos dias contados, além de qualquer fim que o mundo ouse inventar.
Todos os dias do nosso “pra sempre” terão o teu nome escrito no meu coração, como uma oração que nunca se esquece.
E se existir distância, que ela seja apenas no espaço, porque em mim você permanece inteiro.
Eu já não tenho forças pra viver longe de você… é como tentar respirar sem ar, como silenciar um sentimento que nasceu pra ecoar eternamente.
Fica… porque em você eu encontrei o meu lugar.
E amar você é minha escolha de todos os dias, até o infinito.
Quero te amar com a urgência dos primeiros beijos e a calma de quem sabe que encontrou onde ficar.
Quero teu corpo perto do meu, tua boca procurando a minha, teus braços me envolvendo como se o mundo pudesse acabar lá fora e, ainda assim, nada nos alcançasse.
Quero envelhecer desejando teu toque, sorrindo para o mesmo olhar e escolhendo você, dia após dia.
E quando a vida cobrar de nós o último suspiro, que ele ainda encontre nossos corações batendo no mesmo compasso.
Porque o tempo pode levar nossa juventude, nossa pressa e até nossos dias… só não quero que leve o desejo de amar você.
