Texto de Reflexão de Amor
Amei-te?
Inda que não te amasse
Coração aceleraria quando te visse
Peito apertaria quando não falasse
E lágrimas escapariam
Por coisas não ditas.
Meu coração já não é o mesmo
Agora amadurecido e quem sabe
Se não tivesse amado
Endurecido tivesse ficado
Mas ainda assim
O amor viveria
Quieto lá no fundo
Só esperando teu rosto ver
Para na hora desabrochar
E poder finalmente,
Te amar.
Eu queria lhe entender
E conseguir te decifrar
Compreender os seus sorrisos
E os sinais que tu me dá.
Me sinto inseguro
E não consigo me engajar
Pois podem ser meus olhos
Querendo me enganar.
Mas eu não quero estar errado
E prefiro acreditar
Investir nesse meu sonho
No qual juntos vamos estar.
Só quero que entendas
E não julgues, por favor...
Pois não me vejo com a culpa
Por acreditar de mais no amor.
Poema:
Uma Noite de Cada Vez
Hoje eu deitei em minha cama
Mais uma vez você não estava
Mais uma vez sinto sua ausência
Meu rosto se cobre pelos prantos
Não sei o porquê desse amor
Sinto frio sem o seu calor
Sei que onde estas não sente frio
Minha angustia clama sua presença
Pergunto-me onde devo ir
Se meus sentidos tem alguma direção
As minhas pernas tremulas
Não posso caminhar então sinto
Sinto medo, medo de não ser amado
Não consigo dormir, sinto insônia
O seu nome fica em minha mente
Que paixão é essa que me adoenta
Afogo-me nesse sentir, nesse querer
É um amar inevitável, um contentamento
Coração traiçoeiro, me envolveu
Agora aguente o que tiver que aguentar
Aguente suas chamadas sem respostas
Aguente seus erros e acertos
Só posso estar sonhando
Preciso acordar e ver que é real
Que esse amor é mais do que um sonho.
Amarga Deixa.
Quando tu foste embora, engoli a tua deixa como se ela fosse um pão amanhecido.
Minha mente fantasiava teu corpo como quem pinta uma aquarela.
Tuas curvas eram desenhadas em minha mente como se fosse o autódromo de Interlagos.
Teu perfume era lembrado tal qual o cheirinho do almoço que mamãe fazia aos domingos.
Meus sonhos continuaram os mesmos, só os tive deitado em diferentes travesseiros.
Continuei ouvindo a música que era a doce melodia aos teus ouvidos, era ela que me despertava todas as manhãs.
Aprendi a falar em sussurros quando tarde notei.
Que você sempre gostou do barulho que o silêncio faz.
Escrevi cartas a mão em minha mão pra você sentir.
Em cada letra minha um pedaço do meu corpo.
Oh! Quão suave é sintonizar na estação das coisas bonitas que tem em você.
Ainda ando te esperando sem cobrar nada.
Ainda te recito mentalmente meus esboços que foram rascunhados à hora zero.
Demonstrei meu afago te presenteando com um ósculo. Qual teu corpo me agradece silenciosamente até hoje.
E depois desta melancólica e precoce partida.
Você voltou aos meus braços sem ao menos partir.
Somente para descobrir que:
Comigo o amor mora em detalhes.
Revés Obscuro.
Dona da beleza, que destreza.
De tabela é dita bela por todos.
Vende flores como mendiga? Diga-me.
Como suturas a tristeza se anda por ruas escuras?
Em Londres, talvez? Bem longe quem é você? Revés...
Astuta, quem és tu quando ninguém está vendo, menina matuta?
Em busca de uns trocados se faz a noite inteira.
Maldita tua presença nestas noites rotineiras.
Nas noites se conhece, assim como a lua conhece a noite e se escurece.
Faz dupla, sempre culta, sente culpa.
Desculpas sempre são tuas, Quão certa são suas certezas sempre absolutas?
E se em noites desconhece, diz que não conhece um alguém tão culto.
Mas cultiva a mente altiva pra conhecer o oculto.
Incrível tua capacidade de descobrir, cobrir, despir, sentir, mentir.
Meu martírio,
Colírio, aos meus olhos
Coleira, para meu pescoço.
Sadraque? Mesaque? Abednego?
Abstenho-me de tudo e nego, mas pergunto.
Será que és mesa que estendo minha toalha?
Quem será que irá para a fornalha?
Como queria ser uma brisa da manhã
Para poder te tocar
Chegar de mansinho
Acompanhada de carinho.
Como queria ser um pensamento
Para poder viajar no seu corpo
Morrer de sufoco
Tocar o teu rosto.
Como queria ser uma rede
Para poder te balançar
Sobre o olhar das estrelas
Numa noite de luar.
Quase uma obrigação
Agora, neste antigo momento, pensativo me aguento, sem o menor tormento, liberto de provento. Provento pra quê se nem posso ver o que está pra acontecer. Sinto a compulsão de uma velha unção de escrever mensagens as quais a mim me fazem ver a luz da inocente escuridão. Sem sequer discernir o que está para vir, vislumbro um clarão cheio de paz, é luz impregnada na nobre cruz a torturar Jesus pelo amor de Maomé pelo embrião osmótico da fé. Então dentro de enorme multidão, dando as mãos da velha ignorância, porém, na ânsia anciã de entender o amor como o simples desabrochar de uma linda flor que avistei num sonho a qual jamais imaginei ver nesta estrada esgarçada de tacanha estupidez.
Quem quiser entender, entenda, enquanto, continuo a campear essa compreensão.
jbcampos
Ele vivia como se não existisse para os demais
Vivia como achava que deveria viver
Vivia de olhos fechados para mundo e aberto pra dentro de si
Sentia as coisas a sua volta e um pouco mais do que deveria
Escondia seu amor com maestria simplesmente por amar demais
E via a beleza aonde ninguém mais via
Pelos olhos contei meus segredos
Através dos gestos falei do meu sentimento
Com minha boca discursei toda a relevância
Pela respiração expus minhas emoções
Através do abraço exemplifiquei a saudade
Com minha língua manifestei o desejo
Pelos desenhos que o meu rosto faz eu demonstrei o ciúme
Através do calor corporal expressei o afeto
Com o toque disseminei o prazer
Com todo meu corpo falei
Mas tudo foi em vão
Ele desconhecia a língua do amor.
Nos dias atuais parece que estamos em meio a uma torre de BABEL.
Há um enorme contingente de vozes clamando por paz, amor, união, harmonia, paixão, doçura, prazeres da vida...
Lembro-me que os grandes filósofos e pensadores não tinham diplomas para fazer tais declarações. Por quê? Porque tais ideias vem da nossa alma
É tão comum na atualidade vermos crianças de 8 aos 12 anos tocando obras em piano ou violino, que levariam seu tempo de de vida em estudo para tal execução.
Lembremos dos que fizeram sucesso após os 60 ou aqueles que se tornaram celebridade pós-mortem.
Fica claro! O despertar de um dom, independe da idade,credo, raça ou diploma
Se DEUS é todo amor, benevolência e onipresença Ele não excluirá a ninguém e tampouco delimitará tempo para que tal vocação floresça em nós,pois dons não são adquiridos pelas moedas, eles brotam conforme nossa alma se torna leve e mais sensível.
6/9/15
saudades! sim… talvez… e por que não?... [2]
[7 de abril de 2015]
segunda-feira. foi a primeira sem ti, detestável. comprei os sorvetes, como sempre, um pouco depois das nove da noite. encontrei-te em espírito na última aula, hesitei, fiz uma pausa. experimentei os olhos afadigados dos estudantes sobre os meus, abandonei a sala para refrear a dor da tua inexistência.
descobri, afinal, que a tua irmã tem a tua voz, como várias vezes disseste. condenei a minha intromissão, queixei-me então do dia, do frio, da solidão e da tua coragem. os sorvetes desfizeram-se, sobre a mesa, entre a pilha de louça suja. justiça poética, acredito. hoje é feriado. tenho a certeza de que cá terias passado a noite… saudades! sim… talvez… e por que não?... onde estiveres, só quero que te lembres de ser feliz.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [3]
[8 de abril de 2015]
trabalhei com afinco, o dia todo – como sempre o faço –, com a vã esperança de libertar-me. então o trabalho não liberta? de pouco adiantou. surgias em cada palavra vitimada que eu lia, e punha-me logo a sorrir como um louco no fim da tarde. guardei o riso para depois, rir sozinho a desgraça alheia não tem graça nenhuma.
hoje tive uma raiva daquelas! voltaram a tirar-me uma das luzes do carro. ao malfeitor brindei as labaredas infernais, mesmo que tenha sido por meio de um haicai muito mal conseguido. são saudades! sim… talvez… e por que não?... falando em poesia, descobri que não eras, afinal, o pote de vida, mas sim a fonte.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [5]
[13 de abril de 2015]
já se sabe que os escritores são uma raça estranha de seres humanos – assunto esgotado. enfadonha seria a sociedade sem, por exemplo, pessoas como o eduardo white, sangare okapi e álvaro taruma. disse-me um amigo filósofo que agora é deputado: ‘os poetas são os humanos mais humanos’. white tinha um coração ainda maior do que o talento. sangare idealiza ilhas e calça sapatilhas coradas (quando não está a encantar serpentes com o fumo do cigarro que se apaga no turbante do aladino). taruma, o condenado, vive mesmo numa ilha, mas é um pirata de terra firme. em comum, a poesia.
sonho. é melhor assim, que pensem que de um sonho se tratou. foi real, ouvi a tua voz. quanta preciosidade numa curta ligação! refiz a nossa última visita ao mar. escalei as pedras e dediquei o teu nome à infinidade das águas e do céu, num voto de afecto alternativo e, talvez moderno.
sabes que tenho uma paixão pela academia, mas está a fartar-me o ensino. talvez devesse ficar exclusivamente na investigação, não sei. o resto conto-te pessoalmente. apeteceu-me um sorvete, como sempre, nas segundas. o teu ficou guardado, com duas lambidelas cheias de ternura. saudades! sim… talvez… e por que não?...
© pedro pereira lopes
E se? E se o mundo parasse de apontar (por hipocrisia) aos que erram, aos que perdem, aos que não são? Se inesperadamente surgissem braços que abraçam, mãos que repartem e doam, bocas que abençoam e sorriem, olhos que enxerguem, ouvidos que escutem, corações que sintam, sintam amor, compaixão e tenha fé na mudança.
Eles (o mundo), não precisam de dedos indicadores e mentes pensantes, mas de braços abertos e de corações cheios de amor, amor como o de Cristo.
Não prego aqui o evangelho morno que dispensa a integridade da Palavra, mas sim um evangelho que se preocupa com o próximo em semelhança do que Cristo a nós fez: nos deu amor quando não merecíamos!
Ame muito. Tome cuidado pra não ser permissivo e esquecer da Verdade, mas não se endureça por causa da religião. Seja Cristo.
Não quero perder mais tempo
com gente que não acrescenta.
Estou no tempo de viver a paz
e buscar a essência do espirito.
Não quero ter mais disposição
a quem é feito de explosões
que só causam dor!
Tudo o que quero é brisa suave
em meu caminho.
Por mais que me mostrem
a indiferença
eu quero mostrar
a diferença do que é ser amor!
7/9/15
Hoje de madrugada eu acordei com a minha campainha tocando insistentemente abri a porta assustada e era meu amigo Felipe aos prantos. Coloquei ele pra dentro e dei um copo de água com açúcar mas ele não quis. Ficou ali sentado chorando desesperado por uns 40 minutos...era um choro dolorido de soluçar.
Quando finalmente não tinha mas lágrimas , ele foi se acalmando e começou a me contar o que tinha acontecido. Disse que ha 2 horas atras estava na quarta festa da semana, ficando com a décima garota da noite, quando sentiu um estalo, como se fosse um clique, um enjoo um nó na garganta, nojo de si mesmo e saiu dali deixando a décima garota sozinha.
Ele não estava confuso, pela primeira vez em meses ele sabia o que estava acontecendo. Sua ficha havia caído, finalmente.
Sentado na frente da boate, as lembranças de sua pequena amada vieram em sua cabeça. Há muito tempo ele havia escolhido não pensar mais nela, e manter sua cabeça ocupada com quantas mulheres fossem necessárias.Mas naquela noite, não deu certo. Pela primeira vez em meses, aquilo não o satisfazia mais, e ele sentiu uma saudade enorme da garota que ele disse meses atrás que não amava.Naquela noite, ele finalmente se arrependeu.
Não pensou duas vezes, pegou o carro e foi correndo pra casa dela. Bateu na porta e quem atendeu foi um cara sorridente, com um brilho nos olhos e disse : -posso ajudar ?
Felipe perguntou se a Julia estava, e o cara respondeu: -minha pequena já esta dormindo. Quer deixar algum recado?
Ao ouvir essas palavras, seu coração ficou apertado e as lágrimas começaram a rolar. Era o fim, sua pequena agora era a pequena de outro.De outro que se sentia o cara mais feliz do mundo por estar com ela , de outro que a valoriza como ele não fez, que a ama como ele não quis amar. Depois disso ele veio direto pra minha casa.
Eu adoraria dizer que tudo terminou bem, que aquele cara que atendeu a porta era um primo dela que veio para o natal, e que ela estava acordada e os dois voltaram e viveram felizes para sempre. Mas infelizmente a realidade esta muito longe de ser um filme da Disney.
Ela o superou, e o meu amigo, bom, todos os dias ele chora por sua ex pequena amada.
4:34 da manhã, um gole.
4:49, dois goles.
5:01, três goles e olho mais uma vez a caixa de mensagens na esperança de você ter me enviado algo.
5:30, quatro goles. Já está quase na hora de ir trabalhar.
Segunda-feira e eu aqui.
Voltei a fumar, acendo um cigarro e me troco.
Vou pro trabalho. Um dia normal.
Volto e meus olhos te procuram na sala, no quarto, na cozinha me esperando com vinho. Mas você não está lá.
Acendo outro cigarro.
O cheiro da fumaça já apagou seu cheiro da casa. E o tempo apagou os detalhes da sua fisionomia da minha mente. Lembro de você como um todo, e dos nossos momentos. Mas os detalhes...me foram tirados. A força.
Estou no modo autodestruição desde que você saiu rumo a sua nova vida e acabou levando junto a minha. Minha vontade de continuar sendo eu, agora que você não está mais aqui. E aqui estou eu. Ela. Ninguém sem você. Não deveria, mas sou dependente. Dependente de uma droga que ao invés deu usar, me usa.
Apenas.
O ser humano só consegue estar apaixonado por uma coisa de cada vez. Qualquer coletivo de viés político move e é movido por paixões. Essas manifestações, à direita ou à esquerda, são realizadas por pessoas que não estão apaixonadas. Ou melhor, que estão apaixonadas pela causa política. Os apaixonados entre si, entre pessoas, passeiam no parque e lambem sorvete de bola, alheios aos problemas políticos.
Marx problematizou a luta de classes, Gramsci viu o empecilho da fé, mas nenhum deles pensou na mais profunda e clara alienação do apaixonado. A revolução sempre sucumbirá ao amor.
Sete tragadas e ele logo acaba
é de trago em trago
que trago
para mais perto de mim
a tão esperada hora
de minha morte
trago-a para mais perto a cada tragada
trago-a lentamente pois não posso partir ainda
pois
é você de voz doce e olhar suave que me prende aqui
doce menina dos olhos castanho-escuro
(...)
Aconteceu sem ter porque
Mudamos muito e sem perceber
Nos afastamos e simplesmente desistimos
Daquilo que era o melhor para nós.
Desistimos do sonho que estava virando realidade.
Apesar de imperfeições, Brigas e Confusões
Esse era o melhor para nós.
A fase ruim apareceu,
Como um dia lhe disse eu,
Mas não soubemos suportar,
Cedemos sem nem tentar
E tudo se perdeu.
Agora o que fica é a dor,
Os desejos desse grande amor
E saber que tu se foi.
Machuca, mas é verdade
O que resta é a realidade
Agora é seguir em frente...
Mudar os planos, que ontem
Eram para gente
E hoje, não são mais.
