Texto de Reflexão de Amor
Portanto, DEUS está dizendo:
Eu coloquei diante de vocês
vida e morte, fogo e cinzas, altar e ciclo.
Não Me apresentem o ano
se não Me entregarem o coração.
Não Me tragam cânticos
se continuarem negociando a verdade.
Eu não sou Deus de viradas vazias.
Eu sou Deus de alianças eternas.
Porque a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. (Colossenses 3:3)
Ser escondida não é rejeição.
É proteção.
É preparo.
É amor do Dono cuidando do que é precioso.
Fica em paz,Quem te guarda é fiel,
e no tempo certo, Ele mesmo abre o cofre.
miriamleal
Não há coincidência na vida da pessoa que ora.
Há direção, há propósito, há mão de Deus conduzindo tudo.
Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor. (Salmo 37:23)
o que parece coincidência é cuidado,
o que parece comum é Deus trabalhando em segredo. miriamleal
Senhor, se algum dia a minha vida receber aplausos, permita que o meu coração se lembre das noites em que só Tu me viste chorando. Assim, eu nunca confundirei a Tua graça com o meu mérito.
A mim, nada. A Ti, tudo. A Deus, toda a glória.
Soli Deo Gloria. Somente a Deus a glória.
Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém. Romanos 11:36
Vida Moída
A mesa transborda, o prazo se esgota,
A mente é um vidro prestes a quebrar.
O dia nem nasce e a alma derrota
O pouco de fôlego que resta ao acordar.
É conta que chega, é o grito contido,
Um nó na garganta que insiste em crescer.
O esforço de agora parece perdido,
Pois quanto mais faço, mais resta a fazer.
O tempo me engole em seu passo voraz,
As mãos já tremendo não sabem parar.
O mundo exige, a vida não traz
O silêncio bendito de apenas descansar.
No peito, o compasso de um ritmo incerto,
O muro se fecha, não há mais saída.
O deserto é grande, o abismo está perto,
No cansaço imenso de uma vida moída.
A Minha Vida Diante do Teu Altar
Meu Deus, no dia em que celebro mais um ano de jornada, entro no Teu santuário em silêncio para Te entregar o meu coração. Venho agradecer por cada respiração, por cada tempestade superada e por me manter de pé mesmo quando a fragilidade humana tentou me diminuir. Olhando para trás, faço uma auto análise sincera da minha existência: compreendo, finalmente, que a minha importância no mundo não é medida pelos aplausos dos homens ou pela presença física de uma multidão. Minha relevância está no bem que espalho, na resiliência que carrego e no milagre que sou para mim mesma. Acima de tudo, sou imensamente importante para Ti, que me desenhou à Tua imagem e semelhança e nunca me abandonou. Obrigado, Senhor, por me ensinar a superar as ausências terrenas e por me lembrar que, se eu tiver o Teu amor e a consciência do meu valor, eu tenho absolutamente tudo. O Teu colo é o meu porto seguro, e a minha vida é
Um tecido de cicatrizes invisíveis, marcas profundas de uma vida moldada pela dor e pelo sofrimento. Mas são exatamente essas marcas que provam que você ainda está vivo: que, em toda a sua intensidade, você sente, você sofre, você chora... e, mesmo no fundo de tudo, ainda consegue sorrir.
O seu amor me salvou; o seu sorriso me libertou. Onde antes sangrava, hoje já não sangra mais; onde antes doia, hoje já não dói.
Então... é isso o que o amor é?
A VIDA EM POESIA
Dança ao vento, em encanto e alento, a vida a contento.
Há poesia na vida, lírico sopro Divino, seja chorando ou sorrindo.
Nas páginas amassadas do ontem, o amargo sabor se dissolve à luz da manhã; doce raiar novamente a pulsar.
Seja a vida assim como é, na lágrima salgada do rosto; este sal, ao sol, traz sabor ao seu gosto.
Cícero Marcos
OLHOS DE MAR
Como um anjo, você chegou anunciando o início de um ciclo, da vida que já não era só minha...
Apesar de dolorosas, as mudanças eram necessárias. Então, rasguei a cápsula que me envolvia, comprimida numa ingenuidade tardia — tal como o casulo do qual eu já não cabia, e que me impedia de mover as asas que eu nem havia notado que tinha.
O apego, a dependência, o vitimismo e a dor me impediam de perceber que eu podia voar. Embora não soubesse como, tudo era tão novo... Pensei em desistir, mas a esperança ressurgia quando eu olhava em seus olhos — olhos de mar.
Apesar de recém-chegado, pequeno e frágil, você me ensinou a ser forte, a amar e a aprender com a dureza das provas da vida. Enquanto você crescia, também me impulsionava a crescer. Errei e acertei muitas vezes, mas sempre com o desejo de lhe dar o melhor de mim.
Você é minha kriptonita, mas também é minha fortaleza.
MANIFESTO SOBRE A RESILIÊNCIA HUMANA
Por: Abel Manuel Fernando
“A vida do homem sempre foi feita para ser dificultada.”
Esta premissa não é um lamento, mas sim uma constatação profunda sobre a natureza da nossa
existência. Desde os primórdios, a jornada humana nunca foi desenhada para ser um caminho linear
ou isento de barreiras. Pelo contrário, são os obstáculos que surgem ao longo do percurso que
validam o nosso crescimento, testam as nossas convicções e transformam o potencial latente em
força real.
Evitar as dificuldades é ignorar a própria ferramenta de lapidação do carácter. Cada contrariedade,
cada barreira aparentemente intransponível, funciona como um espelho que reflete quem realmente
somos quando despidos das facilidades do quotidiano. O homem que não enfrenta a resistência
permanece frágil, incapaz de sustentar o peso das suas próprias ambições.
Assumir a autoria desta visão é aceitar o desafio de viver com protagonismo. Compreender que a
vida é intrinsecamente difícil permite-nos abandonar a postura de vítimas das circunstâncias e
adotar a postura de arquitetos do destino. Não escolhemos a ausência de problemas, mas
escolhemos, soberanamente, a magnitude da nossa resposta perante eles.
Natureza e Liberdade
Não existe vida sem liberdade e humanidade.
Por que a união se tornou tão corrompida?
Onde está a vida, senão na natureza?
Em tudo, sou levada a acreditar
Em uma utopia pessoal.
Somos feitos de esperança;
Somos feitos de dor;
Feitos de almas aprisionadas em carne,
Limitados.
Onde está a vida, senão de onde viemos?
Viva e retorne!
O fim é o começo.
- Ramile Godon
A Crônica da Andarilha
Você apenas passa pela vida como eles. Você segue sua jornada.
Mas tentam fechar o seu caminho.
Sua mão permanece no cabo da espada.
Evite derramar o sangue daquele que se diz seu inimigo.
Eles caçam os outros porque têm medo de olhar para a própria escuridão.
Eles não conseguem enfrentar a si mesmos.
Deixe-me com minha paz.
Minha caminhada continuará depois deste descanso.
Após a longa estrada e da batalha anterior, busquei abrigo nas muralhas deste castelo.
Depois seguirei viagem para longe daqui.
Siga seu rumo!
As trilhas até a montanha do descanso são hostis.
Foque nos verdadeiros monstros.
Consiga mais aliados.
Deixe-me!
Não vou puxar minha lâmina por pura loucura sua.
Seja meu aliado, não meu inimigo.
Mas, se insistir, saberei que escolhe a morte de bom grado.
Se concentre nos verdadeiros inimigos.
Tenha forças para lutar!
- Ramile Godon
Milagre, a vida!
Nós não podemos vencer o sistema.
Nós não podemos vencer a morte.
Não temos escolhas a não ser duas.
Somos todos iguais.
Até quando vai mentir e repassar a mentira?
Mentiras, todo dia.
Todo dia a mentira.
O folêgo aparente é a única verdade.
O único milagre.
- Ramile Godon
Já caminhei por desertos de silêncio,
onde a esperança se escondeu nas sombras. A vida, em sua frieza, não me ofertou razões para permanecer. O amanhã parece distante, um horizonte que não chama pelo meu nome. E ainda assim, respiro, como quem desafia o vazio. Talvez não haja sentido, talvez nunca tenha havido. Mas sigo, porque até o desespero carrega uma semente de quem insiste em existir.
Não vejo sentido em continuar...
a vida, até aqui, tem sido um campo árido, onde minhas sementes nunca germinaram. As manhãs chegam frias, trazendo o mesmo silêncio de ontem, e meus passos ecoam vazios, como se não deixassem marcas na terra. A vida não me mostrou muitos motivos para seguir lutando por ela. Tudo o que encontrei foram paredes altas, portas fechadas, e um céu pesado que pouco se abre. E, ainda assim, permaneço. Não por esperança, não por promessas que nunca vieram, mas pela estranha teimosia do coração, que insiste em bater mesmo quando tudo desmorona. Talvez o sentido não esteja fora, nas conquistas ou nos caminhos claros, mas dentro, na chama pequena que resiste ao vento, na voz que, mesmo frágil, sussurra em mim:
“Ainda não é o fim."
Trago no peito a lembrança de um tempo simples, onde o riso corria solto e a vida cabia inteira na inocência de dois caminhos que ainda não conheciam despedidas. Éramos feitos de chão, de poeira e de afeto bruto, desses que não se explicam, apenas se vivem, como se o mundo fosse pequeno demais para nos separar. Mas o tempo, silencioso e inevitável, foi abrindo distâncias onde antes só havia presença, transformando parceria em memória. Hoje carrego comigo aquilo que ficou, não como peso, mas como parte de quem me tornei, marcado pelas ausências que ensinaram mais que qualquer permanência.
Porque existem laços que nascem lado a lado, mas o destino insiste em escrever em caminhos diferentes, deixando na alma a saudade do que poderia ter sido eterno.
- Tiago Scheimann
Sigo pela vida como quem atravessa campos desconhecidos, guiado mais pelo instinto do que pela certeza, aprendendo que nem toda busca termina em conquista. Há batalhas que travamos em silêncio, onde o verdadeiro troféu não é vencer, mas suportar o peso de continuar mesmo quando tudo parece perdido.
Carrego nos ombros as marcas de cada tentativa, não como derrota, mas como prova de que resisti quando o mundo esperava minha queda. E entre erros e acertos, compreendi que a vitória nem sempre está no resultado, mas na coragem de permanecer de pé diante do inevitável. Porque no fim, a verdadeira caçada é contra nós mesmos e sobreviver já é, por si só, a mais difícil e silenciosa das vitórias.
- Tiago Scheimann
A vida no Sul é feita de horizontes que parecem não ter fim e de um silêncio que não é vazio — é carregado de memória, de ausência e de tudo aquilo que o vento insiste em contar para quem aprende a escutar. Aqui, o tempo não corre; ele se assenta. Ele respeita quem finca raiz e não se dobra à pressa de um mundo que esqueceu de sentir.
Entre o frio cortante das manhãs e o calor denso de um chimarrão amargo, existe um ritual que sustenta a alma: o sorgo que gira na roda, a caninha boa que aquece o peito e as lembranças de um povo que aprendeu a resistir antes mesmo de aprender a sonhar. Não é só costume — é sobrevivência transformada em tradição.
Há pegadas de marujo marcadas no chão, há couro curtido pelo sal do litoral e uma identidade moldada entre o campo bruto e a água inquieta. Aqui, a gente aprende cedo que viver é manter o equilíbrio mesmo quando tudo balança — seja no lombo de um cavalo ou no balanço incerto de uma canoa. Aprende-se a ler o céu como quem lê o destino e a entender o silêncio das marés como se fosse linguagem.
Foi assim, olhando o velho pai, que vieram os primeiros ensinamentos — não em palavras, mas em gestos. Nos tiros de laço lançados contra o vento, na paciência quase sagrada da tarrafa aberta na lagoa, na firmeza de quem nunca precisou dizer muito para ensinar tudo. É nesse chão que se aprende que herança não é o que se recebe, é o que se honra.
E quando o olhar encontra o reflexo de uma lagoa verde e azul, não é só paisagem — é espelho de uma identidade inteira. É memória viva, é música que atravessa gerações sem pedir licença, é sentimento que não cabe em explicação. Ali, naquele instante, tudo faz sentido sem precisar de tradução.
Viver no Sul não é apenas existir em um lugar — é carregar um estado de espírito que mistura dureza e sensibilidade, silêncio e profundidade. É entender que a vida não precisa ser alta para ser intensa, nem rápida para ser verdadeira.
É um jeito de viver que não se explica — se sente.
Se carrega no peito como marca definitiva.
E se honra, todos os dias, como quem sabe exatamente de onde veio e por que permanece.
- Tiago Scheimann
Existem amores que chegam como uma canção antiga, suaves, mas capazes de transformar uma vida inteira. Você é assim para mim. Não ocupa apenas meus pensamentos, habita os lugares mais silenciosos da minha alma, onde poucas pessoas conseguiram chegar. Se um dia minha história fosse cantada, seu nome estaria presente em cada verso, em cada nota A0, porque foi você quem deu melodia aos sentimentos que eu jamais soube explicar.
Tiago Scheimann
Um peregrino passou a vida amaldiçoando as pedras que encontrava no caminho. Somente na velhice percebeu que cada tropeço o havia afastado de precipícios que nunca chegou a enxergar. Há sofrimentos que parecem castigos quando os atravessamos, mas que revelam sua misericórdia apenas quando olhamos para trás.
- Tiago Scheimann
