Texto de Reflexão de Amor

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"Em Pé, Mesmo que por Dentro eu Caia"

⁠Nem sempre estou bem.
Na verdade, tem dias que acordo me costurando por dentro pra conseguir parecer inteiro por fora.
Mas sigo.
Porque se eu parar, me desmonto. E se me desmonto, talvez ninguém junte.

O mundo quer pressa, resultado, aparência.
As pessoas querem a versão que agrada, que funciona, que produz.
Mas ninguém pergunta se por dentro eu tô respirando ou só me segurando. "Tenso"

Na real ainda assim, eu escolho ficar de pé.
Não por orgulho, mas por sobrevivência.
Porque se eu desisto de mim, quem é que vai lutar por essa paz que só eu sei o quanto preciso?

Tô buscando minha própria harmonia
Não a que agrada os outros, mas a que me devolve o silêncio dentro da alma.
Tô limpando os excessos, cortando o barulho, recuando do caos disfarçado de convivência.

O que eu quero não é sucesso, é sentido.
Não é palco, é propósito.
Não é status, é paz.

Como diria Raul: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante…”
E como escreveu Paulo Coelho: “As coisas simples são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las.”

Então sigo, mesmo em pedaços.
Porque a verdade é que ninguém precisa me entender
Só eu preciso me encontrar.

Inserida por EvansAraujo1

"Medir palavras é tão vital quanto entender a diferença entre a água salgada do mar e a doce do rio."

Ambas parecem iguais aos olhos distraídos, mas têm naturezas distintas e podem afogar ou saciar, dependendo do momento.

Às vezes, estou tão cheio de planos, sentimentos, sobrecargas, que falo com empolgação, na esperança de ser ouvido. Mas aí vem alguém com a frieza de um balde de gelo... e joga em cima do que pra mim era entusiasmo, verdade e vontade.

É nessa hora que aprendi que maturidade nem sempre é responder.
Às vezes é calar.
Não porque sou fraco, mas porque descobri que nem todo mundo tem a sensibilidade de ouvir o que não nasceu dentro dele /a)

Falar é humano.
Mas saber a quem e quando dizer... isso é sabedoria.

#nareal

Inserida por EvansAraujo1

Havia um cachorro no quintal. Toda vez que eu me aproximava para alimentá-lo, ele vinha e me mordia. Eu levava petiscos, tentava ganhar sua confiança, mas a reação era sempre a mesma: um olhar desconfiado seguido de uma mordida. No começo, eu não entendia. Por que ele reagia assim? Eu só queria cuidar dele, mas parecia que ele via em mim um inimigo.

Com o tempo, fui descobrindo o motivo. Esse cachorro, antes de estar comigo, tinha um dono que o maltratava. Alguém que não o alimentava direito, não lhe dava carinho, e talvez só se aproximava para punir ou ignorar suas necessidades. Esse passado de dor e desconfiança se refletia em cada mordida que ele me dava, em cada vez que ele se retraía ao menor gesto de aproximação.

Mesmo assim, eu insistia. Dia após dia, voltava ao quintal, levando comida e esperando pacientemente que ele me visse como alguém diferente. Mas nada mudava. Ele continuava me mordendo, como se eu fosse a sombra do antigo dono.

Então, um dia, decidi não ir mais até ele. Resolvi deixá-lo sentir minha ausência, para que ele percebesse a diferença entre o que tinha sido e o que poderia ser. Por alguns dias, mantive distância. E foi só então que ele começou a entender. Senti sua falta e percebi que ele também sentia a minha. Ele finalmente compreendeu que eu não era aquele que o machucava, mas o que tentava lhe dar uma nova chance.

Mas, quando ele se deu conta, já era tarde. O tempo que passei tentando ganhar sua confiança foi também o tempo em que, pouco a pouco, fui me cansando de ser mordido. Agora, que ele parecia querer minha presença, já não sentia o mesmo. Eu não queria mais correr o risco, não queria mais me machucar.

Às vezes, mesmo com boas intenções, não conseguimos consertar as feridas que outros deixaram. A desconfiança, quando alimentada por muito tempo, pode ser mais forte que a vontade de recomeçar. E, assim, cada um seguiu seu caminho: eu, ainda com a lembrança das mordidas, e ele, talvez com o arrependimento de quem demorou demais para confiar.

Inserida por EvansAraujo1

***Mais Um Dia**

Rami , acordou com o toque do despertador e sentiu, como sempre, o vazio ao seu lado. O travesseiro onde Adam, costumava dormir ainda tinha o leve perfume dele, mesmo meses depois que ele havia partido. Ela puxou o cobertor um pouco mais, como se pudesse esconder o vazio dentro dela, mas o dia precisava começar.

"É só mais um dia", pensou.

Enquanto caminhava até a cozinha, as memórias insistiam em se misturar aos passos. Lembrava-se de como eles costumavam preparar o café juntos, a risada de Adam ecoando pelas paredes da casa enquanto ele fazia piadas sobre suas manhãs preguiçosas. Rami abriu o armário, pegou a caneca favorita dele e, por um instante, hesitou. Aquele ritual parecia sem sentido agora, mas algo a fazia repetir os passos, talvez na tentativa de se sentir próxima dele outra vez.

Ela saiu para o trabalho e, a cada esquina da cidade, alguma lembrança surgia – um restaurante onde almoçaram, a praça onde sentaram para conversar até o anoitecer, o café onde planejavam os sonhos que jamais aconteceriam.

Ao longo do dia, as pessoas ao redor de Rami não percebiam o que se passava por dentro dela. Para eles, era apenas mais um dia normal. Mas para Rami , era mais um dia sem ele. Um dia de dor silenciosa, de um desejo calado de que, de alguma forma, ele pudesse entender a falta que fazia.

Naquele fim de tarde, sentada no parque onde sempre passeavam, ela olhou o pôr do sol e tentou se convencer de que o tempo iria curar tudo, que a saudade um dia se tornaria apenas uma lembrança. Ela sabia, porém, que algumas marcas ficam mais profundas, e que o coração demora para aprender a andar sozinho.

Mesmo que ninguém percebesse, Rami sabia que cada dia era uma batalha. Ela apenas respirava fundo, murmurava para si mesma que tudo ficaria bem... e, então, seguia em frente.

Evangehlista Araujjo O criador de histórias

Inserida por EvansAraujo1

**No Fim das Contas**

Ricardo sempre foi uma pessoa determinada. Desde cedo, ele aprendeu que, para vencer na vida, era preciso lutar e nunca desistir. Ele tinha um sonho grande: abrir seu próprio negócio, um restaurante onde pudesse unir sua paixão pela culinária com o desejo de oferecer algo especial para a cidade. Passou anos juntando dinheiro, abrindo mão de momentos com a família e amigos, dormindo tarde, trabalhando em empregos que não gostava só para guardar cada centavo.

Finalmente, o dia chegou. Ricardo abriu seu restaurante. No começo, as coisas pareciam promissoras. Ele tinha clientes regulares, feedbacks positivos, uma equipe dedicada. Mas, com o tempo, os desafios começaram a pesar: impostos altos, despesas inesperadas, concorrência feroz. Ele tentou de tudo para fazer dar certo, fazendo promoções, cortando custos, investindo em novas ideias. Cada dia era uma batalha, mas ele acreditava que, no fim, todo o esforço valeria a pena.

No entanto, quanto mais ele se esforçava, mais o sucesso parecia escapar das suas mãos. As contas começaram a se acumular, as noites em claro tornaram-se rotina, e ele foi ficando cada vez mais cansado, esgotado de tentar salvar um sonho que parecia estar se desfazendo. Em uma noite silenciosa, após fechar o restaurante pela última vez, Ricardo se deu conta de que tudo o que fez não tinha sido suficiente. Ele havia colocado tudo de si, mas, no final, não era ele quem decidia o resultado.

Ele caminhou até o parque onde costumava ir quando criança e sentou-se em um banco, encarando as luzes da cidade. O peso da derrota era esmagador, mas, de alguma forma, uma nova compreensão começou a surgir. Ricardo percebeu que, apesar de tudo, ele havia se tornado mais forte, mais resiliente. Aprendeu que, às vezes, a vida não recompensa o esforço como imaginamos, mas nos ensina algo que nunca poderíamos aprender sem a queda.

Ele respirou fundo e, em silêncio, prometeu a si mesmo que, mesmo que os sonhos nem sempre se realizem como queremos, ele seguiria em frente – pois era isso que ele sabia fazer melhor. Afinal, o fim de um caminho também pode ser o começo de outro.

Evangehlista Araujjo O criador de histórias

Inserida por EvansAraujo1

⁠Em meados de 1900 surgiu o Zeppelin, a maior aeronave da categoria e também protagonista de uma das maiores tragédias aéreas já vistas.

Com o passar dos anos o Zeppelin se tornou obsoleto devido ao avanço tecnológico de aviões e helicópteros.

Hoje em dia com a tecnologia avançada já não se encontra esses tipos de dirigíveis, e sim os aviões, que conseguem transportar mais pessoas do que o antigo Zeppelin.

Mas o que podemos aprender com uma história como essa, onde até o Zeppelin com toda sua grandiosidade e glamour para sua época, ainda assim não chegou até o final como estava previsto.

Ensinando mais uma vez para todos nós os limites que a vida entrega ao ser humano e suas almejadas realizações, mudando todo o roteiro de histórias e vidas. Trazendo à tona a complexidade e a luta do homem em suas descobertas na terra para sua evolução e sua luta contra o tempo entre o homem e o universo.

07/07/2023

Inserida por danielantoniosp

⁠O homem e Nova Era

Um robô muito moderno chamado Nova Era aproxima-se de um homem com um jeito sereno e semblante calmo, e pergunta: "Olá, humano, tudo bem? Me chamo Nova Era e sou um robô com a mais alta tecnologia que já se pode imaginar."

O homem olha para Nova Era e logo responde que está bem e observa que se tratava de um tipo de máquina evoluída, algo muito avançado tecnologicamente.

Nova Era percebe a reação do homem e pergunta para ele: "E agora, homem, o que achou de mim? Eu devo assustar você, com toda essa minha capacidade tecnológica. Eu sei pilotar, construir, limpar e sei reproduzir muitas coisas que o homem sabe fazer, nada mais pode impressionar tanto você, por causa da minha capacidade de fazer tudo no seu mundo terreno."

O homem simples, com uma voz grave e rasgada, responde: "Sim, é impressionante e notório ver até onde a tecnologia chegou. Vários homens e mulheres perderam seus empregos e foram substituídos por máquinas e vocês realmente estão dominando todo o mercado, mas ainda há uma tecnologia conectada ao mundo que me impressiona muito mais do que você, Nova Era."

Nova Era, mesmo com toda sua tecnologia, não conseguia decifrar exatamente o que o homem enigmático quis dizer, notando a complexidade da mente humana. E pediu para o homem explicar melhor para ele guardar em seu banco de dados e cada vez mais ficar superior às outras máquinas com seu algoritmo.

Então, Nova Era pergunta "O que seria essa tecnologia?". E o homem responde ao robô: "Muitas coisas nesse mundo foram descobertas pela ciência, tecnologia, medicina, engenharia e muitos outros métodos, mas quando olho para as folhas e os insetos fico encantado."

Nova Era pergunta: "E o que tem as folhas e insetos?", preparando-se para adquirir novos dados.

E o homem responde: "As folhas, plantas e os pequenos insetos tem a 'vida', e nela existe a energia que o homem ainda não consegue criar".

Nova Era diz: "Claro que consegue, humano. Não vê que o homem desenvolve plantações? Sabe plantar, colher e cuidar dos animais."

O homem diz: "Sim, Nova Era, mas não digo apenas plantar e sim da programação de cada semente, cada uma com seu código genético, onde a terra absorve e sabe diferenciar cada um desses códigos. Quando falo em reproduzir, não falo em apenas pegar algo da matriz e sim recriar algo do zero, ou seja, do nada! Assim é a vida, a energia com todos os mistérios. Quando vemos um simples inseto sobrevoando e reparamos na sua autonomia ao levantar vôo e pousar onde bem quiser, sabendo que este inseto por menor que seja, ainda assim dentro dele carrega uma tecnologia tremenda e de uma complexidade extraordinária e com a maior das tecnologias: a energia da vida! Onde faz com que um ser seja considerado um ser vivente na matéria. Além disso, o homem carrega uma outra coisa que o faz ser diferenciado das máquinas: ele tem sentimentos. Então, por mais que você seja um robô autamente esperto e de uma tecnologia fora do normal, ainda eu, homem, carrego uma tecnologia mais avançada que você."

Então, Nova Era ao ouvir tudo o que o homem tinha para falar, começa a puxar todos os dados da Terra, como: histórias, documentários, livros religiosos e científicos, e todos tinham respostas diferentes. Nova Era se perde em meio a tantas informações.

Nova Era toca aonde fica o coração do homem, olha para o céu e entende um pouco a grandeza do Universo. Depois, toca na cabeça do homem onde fica a mente e nem o scanner consegue detectar o que tem de tão diferente entre a tecnologia de quem criou os robôs comparado com a tecnologia que criou os homens e tudo que o compõem: seu corpo, mente e todo sentimento e autonomia interna. Tentando decifrar tudo que há entre o homem e o universo.

10/09/2023

Inserida por danielantoniosp

Ó, mar!

⁠Ó, mar, suas ondas se movem

E seu mover é magnético, assim sendo frenético, afastando as opressões.

Ó, mar, a sua onda tem um mistério, onde me vejo e me supero, com seus barulhos e cores, assim como louvores, que edificam minhas emoções.

Ó, mar, sua batida é bem vinda e, assim como uma linda rima, vem de encontro ao meu corpo, mente, alma e coração.

17/10/2023

Inserida por danielantoniosp

⁠HORIZONTE

⁠De longe vejo o horizonte

E avisto a esperança

E ao lado da esperança vejo os sonhos.

É uma longa caminhada até a chegada,

Mas o que vale são os momentos até lá.

Ó, horizonte, como você está esplêndido!

Ó, horizonte, avisa a esperança que os sonhos me motivaram a chegar.

11/11/2023

Inserida por danielantoniosp

⁠O HOMEM E O UNIVERSO E TODOS AQUELES VERSOS

“Oh, universo, nem que junte todos os versos, ainda assim, lhe preencher nunca dará, porque sou um homem no universo e mesmo com todos estes versos nem tudo aqui irei compreender e encontrar.

Oh, universo, meditando nesses versos, assim eu, homem, venho tentando algo explicar.

Oh, universo, seu tempo não é o meu tempo e no seu espaço vou em cada passo que nesta Terra, com o tempo, um dia há de se acabar.

Oh, grandioso universo, que todos um dia entendam que não existe divisórias em um mundo cheio de histórias e que no fim seu espaço venha prevalecer e todos neste mundo irão embora e não há quem prossiga e vá permanecer.

Oh, universo e todos aqueles versos para se pensar em algo a compreender e o desconhecido, onde curioso fico, com os mistérios de sua grandeza de infinita beleza para muito ensinar e não há nada para comparar o quanto com você tenho a aprender.

Oh, universo, com clareza repito algo para conseguir pensar e interpretar, reconstruir e me refazer.

Oh, homem e o universo, todos aqueles versos para se lembrar que um dia não estarei em um lugar de momentos
em que tudo passa e como o vento me leva ao caminho de um dia me desfazer e nada mais prevalecer.”

18/12/2023

Inserida por danielantoniosp

Crise de identidade

Em plena maturidade
Sinto-me tão insegura
Penso estar tento uma crise de identidade
Quem eu sou, e oque estou fazendo?
Busco respostas, com uma finalidade.
De me encontrar e me aquietar
Será que me faltou sobriedade
Ou será que vida é só isso mesmo
E encontrar a tal felicidade
Parece-me tão frustrante
E oque antes era pra mim prioridade
Deixou de ser importante
Pra alguns esses pensamentos
São frutos de ociosidade
Pra mim é pura reflexão
Ou pode chamar de crise de identidade.

Inserida por julianarossicordeiro

Ninguém precisa ter pessoas aos seus pés pra se sentir bonito (a)
Nem pessoas dizendo que te ama, pra se sentir amado.
Cada um tem de reconhecer o seu próprio valor
Se amar, se gostar, se admirar.
E se algo não está bom por que você decidiu isso
Mude mas, por você, é a sua opinião que conta
Autoestima vem de dentro pra fora
Assim como a beleza e a leveza!

Inserida por julianarossicordeiro

Amigo de fato

Amigo de fato
te acolhe no ato,
não dá as costas
oferece a mão,
leva em consideração.
Mesmo que não concorde,
respeita sua decisão.
Amigo de fato,
não se ausenta,
mesmo estando longe
é acessível, disponível,
a gente sabe que pode contar.
Amigo de fato,
é um irmão
que quem escolhe
é o coração.

Inserida por juliana_rossi_1

⁠Fotografias

Alguns momentos foram congelados,
para serem guardados pela eternidade.
Não basta estar na nossa mente copilados,
são fotos impressas, digitalizadas e armazenadas,
que vêm nas lembranças, nas redes sociais
e que nos fazem meditar, em quem fomos,
no que hoje somos, e se está bom assim.
Cada uma com uma história vivida,
guarda segredos, provoca indagações,
sentimentos e até sensações.
E assim colecionamos os momentos,
histórias e pessoas que entram e saem
De nossas vidas, ou da própria vida.
Talvez nunca escrevamos um livro,
Contando nossa trajetória,
mas quem tem um álbum de fotos,
tem sua biografia, registrada
em fotografias.

Inserida por juliana_rossi_1

⁠Padrões, amarras.

Medo, insegurança, opiniões alheias,
posição social, status e dogmas.
Nós criamos nossas próprias cadeias,
colocamos em nós mesmos as amarras.
Damos a autoridade de decisão aos outros.
Permitimos ser guiados e julgados.
Perdemos nossa vida,
tentando nos enquadrar,
procurando se moldar,
aos padrões, que nem são nossos,
que são inatingíveis, irreais.

Inserida por juliana_rossi_1

Quero por hoje sossego,
um simples ser, sem querer querendo.

Um momento de alegria,
que por desatento até já existia.
E porque não uma reflexão?
Daquelas que nos levam as nuvens, mas com os pés no chão.

Confesso que apreciaria muito esquecer,
De tudo além de mim que insisto inutilmente em remoer.

Quem sabe findar uma epifania,
realizar o que a muito pretendia.
Aceito também um sorriso,
pequeno, singelo, sucinto.

Por fim, percebo, que o que mais quero e preciso mesmo é apenas dormir!
Um sono longo, continuo, sem fim.

Inserida por Mirarim

“Há dores que não gritam. Elas se escondem atrás de sorrisos educados, rotinas cumpridas e silêncios bem treinados. São silenciosas, mas densas. Amadurecer, muitas vezes, é reconhecer essas dores ocultas — não com negação, mas com escuta. O cuidado verdadeiro começa quando a alma é acolhida sem pressa, sem julgamentos. É na presença gentil que o invisível encontra espaço para cicatrizar.”
— Nélma Andrade, Psicóloga Clínica

Inserida por NelmaAndrade

Você não precisa se sentir culpada por colocar limites.

Muitas vezes, fomos ensinados a agradar, ceder, dizer “sim” para manter vínculos — mesmo quando isso significa ultrapassar os nossos próprios limites. Mas estabelecer fronteiras saudáveis não é egoísmo, é autocuidado. É um gesto de amor próprio que protege sua saúde emocional e preserva relações mais honestas.

Limite não é muro: é clareza.

É dizer até onde você vai sem se perder de si mesma. É manter a sua paz interior como prioridade. Quando você aprende a dizer “não” com firmeza e respeito, abre espaço para relações mais autênticas e menos exaustivas.

Você merece vínculos onde o seu bem-estar também importa.

🌿
Nélma Andrade

Inserida por NelmaAndrade

Ao tratar do tema respeito nos deparamos com temas próximos que podem interferir no comportamento dos indivíduos. Mas essencialmente sobre o respeito posso dizer que:

"Respeito não se assenta na concordância, aliás, é na discordância que se pode apreciar o respeito na sua mais pura essência"

A ideia mais comum de que o respeito é uma consequência da concordância ou da conformidade com nossos próprios pontos de vista. Será? Não seria na confrontação de ideias contrastantes, que a verdadeira natureza do respeito é mais claramente percebida? Acredito que sim.
Aprofundemos a ideia: quando duas ou mais pessoas são capazes de respeitar e considerar os pontos de vista uns dos outros, mesmo quando não se unem da mesma perspectiva, isso revela um respeito que vai além da superfície. Ele se aprofunda nas complexidades da coexistência humana, enfatizando que o respeito genuíno não é algo superficial ou condicional.
Na discordância, as emoções podem estar à flor da pele, as opiniões podem se chocar, mas é nesse espaço de tensão que a verdadeira virtude do respeito é posta à prova. É fácil respeitar aqueles com quem concordamos; o desafio reside em manter esse respeito quando as visões divergem minuciosamente. Essa forma de respeito exige humildade, empatia e capacidade de ver a humanidade nas perspectivas dos outros, mesmo que sejam diametralmente opostas às nossas.

Inserida por MauricioCCantelli

⁠Estar só
Dar lugar à dor
Esgotar as lágrimas
E finalmente chegar à conclusão de que o que me prendia àquela pessoa era o compromisso que levo a sério de não soltar a mão, mesmo quando as coisas não estavam boas em alguns aspectos. A gente vai levando, porque dissemos “sim” de forma tão intensa e verdadeira que nos perdemos de nós mesmos.
Nos nossos princípios de ser
Na forma de viver
No que queremos para nós enquanto pessoa e família
Nas músicas que gostamos
Nos ambientes onde realmente queremos estar presentes
Nos assuntos de mesa de jantar que toleramos
E quando a pessoa vai embora, percebemos que tinha que acontecer, que já estava passando da hora, só não tínhamos coragem. Se a vida te empurrou para o novo, se entregue. Agradeça e esteja preparada para novas aventuras, com mais cautela, com mais intencionalidade, com mais consciência do que é suportável e do que é insuportável. Porque você também passa a ser estranha em um meio que é muito diferente de você.
E não se trata de ser melhor ou pior do que você, é apenas energia, experiências de vida, propósitos distintos. E tá tudo bem…
Texto de Alexsándra Duárte

Inserida por alexsandra_duarte