Texto de Reflexão de Amor
ANTES DO PREÇO
Antigamente se amava antes do tempo, todo o tempo; até mesmo quando a falta de tempo impedia que o tempo fosse usufruído.
Sendo assim, os filhos amavam seus pais e os pais amavam seus filhos mutuamente. Hoje em dia é preciso que a propaganda invada as casas via internet, rádio ou televisão para que o amor seja levado em consideração.
Amor? Será mesmo amor? Ou seria apenas uma forma de se desculpar pela falta de tempo que assombra toda a humanidade!?
Não sei ao certo. O que sei ao certo é que hoje os pais compram seus filhos e seus filhos os compram com muita facilidade; é um tablete, PC ou celular do ano.
É o engano em forma de consumo, em forma de segundo plano; onde o mais importante se encontra jogado ao léu e os olhos não mais contemplam sorrisos verídicos, apenas sínicos e omissos derivados de sorrisos.
Antes que o preço seja taxado, antes que a data comemorada pela indústria do consumo se faça presente, presentei quem você ama com o mais belo e singelo dos versos; o autor nem sempre almeja sucesso, apenas que um de seus leitores lembre-se de um de seus versos.
Antes que o preço seja estabelecido pelo comércio e a economia atinja seu ponto mais alto; se desfaça das amarras que o prende a falta de tempo. Faça do pouco tempo tão extenso quanto o próprio tempo que ainda não foi usado; é como cuidar de velhos sapatos e nunca os deixá-los desprezados.
Nas datas comemorativas como dia das mães e dos pais, os filhos perdem seu lado canibal e passam a ser de certa forma mais presentes (pelo menos naquele dia). Porém, ao soar do gongo, ele somem assim como surgiram, e nada além da saudade sobra para quem vive em um asilo.
Antes que o preço seja verificado nas canecas ou etiquetas, que eles sejam esfarelados e virem pó nas mãos de quem ainda acredita no verdadeiro sentimento. Antes que o corpo seja enterrado em qualquer cemitério da cidade, que os filhos e filhas amem suas mães e pais; que o mesmo saibam que o preço não importa, que nem mesmo importa o presente físico; tudo o que de fato importa é a forma como os sorrisos mantém o seu brilho.
Antes do preço, o amor era verdadeiro. Depois dele, nada é de verdade e nem o amor é sincero.
ABSTRATO
Corri para me perder, me perdi para encontrar tudo o que desejava.
Andei só por andar, por entre pessoas que pensam ainda estarem vivas.
Sucumbi ao bem para me tornar mal de corpo, alma e coração;
Sofri para sorrir e acabar deitado no chão.
Despi-me de tudo para que assim o nada pudesse me completar.
Fiz de mim mesmo morada da tristeza e do caos, para desta forma ser mais um imortal
Que morre com facilidade;
Triste do homem que conhece a verdade.
Os templos vagam pelas ruas de terra onde as pedras ficam sempre nos sapatos.
Sou bipolar e não nego, faço do céu inferno e na água não navego;
Prefiro os versos, estes sim são sinceros e acima de tudo, eternos.
Do homem ou da mulher nada espero, do matrimônio sou réu e quem sabe até refém.
Os animais falam as línguas incomunicáveis de fato, os saltos tampouco são altos;
Mas a saúde dos seres vivos é escassa como as latas da dignidade.
Os papos estão sempre cheios, mesmo que de arrogância e ignorância;
As lanchas andam nas ruas e os ônibus nas lagoas.
As pessoas vão quase sempre sobre rodas, pouca gente se incomoda com a moda
Mesmo quando ela é retrógrada.
SOCIEDADE MODERNA
Sociedade moderna gera sequela,
Não que a antiga não deixasse.
Mais a sociedade moderna usa de praxe.
Sociedade moderna conserva a cerveja mais não a vida;
Salva os animais e não os seres humanos,
Não que que o primeiro não tenha valor;
Mas salvar os dois seria de fato um ato humano sim senhor.
Sociedade moderna, aquarela de sangue sem fim.
Sociedade moderna em tecnologia da informação,
Mas não em apertos de mãos.
Sociedade moderna, onde o negro ainda não tem seu valor reconhecido e.
Os direitos das mulheres são negligenciados.
Sociedade moderna, onde as selvas deram lugar as pedras sobre pedras;
Não por opção, ou quem sabe escolha,
Porque a sociedade moderna é movida a ambição e corrupção.
Sociedade moderna onde padrões ainda definem quem é quem e,
O carácter não vale se quer um vintém.
Sociedade moderna onde a passagem de trem é a mesma há muito tempo;
Mas a de ônibus não e o cidadão, que paga seus impostos
Não tem direito ao pão.
CONCEPÇÃO DAS OLIMPÍADAS
A molecada ver de longe, bem além do horizonte, os safados que se divertem enquanto minha gente passa fome.
A molecada ver de longe, bem além do horizonte, a festa que acontece, enquanto outras crianças que deviam estar jantando se entorpecem.
A molecada ver de longe, bem além do horizonte, seus sonhos se desfazerem como poeira ao vento; suas vidas se extinguirem com o passar do tempo;
E no relento deste país paralelo, onde o certo nem sempre está certo por que o dizem ser errado, e o errado está sempre com a razão por fazer parte deste crico armado;
As crianças veem de longe, bem além do horizonte, seus sorrisos entristecerem e dissolverem com a noite.
Minha concepção sobre as "olimpíadas".
SOCIEDADE PADRÃO
Nas normas da sociedade, palavras são desnecessárias;
O importante é o quanto você calça,
Para que consuma o mais novo tênis que as ondas televisivas
Divulgam e que a massa,
Está usando.
O padrão é ser igual, na sociedade atual.
Divergências são aberrações;
E a anorexia embala as mais tristes canções.
A bulimia contrasta com os sonhos das crianças;
Que apenas queriam ter uma bela infância distante do preconceito e do riso sombrio que as amedronta.
Sociedade padrão!
Padrão socializado em meio ao caos e preconceito.
Sociedade padrão!
Antro de desrespeito, de contradição;
Onde uma vida vale menos que um celular; e o BIG MAC comercializa o câncer em forma alimentar.
Os padrões são moldados e confeccionados.
Depois são enlatados e comercializados.
Os padrões destroem, corroem e fazem cirurgias
Sem anestesia.
Os padrões nos cercam, entorpecem, e envenenam até mesmo a alma;
Que depois de certo tempo, também se torna padronizada.
A ambição demasiada, fez de um anjo, demônio;
Fez de um homem sã, insano;
Fez dos répteis, reptilianos;
Fez da luz sombra, e das sombra luz.
A ambição demasiada, fez de uma pátria mãe
Capitão do mato com açoite em punho;
Fez de seus filhos escravos,
E de uma raça, uma cor, inferior.
A ambição demasiada fez de línguas, espadas afiadas;
Fez da carne navalha, e das balas poder;
Fez senzala de morada, fez da paz uma utopia;
Fez dos belos dias, madrugada fria.
A ambição demasiada, fez de 'santos', hereges;
Fez das preces, tormento e não salvação;
Fez das mãos dos homens, armas;
Das armas se fez convicção!
Entre a BELEZA e o CONHECIMENTO
A beleza se esvai com o passar do tempo.
O conhecimento é agregado com o passar do mesmo.
A flexibilidade é perdida, mas o conhecimento é agregado e,
Prolongado.
A beleza se esvai em um acidente horrendo.
O conhecimento nunca é extinguido,
Mesmo sem as pernas o menino ainda é rico;
A mulher mesmo sem seus seios, ainda é rica;
O homem mesmo sem seus testículos e músculos, ainda é rico
Quando ele mesmo busca o conhecimento ao invés da beleza corporal;
Seja ela em forma de bíceps grandes ou abdômen sarado.
A beleza se esvai com o passar do tempo.
É como uma chuva passageira, que molha a cidade inteira, porém
Não atinge seus reais objetivos;
É como uma rocha forte e grande, que mesmo com estas características
Nunca será capaz de brecar, a ação do tempo e sua corrosão impetuosa.
A beleza é tão frágil quanto uma criança sem amparo;
O conhecimento é tão forte quanto a rocha, com uma diferença gritante:
Nem mesmo o tempo será capaz de atrofiá-lo;
Já para a beleza, o ontem e o hoje se entrelaçam constantemente.
Depois que os cravos fincaram-se no peito,
Depois que os lamentos foram todos em vão;
Depois que a saudade corroeu o coração,
Depois que a solidão penetrou-lhe os músculo como lança
Pontiaguda;
Nada mais adiantou. nada mais lhe serviu.
O tempo não mais sorriu; as flores não maios desabrocharam;.
A saudade, a solidão, o lamento, o desespero,
Todos estes falaram mais alto que sua sanidade!
E que sanidade?
Não sei ao certo; a sanidade do homem talvez seja em vão e sem nexo...
BARQUINHOS DE PAPEL
Crianças fazem barquinhos de papel
Adultos criam arranha-céus.
Crianças preferem carrosséis
Adultos preferem motéis.
Crianças fazem barquinhos de papel
Adultos jogam suas vidas ao léu.
Crianças preferem doces e salgados
Adultos sofrem antecipado.
Crianças fazem barquinhos de papel
E com eles são felizes.
Adultos se entregam as mazelas e,
Nunca cortam suas raízes.
Barquinhos de papel que vão e que vêm
Como as ondas do mar.
Num barquinho de depositei minha esperança
Pois Já fui, sou e ainda serei, criança.
Pensamentos.
As vezes paro e penso...Será que vai ser sempre assim? Será que vamos passar o resto de nossos dias vivendo tudo como uma rotina inacabada,que só vai aumentando e nos cansando mais?
É como se tudo não passasse de um jogo, onde temos um objetivo é para alcançá-lo temos que passar por diversos obstáculos,desde o mais fácil até o mais difícil.É como se tudo se voltasse para esse objetivo,com todas as regras e limites.
Temos que avançar,ir além do que os outros vêem em nós, temos que mostrar que o externo não impede o interno de crescer,sonhar e realizar.
Corra! Lute! Realize...É a sua vida,e se você não fizer,não vai ter mais ninguém que o faça.
O tempo de Deus é perfeito!
Coloque sua confiança nas mãos de Deus. Quem aprende a andar e viver no tempo de Deus, é certo que não andará angustiado. As coisas de Deus não acontecem no nosso tempo, e sim no tempo Dele. O silêncio do Senhor é precioso, pois é durante esse tempo que Ele nos prepara para receber a Sua resposta. "Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor". (Salmos 40:1).
A revolução é um passo muito largo que deve ser dado a logo prazo.
Antes de tudo, devemos mudar por dentro para que o interno cure e melhore, o externo.
A revolução é a consequência do processo da real mudanças dos atos, gestos e pensamentos.
É o resultado da equação que envolve o aprendizado sem fim.
►Pelo Poema Dela
Surgiu então um pequeno poema
Muitos podem dizer que ela fora ingênua
Mas vejam, ela está soltando suas algemas
Está mostrando o puro sentimento
Agora já não é mais "viver o momento"
Não é mais para passar o tempo
Com mais versos hoje venho
Talvez, para o poema, uma resposta tenho.
A saudade incomoda de mais
Pergunto-me se acontece isso com os casais
O incrível é que não namoramos
E, ainda assim nos amamos
Juntos, nos imaginamos
Se um outro alguém surgir, nos incomodamos
Não posso prever o futuro
Mas quero que estejamos juntos
Dizer que me ama tantas vezes
Não te cansa?
Brinco, isto me alegra, revigora a esperança
Desculpe não ser "o homem"
Me desculpe em como me comportei ontem.
Talvez o medo de te perder
Talvez o medo de me esquecer
Deste teu amor perecer, desaparecer
Sempre penso nisso ao amanhecer
Lembro de um dia que fiquei acordado
E esperei o Sol nascer
Pensando se realmente devo te merecer.
Não possuo a certeza que vai durar
É tão simples, não é necessário pensar
Já disse, quero te abraçar
Quero te beijar, te amar
A luz da Lua a nos iluminar
Eu disse, só com você quero estar
Vendo as horas passar
Acredita, garota linda
Imagine-se, Florinda
Me convide para tomar uma xícara de chá
Sim, sim, vou aceitar
E continuarei te amando
Não me importa quantos versos, por ti, estarei compondo
Vivo todo dia como "primeiro encontro"
Ficando um pouco nervoso ao te ver
Mas sou discreto, nem deves perceber
Escrevendo agora, queria te ter
Mas, pela hora deve está dormindo
Saudade eu sinto, e sobrevivo.
Se ler, sei que irás rir
Ótimo, pois quero te ver sorrir
Que seja por minha causa
Ei, sinto sua falta
Não sei se sente o mesmo
Mas o que sinto por ti não tem preço
Não sou um jovem "perfeito"
Mas, contigo fico sem jeito
Não sei se somos o "par ideal"
Mas o tempo contigo é sensacional
Que foge do racional, torna-se passional.
Aves de rapina devoraram meu coração;
Que encontrava-se destroçado pela desilusão.
O vento é como navalha afiada.
As lágrimas são como a água do mar e,
Fluem sem parar.
O sangue jorra incessantemente.
Do norte ao sul, de leste a oeste.
Segue a prece sem pressa enquanto o tempo se dissipa e,
Bem longe no horizonte se estingue a vida.
A arte de viver em paz consigo mesmo as vezes requer abrir mão de certas coisas, coisas essas que achávamos impossíveis viver sem, mas que com o passar do tempo nos mostra o quanto isso não nos acrescenta em nada. Dedicar-se a nós mesmo pode ser difícil perante a essa nossa forma de amar ao próximo, a ser solidário, a ser extremamente cuidadoso aos sentimentos e pensamentos dos outros esquecendo que nós também temos vontades próprias e que necessitamos delas para nossas escolhas de vida.
Se anular, se policiar, é perder a nossa fórmula de viver, é transportar para nós mesmo um jeito diferente de se proteger contra a decepção por acreditar demais, contra preconceitos que sociedade implica por achar errado e que na verdade esquecem dos seus próprios erros, julgar geralmente é a maneira mais fácil, do que corrigir ou assumir quaisquer falha. Saber respeitar e aceitar que cada um de nós temos uma forma diferente de agir e pensar, requer uma mudança e sabedoria muito alta que infelizmente as pessoas esquecem que isso é a forma mais correta de se alimentar o espírito, e principalmente ter a consciência de que a maturidade chega, quando percebemos que nossos atos são mais importantes do que um julgamento. Aprenda, ensinar ao próximo exige muito mais conhecimento do que liderança.
Sempre procuro dar o melhor de mim as pessoas, o melhor de mim ao mundo, mesmo sabendo que poucos vão reconhecer e sinceramente? Isso não me importa mais...
Enquanto esses bons pensamentos tiverem sendo praticados eu serei uma pessoa livre de pesos na consciência, enquanto a humanidade adoece com seus preconceitos, eu me curo desse falso testemunho de a maturidade chegue com o tempo, maturidade também é escolha de vida, não somos obrigados a nada, temos o livre arbítrio para decisões e se elas vão dar certo ou não isso vai depender de nossas ações que também é uma escolha.
O que temos por obrigação de vida é nos aceitarmos como somos, de nos valorizar como pessoa e ter o tal AMOR PRÓPRIO. O tempo é ligeiro não teremos mais a mesma oportunidade que foi nos concedido, lamentar dores e sustentar decepções só nos fazem pedintes de afetos e atenções que não nos cabem mais na vida do próximo. Os tropeços que damos na vida geralmente são frutos de escolhas mal feitas justamente por não sabermos usufruir da liberdade que temos....Portanto, seja quem você é , independente de erros e acertos, mas jamais desabone sua personalidade e seu caráter em busca de achar que as pessoas fariam por você o mesmo que fizestes por elas.
O mundo sempre foi tão divertido?
Tantas cores, e tão pouco colorido,
Uma sociedade meio-tom.
A escuridão na alma omitida,
Afinal está tudo aparentemente tão bom.
Bom para quem?
Para os que falam,
Ou para os que escutam?
Muitos reclamam,
Mas nada mudam.
Tantos produtos numa prateleira
Não aceitam mais um Zé.
Agora todos se chamam Jack.
E se vendem da mesma maneira.
Horas que antecedem o crepúsculo
horas cinzentas e abafadas de um discreto vento
horizontes cinzas,nuvens carregadas
espero pela hora da tempestade,enquanto isso eu vejo esse cenário pressagioso de guerra
Ah! que horas são essas?
sinto o cheiro das cinzas de várias coisas
amores,beijos,momentos,orgasmos,brigas,felicidades..
e tudo esfarelado tem o mesmo cheiro
Todos esses tem o mesmo destino.O final.
nessas horas derradeiras do dia onde antecede o crepúsculo eu reflito em tudo que se foi,
a agonia me aperta como uma corda no pescoço
anjo condenado sob o céu gris dos pecados onde é viver
sentir...a vida é um mistério até para Deus
me sinto uma formiga no meio do universo
me sinto tão perdido,mas ainda bem que a vida não tem um mapa de como se viver,
assim posso fazer o que quiser e encontrar breves soluções porque a vida é uma terna procura de soluções,
é uma batalha eterna onde que,quem tem vantagem é aquele com o braço mais forte,aquele que tem mais coragem em encarar essa loucura
a vida não é para os fracos
ela é um eterno perde e ganha
tem que saber vencer assim como perder
simplesmente...tem que saber viver
saber ser forte quando preciso
e sensível como uma pena
a vida é uma intensa inconstância
como é duro viver..
me deparo com cenários e paisagens desoladores,
momentos infelizes,mas mesmo assim a minha agonia é acompanhada de uma tímida esperançosa alegria
o que eu sou?
o que eu faço nessa vida?
o que essa vida?
o que é?
Se eu pudesse eu ficaria com você a noite toda,
e buscaria sobre seus lábios e carícias todo o saber desse louco e agradável amor
do por que te amo tanto
e por que eu adoraria ficar com você sob essa madrugada melancólica e chuvosa
do por que tua presença me encanta muito
que esse sentimento e tão real como o vento,
e tão vivo como o meu coração que bate feliz dentro de mim
do por que a tua beleza me atrai ,como um leão a sua vitima
do por que em noites desesperadamente obscuras eu te quero com intensidade
sentir teu cheiro de boneca e pele de mulher
e poder admirar teus belos cabelos ruivos
buscaria todo o saber profundo e secreto dessa complexa arte chamada amor
só fazendo amor com você numa madrugada obscura e chuvosa
porque você é aporta que abre todos os mistérios e medos
você é o perfume que acaba com esse cheiro monótono e trágico de viver
teus lábios é fruta que acaba com a tristeza
seu amor é o que eu preciso para querer viver e quando chegar a hora morrer em paz
simplesmente você amor é o saber da minha vida
é o pequeno detalhe que da todo o sentido a minha existência
sem você eu não conseguirei saber
sem você eu serei apenas um anjo sem noção da essência humana
então deixa eu descobrir sob tuas caricias a intensidade da alma humana
encontrar em teu aconchego um jeito melhor de viver ,
e felicidades momentâneas necessárias para continuar..
Por acaso
E como se, sozinho, pudesse mudar o mundo! Pudesse deixá-lo melhor, ou pelo menos próximo do ideal. E como que por instrumentos pudesse navegar pelos céus, legislando em causa própria, sendo prepotente, arrogante, egoísta - como nunca fui, como pensei que talvez nunca viesse a ser. E como se de mim dependessem os mais fracos, e fraco, eu não correspondesse às expectativas.
E a véspera do ano novo titubeasse, feito um bêbado as margens da via observando o fluxo do trânsito - como se previsse um acidente. Mas tudo não passa de um grande incidente... Minha presença neste lugar, tais pretensões, tal ausência. Puro acaso!
Em meio a tudo isso, imerso em meu próprio mundo - mesmo que sem intenção - tive a impressão de que o lugar estava ficando menor, diminuindo, diminuindo-me - não de tamanho. De humanidade talvez! Não sei explicar.
E era como se eu esperasse, só esperasse, sem a pretensão da chegada de alguém, as margens da via, da vida - esperasse. Só esperasse. Assim como quem nada espera, só espreita – arguto amiúde, solitário em uma mesa de bar. E como se esperasse a morte, e só a vida se fizesse presente - nas buzinas efusivas dos carros no fluxo fluido da via, e no Tissss... do gás escapando apressado de dentro das garrafas de cerveja, abertas quase todo tempo.
E como se negasse tal ausência... Insólita, visceral, sobre-humana – meu corpo fosse se desfazendo de sua altivez, fosse perdendo sua rigidez; e meus olhos fossem esmaecendo, perdendo o brilho, se apagando; e suas cores fossem se desbotando, se descolorindo, deixando de ser. E ainda sozinho no bar, eu ouvisse cadeiras sendo arrastadas abruptamente, e ouvisse barulho de vidro tinindo no chão e se partindo em mil pedaços, em pedaços tão minúsculos quanto eu naquele momento. E as vésperas do ano novo, semi-anunciado no céu pelos fogos apressados de alguns e pelas milhares de pessoas bêbadas que surgidas do nada, agora me faziam companhia, abraçando-me, oferecendo-me champanhe e celebrando em voz alta enquanto diziam umas as outras, incessantemente: FELIZ ANO NOVO!
E como em todo fim... Felicidade ou tristeza, prazer ou dor, sorrisos ou choro – com ou sem lágrimas. E assim como em todo fim um reinício, uma nova oportunidade de ser o que se quiser ser – diferente de antes, melhor que ontem! De fazer algo por si mesmo, ou de fazer o mundo pequeno diante de teus mais agudos anseios de mudança. E depois de tudo isso... As pessoas ao redor, desconhecidas entre si (em sua maioria) agora se abraçavam, se curtiam, e pareciam felizes de verdade! Se talvez já fosse ano novo... Mas nada era novo ainda! Nem o ano, nem as pessoas, nada. Eu não entendia o porque de tanta inquietação. Era véspera de ano novo! Véspera.
