Texto de Despedida do Trabalho
Porque substituir dá menos trabalho. É quase um reflexo condicionado da modernidade. Travou? Troca. Cansou? Troca. Não brilhou hoje? Troca também, porque aparentemente tudo precisa performar como se fosse final de campeonato todo santo dia. E eu fico olhando isso com um certo espanto, meio rindo, meio cansada, pensando em quando foi que a gente começou a tratar pessoas como se fossem aplicativos com bug.
Construir, por outro lado, é um negócio meio antipático à pressa. Construir exige tempo, exige silêncio, exige aquele desconforto chato de ter que conversar quando o orgulho queria fazer greve. Construir é olhar pra alguém num dia completamente sem graça e ainda assim escolher ficar. E vamos combinar, dias sem graça são a maioria. A vida não é feita de trilha sonora emocionante, é mais aquele barulho de panela, notificação e boleto vencendo.
Substituir virou hábito porque dá a falsa sensação de controle. A gente acredita que, escolhendo outra pessoa, vai finalmente encontrar a versão sem defeitos, sem falhas, sem dias ruins. Spoiler que ninguém gosta de ouvir, mas eu falo mesmo assim: não vai. Você só muda o roteiro, mas o gênero do filme continua o mesmo. Sempre vai ter conflito, sempre vai ter frustração, sempre vai ter aquele momento em que você pensa “será que era melhor ter ficado sozinha vendo série?”. E às vezes era mesmo, mas isso não invalida o resto.
Construir é quase um ato de teimosia elegante. É tipo dizer “eu sei que seria mais fácil sair correndo, mas eu vou ficar aqui mais um pouco e ver no que dá”. E não, isso não tem nada a ver com aceitar qualquer coisa. Tem a ver com entender que profundidade não nasce de facilidade. Relações rasas são muito educadas, muito leves, muito fáceis de abandonar. Relações profundas dão trabalho, mas também dão raiz. E raiz, minha querida, segura até quando o vento resolve testar sua sanidade emocional.
A gente desaprendeu a permanecer porque permanecer não dá like imediato. Não rende história bonita todo dia. Não tem aquele brilho instantâneo que faz o coração disparar e a dopamina fazer festa. Mas tem uma coisa que o instantâneo nunca vai ter: consistência. E consistência é silenciosa, quase invisível, mas é ela que sustenta tudo quando o encanto dá uma cochilada.
Eu olho pra esse mundo que troca tudo o tempo inteiro e penso que talvez o verdadeiro luxo hoje seja ficar. Ficar com consciência, ficar com vontade, ficar sabendo exatamente onde está pisando. Não é sobre insistir no que machuca, é sobre não fugir na primeira rachadura. Porque se você sai toda vez que algo quebra, você nunca descobre o que poderia ser reconstruído.
No fim das contas, substituir é rápido, mas construir é o que fica. E eu, sinceramente, ando preferindo o que fica. Mesmo que dê trabalho. Principalmente porque dá trabalho.
Agora me conta, você é do time que troca ou do time que constrói?
Muitas vezes nos perdemos, em trabalho, problemas, desilusões, relacionamentos que não condizem com quem somos, essas dores nos perseguem, nós definem como pessoa, nós olhamos para cima em busca de ajuda, de um apelo misericordioso dentre as estrelas, mas tudo o que encontramos, é a vastidão do abismo nós perdemos, dia após dia em meio a sentimentos fúteis que nós assolam não por somos de tal modo fúteis também, mas por que nossa mente em meio a todo caos tenta se adaptar ao nosso ambiente mais familiar e de tal forma acostumamo-nos com o fútil e até mesmo imoral em busca do mais mínimo e miserável sentimento que a humanidade poderia sentir...
Amor.
Alguém se formou aos 22 anos, mas esperou 5 anos para conseguir um bom trabalho. Alguém se formou aos 30, mas já trabalhava em sua área desde os 18.
Alguém se tornou empresário aos 25 anos e morreu aos 50 anos.
Enquanto outro se tornou dono do seu negócio com 50 anos e viveu até 90 anos.
Alguém ainda está solteiro aos 40, enquanto outra pessoa se casou bem jovem.
Todos neste mundo trabalham com base no seu fuso horário.
As pessoas ao seu redor podem parecer estar à sua frente,
Alguns podem parecer estar atrás de você.
Mas todos estão executando sua própria corrida, em seu próprio tempo, não os inveje e não os zombe.
Eles estão no fuso horário deles e você está no seu.
A vida se resume em esperar o momento certo para agir.
Então, relaxe:
Você não está adiantado.
Você não está atrasado.
Você está no tempo certo.
Você está no seu tempo.
Trabalho de Hércules... disfarçar minha dor.
Sorrio!
E os meus lábios doem.
Faço de conta que está tudo bem.
Está tudo bem!
E o meu coração desalentado sabe que é mentira...
apertado, sufocado, grita: as coisas não precisam ser assim,
não duplique o trabalho pra mim... sofrer e fingir não sofrer...
Não está tudo bem! Sofra! Simplesmente sofra e fim.
Benefícios Governamentais.
Bolsa família,
Vale-Gás,
Programa de Erradicação ao trabalho Infantil,
Benefício de Prestação Continuada (LOAS),
Auxílio-Reclusão,
Pensão de Morte,
Auxílio Doença,
Auxílio-Acidente,
Seguro Defeso,
Garantia-Safra,
Auxílio Reconstrução,
Auxílio Emergencial,
Bolsa Atleta.
Benê Morais
Reparei que existem 3 tipos de Fotojornalistas:
1. Os que focam a pauta como trabalho e sobem as pautas pra agência, sobe uma ou outra foto na Internet só pra dizer estar ativo
2. Os que fazem pauta, mas, necessitam postar a pauta na Internet pra ganhar visibilidade, likes e até concursos
3. Os que fazem a pauta usando a agência visando portfólio na Internet, exposições e ganhar fama.
Eu sou da turma do 1. Não preciso provar nada pra ninguém só quero trabalhar, ganhar dinheiro com o que amo.
Hoje eu me sinto cansada, Senhor, das lutas do dia a dia, do trabalho constante, do peso da responsabilidade que eu mesmo tomei sobre meus ombros.
Também me sinto só, por conta de mim mesmo, pela falta de confiança que nao tenho nem da minha própria sombra, pelo pouco do amor que diminuem em minhas veias, de tanto espreme las para dar de beber as vidas que dependem do meu ser.
E para que esse sentimento nao me consuma ainda mais, procuro olhar para céu e comtemplar tua grandeza, pois so posso ver a tí desta maneira, como é linda a lua , como brilham as estrelas!
Hoje me vi de frente com o passado, no ano de 1930, um senhor de 96 anos de idade, disse está bem de saúde, nisso eu acredito, ele até leu os meus discos, com sua senhora ao lado, mais nova que ele um bocado.
O que me chamou atenção foi que, daqui a quatro anos ele completa 1 século de vida, eeu com apenas 35 sentindo essa agonia.
Deus, dai-me força porque um século é muita coisa, e se ele está bem e com saúde, de solidão eu nao morrerei, farei um trato com ela, nem ela me oprime, nem eu á manderei ir embora.
Quesera eu, que fosse uma ressaca de cachaça, pois ressaca se sabe que passa, mais ela nao, ela tomou partido aqui , nem eu vivo sem ela, nem ela vive sem mim.
A amizade em trabalho, aquela que ti pedi dinheiro emprestado, que está sempre si demonstrando que si importa com você.
Aquela que diz que gosta de ti,si si unir a você.
Mas o propósito é só saber da sua vida ,e espalhar, e também sempre pedindo favores e dinheiro emprestado.
Isto não é amizade, e sim um interesse.
O mais ridículo é ver trabalhador ganhando o mesmo valor, e pedindo dinheiro emprestado aquele (o) que ganha a mesma coisa, ou ate menos.
1 Tessalonicenses 2:9
"Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus."
>
2 Tessalonicenses 3:8
> "Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós."
A formiga moderna no estado do indivíduo ativo no mercado de trabalho e a IA intelectual...
No fluxo de dados o algoritmo é constante.
O ser adulto provedor da família conseguirá ter trabalho no futuro para sustentar a família ou será mais empregado das plataformas de vídeos rápido ou dos jogos de algoritmos da rede?
Robôs dirigem carros e fazem trabalhos pesados serão novo modelo de vida..?
A otupia humana será digitalizada?
Robôs empregados domésticos.... aonde vai parar o ser humano...?
Robôs nas sala de aula e hospitais aonde se estabelece a conduta humana,
De aonde ser humano viverá?
Vida prospera ate outros planetas havera um lugar no universo para humanidade, ou será o planeta dos macacos pois alienação intelectual venceu?
Quando falta Deus no coração, sobra abandono, seja no trabalho ou no lar. Sem Deus, nos esvaziamos do amor e não conseguimos cuidar daqueles que Ele nos confiou. Precisamos voltar a orar; é a oração que nos mantém ligados à Fonte. O homem falha e abandona, mas Deus é fiel e jamais nos abandonará. "Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá." Salmos 27:10. Que nunca nos falte Deus, para que nunca nos falte amor pelos nossos.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Muitas vezes, o silêncio de Deus não é um não, mas um trabalho de bastidores. É no silêncio que ele nos molda, protege e prepara o terreno para a nossa colheita.
Seja forte e corajosa e principalmente tenha Fé...࣭⭑⚝ִ ࣪𖤐𔓘
Bom dia ㅤᵕ̈
com fé e alegria ⋆☕︎ ˖𓂃 𓈒𓏸
IPE AMARELO
Na calçada, manhã fresca.
O sol manhoso espreitava mais um dia de trabalho na prefeitura.
E os ipês amarelos, frondosos,
faziam fila na calçada, como quem aplaude a vida.
Então veio um "bom dia, moço!"
Pequeno, suave, sonoro, inteiro.
Da boca de uma menininha
que caminhava com a mãe na calçada.
E aquele bom dia
foi nota de canção em meus ouvidos.
Acorde que me encontrou,
afinou o peito e tocou minha alma.
Disse ao amigo do lado, Ivan:
"Ganhei não só o dia, amigo.
Acho que ganhei o ano todo."
Porque tem gentileza
que dura 365 dias.
ENTRE A ERRATICIDADE E O TRABALHO ESPIRITUAL:
OS MUNDOS TRANSITÓRIOS SEGUNDO ALLAN KARDEC E A EXPERIÊNCIA DE ANDRÉ LUIZ EM NOSSO LAR
A CONTINUIDADE DA VIDA APÓS A MORTE E A ORGANIZAÇÃO DO MUNDO ESPIRITUAL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, apresenta uma concepção profundamente racional acerca da vida após a morte. O desencarne, segundo o Espiritismo, não representa o fim da existência, mas uma mudança de estado, uma passagem do mundo material para o mundo espiritual, onde o Espírito continua sua trajetória de aprendizado, reparação e progresso.
Ao estudar o destino das almas, Kardec não estabelece uma visão de um céu imóvel ou de um inferno eterno situado em regiões determinadas do universo. A realidade espiritual, segundo os princípios espíritas, está relacionada ao grau de adiantamento moral, intelectual e espiritual de cada ser. O Espírito leva consigo suas conquistas, suas imperfeições, seus sentimentos e sua consciência.
Essa compreensão abre caminho para uma das questões mais significativas de O Livro dos Espíritos: a existência dos chamados mundos transitórios, verdadeiros pontos de repouso e preparação para Espíritos em processo de evolução.
OS MUNDOS TRANSITÓRIOS NA VISÃO DE ALLAN KARDEC.
Na questão 234 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta aos Espíritos:
“Há, de fato, como já foi dito, mundos que servem de estações ou pontos de repouso aos Espíritos errantes?”
A resposta espiritual esclarece:
“Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de bivaques, de campos onde descansem de uma demasiado longa erraticidade.”
Essa resposta apresenta um conceito fundamental: o mundo espiritual possui organização, movimento e finalidade educativa.
O Espírito errante não é um ser abandonado vagando indefinidamente pelo espaço. A erraticidade é um período intermediário entre encarnações, no qual o Espírito reflete sobre experiências anteriores, prepara novas etapas evolutivas e participa de atividades compatíveis com seu grau de progresso.
Kardec utiliza uma comparação extraordinariamente expressiva: os Espíritos nesses mundos transitórios são semelhantes a bandos de aves que pousam numa ilha para recuperar forças antes de continuar sua viagem.
A imagem revela que a vida espiritual é uma caminhada contínua. Não existe estagnação absoluta; existe aprendizado progressivo.
O ESPAÇO ESPIRITUAL COMO CAMPO DE VIDA E EVOLUÇÃO.
Para o Espiritismo, o espaço universal não é vazio ou desabitado. Ele é povoado por Espíritos em diferentes níveis evolutivos.
A condição espiritual não depende de uma localização geográfica, mas da sintonia moral do Espírito.
Os Espíritos superiores encontram-se em ambientes de harmonia, conhecimento e serviço ao bem. Espíritos ainda ligados às paixões inferiores permanecem vinculados a regiões espirituais compatíveis com suas próprias necessidades educativas.
Não se trata de uma condenação imposta por uma autoridade externa, mas da consequência natural da lei de afinidade.
O Espírito aproxima-se daqueles que possuem pensamentos, sentimentos e objetivos semelhantes aos seus.
A justiça divina, dentro da visão espírita, manifesta-se pela educação e pela transformação. O sofrimento espiritual não possui caráter eterno; funciona como instrumento de despertar da consciência.
A EXPERIÊNCIA DE ANDRÉ LUIZ E A CIDADE ESPIRITUAL DE NOSSO LAR.
Décadas após a Codificação, a literatura mediúnica espírita trouxe descrições mais detalhadas da vida espiritual, especialmente através das obras atribuídas ao Espírito André Luiz, psicografadas por Francisco Cândido Xavier.
Em Nosso Lar encontramos uma narrativa que amplia, em linguagem descritiva, princípios que já estavam presentes na Codificação.
A cidade espiritual de Nosso Lar aparece como uma comunidade organizada, com ministérios, setores de atendimento, hospitais, áreas de estudo e preparação para novas experiências reencarnatórias.
A obra apresenta uma sociedade espiritual baseada no trabalho, na disciplina, na solidariedade e no aperfeiçoamento moral.
Quando André Luiz desperta após o desencarne, ele não encontra imediatamente uma condição de paz absoluta. Enfrenta inicialmente uma região de sofrimento, descrita como o Umbral, onde permanecem Espíritos ainda presos a desequilíbrios morais e mentais.
Essa experiência demonstra um princípio fundamental:
O Espírito não muda automaticamente de condição interior apenas porque deixou o corpo físico.
A morte revela a realidade íntima de cada criatura.
A RELAÇÃO ENTRE KARDEC E ANDRÉ LUIZ.
A obra de André Luiz não substitui a Codificação, mas apresenta uma perspectiva complementar dentro do movimento espírita.
Kardec oferece os fundamentos filosóficos e científicos da compreensão espiritual:
a sobrevivência da alma;
a pluralidade das existências;
a evolução progressiva;
a lei de causa e efeito;
a afinidade entre os Espíritos;
a existência de diferentes condições no mundo espiritual.
André Luiz descreve, através de uma narrativa mediúnica, como esses princípios poderiam manifestar-se na organização da vida espiritual:
comunidades de auxílio;
instituições de aprendizado;
preparação para reencarnações futuras;
trabalho constante dos Espíritos no bem.
Assim, a ideia apresentada em Nosso Lar encontra correspondência com o princípio kardeciano de que os Espíritos se agrupam conforme suas necessidades e afinidades.
A VIDA ESPIRITUAL COMO CONTINUIDADE DA EDUCAÇÃO DO SER.
A grande mensagem presente tanto em Kardec quanto em André Luiz é que a existência espiritual não representa descanso absoluto nem punição definitiva.
O Espírito continua aprendendo.
Os mundos transitórios descritos em O Livro dos Espíritos simbolizam etapas de recuperação e preparação. As comunidades espirituais apresentadas em Nosso Lar representam ambientes de trabalho e crescimento.
A morte, portanto, não interrompe a caminhada humana; apenas modifica o cenário.
O ser continua sendo responsável por seus pensamentos, sentimentos e escolhas.
A verdadeira transformação não ocorre pela mudança de lugar, mas pela renovação interior.
CONCLUSÃO.
A questão 234 de O Livro dos Espíritos revela uma das ideias mais belas da filosofia espírita: Deus oferece aos Espíritos oportunidades permanentes de reequilíbrio e progresso.
Os mundos transitórios são estações na longa viagem evolutiva da alma. As descrições de André Luiz em Nosso Lar apresentam, em forma narrativa, uma visão de comunidades espirituais onde o trabalho, o amor e o aprendizado conduzem os seres para níveis superiores de consciência.
Entre Kardec e André Luiz existe uma linha de continuidade: o universo espiritual não é um reino de imobilidade, mas um campo infinito de educação, serviço e ascensão.
O Espírito caminha sempre, porque a lei divina não conduz à condenação eterna, mas à perfeição através do esforço, da experiência e do amor.
FONTES CONSULTADAS:
O Livro dos Espíritos — Parte Segunda, Capítulo VI — “Da Vida Espírita”, questão 234 — Mundos Transitórios.
O Céu e o Inferno — estudos sobre a situação dos Espíritos após a morte.
Nosso Lar — descrição da vida espiritual e da organização da colônia espiritual Nosso Lar.
A INDIFERENÇA TAMBÉM DEIXA MARCAS
A chuva fazia aquele trabalho sujo de sempre: cair sobre todo mundo sem perguntar quem merecia.
Eu estava no bar, diante da vidraça embaçada, com um copo que já tinha perdido a graça fazia algum tempo.
O bar estava cheio.
Gente falando alto, rindo de coisas que provavelmente não teriam graça no dia seguinte. Gente reclamando do preço da cerveja, do governo, do chefe, da vida, do casamento, do trânsito.
A vida humana em seu estado mais sofisticado: reclamar de pequenas merdas enquanto outras pessoas desaparecem a poucos metros.
Foi então que eu o vi.
Caminhava devagar.
Muito devagar.
Como se cada passo precisasse ser negociado com o corpo.
Um bastão em uma das mãos.
Uma trouxa enorme pendurada nas costas.
Aquele tipo de bagagem que não parece carregar roupas.
Parece carregar anos.
Ele levou a mão ao rosto.
Não sei se chorava.
Talvez estivesse apenas cansado.
Talvez tivesse vergonha.
Talvez estivesse protegendo os olhos da chuva.
Ou talvez estivesse tentando esconder de si mesmo o espetáculo miserável de continuar vivo.
E ninguém parou.
Ninguém.
Alguns passaram por ele com aquela pressa característica de quem tem compromissos importantes.
Um homem esbarrou em seu ombro.
Nem olhou para trás.
Uma mulher desviou como se tivesse encontrado uma poça.
Outro simplesmente continuou andando.
A cidade possui uma técnica admirável para isso.
Ela transforma pessoas em obstáculos.
Depois transforma obstáculos em paisagem.
E, finalmente, transforma paisagem em nada.
Fiquei olhando.
E comecei a me perguntar quando foi que aprendemos a não nos importar.
Talvez tenha começado cedo.
Quando descobrimos que sentir demais dói.
Então construímos pequenas paredes.
Depois paredes maiores.
Depois uma casa inteira dentro da cabeça.
Chamamos aquilo de maturidade.
Chamamos de experiência.
Chamamos de inteligência emocional.
Na verdade, muitas vezes é apenas medo com uma boa roupa.
A gente aprende a olhar sem ver.
A ouvir sem escutar.
A passar por alguém sofrendo e dizer:
Não é problema meu.
É uma frase eficiente.
Curta.
Prática.
Quase elegante.
Serve para tudo.
Para o mendigo.
Para o velho.
Para o vizinho.
Para a criança.
Para o amigo.
Para o planeta.
Para a própria consciência.
Não é problema meu.
E assim vamos ficando especialistas em não pertencer a nada.
A tragédia é que ninguém nos avisou que, quando você se separa suficientemente dos outros, começa também a se separar de si mesmo.
Porque aquele homem ali não era somente aquele homem.
Era uma possibilidade.
Uma versão futura.
Uma lembrança de alguma coisa que poderíamos ter sido.
Ou simplesmente alguém que teve menos sorte.
E essa é a parte que incomoda.
Porque é fácil desprezar aquilo que acreditamos estar muito distante.
Mas e se não estiver?
E se a diferença entre aquele homem e o sujeito sentado aqui no bar for apenas uma sequência de acidentes?
Uma doença.
Um abandono.
Uma dívida.
Uma perda.
Uma velhice que chegou sem pedir licença.
Uma mão que ninguém segurou quando ainda havia tempo.
É aí que a coisa fica desagradável.
Porque começa a desaparecer a confortável fronteira entre eu e ele.
Nós gostamos de acreditar que somos indivíduos separados.
Eu tenho minha vida.
Ele tem a dele.
Eu tenho meus problemas.
Ele tem os dele.
Uma pequena matemática moral para justificar nossa covardia.
Mas existe uma coisa incômoda chamada humanidade.
E ela não respeita nossos muros.
Ela passa por dentro deles.
O homem continuava caminhando.
A chuva continuava caindo.
A motocicleta continuava estacionada.
As pessoas continuavam indo para algum lugar.
E eu continuava atrás do vidro.
Isso também me incomodava.
Porque observar o sofrimento não nos torna melhores.
Às vezes apenas nos torna espectadores mais sofisticados.
Você pode escrever sobre a fome e continuar jantando tranquilamente.
Pode falar sobre compaixão e não oferecer um minuto a ninguém.
Pode publicar frases bonitas sobre humanidade enquanto passa por uma pessoa caída na calçada olhando para o celular.
A consciência é uma coisa estranha.
Ela permite que você se sinta culpado sem precisar mudar absolutamente nada.
Talvez essa seja uma das maiores fraudes que inventamos.
Sentir não basta.
Pensar não basta.
Indignar-se não basta.
A compaixão que não atravessa o corpo e chega às mãos é apenas uma emoção bem-comportada.
E talvez seja disso que este homem esteja nos lembrando.
Não com palavras.
Não com discursos.
Não com nenhuma bandeira.
Apenas com aquele corpo cansado.
Aquele bastão.
Aquela trouxa.
Aquela mão cobrindo o rosto.
Ele não precisa saber que está nos ensinando alguma coisa.
Talvez nem queira.
Talvez só queira chegar a algum lugar.
E existe uma brutalidade nisso.
Ele está tentando chegar.
Nós também.
A diferença é que alguns carregam uma mochila.
Outros carregam apartamentos, carros, diplomas, investimentos, fotografias de família, rancores, traumas, vaidades, fracassos e uma quantidade absurda de medo.
Todos carregamos alguma coisa.
A questão é o que fazemos quando percebemos que outra pessoa não consegue mais carregar a dela.
Viramos o rosto?
Aceleramos o passo?
Ou paramos?
Talvez seja esse o ensaio mais simples para recuperar alguma coisa que perdemos.
Parar.
Olhar.
Reconhecer.
Cuidar.
Não porque somos santos.
Não porque precisamos salvar o mundo.
Mas porque, antes de todas essas teorias sobre sucesso, liberdade, mérito e individualidade, existe uma coisa muito mais antiga dentro de nós.
A necessidade de cuidar.
Ela está lá.
Debaixo do cinismo.
Debaixo do orgulho.
Debaixo das cicatrizes.
Debaixo dessa couraça ridícula que construímos para não sofrer.
Você foi feito para cuidar.
E eu sei que isso soa ingênuo.
Num mundo que transforma gentileza em fraqueza, parece até uma piada.
Mas talvez a verdadeira fraqueza seja justamente o contrário.
Passar por alguém quebrado e precisar fingir que não viu.
Porque para não sentir a dor dos outros você precisa amputar alguma coisa dentro de si.
E amputações emocionais também deixam cicatrizes.
O homem desapareceu na chuva.
O bar continuou cheio.
Pedi outra cerveja.
Não porque tivesse esquecido o que vi.
Mas porque ainda não sabia o que fazer com aquilo.
Talvez começar seja exatamente isso:
não esquecer.
Não deixar que aquela imagem vire apenas mais uma fotografia entre milhares.
Não permitir que a dor de alguém se torne paisagem.
Talvez a mudança comece antes da ação.
Comece no instante em que você se recusa a olhar para o outro como um estranho.
Porque, no fim, somos todos passageiros da mesma coisa.
E a cidade continuará esbarrando em nós.
A chuva continuará caindo.
Os bares continuarão cheios.
As pessoas continuarão com pressa.
E algum homem continuará caminhando devagar, carregando nas costas tudo aquilo que ninguém quis carregar com ele.
A pergunta não é se podemos salvar aquele homem.
Talvez não possamos.
A pergunta é outra.
O que ainda existe dentro de nós quando vemos alguém sofrendo e escolhemos não nos importar?
Talvez seja aí que a humanidade comece.
Ou termine.
Depende do que você fizer depois de olhar.
A Dignidade do Próprio Esforço
Conquistar um objetivo material através do próprio trabalho, da honestidade e do suor da alma traz uma alegria que dinheiro nenhum pode comprar. A espiritualidade valoriza o esforço digno, pois é no labor do dia a dia que exercitamos as nossas capacidades de criação e perseverança. Não subestime as suas pequenas vitórias cotidianas. O teto que você sustenta, o alimento na mesa e as metas alcançadas são o reflexo direto da sua dedicação. Vencer na matéria com dignidade é uma das formas mais bonitas de honrar as ferramentas que a vida nos deu.
Trem da vida
Linha trabalho hoje desembarcar 3 passageiros o trem segue no seu trilho quem sabe ele volta nessa estação quem ou talvez essas pessoas consigam entrar novamente, futuramente em outro ciclo do trem, o vagão fica vazio mas na próxima estação entrará novos passageiros com desafios diferentes seguimos...
“Crônica do Inferninho”
Eu estava prestes a sair do trabalho quando decidi chamar um Uber para me levar para casa. Assim, poderia relaxar um pouco no caminho de volta, depois de um dia bastante cansativo.
Quando o Uber chegou, entrei no carro e disse:
Boa noite!
O motorista respondeu educadamente:
Boa noite, senhor!
Seguimos em direção à minha casa.
De repente, o motorista me fez uma pergunta:
O senhor não gostaria de passar pelo inferninho antes de chegar em casa?
Respondi imediatamente:
Não, obrigado!
Pouco depois, ele perguntou novamente:
Tem certeza de que não quer passar pelo inferninho antes de ir para casa, senhor?
Tenho! Quero chegar em casa o mais rápido possível!
Mais uma vez, o motorista insistiu:
Tem certeza mesmo de que não quer conhecer o inferninho, senhor?
Já com certa irritação, respondi:
Não! Quero ir para casa. Estou muito cansado e quero descansar.
Mas, novamente, o motorista tocou no assunto:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar do inferninho.
Dessa vez, alguma coisa despertou minha curiosidade.
Afinal, o que é esse tal de inferninho?
O motorista respondeu com um sorriso nos lábios:
O senhor precisa ir até lá para conhecer.
E completou:
Quem vai ao inferninho gosta muito.
O senhor não quer ir lá conhecer?
Não! Quero ir para casa, por favor!
respondi, já bastante irritado.
Claro, senhor. Não vou mais falar do inferninho.
Fez-se um silêncio total dentro do carro…
Mas, de repente, fui eu quem ficou com vontade de perguntar:
Onde fica esse inferninho?
O motorista respondeu:
O senhor gostaria de ir até lá?
Mas me diga primeiro: que diabos é esse inferninho?
Ele respondeu:
O senhor precisa ir lá para descobrir.
Você não pode simplesmente me dizer o que é esse inferninho?!
Não. O senhor tem que ir até lá!
exclamou o motorista.
Sério?! Eu tenho mesmo que ir para descobrir o que é?
Com uma voz muito convincente, ele respondeu:
Tenho certeza de que o senhor nunca viu um lugar como o inferninho.
Aquilo aumentou ainda mais a minha curiosidade.
E o motorista completou:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar!
Pronto. Minha curiosidade foi parar nas alturas.
Comecei a imaginar que devia ser um lugar cheio de mulheres, muita bebida, música alta… uma verdadeira zona!
Fiquei pensando naquele inferninho durante alguns minutos e, finalmente, perguntei:
Você pode pelo menos me dizer o que tem lá?
O motorista respondeu:
O senhor precisa ver com os próprios olhos. Não posso dizer nada.
Aquilo me deixou com a pulga atrás da orelha.
Que lugar seria aquele? Até o nome era uma tentação! Devia ser bom demais. De repente, até o meu cansaço havia desaparecido.
E agora? O que eu faço???
Minha mulher pensa que estou trabalhando…
Hum…
O que eu faço???
Uma coisa era certa: se eu não fosse conhecer aquele inferninho, aquilo ficaria martelando na minha cabeça pelo resto da vida. Afinal, a curiosidade de um homem que se preze pode ser maior do que qualquer outra coisa!
Mas não.
Não cometi esse erro.
E ponto final!
Está bem falei para o motorista.
Pode me deixar em casa.
E ele me levou.
Mas aquele inferninho ficou na minha cabeça, me perturbando…
E tenho certeza de que ainda vai me perturbar por muito tempo.
Afinal…
Que diabos é esse inferninho???
E você?
Teria ido para casa… ou teria pedido ao motorista para levá-lo ao inferninho?
A Suavidade no Cumprimento do Dever
O trabalho e as responsabilidades diárias não precisam ser carregados como um castigo ou um fardo pesado demais para os ombros. Podemos transformar a nossa rotina profissional quando escolhemos colocar amor, paciência e boa vontade em cada pequena tarefa. Executar as nossas obrigações com leveza é entender que o suor do dia a dia também é uma ferramenta de evolução para o nosso espírito. Quando mudamos a nossa vibração interna e passamos a encarar os desafios do trabalho com um sorriso e espírito de cooperação, o ambiente ao nosso redor se transforma e o cansaço dá lugar à gratidão de sermos úteis.
Talvez o motivo de você não gostar tanto de ir para o trabalho não seja exatamente o trabalho que você exerce.
É claro que existe o cansaço, o esforço físico, a necessidade de acordar cedo e sair de casa. Mas, muitas vezes, o que realmente torna o trabalho pesado é a pessoa que está lá dentro: o patrão que cobra o tempo inteiro, que faz você sentir que nunca é suficiente, que não reconhece o seu esforço, que atrasa o seu pagamento ou que faz você se sentir incapaz.
E isso acontece porque existe algo dentro daquela pessoa chamado pecado.
Aquela pessoa está sendo influenciada pelo pecado, não ouve a voz do Espírito Santo e não tem a Palavra de Deus como seu guia. E você está ali. Justamente ali.
Você tem dentro de você as palavras de vida eterna. Você tem o Evangelho. Você tem aquilo que pode transformar, mudar e renovar a vida daquela pessoa.
Talvez Deus não tenha colocado você naquele trabalho apenas para receber um salário.
Talvez aquele seja o seu campo missionário.
Quando você começa a enxergar o trabalho dessa forma, ele deixa de ser apenas mais uma coisa cansativa da semana que você espera terminar logo para chegar a sexta-feira. Ele passa a ter um objetivo. Passa a ter uma missão.
E talvez esse seja um novo motivo para você ir ao trabalho.
Não apenas porque você precisa estar lá, mas porque existe alguém lá que precisa conhecer aquilo que existe dentro de você.
O inimigo pode usar aquele ambiente para tirar sua energia, gerar frustração e fazer você odiar aquele lugar. Mas, quando você entende o motivo de estar ali, o jogo vira.
Você para de enxergar apenas um trabalho.
Você começa a enxergar um campo missionário.
- Relacionados
- 57 mensagens de despedida para colega de trabalho com carinho
- Mensagem de despedida do colega de trabalho por aposentadoria
- Mensagem de despedida por aposentadoria
- 43 mensagens para colega de trabalho agradecendo a parceria
- Frases de despedida para refletir sobre finais e recomeços
- 58 textos motivacionais para equipe de trabalho
- Mensagens de despedida para amigos para marcar o coração de quem parte
