Teto
O céu é tão perfeito, queria tê-lo como o teto do meu quarto. Assim poderia dormir admirando as estrelas.
Em um pequeno orifício no teto passa um simples raio de sol.
Que diminui minha mente, assim que nem bemol"
O Mendigo de Si
Tenho um teto — eis a concha,
mas o caracol já partiu.
Quatro paredes me cercam,
mas nenhuma me contém.
Tenho uma cama — é porto,
mas o barco não chega a si.
Meus lençóis envolvem o corpo,
mas a alma foge em segredo.
Tenho amigos — bons, presentes —,
e, ainda assim,
minha solidão fala mais alto
que todas as vozes ao redor.
Tenho família — carinhosa, constante —,
mas algo em mim duvida
do amor que recebo.
Talvez por nunca me sentir digno.
Tenho fé — rezo, creio, suplico —,
mas a esperança é fruto
que apodrece na mesa posta.
Acredito em Deus,
mas duvido de mim.
Não me falta coisa alguma.
Falta-me o ser que as coisas têm.
Até o pão que como
tem o gosto de outro pão —
um que ninguém me dá.
Pergunto-me, sem resposta:
se tudo em mim é empréstimo,
quem sou eu quando não peço?
Sou um mendigo de mim,
perdido no que me sobra.
E, se um dia me acharem,
que me devolvam a alma.
Ah, não é ingratidão,
nem demência, nem soberba.
É possuir tudo —
e, no fundo do peito, descobrir
que nada se tem.
Não me falta o pão,
nem o teto, nem o abraço.
Falta-me o gosto de existir.
Tudo me sobra —
e, mesmo assim, falta-me o nome
do que perdi antes de possuir.
Talvez não exista esse “eu”
que espero reencontrar
como quem acha as chaves
no bolso de um casaco antigo.
Amanheceu, e mais uma vez o sono não veio. Fiquei ali, olhando para o teto, perdida nos meus próprios pensamentos, tentando entender o que está acontecendo. Mas não há resposta, não há nada... Apenas um vazio que se espalha dentro de mim. As lágrimas caem, mas nem elas parecem carregar sentimento. É estranho sentir tanto e, ao mesmo tempo, não sentir nada.
Fagulha.
Uma fagulha,
Cai do teto,
O fogo do silêncio que consome no ócio,
Não apagou,
Na força do pensamento que não compensa a lembrança,
E o sufoco?
É uma pedra na janela,
Quebrou, sem eu lançar,
Mas, quem foi?
Também não pude alcançar,
Logo agora que só sei voar,
Olhar,
Atento,
A dentro,
No lindo concerto intrínseco que ninguém ouviu.
Me encontro no quarto turbulento,
sempre na cama, olhando o teto,
perdido no passado — que insiste,
presente em mim a todo momento.
Na minha solidão repetida,
quase igual, mas sempre distinta,
ecoam sensações antigas
de um abandono sem partida —
sem ninguém que me deixasse,
e mesmo assim, ferida aberta.
Hoje, tenho quem me ouça,
quem responde minhas perguntas,
mas me faltam os assuntos
num mundo caótico e mudo,
que conheço por telas vazias.
Me perco em silêncio concreto,
num quarto quieto demais,
onde minha solidão tem metas —
incompletas, desfocadas,
tão perto… porém distantes
o bastante pra me cegar.
Centenas de nuvens fartas no teto do céu,
Festa escura com lua, brisa e um cheiro de sossego enorme,
Por um instante tudo aquieta este papel,
E mais uma vez desabou, todo aquele teto que um dia eu fiz e refiz, foi cansativo e ainda é cansativo, ter que me redobrar todos os dias para tentar me colocar à prova de que sou forte, até porque eu realmente sou. Quem que chegou até aqui e fez de tudo pelas pessoas que amava ? Quem que tentou fazer o possível e o impossível por sua própria felicidade? Eu,eu eu. Todos somos merecedores da felicidade, e isso certamente não é algo singular. Então querido eu, devo lhe dizer que sou mais forte do que posso imaginar, e certamente irei muito além de tudo aquilo que já pensei viver. Obrigada, meu caríssimo, e incrível, eu !
Quatro pedaço de pau
Sob o céu azul
Levantei quatro pedaço de pau
Pus um teto azul do céu
E nela com a família eu entrei!
Fui caçar no mato o que comer
Num rio um peixe eu fisguei...
Lá fora uma fogueira acendi
Pra do frio nos aquecer,
E o peixe também assei
A família chamei ao ar:
- Venham comer!
E todos felizes vieram ceiar
A cabana chamei de casa
Ainda de olho na brasa
Uma canção eu cantei
Levantei as mãos pro céu
E ao meu Deus feliz, agradeci
Para muitos, tudo isso é muito pouco
Mas, um dia já fui ambicioso e louco,
Estressado e na soberba me perdi
A família o dia inteiro
Viviam brigando por bens e dinheiro
Foi então que decidi...
E de tudo me desfiz
Larguei tudo da cidade grande
Pra's minhas raízes eu regressei
No mesmo lugar onde nasci
Ganhei a liberdade
Redescobri a felicidade
Abracei a terra de tanto verde
E na natureza me refiz
Vivo perdido e triste pela estrada,
sem teto, sem chão e sem paz.
Você se arrisca a ser condenada
por abandono de incapaz.
Pra não ser presa por abandono,
ainda existe uma solução:
você resgatar este cão sem dono
e abrigá-lo no seu coração.
Como a vítima estava na sua tutela,
É idosa e nem sabe mais o que faz,
você será condenada a cuidar dela
a vida inteira e um terço a mais.
Se hoje você tem saúde, comida e um teto, olhe para o céu e agradeça profundamente. As pessoas nunca estão satisfeitas com aquilo que têm, mas se aprenderem a olhar com atenção, vão perceber que a alegria mora nas coisas mais simples.
Eu queria
Tanta coisa
Mas, percebi que pouco bastaria.
Ter um teto pra se abrigar
E se esconder das tempestades.
Ter o pão que representa as refeições
E poder ORAR e DORMIR em paz.
Isto em mim é tudo que me apraz,
junto com a boa companhia
da pOeSiA...
E se possível um ser
aquele bem querer
que todos sonham ter,
pra rimar e amar em vErSoS...
Se você tem um teto sobre a sua cabeça, agradeça a Deus.
Se você está com a geladeira e a despensa cheias, agradeça a Deus.
Se tem um emprego, um trabalho honesto que lhe dê estabilidade e certo conforto, agradeça a Deus.
Se está com as contas em dia e ainda termina o mês "no azul", agradeça a Deus.
Se seu filho(a) não passa necessidade ou vontades, agradeça a Deus.
Se tem uma família e amigos que realmente se importam com você, agradeça a Deus.
Se você e todos que você ama estão com saúde e bem, agradeça a Deus.
Em um momento de crise mundial, ter tudo isso é benção! Se você tem tudo, ou grande parte disso, você é privilegiado.
Seja grato! Mas agradeça sendo benção na vida de alguém. Pois não existe outra forma de gratidão a Deus que não seja amando o próximo.
Amar é um verbo... E como verbo, necessita ação para ter efeito.
O velho em cima do telhado a proteger seu teto,
limpando e arrumando telhas sob o concreto,
protege também seus pensamentos de memórias,
que como gotas poderiam inundar seu castelo.
O velho em cima do telhado a proteger seu teto,
para por um momento a observar as flores e pessoas,
que transitando trazem consigo todas as lembranças,
de todos os amores perdidos e do tempo de criança.
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