Teto
Poema: "Teto"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
cruzei todas as linhas vermelhas,
não há mais como voltar atrás,
todos os planos foram exaustos,
toda a esperança,
que esperança?
apenas ilusão.
e me restou dizer que já basta,
dizer não ao sofrimento,
do meu jeito,
o único jeito,
e nos lembrar que em Lugar Nenhum há algum lar para descansar,
sem doer.
O contraste de ter o suficiente ou ter o excedente.
O lençol feito da rede da vó.
O teto com goteiras.
- Chama o rapaz, pra consertar.
Mas, olha aquele menino, não tem goteiras, pois também teto não têm.
A angústia de viver sob o teto do medo produz uma realidade conflitante com o que podemos considerar importante em nossas vidas.
"Não exijo muito da vida.
Um teto sólido, alimentação saudável, uma renda plebe e, não poderia faltar para equilibrar a estabilidade emocional, uma paixão inesquecível!"
Meu quarto
No teto do meu quarto
Havia minha goteira
-Mas que grosseira!
A goteira latia.
A goteira pedia
Por um pouco de moradia
Mas não poderia,
Poisme incomodaria.
Um renomado professor do MIT disse que todos nós temos limitações genéticas. Um teto. Que simplesmente não conseguimos fazer certas coisas, por maior que seja nossa resistência mental. Quando alcançamos nosso teto genético, a resistência mental deixa de fazer diferença. (...)
– Viver isso na pele em vez de estudar o tema tem algumas vantagens – falei, virando-me para o professor. – O que o senhor disse se aplica à maioria das pessoas, mas não a 100% delas. Sempre haverá o 1% disposto a fazer o trabalho necessário para superar todas as expectativas.
Prossegui explicando o que eu sabia por experiência própria: que qualquer um pode virar uma pessoa totalmente diferente e alcançar o que supostos especialistas como ele alegam ser impossível, mas que isso exige muita coragem, força de vontade e uma mente blindada
Nem todo caminho é o certo.
Nem todo andarilho é sem teto.
Nem todo tombo te lesiona,
alguns até te impulsionam.
Cair não é ficar caído,
se você se levantar, mesmo que ferido.
A cicatriz será um novo começo,
só a lembrança de um tropeço.
Marcas de uma batalha vencida,
de uma vida vivida,
de uma história para contar, ou saber onde pisar.
Pois há tolice no achar que nunca mais irá errar,
e sabedoria no entender que o errar te fez aprender.
Se o cair acontecer, levantar é pra vencer.
Todas as pessoas sábias são felizes.
Mesmo aquelas sem teto que moram na rua.
A felicidade é como átomos de cada constituição.
Sem carecer que algo,ou alguém a complete.
De baixo do meu teto marrom
Não há nenhum tipo de som
Lembranças boas
Não esqueci a cor do seu batom.
Roxa como uma violeta
Linda como uma borboleta
Só com Alzheimer
Para tirar você da cabeça.
Abraço apertado como despedida
Disse que voltaria
Esqueceu de mim
Então o que disse era mentira.
Promessas,
Vários anos sem ela
Forte por fora
Dentro o coração se quebra.
DESENHO O MAR NO TETO
Há noite desenho o mar no teto da alcofa
E o meu corpo é rasgado pelas andorinhas
Recomeço das cinzas estes versos do mar
Florescendo girassóis tardios do tempo
Na esperança despida do cordão da alma
Entro em ti como se entrasse no mar
Temporal das ondas num sonho antigo
Rompendo a memória sobre as águas
Desta flor de zelo em que me encontro
Feitas em palavras ternas de furor
Que vou inventando para ti amor
E o silêncio do mar desfaz-se em espiral
Como um fio desenhado no teto do nosso quarto.
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