Terra
FOLHAS SECAS DE OUTONO
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Caiam folhas secas de outono
Sobre a terra avermelhada
E no mais repousante sono
Num mundo livre sem dono
Suspirava a moça apaixonada.
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Ela viu chegar um lindo cavaleiro
Montado num cavalo branco
Ele a arrebatou por inteiro
E sobre o animal faceiro
Saíram a passear pelo campo.
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Milhares de pássaros entoavam canções
Os jardins estavam floridos e perfumados
Não existiam as quatro estações
E ela sentiu muitas palpitações
Quando percebeu que o cavalo era alado.
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Lá do alto ela via as serras
E as nuvens que as cobriam
Via também escorrendo pela terra
Alimentando as plantas e as feras
As águas que nos rios corriam.
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Ao pousar sobre uma colina
Nos braços ele a tomou
E olhando para cima
Viu-se refletida na retina
Do homem que a conquistou.
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Ela não resistiu aos encantos
E se deixou beijar pelo amante tão hábil
Mas acordou em prantos
Ao perceber que foi o vento brando
Que jogou folhas secas sobre os seus lábios.
Mãe Mwila
Pé que dança na terra,
Reza a história que tem para contar.
Mãe Mwila, mulher ancestral,
Do seu coração, faz o teu vibrar.
Pelo som de quem cumpre a missão,
De dar tudo daquilo de quem não têm,
Alma tua vibra com a sua,
- espíritos que entretanto se fundem -
Pelo impulso de um abraço materno,
De quem toma o AMOR,
Venha ele donde vier,
Por sua mãe.
Que caía por terra e seja humilhado e com dor, todo aquele que fizer mal aos filhos do Senhor... Deus é Único, Deus é Poder e Deus é Maior.
O mundo é dos jovens e quando envelhecemos nos tornamos passageiros errantes de uma terra solitária.
Mestre, como entender a Lei? O caminho seguro tanto na terra como no céu está no Supremo Criador, não no Homem.
PENDÊNCIA
A ti amada Querência
Terra que é referência
Razão para a existência
Para os que têm incumbência
De não deixar a influência
De nenhuma conveniência
Desimporta a contingência
Que possa estar na iminência
Tudo terá consequência
Há que se ter coerência
Mas não é na conivência
A luta de independência.
PRATO QUEBRADO
Há que cuidar o que se semeia
Terra dourada, lindos trigrais
A despertar a cobiça alheia
Que escuta a ira demais
O que antes era mesa cheia
Deixou virar o prato da paz.
DIMO
Dentro de ti uma bomba
E tsunami é a onda
Levando tudo por terra
Não interessa quem berra
És um amigo que estimo
Reencontra sempre o caminho!
AMIGO DO REI
E foi assim sem eira nem beira
Que nesta terra alvissareira
Mangue na astúcia do caranguejo
Preciso nas garras do desejo
Pensando já estar tudo no papo
A coaxar a mulher do sapo
Muito cuidado em Pernambuco
Onde a pexeira te faz defunto
Antes de deitar em cova rasa
Segue teu rumo noutra Pasárgada!
