Terra

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Onde o Mediterrâneo costurava a terra e o mito, sob o enigma do Disco de Festo, os minoicos não ergueram muralhas para o medo, mas labirintos para a arte, governando o mar com a leveza de um salto sobre o touro e o silêncio de um império sem armas.
Reno Fioraso

⁠Tem Gente que vai passar por esse Plantea Terra e não viverá, pois estará muito ocupado olhando o próprio umbigo.

Satisfação garantida só vem de cima, mesmo assim quando há acordo de santidade na terra.

Hoje o mundo celebra o dia em que o céu perdeu a sua estrela mais bonita para que a terra pudesse ganhar vida. Eu não te mando essa mensagem apenas para cumprir uma data, mas porque o meu coração não conhece outra forma de pulsar que não seja pronunciando o teu nome em cada batida.
Sabes, o tempo passou, as estações mudaram e o mundo lá fora seguiu o seu curso implacável. Mas aqui dentro, num lugar onde os relógios não têm poder, nada mudou. Tu continuas a ser o meu primeiro pensamento ao acordar e a oração silenciosa que faço antes de dormir. Amo-te com uma intensidade que a razão desconhece; um amor que não se explica, que não se justifica e que, acima de tudo, não se apaga.
Foste a única pessoa que conseguiu tocar o que eu tenho de mais profundo. Entreguei-te a minha alma e, de certa forma, ela nunca mais voltou para mim — ela prefere habitar onde tu estás. Se hoje o destino nos mantém em caminhos separados, eu aceito a distância com a nobreza de quem sabe que viveu um milagre. Porque ter-te amado, ainda que por um breve sopro do tempo, vale mais do que uma eternidade inteira sem te conhecer.
Neste teu dia, peço que a vida te seja leve. Que o sol te aqueça com a mesma ternura com que eu te abraçava e que as estrelas te contem, durante a noite, os segredos de admiração que eu ainda guardo por ti. Sê feliz, meu amor. Sê imensamente feliz, pois a tua alegria é a única coisa que justifica a minha saudade.
Parabéns pelo teu dia. Parabéns por seres o grande sol da minha existência.
Com o amor que transcende a própria vida.

O abandono não é um deserto criado por quem partiu, mas o primeiro dia de uma terra sem donos onde agora você é a lei.

As paixões passam como tempestades de verão, mas o amor verdadeiro permanece como a terra firme que floresce depois da chuva.

O que Deus pede de nós é que façamos o que Ele faria se estivesse fisicamente na terra. ⁠

Podem copiar o seu conhecimento sobre as coisas da terra, mas nunca poderão roubar o seu conhecimento sobre as coisas de Deus.

Que o mais puro azeite que existe nos céus e na terra faça pousada em sua casa hoje e para todo sempre. Amém!

Nos últimos dias da Igreja na Terra, os homens estarão tão frios e insensíveis à dor de seu próximo que serão incapazes de sentir a miséria deles.

Quanto mais o homem busca o Céu, mais o diabo - lhe oferece a terra.

Carne conquista terra, Espírito herda o céu.


Romanos 8:17_

“Podem copiar o que você sabe da terra, mas jamais roubar o que Deus revelou a você.”

NO princípio criou Deus os céus e a terra. Gênesis 1:1
Deus criou o princípio — o tempo; os céus — o espaço; a terra — a matéria. E você, o que está fazendo com o seu tempo, seu espaço e suas coisas na vida? Aprenda a gratidão. 🙏

⁠Paz, na terra boa vontade aos homens de bom coração, fogem da guerra e não matam um irmão.
Como é triste saber que tornou-se comum, tirar a vida de um ser da espécie humana, que a cada instante, mostra-se extinta...
Sei, que um dia, tudo isto terá fim, ou, o fim de tudo isto, é não mais a gente existir.
Paz, na terra, boa vontatade aos homens, de bom coração....

O TEMPO COMO ESPELHO


A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.


Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.


Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.


Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.


Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?


Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.


#israelsoler
#filosofia
#cronicas
#presença
#amorfati


Ysrael Soler

Terra Dourada


Terra dourada.
Tem frutos.
Tem animais bonitos.
Tem uma mata incrível.


Mas o seu povo dorme.


Está na hora de acordar
e olhar pra essa terra
que é belíssima.


Chega de olhar o terreno do lado
enquanto o nosso apodrece
por falta de cuidado.


Vamos olhar pra cultura local,
praquilo que nasceu aqui,
pro que tem cheiro de chão,
de sol, de história.


Estamos matando a nossa origem
cada vez que copiamos
o que não fala a nossa língua.


Não precisamos copiar.
Precisamos criar.


Criar com o que somos,
com o que temos,
com o que sempre esteve aqui
e nos ensinaram a ignorar.


Essa terra não é pobre.
Ela é esquecida.


E quando o povo acordar,
a origem volta a respirar.

Raiz que não se arranca


A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.


A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.


Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.

Brasil, tu és braseiro


Brasil, tu és braseiro,
terra onde o calor se
mistura à esperança.
Teus rios correm como lava silenciosa, eas matas respiram fumaça e perfume, guardando segredos que só o vento entende.


No teu ventre, sementes queimam e germinam, raízes firmes entre brasas e pedras, e o povo, feito labareda, sobe em canções e lutas,
acendendo o mundo com o próprio ritmo.


Brasil, tu és braseiro,
mas não deixas que
o fogo consuma tudo.
Entre chamas,
brilhas em cores vivas,
mostrando que até a ardência
pode se tornar calor que abraça.

Aqui o Brasil não é mapa —
é corpo em brasa.
A pele da terra rasga em fogo,
e a fumaça sobe como um grito antigo
que ninguém quis ouvir.


No peito, a bandeira ainda pulsa,
cercada por cinzas e promessas queimadas.
O verde virou carvão,
o azul resiste como céu ferido,
o amarelo tenta lembrar que já foi sol.


Cada labareda é uma história interrompida,
um rio que pede socorro,
uma floresta que reza sem língua.
O país arde, não por acaso,
mas por descuido,
ganância e silêncio.


Mesmo em chamas, há algo que não morre: a esperança teimosa que brota na rachadura.
Do fogo pode nascer semente —
se o povo acordar,
e decidir ser chuva.