Terra

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Chuva que cai la fora!
Chuva que lava a calçada
Lava também a alma
Chuva que molha a terra
Revigora as plantações
E também nossos corações

Que chova muitas bênçãos de Deus na vida de cada um de nós
Que o cinza do dia seja propicio a um momento de interiorização que nos aproxime sempre mais do Criador.

A poesia reconstrói cidades bombardeadas com lágrimas, sangue, amor e terra.

"A província de Inhambane é a terra onde as dunas beijam o mar, e o vento salgado se mistura na brisa, escrevendo poemas que só a natureza sabe recitar." FURUCUTO, P. D., 2026.

No cume onde a terra toca o infinito, o primeiro raio de sol não inaugura o dia, mas sim o espelho de um sorriso oculto que, ao desatar o nó do horizonte, toca a minha alma com a certeza de que a luz sempre saberia para onde voltar.
Reno Fioraso

Redes sem descanso

Diferentes das redes típicas da Amazônia, as redes sociais são uma terra sem lei, sem filtro e sem noção.
Há pessoas ganhando muito dinheiro divulgando conteúdos nada construtivos, enquanto há outros com material riquíssimo que parece não interessar à grande massa.
Vídeos com grosseria e desrespeito são virais, vídeos que denotam gentileza sempre ficam para trás.
Existem pessoas que têm milhares de seguidores, mas talvez nem tenham um número necessário de amigos.
Muitos são extremamente espontâneos em vídeos, mas sequer conseguem socializar com pessoas da vida real.
As redes sociais criaram pontes digitais, mas também produziram muros sociais.

Graças a DEUS e os poetas,
ainda se encontra amor na Terra...

Brasil, meu lugar


Brasil é terra querida
De beleza sem igual
Tem florestas, tem vida
Tem futuro nacional.


O verde mostra esperança
O azul, o céu sem fim
O amarelo é confiança
Essa pátria vive em mim.


Brasil é força, é união
É respeito e é calor
Mora dentro do coração
Com justiça e muito amor.⁠

NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER

Por Marco Arawak

A Terra não é cenário. É a condição de tudo o que acontece. Antes de qualquer pensamento, existe aquilo que sustenta. Antes de qualquer palavra, existe aquilo que torna possível existir.

Nada em mim começou inteiramente em mim. Meu corpo é feito de coisas antigas: água que já foi nuvem, minerais que atravessaram montanhas, elementos forjados muito antes que meu nome existisse. Sou um encontro provisório de matérias que já pertenciam ao mundo antes de pertencerem a mim.

Não sou origem. Sou continuidade.

A Terra não me acolhe por escolha. Ela simplesmente existe. E, enquanto suas condições permitem, eu existo com ela. O chão não me sustenta por cuidado; sustenta porque é chão. Se deixa de existir sob meus pés, eu caio. Sem intenção. Sem julgamento.

A água não me protege. Ela corre. Quando está limpa, sustenta a vida; quando está contaminada, pode carregar essa alteração para dentro dos sistemas dos quais dependemos. O ar não se oferece. Ele está. E quando deixa de estar em condições que permitam a vida, não há filosofia capaz de substituí-lo.

Nada na natureza precisa me explicar o sentido da vida. Sua função não é me oferecer respostas. Basta que suas condições tornem a vida possível.

Não vivo em um mundo que foi criado para me refletir. Vivo em um mundo que me antecede e continuará depois de mim.

Minha história não é o centro da história da Terra. É uma passagem. Sou um instante dentro de algo muito maior, um acontecimento breve em um processo que não começou comigo e não terminará comigo.

E, ainda assim, existo.

Não como dono.

Como parte.

Cada respiração revela uma dependência. Cada passo pressupõe um chão. Cada alimento carrega uma cadeia de vida, matéria, água, energia e trabalho. Cada dia é uma experiência de equilíbrio que não controlamos inteiramente.

Nada em nós é garantido.

A Terra não é boa nem má. Não cuida de nós como uma consciência materna, nem nos pune como um juiz. Ela simplesmente segue suas leis e seus ciclos.

Mas nós sentimos.

Nós tememos.

Nós lembramos.

Nós escolhemos.

E é exatamente aí que algo muda.

A natureza não precisa ter intenção para produzir consequências. E nós não precisamos controlar o planeta para interferir profundamente nele.

A vida acontece enquanto suas condições permitem.

Dentro dessa fragilidade, construímos cidades, cultivamos alimentos, inventamos máquinas, criamos culturas, amamos, lembramos e sonhamos. Somos capazes de transformar o mundo porque dependemos dele. Essa é uma das grandes contradições da nossa existência: temos poder suficiente para modificar aquilo que não podemos substituir.

Somos forma por um tempo.

E toda forma, cedo ou tarde, muda.

O corpo retorna aos ciclos da matéria. A água continua circulando. Os elementos permanecem em movimento. Aquilo que chamamos de fim, muitas vezes, é apenas uma transformação dentro de processos muito maiores que nós.

Mas a nossa experiência individual é finita.

Eu posso desaparecer.

Você pode desaparecer.

Uma geração pode desaparecer.

E é justamente porque somos passageiros que nossas escolhas importam enquanto estamos aqui.

Existir é frágil. Não porque a vida não tenha valor, mas porque ela não vem acompanhada de nenhuma garantia de permanência.

O mundo não foi feito para mim.

Eu fui feito dentro dele.

E o modo como escolho viver dentro dele não é neutro.

Tudo o que faço interfere em alguma coisa: aquilo que extraio, consumo, desperdiço, transformo, descarto ou preservo. Nem tudo retorna diretamente para mim, nem tudo retorna da mesma maneira, mas quase nada simplesmente deixa de existir porque decidi chamar de “lixo”.

O que descartamos continua fazendo parte do mundo.

O que degradamos pode alterar os sistemas dos quais dependemos.

O que destruímos pode levar décadas, séculos ou gerações para se recompor — quando ainda pode se recompor.

Por isso, a natureza não precisa pedir admiração.

Precisa que reconheçamos limites.

Não precisa dos nossos discursos.

Precisa das nossas escolhas.

Não somos espectadores de um planeta externo a nós. Somos participantes de sistemas dos quais dependemos a cada instante.

Talvez esse seja o erro mais profundo da nossa época: imaginar que estar no mundo significa estar separado dele.

Não estou fora da natureza observando-a.

Estou dentro dela.

Meu corpo não é estrangeiro ao planeta. Minha água veio de ciclos anteriores. Meu alimento depende de solos, chuva, luz, organismos e trabalho. Minha respiração depende de uma atmosfera que não produzi.

Não carrego a Terra dentro de mim como símbolo.

Dependo dela como condição.

Se ela sustenta as condições necessárias à vida, eu existo.

Se essas condições se degradam, minha existência também se torna mais vulnerável.

Isso não é metáfora.

É condição material.

A natureza do planeta não é apenas uma ideia, um símbolo ou um consolo espiritual. É a base física sobre a qual a vida acontece.

Compreender isso não deveria nos tornar maiores.

Deveria nos tornar responsáveis.

Porque não estou aqui para dominar o mundo.

Estou aqui dentro dele.

E aquilo que me sustenta também sustenta milhões de outras formas de vida.

Talvez, portanto, a pergunta não seja “o que o mundo pode me dar?”.

Talvez seja:

“O que a minha presença deixa no mundo?”

Depois de mim, o que permanece?

Uma marca?

Uma ferida?

Uma construção?

Uma memória?

Um cuidado?

Uma possibilidade?

Não posso impedir que o mundo continue sem mim.

Mas posso escolher a maneira como participo dele enquanto estou aqui.

Posso consumir sem transformar tudo em descarte.

Posso construir sem considerar tudo ao redor como matéria disponível.

Posso usar sem esquecer que aquilo que uso veio de algum lugar.

Posso existir sem precisar transformar minha existência em domínio.

Porque não sou o mundo.

Não sou seu proprietário.

Não sou seu centro.

Sou uma pequena parte de uma realidade muito maior que me antecedeu, me sustenta e continuará existindo quando meu nome já não estiver sendo pronunciado.

E talvez essa consciência não seja uma diminuição.

Talvez seja uma libertação.

Não preciso ser o centro para ter valor.

Não preciso possuir a Terra para pertencer a ela.

Não preciso durar para sempre para que minha passagem tenha significado.

Sou apenas algo que acontece dentro deste mundo.

Breve.

Frágil.

Consciente.

E enquanto aconteço, posso escolher.

Posso cuidar.

Posso limitar.

Posso preservar.

Posso reparar.

Posso, ao menos, tentar não transformar em ruína aquilo que tornou possível a minha presença.

Talvez seja essa uma das formas mais silenciosas de responsabilidade humana:

saber que o mundo não existe para nós e, ainda assim, compreender que somos responsáveis pela maneira como existimos dentro dele.

Não sou o mundo.

Sou o que ele me permite ser.

E aquilo que eu fizer com essa possibilidade também fará parte do mundo.

Marco Arawak

Sou peregrino nesta terra, vim para crescer, evoluir e completar a carreira. No tempo do Pai, voltarei para Casa.

O Canto da Terra dos Brasis

Desperta o manto de anil sobre as matas sagradas,
Onde o sol desenha rios de ouro e vertentes,
Erguem-se os montes em preces d'almas lavradas,
Guardando o passo altaneiro de tantas gentes.

Sois a pátria livre que o vento do Sul embala,
No peito verde que pulsa em cada fronteira,
Onde a esperança não cessa, não cala, não para,
Bandeira viva desdobrada na imensidão inteira.

É o canto da terra que brota do chão profundo,
É a força sagrada que guia este povo guerreiro,
O abraço fecundo que acolhe os quatro cantos do mundo,
Nas asas abertas da paz do Cruzeiro.

Ó pátria amada, de seiva pura e infinita,
Onde a justiça caminha de braços dados com o amor,
Tua beleza soberana a própria aurora habita,
Fecundando o futuro com a graça do Criador.

Brilha o teu destino nas mãos de quem te cultiva,
Nas veias d'água que correm lavando a dor,
Mantém a alma altiva, generosa e viva,
Templo sagrado da luz, do bem e do esplendor.

O Senhor recolhe o nosso choro e o transforma em chuva mansa de bênçãos, florescendo a terra que parecia seca.

Tem muita gente sem terra tem muita terra sem gente.

⁠A arte imita a vida, e a vida imita a arte, numa cíclica constante como a Terra imita o Céu...

Amanhã nas primeiras horas do dia ele vai iluminar a Terra e todo o seu sistema na galáxia. E um novo dia vai recomeçar!

Imaginação Inquieta: Um Portal para uma Terra Fantasiosa

Nas alturas entre várias rochas e algumas vegetações, debaixo de um céu azul carregado de nuvens, pude avistar ao longe, de uma certa distância, duas colunas de pedras empilhadas como se fossem um portal para uma Terra Fantasiosa, localizada em um outro universo — o começo de uma nova jornada; uma aventura grandiosa; com muitas criaturas mágicas numa natureza surpreendente, muito diferente da nossa — a minha imaginação não para, é imponente e transforma.

A minha jornada nesta terra pela permissão do Senhor, ainda continua, pois a minha existência completou mais um ciclo, o início de um novo começo, Zelo de um Amor certamente inconfundível e que não tem preço

Compensando todos os dias difíceis, os tantos desequilíbrios e aquela velha sensação de ter chegado ao meu limite, mostrando que nada disso foi em vão e que cada avanço se mostrou ser muito significativo

Batalhas, regozijos, acertos, vitórias, erros, lágrimas e risos, lugares e pessoas, onde tudo faz parte da minha história e alguns permanecem comigo, de diversas formas entre várias situações, cujas principais trago na memória

Mais uma grande razão para que o meu coração esteja agradecido nesta data, somada a todas as bênçãos de Deus até agora, que tanto fortalecem a minha alma, renovam minhas forças e me fazem continuar a minha jornada.

A Bela Complexidade da Terra

A Terra e a sua natureza deslumbrante, simplesmente complexa entre a vitalidade de florestas, a pureza da neve, as águas abundantes de mares e cachoeiras, extensões de areias e grandes rochas, cavernas e ares, superfícies e profundezas — alguns exemplares da arte incomparável de Deus, cuja viveza é distribuída em diversos detalhes, formatos, cores e belezas; dessarte, bênção divina — A Terra e a parte bela da sua complexidade.

Numa partida indesejável, que parece ser definitiva nesta terra, olhos se fecham para que outros possam despertar. Lembrar que a vida é muito efêmera; portanto, não vale a pena esperar sempre pelo melhor momento ou pelas condições perfeitas,

Pois o tempo não se atrasa, continua seguindo em frente e, de repente, independentemente da ocasião ser ou não adequada —, alguém falece para que, de algum jeito, outro renasça. Que possa levar o viver mais a sério, para que as vivências não sejam sem graça.

É uma forma cabível de ressignificar a tristeza e de secar as lágrimas; de encontrar forças durante a tormenta que fortaleçam até a alma. Não que chorar seja um sinal de fraqueza, mas faz bem afastar o risco de se afogar, e, em vez disso, mostrar que aquela pessoa fez diferença.

Não viva com pressa, não seja precipitado, não aja por impulso; entretanto, não perca a oportunidade de aproveitar, de demonstrar o que sente e de dizer o que precisa ser dito. Viva o presente e desprenda-se do passado: cada segundo pode ser imprescindível e um simples acontecimento pode ser mágico.

Da Profundidade da Terra, à Profundeza da Mente

Lembrança inesquecível na profundidade da terra, muito bem guardada na profundeza da mente, que desperta saudades.

A Luz da curiosidade e do deslumbramento que atenua a escuridade de uma caverna, diante de um tipo de beleza que não é visto tão facilmente,

Certamente, uma arte natural que levou muito tempo para ser feita, que continua em desenvolvimento; talvez, em futura visita, ocorra uma nova descoberta.

Eu a vejo como uma terra fértil, uma mulher de muitas camadas, cada uma com a sua importância, excelente para cultivar o amor, mas não de um jeito displicente, tem que fazer jus ao seu valor ou o mais próximo possível

O sorriso dela é o seu sol particular, um brilho sincero que alegra demasiadamente o seu dia e o de outros que estiverem por perto, sempre voltado com veemência somente para quem consegue gentilmente provocá-lo, de fato, sendo alguém presente

Inegavelmente, às vezes, precisa ser regada por sua chuva, feita das suas lágrimas, aquelas motivadas por sua felicidade vivenciando aqueles momentos incomparáveis l, que conseguem se comunicar com a sua alma a partir de poucos detalhes

Se o cultivo for frequente, o amor será resistente a ventos e tempestades, nunca será um mal tempo para amar e o fruto colhido será ser amado intensamente de volta, cercado por um clima favorável de reciprocidade, construindo ao seu lado ricas memórias.