Terra
Zele pela Terra, pelo solo, pelas águas e pelo mar.
Veja como o sol aquece as aguas e à noite a lua brilha e enaltece e nos acalma. As estrelas cintilam e surgem cometas errantes.
E as marés no litoral? Formam ondas, vagas flutuantes...
Sinalizador natural do fenômeno
de forças mutantes, são a
Preamar e a Baixa-mar
planeta Terra
Mundo orbitado
No tempo e espaço
Parece azul ,vazio
Inabitado.
No entanto, há um traço
É um canteiro de obra
Pura ação de manobra
De rotação e translação
Estância de vida e gravitação.
Força energética de renovação.
VENTOS
Tornado, furacão
e ciclone fazem lufar.
Vento do Mar
que corre para Terra,
são as Brisas !
Movimento
do vento
que muda
de caminho.
Brisa do mar,
vem pra Terra
e começa a soprar
Pelo dia,
Surge a maresia.
A noite o Mar aquecido
fica a espera
da brisa da Terra
para lhe resfriar
Geopoema
Quando a Geociência vira verso
E o verso corre para no chão!
É a Terra que gira por certo.
E todos estudam com atenção.
Gira a Terra em 24 horas
E todos giramos juntos com ela
Dia vira noite aqui e lá fora.
E tiramos as dúvidas nas escolas.
Verso para Terra,porque não?
O primeiro Neógeno foi aqui que aconteceu.
O Brasil foi o local da sua aparição.
Dos lagos,rios e metade da espécie atual
Amazônia,Acre formaram floresta e Pantanal.
O mar do Acre secou!
Surgiu a biodiversidade por um empurrão.
_Anotou?Preste atenção!
Dos Andes,na América do Sul,
do Himalaia ,na Ásia.
dos Alpes na Europa .
_O mar virou floresta verde ,
que antes , era água azul.
Terremoto
Tremores fortes na Terra.
Abalo sísmico essa fera!
Vibração das camadas
do interior da crosta Terrestre .
Elas são produzidas por ondas .
As de ocorrência longitudinal
e de ocorrência transversal..
A primeira onda ,propaga _se
numa velocidade 13km/seg
Já as seguintes instalam_se
na proporção 7km na area.
Sendo mais fraca
Pode não ser sentida
pelo ser humano...
Sima
É a zona
da Terra
que fica
abaixo do Sial.
É formada
em grande parte
de Silicatos.
Predominando
o magnésio
e o ferro.
E o Sima
emerge_se
nos fundos
oceânicos
"É muito mais emocionante acreditar que a Terra é plana ou que a elite global controla seus passos do que aceitar a dura evidência de que quem está arruinando a sua vida é você mesmo. A conspiração é o refúgio perfeito da autoindulgência."
Mais maravilhoso que o orvalho que desce sobre a terra é o Espírito Santo que desce dando vida à igreja
Na procura desenfreada por satisfação material;
Esqueci-me de ser a tua Palavra, nesta terra, a minha rica porção
Nesta terra tem palmeiras
onde cantam sabiás
e outros passarinhos…
Meu coração é de mineira
mas nele cabe, junto,
o nordeste inteirinho!
Terra Dourada
Terra dourada.
Tem frutos.
Tem animais bonitos.
Tem uma mata incrível.
Mas o seu povo dorme.
Está na hora de acordar
e olhar pra essa terra
que é belíssima.
Chega de olhar o terreno do lado
enquanto o nosso apodrece
por falta de cuidado.
Vamos olhar pra cultura local,
praquilo que nasceu aqui,
pro que tem cheiro de chão,
de sol, de história.
Estamos matando a nossa origem
cada vez que copiamos
o que não fala a nossa língua.
Não precisamos copiar.
Precisamos criar.
Criar com o que somos,
com o que temos,
com o que sempre esteve aqui
e nos ensinaram a ignorar.
Essa terra não é pobre.
Ela é esquecida.
E quando o povo acordar,
a origem volta a respirar.
Raiz que não se arranca
A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.
A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.
Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.
Brasil, tu és braseiro
Brasil, tu és braseiro,
terra onde o calor se
mistura à esperança.
Teus rios correm como lava silenciosa, eas matas respiram fumaça e perfume, guardando segredos que só o vento entende.
No teu ventre, sementes queimam e germinam, raízes firmes entre brasas e pedras, e o povo, feito labareda, sobe em canções e lutas,
acendendo o mundo com o próprio ritmo.
Brasil, tu és braseiro,
mas não deixas que
o fogo consuma tudo.
Entre chamas,
brilhas em cores vivas,
mostrando que até a ardência
pode se tornar calor que abraça.
Aqui o Brasil não é mapa —
é corpo em brasa.
A pele da terra rasga em fogo,
e a fumaça sobe como um grito antigo
que ninguém quis ouvir.
No peito, a bandeira ainda pulsa,
cercada por cinzas e promessas queimadas.
O verde virou carvão,
o azul resiste como céu ferido,
o amarelo tenta lembrar que já foi sol.
Cada labareda é uma história interrompida,
um rio que pede socorro,
uma floresta que reza sem língua.
O país arde, não por acaso,
mas por descuido,
ganância e silêncio.
Mesmo em chamas, há algo que não morre: a esperança teimosa que brota na rachadura.
Do fogo pode nascer semente —
se o povo acordar,
e decidir ser chuva.
Canção do Exílio
Minha terra mora em ti,
no jeito que teu riso me chama de volta.
Longe de você, tudo é ausência,
até o tempo aprende a doer.
As noites aqui não sabem teu nome,
o vento não traz teu cheiro,
e o coração anda estrangeiro
num lugar que não me reconhece.
Sonho com o dia do retorno,
quando teus braços serão porto
e não haverá mais distância
entre o que sou e o que desejo.
Se amar é exílio, aceito ficar,
desde que teu amor seja morada.
Pois longe de ti não há chão
— há apenas saudade tentando sobreviver.
E quando a terra exala seu cheiro terroso, me lembro que amor também floresce na chuva.
Nosso toque, como a água, é instante e eterno,
e cada gota sela o pacto de nossos corações
Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido
A chuva cai e traz teu rastro no ar,
O cheiro da terra molhada me lembra teu olhar.
Cada gota que toca o chão é um segredo teu,
Que meu coração guarda, silencioso, fiel.
O vento sussurra teu nome entre folhas e flores,
Misturando o aroma da chuva aos nossos amores.
Fecho os olhos e respiro teu abraço distante,
Sentindo que estás aqui, mesmo que hesitante.
O perfume da terra desperta memórias antigas,
Como o primeiro toque, o primeiro sorriso, as brigas.
Tudo se mistura, chuva, saudade e desejo,
Transformando a distância em um doce ensejo.
E assim, sob o céu cinza e molhado,
Meu coração te procura, meu corpo fica encantado.
O cheiro da chuva é ponte entre nós dois,
E cada gota caindo me lembra o que sou a sós.
