Ternura
BEIJOS POUCOS
Que treteiro sonetear desafinado
onde, a intenção por distinto jeito
de ternura e amor, me tem sujeito
o pensamento com impulso alado
O coração vive assim apaixonado
o poema no agrado tão satisfeito
põe a pulsar titilante o meu peito
e o suspiro na emoção arruelado
E nesse arfar com fôlego latente
sussurros, ardores, sutis desejos
palavras acridoces e risos loucos
Canto para você, tão docemente
poetizando os versos com beijos
e que no versar são bem poucos.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 maio de 2024, 17’57” – Araguari, MG
"Amor, harmonia, afeto, ternura, cuidado, proteção, vínculo, amizade, zelo, ligação, convivência, laços, fraternidade, união, as palavras que fortalecem a nossa conexão e nos moldam enquanto família e quem somos são sinônimos."
Nos Jardins do Coração
No arrebol do dia que desponta,
Surge o amor em sua ternura, tão pronta,
De leveza e lhaneza, veste-se o instante,
E a maciez da alma torna tudo radiante.
Olhos que brilham com coloração serena,
Na epiderme, o toque que enleva e acena,
Suavidade que ao néctar da vida se assemelha,
Como paixão que arde e nunca se espelha.
Terno é o enlace de mãos solidárias,
Onde a lealdade reina em tramas diárias.
A gratidão, como flor em concretude,
Brotando na alma, com plena virtude.
Embora fugaz, o tempo nos ensina,
Que no efêmero há beleza divina.
E na eternidade do que é bem vivido,
O coração guarda tudo o que é sentido.
Que a vida seja feita de doçura e bondade,
Com o néctar da paz e da solidariedade.
Pois o arrebol da existência, em sua pureza,
É poema eterno de ternura e beleza.
Poeta do Vale
No Vale do Mucuri, onde a terra canta,
Menestrel do amor e da ternura que encanta,
O coração faz jorrar suave poesia,
Lirismo ardente em noites de melancolia.
Sob o firmamento azul, de estrelas reluzentes,
Estilhaços de luz nos desejos ardentes,
Riqueza rara, como pedras preciosas,
Diamantes, topázios, águas tão formosas.
Oh, terra de encanto, arrebol tão sereno,
Exuberância e beleza no brilho pequeno,
Menino lunar, que sonha em liberdade,
Chilreio dos pássaros, eco de saudade.
Sorriso do sol, que a aurora acende,
O néctar da poesia na boca que entende,
Segredos guardados no mistério da noite,
Lábios e olhos, lume que a alma acoite.
Capital mundial de tenros sonhos,
Onde o poeta tece casulos risonhos,
De solidão faz-se clareza e perdão,
Transformando loucura em pura paixão.
Nas águas marinhas, berilo reluz,
Riqueza da terra que o encanto traduz,
O grito é de vida, sangue que pulsa,
Liberdade jorra, a imaginação resulta.
Poeta do Vale, menestrel da ternura,
Jardineiro de estrelas, dono da doçura,
Faz do céu seu palco, do mistério um abrigo,
E nos dá sua poesia como eterno amigo.
Feliz Natal repleto de amor e aconchego, onde cada coração se aqueça com a ternura e a generosidade que só o amor de mãe pode oferecer!
Confiemos o novo ano à mãe de Deus. Consagremos-lhe a nossa vida. Ela, com ternura, saberá revelar a sua plenitude. Porque nos levará a Jesus, plenitude dos tempos, de todos os tempos. Que este ano seja repleto da consolação do Senhor.
Deus de amor e ternura!
Olhai por esse mundo que criou; pelas crianças inocentes que nem sempre nascem num berço de amor e fé, pelos jovens que pensam que tudo sabem são destemidos por não conhecerem os reais perigos, pelo adulto que enfrenta tantos vícios a serem vencidos e que tem o dever de cuidar de si e da família por fim, dos velhos desse mundo que nem sempre têm o alimento, o remédio e o pior, muitas vezes são abandonados num leito ou numa calçada qualquer.
Pai não deixe que nos falte acima de tudo o amor e a fé em ti. Amém!
Um amante
Num soneto feliz e ímpar, a ternura
Rimando o prazer com uma lucidez
Num sentimento com doce ventura
Que envolve a alma, com parvulez
Enquanto o canto alastra formosura
Em uma poética que a emoção fez
No âmago, o amor, figura brandura
Enchendo de agrado e de solidez
Pela primeira vez, a poesia amada
Uma rosa, um toque, apaixonada
Sensação. Versado o beijo galante
E, o soneto saciado, rico e querido
Outrora pícaro, agora com sentido
Rascunha versos para um amante.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
17 janeiro, 2024, 18’38” – Araguari, MG
Carinho, afeto, amizade e ternura
fazem parte da família do amor.
Somente o amor e seus familiares
têm a liberdade de ocupar espaço
No meu coração.
"Um Fragmento de Mim"
Sou feita de pequenos pedaços de silêncio e ternura.
Um fragmento de mim ainda mora no brilho da infância,
onde os sonhos adormecem com doçura sobre o travesseiro.
Outro se espalhou nas vezes em que escolhi o silêncio,
não por medo, mas por amor.
Carrego em mim uma parte inteira, mesmo quando o mundo desmorona.
Há um sentir sereno que me habita —
como brisa que chega devagar e acalma o coração.
E, mesmo sem certezas, sigo esperando...
com a esperança mansa de quem confia no tempo.
Sou a dúvida que sorri,
o medo que aprendeu a andar de mãos dadas com a paz.
E, quando ninguém vê, me reinvento
a partir das pequenas belezas que o tempo me deixou.
Esse fragmento de mim
não precisa ser entendido.
Basta que seja acolhido... com delicadeza.
A vida é um precioso presente, mas é passageira, portanto, semeie ternura e alegria.
O instante passa, a história fica. Nessa incrível jornada chamada vida, fluem cores diferentes.
Vamos irradiar luz através de nosso sorriso que tem o poder de iluminar. ✨🌷💞
Estou partindo...
Fechei a porta,
e as chaves deixei com ternura
lembranças doces, vividas sem amargura.
Desculpa-me
por não ter regado todos os dias o seu jardim...
Sei que algumas flores murcharam...
Mas já, já estarão belas outra vez.
Afinal, é primavera!
Tua casa é aconchegante,
dá vontade de ficar,
de morar eternamente nela...
Mas meu tempo se esgota,
o sino já toca,
e eu já não posso mais me demorar.
O Maquinista está com pressa
não quero atrapalhar.
Preciso ir antes que anoiteça,
preciso ver a estrada com clareza.
Homenagem espeCial* Cláudia Sanglard**
Ternura de Mãe
Filha minha, lindo botão que desabrocha,
frescor de manhãs de primavera, entre todas as donzelas, a mais linda, doce, singela!
Comparo- te com lis do campo, vejo- te como flor de pântano, certeza tenho que o Pai do céu, te escolheria, dentre todas elas!
Autora Solange Malosto
O hoje nasceu...
Banhado de ternura, paz, amor.
E com a presença de Deus...
Pra tudo ficar perfeito
Do Mistério e da Saudade -
Minha saudade é feita de ternura,
delírio intenso, galopante,
igual ao desse cavaleiro - andante
que ainda hoje me murmura ...
Saudade que meus versos transfigura,
quadras d'ilusão, delírio semelhante,
ao da Vida do Poeta, caminhante,
que habita versos de loucura ...
Saudade que as trevas alumia,
que os famintos alimenta, de forma permanente,
quebrando a solidão, matando a agonia!
Minha saudade tolda o Desidério,
torna o Mistério em mim presente
e faz da minha Vida um Mistério!
Minha Amada -
É densa a noite escura
mais escura a minha solidão,
solidão é falta de ternura
que trespassa o Coração ...
Minha fronte marmorizada
invadida de lamento,
uma Alma apaixonada,
um epitáfio, um tormento!
Minha Amada! Minha Amada!
Meu silêncio, meu quebranto,
de mim p'ra sempre separada ...
Meu segredo, minha ave, alada,
tão longe e tão perto, meu encanto ...
Minha Amada! Minha Amada!
Chegando...
Amor e Amizade de presente para você.
Embrulhados com ternura
e laços de carinho.
Então desembrulhe logo!
Seus olhos exalam ternura
Seu abraço acalenta minha minh'alma
Seu beijo aguça a minha loucura
Sua presença… minha calma
