O mal não existe. Por não existir, ele... reflexao.compartilhada

O mal não existe. Por não existir, ele tenta destruir o que existe, tentando levá-lo à inexistência. Contudo, esse esforço é em vão, pois, justamente, o mal não é capaz de destruir o que é real, o que é verdadeiro, o que é. O mal é, na verdade, apenas uma ilusão: a negação de si mesmo, a negação do próprio bem.

Assim como a mentira, o mal é uma invenção sem fundamento, algo que só existe enquanto for alimentado pela distorção da verdade. Ele não tem substância, não tem essência. O mal, portanto, é uma criação passageira, que necessita de poder por si só.

Da mesma forma, a solidão não é uma realidade. Não há solidão verdadeira, pois estou sempre acompanhado de mim mesmo. Mesmo nos momentos em que parece haver um vazio ao redor, a presença interior permanece. A solidão é uma percepção equivocada, que ignora a verdade de nossa conexão constante com o nosso ser.

A angústia, também, é uma ilusão. Não existe angústia em sua forma real, porque, quando estou em paz – como no sono tranquilo –, não sinto angústia alguma. O que a angústia representa, na verdade, é a negação da minha própria paz, é a resistência ao estado de harmonia que está sempre disponível, mesmo que por vezes não o reconheçamos.

E a morte? A morte não existe. O mal, como qualquer outra ilusão, tenta nos convencer de sua realidade, mas, na verdade, ela não passa de uma transição, um processo de mudança que está além da nossa compreensão limitada. Não posso morrer se nunca deixei de existir; o nascimento e a morte são, na essência, partes de um ciclo contínuo, e o que realmente importa é o que prevalece: a existência.

Porque, afinal, a inexistência não existe. O que prevalece é a verdade da existência, e essa é eterna, única, e fixa.