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Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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As nações livres são altivas, as outras podem mais facilmente ser inúteis.

Há pessoas que ganham muito em ser lidas, e perdem tudo em ser tratadas: escrevem com estudo e vivem sem ele.

Os arrufos entre amantes podem ser renovações de amor, mas entre os amigos são deteriorações da amizade.

Não podemos ser justos se não formos humanos.

O desejo da glória literária é de todas as ambições a mais inocente, sem ser todavia a menos laboriosa.

Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.

Não há homem que não deseje ser absoluto, aborrecendo cordialmente o absolutismo em todos os outros.

O pródigo pode ser lastimado, mas o avarento é quase sempre aborrecido.

A ignorância que deverá ser acanhada, conhecendo-se, é audaz e temerária quando não se conhece.

Eu tenho que ser mais forte hoje,amanhã. Mas quando essa má fase passar,vou me reerguer como nunca, vou escrever minha vitória,vou ser exemplo para pessoas aflitas. Vou ser como uma muralha,vou bater de frente os obstáculos que vir. Não vou ficar me lamentando sobre o que esta acontecendo,vou me livrar da dor e vou enxergar o amanhã como um dia melhor.

Apenas quando estou profundamente melancólico é que tenho a sensação de que sou eu mesmo.

Eu realmente tenho tendência a idolatrar todos os seres vivos que me ignoram.

Pra essa pressa de ser,
Pra essa pressa de ter,
Pra essa exigência de crer:
Eu tenho uma vida inteira pra isso.

⁠"Não estou contente com que tenho, nem com quem sou. Fiz do progresso, minha obrigação constante."

⁠Parabéns por ser essa pessoa maravilhosa, tenho muito orgulho de você pela sua determinação, pela sua coragem e força de vontade, me inspira sempre a buscar almejar topos inexplorados, mesmo já tendo outro curso, uma vida "estável" continua buscando melhor capacitação e um futuro melhor, obrigado por ser assim!
"Amo existir, amo mais ainda existir no mesmo mundo que você vive, mas e o que eu agradeço mesmo é existir no mesmo mundo que você e ainda ter te encontrado."

Tenho desenhado lindos Sonhos
dentro de mim
Tentando esquecer daquelas dores
que um dia já vivi .

O meu sol já foi quadrado
O meu sorriso já foi amargado
O meus pés já foram machucados
pelas esperas do tempo .

Já morri de saudades só de olhar a
solidão inquietando o meu sossego .

Já mergulhei fundo na escuridão
e nos meus silêncios
tentando voltar ao submerso .

Já naufraguei vendo os ventos
soprarem a infelicidade contra minha direção .

Já chorei vendo a alegria
sorrir na minha cara só me dizendo Não !...

Mas ainda bem que não desisti .
Os meus olhos inda insistem em florir .
A minh'alma sempre anseia pela
calmaria que inda reside bem lá no
fundo do meu existir .

O meu riso pode ser pouco ...
Mas é tudo que tenho !

Eu sempre Amanheço
a minha Paz e a Deus vou
agradecendo ...
agradecendo ...
agradecendo ...

Inserida por Paulamonteiro

(...) Comecei a ficar mais atenta às verdadeiras razões dos meus choros, que, aliás, costumam ser raros. Já aconteceu de eu quase chorar por ter tropeçado na rua, por uma coisa à-toa. É que, dependendo da dor que você traz dentro, dá mesmo vontade de aproveitar a ocasião para sentar no fio da calçada e chorar como se tivéssemos sofrido uma fratura exposta. Qualquer coisa pode servir de motivo. Chorar porque fomos multados, porque a empregada não veio, porque o zíper arrebentou bem na hora de sairmos pra festa. Que festa, cara-pálida? Por dentro, estamos em pleno velório de nós mesmos, chorando nossa miséria existencial, isso sim. Não pretendo soar melodramática, mas é que tem dias em que a gente inventa de se investigar, de lembrar dos sonhos da adolescência, de questionar nossas escolhas, e descobre que muita coisa deu certo, e outras não. Resolve pesar na balança o que foi privilegiado e o que foi descartado, e sente saudades do que descartou. Normal, normalíssimo. São aqueles momentos em que estamos nublados, um pouco mais sensíveis do que gostaríamos, constatando a passagem do tempo. Então a gente se pergunta: o que é que estou fazendo da minha vida? Vá que tudo isso passe pela sua cabeça enquanto você está trabalhando no computador. De repente, a conexão cai, e em vez de desabafar com um simples palavrão, você faz o quê? Cai no berreiro. Evidente. Eu sorrio muito mais do que choro, razões não me faltam para ser alegre, mas chorar faz bem, dizem. Eu não gosto. Meu rosto fica inchado e o alívio prometido não vem. Em público, então, sinto a maior vergonha, é como se estivesse sendo pega em flagrante delito. O delito de estar emocionada. Mas emocionar-se não é uma felicidade? Neste admirável mundo de contradições em que a gente vive, podemos até não gostar de chorar, mas trata-se apenas da nossa humanidade se manifestando: a conexão do computador, às vezes, cai; por outro lado, a conexão conosco mesmo, às vezes, se dá. Sendo assim, sou obrigada a reconhecer: chorar faz bem, não importa o álibi. É sempre a dor do crescimento.

Não ser é outro ser.

Nada pior do que ser viciado em alguma coisa. Fumantes, alcoólatras, workaholics, drogados, todos são Ph.D em escravatura. Mas o vício mais nocivo é o vício por outra pessoa, que muitos confundem com amor. Amor de verdade liberta. Vício é jaula.

Você já deve ter dito para uma amiga, ou escutado dela: "isso que você sente é uma doença". Não é outra coisa. Os sintomas são facilmente reconhecíveis. Vocês têm um relacionamento caótico. Brigam 24 horas. Um é de Marte, o outro de Vênus, como diz o título de um livro. Um dia os planetas se chocam e seu mundo desmorona.

Se fosse amor, o que viria depois do rompimento? Revolta, lágrimas, saudade, uma recaída breve, mais lágrimas, mais saudade, até que aos poucos surgiria uma certa paz, a auto-estima voltaria e o amor se transformaria em lembrança. Com o coração às moscas, você sairia em busca de um novo romance e começaria tudo outra vez. Não é um processo rápido, mas é mais ou menos assim.

Vício, não. Se você é viciado em alguém, vai só até a metade do caminho: revolta, lágrimas, saudade e recaída. E pára por aí. Insiste na recaída. A ansiedade faz você cometer loucuras para ter o seu amor de volta, e quando consegue cinco minutos com ele, atira-se com volúpia: fuma, cheira, bebe o cara até a última gota. Depois? Uma inebriante sensação de cura. Não, você não precisa mais dele. Pode muito bem passar sem ele. Você nem o acha tão atraente assim, e volta para casa sentindo-se um Hércules de saias: conseguiu vencer a si própria.

Passam-se então duas semanas e você liga para a companhia telefônica para saber se sua linha está com defeito. O telefone simplesmente não toca! Seu carro também já não obedece suas ordens: dirige-se sozinho para a rua onde mora o querido, só para ver se a moto dele está em frente à garagem. Está. Então ele não voltou para Vênus, continua na cidade. Você começa a suar frio. Sente vertigens. Mastiga o lápis do escritório, derrama café nos colegas, treme ao segurar um copo. Diagnóstico: crise de abstinência. Você o procura. Precisa urgente de uma injeção de carinho na veia.

O final dessa história? Não existe. Ele precisa dela também, caso contrário nem abriria a porta. Reivindica-se a criação urgente de um AA: Apaixonados Anônimos. Assim como tem gente que, para vencer o alcoolismo, evita dar o primeiro gole, algumas pessoas precisam aprender a evitar o primeiro beijo para não reincidir num amor que faz mal à saúde.

Martha Medeiros

Nota: Autoria não confirmada

A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente.

Clarice Lispector
Todas as cartas. Rio de Janeiro: Rocco, 2020.

Nota: Trecho de carta para Elisa Lispector e Tania Kaufmann, escrita em 30 de setembro de 1944.

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