Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Carrego dentro de mim um turbilhão de sentimentos – injustiças, frustrações e nervosismos que insistem em me dominar. Mas escolho não espalhar sombras ao meu redor. Guardo tudo em silêncio, para que ninguém carregue o peso que já me sufoca. Então, se me ver sorrindo, lembre-se: há batalhas invisíveis acontecendo dentro de mim, e às vezes, por trás do riso, esconde-se um coração que chora em silêncio.
Há um cansaço dentro de mim que ultrapassou toda cota de paciência com a rotina e as pessoas, e mesmo assim, não perdi o altruísmo com os que me rodeiam. Há sempre a minha preocupação de saber como os outros estão, mas poucos se importam de perguntarem o mesmo; e eu também perdi a paciência de me explicar. O dia seguinte sempre chega e renova parte de mim que se consome novamente com as mesmas preocupações, esperanças e certezas. Tudo parece estar num tempo distante do que eu quero. O amor permanece essa crença inabalável que todos os dias se equilibra na linha tênue da utopia e certeza.
Aprendi a levar os dias no automático e assim se passa uma semana, duas, um mês. Perdi pessoas, pessoas me perderam e me tornei mais fria. Observo as minhas cicatrizes e ainda lembro do que aconteceu, fico reflexiva. Estou mais forte do que a minha versão de um ano atrás, mas ainda assim me sinto fraca. Há muito o que melhorar. Mas não estranhe o meu silêncio. É apenas cansaço.
Dentro de mim, uma dor uivava.
Abriu-se um buraco no meu peito.
Quando você partiu, meu mundo partiu também
A vida que eu esperava que você vivesse, desapareceu e a minha também.
O tempo parou e nada voltou a ser como era antes, me deparo com uma realidade devastada.
Por ter me comprometido a te amar, hoje, aprendo a conviver com sua perda e a sobreviver a essa dor.
Quem conheceu o amor é quem sente a dor do luto.
Viva para sempre em nós, Jasna.
"Todas as noites algo bom morre dentro de mim, o que um dia foi amor, hoje é vazio, caos e solidão"
Noite de quarta-feira
A casa está silenciosa,
mas dentro de mim há um universo.
O tempo se espalha devagar
e meus pensamentos correm livres.
Nenhuma voz além da minha,
nenhuma presença além do que sinto.
E não há vazio,
porque eu me basto.
Deixo minha mente viajar sem pressa,
revisito sonhos antigos,
desenho planos no escuro,
sorrio para o que ainda não aconteceu.
Como é bom estar aqui,
inteira em minha própria companhia.
Sem precisar de ninguém para preencher espaços,
porque não há espaços vazios em mim.
Na solidão que escolhi,
descubro que não há ausência, nem falta.
Apenas eu.
E isso é suficiente.
"Entre Ausências e Correntezas"
Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som.
Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar.
Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências.
O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida.
Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim.
O barquinho que me levava não era feito de madeira;
era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro.
Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar.
E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura.
O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho.
Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito.
Era como se ele lesse os meus silêncios.
Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei.
Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado.
E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu.
Em certos trechos, o barquinho parecia dançar.
Em outros, quase desistia.
Mas o rio nunca me deixou.
Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações.
Apenas aceita. Acolhe. Acompanha.
E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi:
apenas me tornei parte da correnteza.
Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência.
E, juntos, seguimos…
Eu, o barquinho, o rio — como testemunha
de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.
Silêncio dentro
há um não
que ninguém ouviu
mas que ecoa em mim
como um trovão de dentro para fora
ninguém viu
o dia em que morri um pouco
de olhos abertos
sem despedida
sem barulho
a vida me negou com o olhar vazio
com mãos que não se estendem
com promessas que nunca se disseram
e agora eu ando com essa ausência nos braços
como quem embala o que não nasceu
como quem carrega um nome sem rosto
como quem grita sem som
eu não quero explicações
nem conselhos
eu só quero que essa dor
não precise se esconder em mim
Havia uma confusão do lado de fora,
mas dentro de mim… um vazio que calava tudo.
Nem a vontade se manifestava,
nem os sentimentos encontravam nome.
Era como se o mundo gritasse
e meu coração tivesse esquecido como responder.
Respirei fundo.
Às vezes, o silêncio é só o começo de um reencontro.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Água lamacenta
Esta raiva que arde dentro de mim
é um fogo que queima e não se apaga.
É a barreira que me impede,
de atravessar pontes que me levem ao outro lado de mim.
Preciso descalçar esse furor...
Perigoso inimigo de mim mesma...
Polui de ferrugem minhas entranhas.
Faz-me a mim mesma uma pessoa estranha.
Não há voz de lucidez.
Não há equilíbrio no meu caminhar.
Escorrego até o calabouço
Vejo minha vida nas águas barrentas se afundar.
O tempo me ensinou a parar para sentir a brisa, mesmo quando dentro de mim habita um vendaval.
Nildinha Freitas
Trago dentro de mim um espírito livre, aventureiro que gosta de viajar e aprender coisas novas ao redor do mundo! O reflexo da imaginação transcende a grandiosidade dos sonhos que eventualmente ocorrem em tempos inesperados em nossa vida.
A sensação de liberdade que sinto quando se há paz são inquestionáveis, a maneira como alma fica leve ao corpo proporcionando bem-estar e comodidade sob o meu ser.
Vendaval de Sonhos -
Há um vendaval de sonhos dentro em mim
que me grita, que me fala ao coração
lembro a rua do silêncio onde vivi
que me aperta quando sinto a solidão.
Há um grito pelas ruas da cidade
que rasga o coração da noite escura
alguém que se revolta de saudade
alguém que está faminto de ternura.
Há um vendaval de sonhos dentro em mim
há em mim uma saudade que guardei
há os fados que cantei e não vivi
há os sonhos que vivi e não cantei.
Sou aquela que viveu e se cumpriu
sou aquela que viveu e muito amou
sou aquela que cantou e que sentiu
o vendaval de Sonhos que passou...
De uma Velha Solidão -
Há um peso tão grande dentro em mim
nestas horas em que a vida não me escuta
um tormento que parece não ter fim
como espada que nos fere numa luta!
E há um pranto que me escorre em solidão
um vento que se agita pelas curvas
sou filho das pedras pisadas pelo chão
um poço de amargura e água suja.
A minha dor vestida de brocados
foi traje de amargura num corpo de sereia
e adorei-a, de joelhos, prostrado,
como um naufrago morto na areia.
Eu calada , silenciosa , observadora... minha mente barulhenta , desinquieta ..
Dentro de mim um furacao de sentimentos...por fora calmaria , tranquilidade, paz .. por dentro um vulcão em chamas ... adrenalina pura ... por fora aquela menina doce , meiga , tímida.. nem sempre as pessoas merecem conhecer o lado das pessoas ..nem sempre seu exterior reflete a sua alma ... nem sempre demonstrar tudo é bom .. guarde sempre o seu melhor pra quem realmente te mereça...nem todo mundo precisa ler as entrelinhas, não seja um livro aberto pra qualquer pessoa ..
Um belo dia resolvi mudar de visual. As muitas mudanças acontecendo dentro de mim acabaram transbordando para o lado de fora.
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