Tempo Necessário
"Chega uma hora que é necessário sair de si, deixar o silêncio falar mais alto. É tempo de se amar, de ser feliz."
-Aline Lopes
Nas margens do tempo, um coração solitário,
Guarda uma paixão eterna, fiel e necessário,
Um sentimento que perdura, mesmo na solidão,
Um laço inquebrável, um doce e triste canção.
No silêncio das noites, as memórias ecoam,
Uma história de paixão que apenas o vento entoa,
Um sorriso, um olhar, gestos que ainda persistem,
No palco vazio, essa paixão insiste e persiste.
Uma luz que brilha mesmo na escuridão,
Como uma estrela solitária em vasta esplanada,
Sentir sem ser sentido, uma jornada sem fim,
Um coração que queima, mesmo que não haja mais ninguém.
Essa paixão é um jardim secreto, intocado,
Florescem sentimentos, mas sem serem mostrados,
Uma fonte inesgotável de desejo e devoção,
Mesmo que o mundo não saiba, nem escute a canção.
É uma eterna paixão solitária, como um farol a guiar,
No oceano do tempo, nas ondas a navegar,
Essa paixão é uma chama, eterna e solitária,
Um tesouro escondido, uma história solitária.
Seria possível compreender a imensidão de cada gesto se me dessem o tempo necessário para satisfazer a curiosidade latente. Entender qual é o sentido e o rumo da caminhada? Não! Eu não tentaria com tanta audácia provar a experiência surpresa do porvir!
Quando o Tempo se Faz Necessário
Quando você diz que precisa de um tempo,
Sinto o coração apertar,
É como se o sol se escondesse,
E a luz começasse a falhar.
As memórias dançam na mente,
Sorrisos que não quero esquecer,
Mas entendo que às vezes é preciso,
Dar um passo atrás para renascer.
O amor é um caminho sinuoso,
Com curvas que não podemos prever,
Se o espaço é o que você busca,
Que ele traga paz para você.
Enquanto isso, guardo a esperança,
De que o tempo nos ensine a amar,
E que, ao final dessa distância,
Possamos juntos recomeçar
Às vezes tempo é necessário para sabermos se somos realmente amados, ou apenas parte de um hábito que alguém ainda não teve coragem de abandonar.
Onde
Tenho contado com muita sorte
Com o tempo aprendi
Traçar na pedra o necessário corte
Como fez Miquelangelo na estátua de Davi
Muitas pancadas foi dada
Segurando em outra mão
O cinzel que me ajudava
Assim seguia a construção
Necessário manter o plumo
A parede no mesmo rumo
Uma luz sempre me guiava
Hoje vejo essa escultura
Que não falta nem moldura
Mas onde que será pendurada.
É tempo de acordar, de saber viver, num momento a que chamamos Vida. É necessário emergirmos do vazio e do egoísmo e afundarmo-nos na nossa alma, para vislumbrarmos a Luz que nos ilumina sem espelhos. É hora de acertarmos o relógio da partilha Humana. Vamos viver com sabor a União, numa entrega incondicional de todos os Seres.
"Para construirmos algo de sólido na vida é necessário bastante tempo de dedicação. Muitas vezes, num ato inconsequente, rapidamente podemos colocar tudo a perder."
Você é a sua melhor opção. A leveza que vem de dentro é o tempo necessário para florescer, quando tudo for pedra.
"Diminua o ritmo, se necessário, mas não pare. Recomeçar nem sempre é aconselhável, o tempo não retroage"
Ao mesmo tempo em que sair da rotina é sadio e de fato necessário, fugir da rotina tem um contexto oposto que pode ser nocivo, e até fatal, na essência de um relacionamento a dois. No primeiro caso, pontuamos a rotina com expedientes ou programas que aliviam nossas tensões diárias e o tédio que perpetra os nossos dias. Depois, é imperativo que retornemos à chamada realidade, que nada mais é do que a própria vida, e convenhamos, urge viver. Sair da rotina tem que ser viagem de ida e volta.
Já no segundo caso, a fuga institui uma agonia sem fim, por fugirmos dessa realidade que nos persegue; jamais nos deixa. É fato inerente aos nossos passos. Essa fuga nos torna semelhantes a foragidos da lei. Autenticamos por meio dela o pânico e a infelicidade, ao estabelecermos outra rotina, muito pior que a detestada por nós. Trata-se de uma rotina de fuga da rotina. Uma busca insaciável. Um vício que tende a estabelecer o caos na vida a dois, resultando a fuga definitiva. Separação.
