Tempo Devagar
O pensador põem tudo para fora, afirmações e questionamentos. E as revisita com o tempo. Não importa o que irão pensar, ele tem a necessidade de se expressar. Cada um com sua cultura, a da verdade é a do entretenimento. Quanta ironia da minha parte ao som do violino nesse momento. Foram dias de sofrimento para dias de glórias. Outrora de fora comemora. Sentido não há nesse jeito de viver onde só vale o que tem e não o que é. Mais importante do que tenho no bolso é o que trago na alma. Um trago pra alma, fauna, ao som de flauta, doce laranja azeda. Veja: que beleza sobre a mesa, sobremesa. Tons de rosa se misturam com marrom, mudo meu tom quando quero. Agora já tenho que ir, persisto nesse caminho até o fim. Quando irei parar de escrever? Foram milênios para que eu pudesse perceber, a conexão que me une a você, um dia tu irá entender. Um dia duvidará de você. Crê pra vê ou conhece pra entender? Faz por merecer ou desiste de si mesmo se perder? Sempre foi uma conversa entre eu e você. Deus que me faz entender. Ele é o farol do navegante, o livro da estande tem mais vida que um momento fugaz, vivenciar a vida é ir atrás do objetivo, de um sentido pra tudo isso. Fui promiscuo, sacrifícios de um passado afundado na memória. Reescrevo minha história sem me iludir com imagens, miragens que agem. A sociedade é a totalidade, só faltou moralidade pra quem age quando o assunto é escravidão. Todos nós somos escravos de nós mesmos ou alguém. Vim de trem até aqui, no trilho vivi como um andarilho que seguia os passos de Cristo sem ao menos conhecê-lo, apenas o que escreveram. Quero aproveitar o meu dia, e se as coisas não estiverem bem, eu irei fugir de trem para o passado, rever alguém que nem existe mais, ou olhar pro futuro e mentalizar algo que eu deveria fazer agora, com passos sincronizados e alinhados ao principal objetivo, se manter vivo além de estar sobrevivendo.
Perguntei ao tempo
Se ele te conhecia
Me respondeu com lamento
Que de ti, só a alegria.
Então voltei a perguntar
Se alegria era constante
Ele soube me declamar
Que és irradiante.
Voltei a perguntar
Qual era teu brilho
Ele me pôs a andar
Pra não me meter em sarilho.
Então com ele insisti
Para saber de onde eras
Ele falou-me de ti
E que não me esperas.
Então insisti em saber
Onde te podia encontrar
Me disse para não esquecer
Que te tinha prometido Amar.
Então eu lhe disse
Que podia confiar
Que não haveria chatice
Que eu me ia declarar.
Então o vento me disse
Que queria escutar o eco
Para não armar chatice
E não me armar em badameco.
Este vento é inteligente
Porque me soube ouvir
Já sei que é interessante
Porque te fez sorrir.
Teu sorriso de alegria
Eu entendi a razão
Porque de mim sairia
As palavras do coração.
Neste tempo de excessos e abundância, em que os mares digitais transbordam com mais saberes do que jamais imaginámos, há um paradoxo que se instala silenciosamente nas nossas almas. Há mais acesso à informação do que em qualquer outra época da nossa história, e no entanto, parece que caminhamos rumo a uma ignorância cada vez mais densa, como se a verdade se perdesse entre sombras e ecos distorcidos.
É um mundo onde a sobrecarga de informações nos sufoca, onde o excesso de dados nos cega. Em vez de clareza, encontramos confusão; em vez de luz, encontramos névoas que obscurecem o discernimento. As pessoas, perdidas nesse mar revolto, buscam refúgio em fontes que confortam, que confirmam as crenças já formadas, recusando o desafio do contraditório. É o viés de confirmação que governa, um farol falso que guia os navegantes por rotas enganosas.
A desinformação floresce nesse terreno caótico, as fake news propagam-se como sementes de dente-de-leão ao vento, alimentadas por medos e preconceitos. As redes sociais, com seus algoritmos insidiosos, tecem câmaras de eco onde cada voz apenas repete, incansavelmente, a mesma melodia, criando um concerto de ignorância e polarização.
O tecido social fragmenta-se, os laços se desfazem. Cada um em seu nicho, em seu canto, reflete apenas a si mesmo, ignorando o outro. As instituições, outrora baluartes de confiança e credibilidade, são agora vistas com desconfiança. Cada notícia, cada palavra, é recebida com um olhar cético, como se o mundo estivesse repleto de sombras e fantasmas.
Para navegar este oceano de dados, precisamos de uma bússola firme. A promoção da diversidade informacional, para que possamos ouvir múltiplas vozes e perspectivas; o fortalecimento das instituições, para que a confiança possa ser restaurada.
Nesta era de abundância, a verdadeira sabedoria reside em saber escolher, em discernir, em cultivar um espírito crítico e aberto. No entanto, esta era de desinformação faz-nos regredir à Idade das Trevas, onde a ignorância se torna uma opção consciente. O “Grande Irmão” e o “Ministério da Verdade” de Orwell parecem cada vez mais reais, governando nossas percepções e crenças. A grande questão que se coloca é como podemos fazer surgir novamente um Renascimento e um Iluminismo, como reacender as chamas da razão e do conhecimento num mundo que se perde em sombras? Encontrar a resposta a esta pergunta é o desafio do nosso tempo, e nele reside a esperança de um futuro mais lúcido e iluminado.
Feliz daquele que desistiu de mudar os outros... E começou a usar seu tempo para lapidar a si mesmo.
Quem sempre está dando desculpas e justificativas, não tem tempo para agir e produzir em benefício próprio.
Movimento. Não existe outra maneira de definir a vida. Nada fica muito tempo imóvel. Nada é infinito. Nada é permanente. A vida está permeada de chegadas e partidas; inquietação e calmaria; desalento e euforia; tristeza e alegria; fins e recomeços que exigem de nós mudança e adaptação. Quanto mais rápido entendermos isso, desapegarmos e aceitarmos fechar cada ciclo com gratidão mais leve a nossa vida se torna.
APERTO
Já seguro minha saudade por muito tempo.
Na verdade, eu não tenho muito o que fazer com ela.
Ela se dissipa um pouco quando o sol está bem forte.
Eu a carrego no peito, que chega a doer.
É como um peso que eu carrego; eu só não queria carregar aqui no coração.
É mais fácil carregá-la no braço, um auxilia o outro.
Infelizmente, quem auxilia meu coração é minha mente. Infelizmente.
Meu coração trabalha como nunca, num esforço tremendo.
Acho que nem ele passa bem; ele anda muito apertado.
Culturas são imposições mentais, dos que detêm o Poder e ditam o ritmo da vida, em todo tempo foi assim;
Não está vendo? está desgraçada, aquilo sempre lhe deixa mau o tempo todo, sua alma está enfurecida, sua mente está agitada, não está vendo como você está? não está vendo que sua alma grita atenção? não está vendo que eu quero lhe ajudar?
BATTE
Lembrei da tristeza
lembranças são a contingência da emoção
O tempo não cura momentos eternos.
As máscaras não se sustentam por muito tempo. A sua máscara não se sustentou. Ocorre que, mesmo diante da sua real versão, eu escolhi ficar. Eu escolhi ficar com uma única esperança, a de um dia ter a versão que eu me apaixonei. Os dias foram se passando, as dores aumentando, as lágrimas rolando, e nada do meu príncipe encantado que fez eu me apaixonar em menos de um mês, voltar. In - feliz - mente, a versão voltou, mas não para mim, mas sim para uma nova pessoa. Para mim, sobrou a real versão, a que afirmou que mentia, e que jamais me amou, que queria ter terminado antes, só tinha pena pois sabia que o meu sentimento era genuíno, será que era isso mesmo? Hoje, sofro, choro, sinto, vivo, mas com a convicção de entrega da versão mais pura e real de mim, do meu mais ávido e sincero amor, para as mãos de alguém que transformou tudo em amarguras e dor.
Pensamento de Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade 2024
Quando penso em algo
Perdura no tempo
Do espaço que emana
Ecoando pela energia
Que despendo
A favor do sentido
Do reflexo que expelho
Na luz que ilumina
O que me faz ter sentimento
Para me levar a um pensamento
Captado pelas sensações
Do sentidos
Estimulos que me induzem
Para permitir o cerebro
Fazer viagens
Tirar conclusões
Ilações que me dão ideias
Para soluções
Pensamentos soltos, pensamentos vastos
Elocubracoes
Sentir para pensar
Mente e corpo
Com uma consciência a formar
Que tem mais ou menos
Elasticidade para o facto
No acto desenreda com agilidade e mabialidade aguçada para determinadas funções.
Porque se formou num pensamento e se conxializou no decurso da acção.
Isto é pensar é agir é saber é viver...
Cada TIC-TAC do relógio marca não apenaso tempo, mas também as conquistas e a superação de desafios no AUTISMO! ♾️🧩💙
Vaguei durante muito tempo em busca de algo que sequer tinha forma, cor, textura ou cheiro. Por muito tentei preencher um vazio crescente no peito, por muito me frustei ao me sentir cada vez mais desguarnecida.
Vagarosamente a figura foi tomando forma, a pele parecia absorver a luz, reluzindo de volta o tom quente de uma alma cheia de histórias ainda não contadas. Meus dedos percorrem caminhos distintos ansiando por sentir cada vez mais a suavidade acetinada de sua tez. Os olhos profundos revelam o que a boca não é capaz de pronunciar, e é quando me enlaça em teus braços que sinto o cheiro familiar que se agarra à minha pele e roupas, o cheiro que parava o tempo e evocava memórias, sussurrando em meu ouvido que sim, te encontrei.
Aprendi nesse meu tempo de vivência.
A política faz amigos
faz de amigos, inimigos;
faz de inimigos,
amigos por conveniência.
A alegria está na cara,
O riso é leve,
Mas o tempo é atroz e não falha,
Sem tardanças traz a trágica verdade sem piedade,
Doce e rara flor,
Teu nome é poesia que encanta,
Nos versos do tempo, eterno amor,
Tua presença, alma levanta.
Teus olhos, estrelas a brilhar,
Faróis no mar de minha existência,
Teu sorriso, aurora a iluminar,
Cada momento, pura essência.
Nos livros, mundos desvendados,
Refletem tua mente, tão bela e vasta,
Em teu olhar, sonhos guardados,
De uma vida plena, rica e casta.
Teu jeito amável, um suave vento,
Acaricia o coração com ternura,
Em teu abraço, encontro alento,
Refúgio seguro, paz e candura.
Musa dos meus dias,
Culta, gentil, és inspiração,
Contigo, florescem poesias,
quero te amar além da imaginação.
São Paulo, 18 de julho de 2024
O tempo que gasta nas redes sociais, olhando a vida "perfeita" dos outros, é o tempo que poderia ser utilizado para viver sua própria vida.
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