Te Incomodo
Algumas vezes amanhece e o incomodo perante todas as injustiças e as cobiças humanas sem sentido por uma existência tão tênue e passageira, não permitem invadir minha alma de fé nas prosperas mudanças, vida mais calma, e dormir.
Não me incomodo com a opção política de quem quer que seja, somente me incomodo quando percebo você enchendo a minha paciência e a dos outros por causa da sua opção política.
Tempo do dia mais próximo
de ser por nós comparado
com um espinho incômodo
está aí na pele impactado.
Antes parecesse de fato
com Jurubeba encontrada
em plena Mata Atlântica,
para fazer a gente curada.
Alguns não têm buscado ter
compreensão aprofundada
e mantém a opinião formada,
trago o olhar de plateia calada.
Navegando para bem longe
onde observar crescente pede
em nome do que é imperativo
sobre brasas e cacos de vidro.
Não me incomodo com releituras,
Eu me incomodo com ternuras,
Que ainda não nasceram.
E destas palavras furtadas por
você - considere todas perdoadas.
Eu entendo a busca de uma mulher,
Que ainda não foi em salto e altura
[amada - e cultiva todas as intenções
Puras, e as mais infinitas doçuras...
Mulher, traze consigo as minhas
Palavras de amor para serem tuas,
E por ti cantaroladas [baixinho,
Como uma cascata que faz um doce
[gemidinho,
- prepara-te para um prazer [especial
Do renascer do amor austral,
Porque ele não entende que o amor
É[universal;
- o amor de você pode ser escrito
Em todos os tempos e ritmos
O amor é atemporal - crê nisso.
Ele pode reprimir cada linha tua,
isso se chama censura!...
Impedir-te de escrever é a
Mesma coisa que aumentar o
Comprimento do vestido.
Não desista de escrever e de
Espalhar o teu amor macio,
Porque quem ama vai até você,
E elimina qualquer sacrifício...
Por mais incômodo que seja, o barulho da lata vazia jamais roubará a Paz daqueles que sobreviveram ao barulho da própria lata cheia.
Não me incomodo com os que fingem bondade ou maldade, os que me roubam o sossego são os que fingem alegria.
Por mais incômodo que seja o Barulho da lata vazia, jamais roubará a Paz daqueles que sobreviveram ao Caos da própria lata cheia.
Há barulhos que incomodam porque são muito estridentes, repetitivos, insistentes.
Mas há outros que assustam pelo que carregam dentro: o peso de uma consciência inquieta, o ruído das próprias contradições, o eco de escolhas que já não podem ser desfeitas.
Quem um dia precisou conviver com a própria lata cheia, sabe reconhecer muito bem a diferença.
Aprendeu que nem todo Barulho merece resposta e que, muitas vezes, o silêncio não é ausência de argumentos — é apenas a serenidade de quem já não precisa provar nada para ninguém.
A lata vazia quase sempre faz questão de anunciar sua presença.
Bate, reverbera, chama atenção.
Confunde volume com conteúdo e movimento com importância.
Mas o tempo tem uma maneira estranha e implacável de revelar o que existe por trás do estrondo: algumas coisas fazem barulho justamente porque não têm nada dentro.
Quem sobreviveu à própria lata cheia, ao próprio caos, entretanto, já atravessou tempestades muito mais difíceis.
Já ouviu o barulho dos próprios medos, enfrentou o peso das próprias escolhas e aprendeu, a duras penas, que paz não é viver sem ruídos — é não permitir que eles determinem o que acontece em nós.
Por isso, há um momento em que o barulho externo perde o poder.
Não porque tenha ficado menor, mas porque a nossa atenção deixou de ser grande demais para ele.
A lata pode continuar batendo…
Pode até reunir uma plateia para aplaudir o estrondo.
Ainda assim, quem encontrou a paz depois de sobreviver ao próprio caos não se assusta com qualquer barulho.
Sabe que, no fim, conteúdo não precisa fazer tanto barulho para existir.
E vazio nenhum se torna profundo apenas por aprender a ecoar.
