Te Guarde na Palma das tuas Maos
Depois que o vento trazer pedras
para enterrar as saudades tuas
e a chuva lavar o meu pensamento
e braquear o meu sentimento
mesmo a assim vou dizer AMO VOCE
Moraria em tuas pernas
Meu ninho seria tua nuca
Teus pés seriam minhas nuvens
Teu seio guardaria meu peito
Minha vida seria mais, com a sua
Meus sonhos ficariam mais vivos
Nosso dias cheios de alegria
A calma viraria euforia
A sua espinha correria em meus dedo
Nossas cinturas dançariam amarradas
Por apenas um dia se entregar
É inútil a esperança de nos consumir
Nossos poros não mentem quanto o acaso nos toca
Nossa pele cheira essa nossa vontade.
“Peguei-me, de olhos semicerrados, encarando uma das tuas fotos. Tinha vergonha de encará-la por mais de meio segundo, não sei. Ficava com medo de que ela se mexesse, de que ela também soubesse ir embora, assim como você fez. Eu evitava admirá-la por não saber exatamente lidar com a vontade de levá-la comigo para qualquer canto feito um amuleto. Não queria perder nenhum detalhe dos teus olhos pequenos e fundos. A imagem não envelheceria, não escaparia. Ela apenas eternizava a melhor coisa que eu nunca tive.
Eu era muito metódica. Desde muito cedo aprendi a conviver com um pai que foi embora e me acostumei a não criar laços. Você chegou de mansinho, sem pedir licença. E numa dessas noites patéticas eu cometi a burrada de emprestar um pedacinho do meu peito para você morar. Logo você, que ria de tudo o que eu dizia, brincou de adulto enquanto minha boca tremia falando que te gostava. Você deveria ter me calado com um beijo na metade da frase, poderia ter uma crise de pigarros ou simplesmente fingir que foi só mais uma piada minha e rir daquilo também. Mas não. Você me surpreendeu olhando nos meus olhos, repetindo a mesma frase e apertando a minha mão. Naquele momento, não sei porque, me pareceu que este verso estava atravessado em sua garganta há muito tempo. Parecia ser algo que sua alma sempre esperou ouvir apenas para flamejar o seu ego. Abaixei a cabeça aceitando o erro mais bonito que já havia cometido na vida. Isso só me mostrava o quão frágeis somos nesses assuntos sentimentais.
Você não reparou, mas eu pintei as unhas com a cor de um café fresco. Queria te saciar, queria que até as pontas dos meus dedos matassem a tua sede. Eu vivia pra isso, não? Sanar os teus demônios e dançar com eles. Uma vez você me disse para ser menos “sei lá”. Fiquei por horas procurando uma definição disto, mas logo percebi que eu era intensa demais para a sua superficialidade, e que você mal sabia se definir, quanto mais outra pessoa.
“sei lá”
Porque talvez eu tenha te dado o que ninguém nunca deu: Paciência, colo e oração. Sim, eu aprendi a rezar por você, pedia por um coração mais leve, dias não tão cinzas. Eu te pedia sorte na vida e nos engarrafamentos das quintas-feiras!
Você deveria ter vindo com um daqueles alertas que estampam as caixas de cigarros. Enquanto o seu adeus estiver camuflado em um até-qualquer-dia, eu vou continuar me enforcado nos meus próprios finais. Talvez seja por isso que eu não consiga me adaptar a mais ninguém agora. Sempre vai ter um espaço vazio no meu peito. O teu espaço. Ninguém nunca vai ter a capacidade de preenchê-lo justamente porque nenhum novo amor vai ser o suficiente para acabar com o abismo que você me tornou.”
— Faz de mim teu abismo.
Aceitei os teus filmes na estante que era minha, tuas canecas na cozinha que era minha, tuas camisetas no guarda-roupa que era só meu.
Fico aqui olhando tuas fotos e pensando porque o Cristo foi eleito a 8 maravilha se não chegaram a ver vc rs
"Vem e faz de mim morada, faz de mim porto seguro pros teus devaneios. Guarda tuas mágoas no meu ouvido e aquece teu coração no meu abraço. Cuidarei do teu sono essa noite, cuidarei dos teus sonhos. Farei com que não queiras mais partir. Então apenas faça de mim seu amor."
Eu me preenchi, ocultando as suposições de que você poderia voltar. Deitava-me com tuas blusas na esperança de acordar com teus braços entrelançando-me num longo abraço. Você não voltara. E eu permaneci ali, vendo a chuva cair e o vento abrindo as cortinas. Fui até lá fechar a janela e olhei as estrelas. Belas não é? E aquela lua… Será que quando você as olha, lembra de mim assim como eu lembro de você?
Feliz dia dos pais!
É por tuas palavras
Por indeléveis momentos
Mensagens alvas
Na inconstância dos ventos
Possuo a gratidão de filho
Porque tens a imensidão de pai
Quase em todos os caminhos que trilho
Amizade que não se esvai.....
Obrigado!
O que antes me fazia suspirar, agora não consigo nem olhar. Rasgar tuas lembranças... Você e eu nunca mais
Obrigada por me fazer acreditar nas tuas mentiras, foram por elas que eu me perdi e me encontrei, e me perdeu.
Pegue tuas malas, corra atrás do seu melhor, sem medo de errar olhe para lua e veja o quanto ela é bela, o quanto ela simplesmente ilumina tua vida, veja em que pouco tempo tua vida pode mudar pra todo o sempre, mesmo que essa sua estrada seja cheia de obstáculos siga em frente, não desista, apenas persista, se você não seguir em frente quem irá te levar? Tente olhar pro sol tente lhe encontrar sem medo de talvez errar então, sempre viva assim, sempre no teu lugar sabendo que é o certo que você está fazendo, não fique parado, se mova corra atrás seja como for, deixe acontecer, não espere faça acontecer, sempre queira mais, sem desespero veja o dia amanhecer, saiba que quem luta nunca vai ficar para trás então sempre queira mais, vá atrás do seu melhor, faça tudo mudar e que seja para melhor, pense positivo que é isso que te move.
Arrogância
Tuas palavras já são meras sem sentido
mas eu duvido arranhar tua arrogância
toda distância terá um ponto sofrido
e olho comprido cegará tua ganância.
As vezes queria aparar tuas asas,
Para te impedir de voar.
Mas não posso,
Não se aparam asas de anjos.
Vôo, sim!
Na fantasia despida das Tuas poesias.
Vejo, sim!
Pela luminosidade do Teu sorriso.
Reflito, sim!
No brilho dos Teus olhos.
Respiro sim!
No ar quente que expiras...
E a mim, inspira estes
Sonetos sem Teu nome.
Navego, sim!
Nas tempestades advindas dos Teus versos.
De ventos tão fortes - que não assinas...
Que de tão flamantes
- sacolejaram e incendiaram
as velas da minha nau sem rumo.
Caminho, sim!
Nos Teus poemas em busca de um horizonte.
Parto sem rotas nem mapas.
Sem guias e sem vias.
Mas, abro portas,
Atravesso pontes,
Transponho montes e,
Encontro fontes que saciam
A sede, que me provocas!
A mim, pouco importa aonde vou chegar...
Tampouco sei o que vou buscar.
Só sei que na volta sempre me assusto...
Trago dentro de mim o que não busco?...
Mas, vazio não volto!
Na ida algo levei dentro de mim
No meio do caminho algo deixei.
Na volta, colhi o que plantei
Engrandeci com o que aprendi.
Pois, se nas pedras tropeçei e caí
a passagem dos outros não impedi.
Essa é a lição que tirei dessa viagem que fiz:
Plante uma flor e semearás: Amor.
O Amor, é como uma flor e a erva daninha
- existe em todos os caminhos da nossa vida.
Ele nasce, cresce se nós não o cultivarmos...
Ele morre!
Soneto Solene
Tuas palavras perderam já o sentido – não passam de um bisar de tua própria vida. Certamente não dosa medidas e pesos ou vive apenas destes, e por isso suas qualidades externas são praticamente nulas. Pare de usurpar sua própria existência pelo existir dos sujeitos que aparentam se importar.
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