Te Amo por isso te Liberto
Livre estás, livre tu és, esmero a liberdade que tens, pois liberto prende-se a mim.
Livremente vai, livremente vem.
Ama-me, pois ousadamente te amo, preso a um amor independente, livre, leve, sem vaidade.
LIBERTO E NU
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Só espere de mim o que se tem
de pessoas comuns; de ruas, praças,
viajantes de trem, aposentados
ou ativos de poucos afazeres...
Não espere de mim só gestos raros
nem olhares profundos, mão no queixo,
não me deixo virar um ser barroco
entre verbos de grave conjugar...
Sou poeta, me coube a poesia,
mas o mundo me faz coloquial;
cada dia me põe no seu contexto...
Ou alguém que o poema não lapida,
põe a vida no crivo de seus olhos
e se deixa seguir liberto e nu...
É dentro do pensamento que verdadeiramente eu me liberto. Vou para onde ele me levar.
No pensamento é fácil viver, porém é difícil voltar.
Se o coração de um homem for liberto por Jesus logo ele, de fato, está liberto, e não preso aos seus pecados.
Quem está na prisão está liberto em Cristo pela sua fé e as correntes já não mais existem em seu coração.
Minhas asas estão atadas
paradesvencilhar dos meus
pecados...
Mas o meu coração está liberto
para o meu paraíso compartilhar;
Viver e ser liberto das causas impossíveis é transformar o coração sem o aperto que um dia fora ameaçado por qual quer inveja;
E para decifrar-me não precisa de muito, pois a minha história é uma freqüência transparente que equaliza os sentimentos;
O medo voraz é pela originalidade ou pelo autêntico que engloba o mundo de quem ainda não se libertou;
Perdemos a coragem de usarmos a liberdade de expressão para expressar os nossos próprios direitos, para despertar a ignorância de ser manipulado por algum veiculo de comunicação;
Só sou livre, quando me liberto da multidão estúpida que existe dentro de mim. Sendo assim, tenho que lutar pela liberdade a vida toda, a minha mente sempre encontrará um meio de me prender.
Liberto
Com livre teor poético
Cheiro de café
puro expresso
pão com manteiga
e boas risadas
até dizer chega
sem pieguices
esteja amar
seja meiguice
é agradável ao paladar
Eu liberto e deixo ir,
Tudo aquilo que não me acrescenta.
Eu liberto do meu ser,
Todos os pensamentos e sentimentos que me impedem de evoluir.
Eu liberto da minha vida todas as crenças que me autossabotam.
Eu só permito ficar o que contribui para a minha felicidade, paz interior e minha evolução espiritual.
Gratidão pela oportunidade desta experiência!
Quando me liberei das correntes que carregavam toneladas, percebi que, liberto, pulei e planei como se fosse vento. Olhei ao redor e percebi que minha vista havia mudado: agora, enxergava horizontes livres para caminhar. Caminhei lentamente e contemplei a paisagem—aquele pôr do sol, tão levemente quente ao meu rosto. Caminhei apressadamente, sentindo a necessidade de encontrar um caminho. Comecei a balançar meu corpo: estava em trote. E, quando vi, estava correndo disparadamente, até que me tornei um só com a vida. Não sentia o calor do sol, pois eu o era—tão fervorosamente majestoso e livre. Explodia luz que, ao tocar o mundo, tornava-se cor—cores vivas que pintariam a esplêndida arte da vida.
O dia 14 de maio
Acordei, no dia 14 de maio, esperançoso de auroras resplandecentes. Liberto, sim, mas ainda preso. Meu nome, outrora oculto nas sombras da escravidão, ansiava por um reconhecimento que jamais parecia chegar. Caminhei pelas ruas, indiferentes à minha nova condição de homem livre. A liberdade, dizem, é a mais preciosa das conquistas; todavia, ela se apresentava como uma dama esquiva, vestida de promessas que não se cumpriam.
Eu, que trazia a senzala na alma, vi-me entre o cortiço e a favela. Estes novos lares eram apenas novas formas de cativeiro, onde as correntes invisíveis da miséria continuavam a me atar à dura realidade. Subi as encostas na esperança de um dia descer, mas a promessa de descida era tão ilusória quanto a liberdade conquistada na véspera. Sem nome, sem identidade, sem retrato, eu era um espectro vivo; do lema da bandeira, conheci apenas as vielas do progresso.
No dia 14 de maio, ninguém me deu bola. Tornei-me mestre na arte da sobrevivência, fazendo do trabalho árduo meu sustento em um campo onde o futuro se mostrava tão incerto quanto o destino dos muitos que, como eu, foram libertos na letra, mas não na vida. A escola, um sonho distante, fechava suas portas, negando-me a instrução necessária para ascender aos degraus da dignidade.
Minha alma, contudo, resistia. Meu corpo, acostumado à luta, sabia que o bom, o justo, também deveriam ser meus. A certeza de minha própria existência, de minha identidade, tornou-se a âncora que me impedia de sucumbir às tempestades da indiferença. Mudanças só nos anos; sinto que ainda vivo no dia seguinte à abolição.
Pólen
"" Admiro as borboletas
e seu vai e vem liberto
sabem onde vão
apenas procuram flores
e acham todas as cores
porém como ritual
se entregam ao néctar
sempre, voltam
pois ali onde se fartaram
há entrega e amor
há necessidade
por parte da flor...""
Você quer ser liberto ?
Então procure conhecer a verdade, pois jamais o Homem pode ser liberto sem antes conhecer a verdade que liberta...
LIBERDADE!
Vou naturalmente, apresentar-me consciente e concedo-me valioso presente, liberto minha mente o medo de ser diferente.
