Te Amo Mesmo você não me Amando
Acredito que o altruísmo vai além da escuta ativa, até mesmo além da empatia, pois, se ao me colocar no lugar do outro eu o faço de maneira hipotética, no campo teórico, apenas escutando e me afeiçoando, isso não passa de abstração. Em contrapartida, o altruísmo é o agir em prol da outra pessoa. O altruísmo consiste em oferecer ao próximo muito mais do que a razão é capaz de determinar. Claro que, para a concretude do altruísmo, é necessário me colocar no lugar do outro, ter empatia, mas, a partir daí, é importante que eu entenda e aja depois disso.
Agradar gregos e troianos ao mesmo tempo é coisa de quem esquece que nada é imparcial. Ou um ganha, ou dois perdem, se fosse pros dois vencerem não se chamaria de Guerra de Troia, e sim Abraço de Troia.
A FÉ
A fé que semeio em meu peito,
Mesmo que sem jeito,
Singela, incrédula, reluta.
A fé que por tanto tempo é absurda,
Que tento em contento
Sem dúvida, sobre acreditar
Naquilo que não se vê,
Se crê, cria expectativas,
Ora choradas, ora atendidas;
Ora passadas, horas perdidas,
Mas vivo a acreditar
Na luz que ilumina e no fim
Que não termina,
No sobe e desce da vida,
No aprendizado em sina,
Na escolha, na alma e na lida.
Quando eu perco, eu ganho,
Pois sem, aprendo a dar valor.
Quando sofro, evoluo
Pois repenso sobre o amor.
Quando tudo quero e nada posso,
Treino minha paciência
E, em consequência, anseio com pudor.
A culpa é da mente
Que mente e engana,
Confunde e afana o que é bom,
E, em tom de ironia,
Perturba com magia
A salvação religiosa prometida.
Como pode existir um Deus que é bom
E ao mesmo tempo castiga?
Fácil culpar alguém
Quando, na verdade, é a mente que está perdida.
Sem orientação não há caminho.
Sem caminho não há chegada.
Sem chegada não há propósitos.
E sem propósitos não há empenho.
Cego em não preocupar-se com a beleza
Contida na trajetória da vida,
Não admira, não anseia, não aspira,
Joga-se na imensidão do nada.
Sozinho morre e agoniza.
Erros e acertos são fases
De mentes sãs e ou sofridas.
Ter fé é acreditar em você,
Nas coisas boas da vida,
É enxergar a luz na escuridão,
É se encontrar mesmo em ruínas.
“Amar alguém de verdade é encontrar paz no meio do caos… é olhar e sentir que, mesmo em um mundo cheio de incertezas, ali existe um lugar seguro. Não é sobre perfeição, é sobre conexão aquelas que não se explicam, só se sentem.
E quando é de verdade, até o silêncio entre dois corações vira conversa… porque o amor fala onde as palavras não alcançam.”
— Não é justo com você — disse Magnus. — Eu sempre disse a mim mesmo que ia me abrir a novas experiências, então quando comecei a... a endurecer... fiquei surpreso. Achei que tivesse feito tudo certo, que não tivesse fechado o coração. E aí pensei no que você falou, e percebi que estava começando a morrer por dentro. Se jamais conta a ninguém a verdade sobre si, em algum momento começa a esquecê-la. O amor, a dor, a alegria, o desespero, as coisas boas que fiz, as vergonhosas... se eu guardasse todas para mim, minhas lembranças começariam a desaparecer. E eu desapareceria.
Deus o que foi que nós combinamos mesmo? Me fala de mansinho, sussurra em meu ouvido. Não quero ser o único autor da minha história.
Você é a razão da minha felicidade,
o doce motivo de cada batida do meu coração.
Mesmo distante, eu te sinto tão perto…
como um abraço que não se desfaz,
como um sussurro que vive em mim.
Guardo nossas canções na alma,
revivo cada instante como eternidade,
e em cada lembrança… um beijo teu me encontra.
Te amo além das palavras,
além do tempo, além da distância.
E aqui estou…
te esperando,
para que juntos possamos viver
a mais linda e intensa paixão.
— Rosa Negra 🌹
PARALELO 2
A vida é uma viagem, uma paisagem...
As estrelas estão no mesmo lugar
As horas passarão do mesmo jeito
Vida de meias verdades?
Será a vida noites inteiras?
Será a vida outra música?
Será só frases feitas?
Na vida não se pode acreditar em tudo
Não há libertação, se eu não me questionar
Tudo pode ser um "paralelo"
Conto as estrelas do céu
Conto às horas que passam
Tudo é uma bobagem...
O corpo é só a casca
o que a gente quer mesmo é
morar dentro do outro.
Fiz do corpo a barganha
para receber sua atenção.
Mas você me desprezou.
Descobri que amor
não se ganha com esta exposição.
Fui apenas prazeres colhidos,
arrastados com a moral no chão.
O amor pode ser algo impossível,
mas ninguém retira dele
a beleza de ser sentido.
Isso é que é incrível...
O que me importa
se você me desprezou?
Não me quis e me deixou...
Essa fantasia, fui eu que acolhi,
que me lambuzei
nesse sentimento e emoção.
Embriaguei-me nessa divina sensação.
De que adiantou publicar o corpo?
Se o que eu queria era o seu coração.
A vida vai te ensinar algo que dói, mas é necessário: ela não para.
Mesmo quando o seu coração estiver em pedaços, mesmo quando a saudade apertar de um jeito que parece não caber no peito… o mundo continua. E você também precisa continuar.
Não porque é fácil. Não porque a dor passou.
Mas porque viver também é uma forma de honrar quem se foi.
Vai ter dias em que você vai sorrir e, logo depois, sentir culpa por isso. Vai achar estranho estar vivendo sem aquela pessoa. Mas deixa eu te dizer: tá tudo bem.
Continuar não é esquecer.
É carregar o amor em um lugar diferente dentro de você.
Então viva. Mesmo com dor.
Um passo de cada vez… mas não pare.
“Antes de exigir transformação no outro, submeta-se ao mesmo critério: você é, de fato, a sua melhor versão?” - Leonardo Azevedo.
Entre o que faço e o que sou
Hoje eu machuquei a mim mesmo
pra sentir na pele,
pra ver se ainda existo.
Como um masoquista,
buscando um sinal de existência
além do que entrego.
Porque ajudar virou língua materna,
e eu já não sei falar comigo
sem traduzir tudo em cuidado.
Eu me pergunto:
quem sou eu
quando ninguém precisa de mim?
Quando o silêncio não pede escuta,
quando não há dor pra organizar,
quando não há ninguém
na beira do abismo?
Sou eu…
ou sou só a ponte?
Carrego nomes, histórias,
fragmentos de gente
que deixaram pedaços em mim
como quem passa e não volta.
E no fim,
quem junta os meus?
Disseram que o caminho
é seguir em frente,
mas ninguém explicou
como voltar pra dentro.
Qual estrada leva a mim
sem passar por outro primeiro?
E se eu chegar lá,
nesse tal de “eu”,
vai ter alguém esperando?
Ou só o eco
de tudo que fui pros outros?
Tenho medo de ser abrigo
e nunca casa.
Tenho medo de ser caminho
e nunca destino.
Mas hoje…
no meio desse ruído quebrado,
percebi algo pequeno
quase imperceptível:
eu ainda sinto.
E talvez isso
não seja só dor.
Talvez seja um resto de mim
que não foi embora,
uma sombra
carregando um fio de luz.
E se ainda há resto,
há começo.
Mesmo que lento.
Mesmo que torto.
Mesmo que só.
Ou talvez…
não seja solidão.
Talvez eu tenha me escolhido
pela primeira vez
e chamado isso de vazio,
quando, no fundo,
era só um silêncio seletivo
pra ver os outros crescerem
enquanto eu
ainda aprendia
a nascer de novo,
como quem encontra
um desconhecido no espelho.
Aprendendo a existir
sem precisar caber
em alguém.
E hoje,
quando me machuquei
e percebi que ainda sentia,
não foi só dor.
Foi como lembrar
que existe luz
mesmo no lugar
onde eu me perdi.
E pela primeira vez,
eu não corri.
Fiquei.
E talvez…
seja isso começar:
não me abandonar
quando só resta
eu
