Tarde
Placidez
O fim de tarde teceu, cresceu a imensidão.
O céu laranja lembra um véu.
Véu que cobre os segredos da escuridão.
Véu que anuncia o mistério e solitude,
de um céu que proclama compaixão.
Olhando o monte pergunto-me,
foi ele pintado com um pincel?
Acho que o vi em algum painel.
Como pode o monte ser tão misterioso,
estaria em exposição?
Sou eu privilegiado! Posso apreciar
o céu e sua segunda-feira acurada.
De forma que me junto a ela e ardo em
paixão,
no silencioso céu que teceu a fim de tarde dourada.
Como é criel pensar na expressão "tarde demais!" Então, o que nos custa segurar um pouco as emoções para não ferir ou depreciar? O que nos impede de deixar o orgulho de lado para reconstruir ou unir? O que nos falta para ceder em prol op amor? Deixar um pouco a preguiça ou o egoísmo de lado para sermos altruístas com alguém que não espera mais nada de bom desta vida? É saír do alto e do conforto, antes que seja tarde demais!
Cantar de tarde
Pássaros a cantar
Final de tarde belo
Com por do sol
Nuvens e seus desenhos
Com céu em contraste
Estou a contemplar
Demasiado tarde para si
Perdoem-me as palavras absurdas que vos dirigi, sei que não mereciam isto de mim, especialmente de mim. Perdoe-me por isso, por magoá-lo tanto e causar-lhe este sofrimento.
Este sussurro não passa de gritos ao vento, sinto que te afoguei nos meus insultos e hoje tenho de olhar para o lado e ver que já não estás aqui. O relógio não me permite retroceder e corrigir as minhas falhas, por isso não vou conseguir encontrá-lo, só há memórias do que éramos no passado.
A única coisa que posso fazer hoje é imaginá-lo... Ao sentar-me aqui na relva, uma lágrima turva a minha visão e traça um caminho doloroso pelo meu rosto. Eu sei que se você estivesse aqui, você diria: não há nada para perdoar, você sabe que eu te amo!
Culpa
Eu me culpo
Me culpo pelas coisas que te fiz
Por tudo que te causei
Por não te ajudar
Por não te consolar
Por te amar tarde demais
Por perceber tarde demais
Por ser tarde demais
CULTIVADOR DE TARDES
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Ele era um cultivador de tardes,
Fazia do vento, palavras
Preparava no terreno do chão
Seu sermão e por ali caminhava...
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IN CONTROS
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Há uma poesia
nos encontros
Pelas vias e
veias da arte
Há propósitos
em todos os lugares
Ciclos de luares e
Entardeceres.
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Final da Tarde
§
Teceduras
de tardes tranquilas
em quadros azuis
formando um céu
§
A tarde é prefácio
aos dedos do sol
escreve em trilhas alegres
um ar de descanso
em busca do pão
Nas entranhas de um escuro sábado a tarde, ela te sentiu, te sentiu sem vida e sem brilho, porque era a hora das lembranças tristes, dos corações que a muito ferveram de paixão e agora descansam sobre a pálida névoa do inverno.
Não espere que algo aconteça para que você possa agir, pois enquanto se espera as coisas acontecem e nesse caso, pode ser tarde.
A TARDE
Talvez por seres, para mim, a poesia
de beleza fenomenal, vem, notável
entardecer, enche o olhar de magia
me doando uma sensação adorável
Trazes do colorido o tom e a melodia
da luz que cessa no ocaso admirável
és o fulgor, que do encantado irradia
e que na alma sente, assim, louvável
Finda o dia, acontecido, numa prece
delirante via, embalado pelo poente
levando a ilusão que não se esquece
Enquanto o céu hispa, na cor carmim
no horizonte o lusco-fusco, acontece
abrasando a sedução dentro de mim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/10/2024, 17’07” – Araguari, MG
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É preciso redescobrir
O silêncio da tarde
Os passos pequenos
Desse longo caminho
Chamado beleza.
Já era tarde
A noite avançava
E as palavras dela me alcançaram
Eram como dois braços estendidos
Me convidando para um abraço
Já era tarde, mas não para o amor...
Em meio à tempestade, busque um raio de sol, Um motivo pra sorrir, um coração acolhedor. Em cada novo dia, uma chance de recomeçar, Deixar para trás a tristeza, e se permitir amar.
Tardinha de verão
Fui à fonte beber água
Matar a sede de vida e de conexão
Vi a natureza fazendo um ato de gratidão
Que lavou e levou a minha bacia de mágoas
A fonte de água cristalina iniciou a exibição
Um espetáculo sem ensaios nem projeto
Acontece no palco tendo o céu como teto.
No momento do dia que é só de fascinação
Não sei se tem algum maestro a dirigir
As mãos em concha sorvo água e me delicio
Fim de tarde de verão a hora que mais aprecio
Uma magnífica apresentação, parei para aplaudir
Não sei se cantam ou tocam, sei que é divino.
Agradecendo ao Criador com uma bela sinfonia
Uma orquestra de cigarras entoa sonora melodia
A vibração final é o voo de um colibri dançarino
Pela graça de receber esse afago que descortina
O marulhar da água fresca e pura da fonte
O sol que morre de mansinho no horizonte
A música que nana o dia que em paz culmina
Concluí que
Somos uma célula de um só corpo vibrante
Tudo é de todos e viver é cuidar e depender
Ser é um estar presente e pertencer
Que estamos por aqui sempre e durante
Nunca é tarde para nada na vida.
Enquanto a fé, o amor e a perseverança estiverem em sua mente e em seu coração, tudo é possível.
Acredite.
Goncalvesdarocha
Sabedoria amiúde
Gotas cinzas,
Nesta tarde ordinária,
Escrevem no espaço,
Entre chão e céu,
Um instante,
Cinzento molhado,
No silencio desta tarde
Há um turbilhão de sensações
Há mares e maresias
Há serenidade no olhar
Há contemplação da harmonia
Há sintonia da alma.
