Tarde

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Ao calor dessa bonança,
Desfrutarei o fim da tarde
Com a serena chama
Que outra vez me invade;
E no despontar da esperança,
Viverei a chama que arde!

Vai chegando o fim da tarde e com ela, corações dilacerados que enfrentarão mais uma noite escura de dores e lágrimas internas. Os corações parecem morrer a cada anoitecer.

Nunca é tarde para nada.
Nem para uma graduação, um doutorado, aprender uma língua nova, abrir um novo negócio, uma mudança de rota, uma nova família ou filhos.
Começar/Recomeçar aos 20, aos 40 ou aos 60 diz menos sobre o tempo e mais sobre a coragem de finalmente escolher a si mesmo.
A vida não acontece de forma linear.
Ela acontece quando você para de pedir permissão para existir.
Sufocar a própria existência não deve ser uma opção. Jamais.

Ei filho, tens de renascer
Antes que seja tarde
A vida não é mais brincadeira
Larga isso, você não é mais covarde


O mamão e o mel ocidental te tornou tão fraco
E você diz: faz parte
Ah se soubesse a força que tem,
Talvez não ficaria à margem


E o abraço de Deus te conforta e te dilacera
Enquanto queima e arde
E os filhos de Deus que driblarem as Leis Divinas
Queimarão em arte


Colocarei o brilho do sol em todas minhas linhas até que enfarte
Fiz minha tábua de esmeraldas nesse som por que eu só tô de viagem


Vivendo um novo ragnarok
Somos os pré-diluvianos
O fim de uma era que está se reciclando
As engrenagens do arquiteto funcionam perfeita


Vocês não driblarão por muito tempo
Antes da vida aqui existia ordem, simétria
Enki e Enlil


Olha quanto sangue, olha quanta vida
Olha quanta morte na terra prometida


Não é o bastante e só quem atira e define o norte é o sionismo


E as minhas oliveiras se encontram queimadas
Não queimem, não queimem minhas oliveiras
Se não meus filhos te queimarão

⁠"A cada momento podes recomeçar uma tarefa edificante que ficou interrompida.
Nunca é tarde para fazê-lo; todavia, é muito danoso não lhe dar prosseguimento"
☆Haredita Angel-29.08.2012
(Facebook)

Algumas reações acontecem e temos explicação cientifica anos mais tarde. Fazem alguns anos, que conheci a "P", numa praia carioca, nos identificamos, rolou um clima e combinamos para sair. Após algumas semanas, de relacionamento, fui tomar um café na casa dela e descobri que ela tinha sido criada por uma avó e uma tia avó, que fui apresentado. Desde o primeiro momento, eu percebi que a voz de uma delas era me muito familiar. Diante disto indaguei se ela tinha sido dubladora ou se teria trabalhado em radio, e prontamente me respondeu que não mas confesso que a voz a mim era extremamente conhecida. Conversa vem conversa vai, descobri que ela teria sido muito amiga de trabalho de minha mãe quando estava gravida de mim.

Não é tarde demais para recomeçar com Deus, mas é perigoso demais continuar longe Dele.

Humilha-te agora… porque depois será tarde para aprender.

Todo pensador, cedo ou tarde, percebe que, para manter a lucidez, precisa de algum tipo de anestésico.

Letícia, Literatura e o Mar


Chegamos ao Rio numa tarde que parecia prometer eternidade.
A cidade tinha essa qualidade enganosa — como se tudo ali fosse durar mais do que realmente dura.
Era a semana mais aguardada da turnê. Três eventos. Três palcos. Três oportunidades de repetir o mesmo ritual: tocar, seduzir, partir.
A carreta estacionou perto da Urca, com o mar logo ali, como se observasse.
Foi no segundo evento que a vi.
Letícia.
Nada nela chamava atenção de imediato — e talvez fosse isso. Enquanto o resto gritava presença, ela permanecia. Morena clara, cabelos soltos, um livro aberto nas mãos como se fosse uma extensão do corpo.
Clarice Lispector.
Aproximei-me sem estratégia. Apenas curiosidade.
— Você lê no meio disso tudo?
Ela levantou os olhos, demorou um segundo antes de responder.
— É o único jeito de não desaparecer.
Sorri.
— E funciona?
— Às vezes. E você? Toca para aparecer ou para sumir?
Não respondi. Pela primeira vez em dias, não havia resposta pronta.


Naquela noite, o show aconteceu como sempre.
Luzes. Som. Gente. Movimento.
Mas algo havia mudado.
Eu tocava — e sabia exatamente onde ela estava.
Na lateral do palco.
Olhando sem pressa.
Não como quem admira.
Mas como quem analisa.


Depois, ela me esperava.
Sempre com um livro diferente.
Bukowski.
Pessoa.
Florbela.
Não me oferecia o corpo primeiro.
Oferecia linguagem.
— Leia isso — dizia, abrindo uma página ao acaso.
Eu lia.
Às vezes entendia. Às vezes não.
Mas entendia ela.


Caminhávamos pela orla como se não houvesse destino.
Falávamos de coisas que não cabem em conversas rápidas:
amor que não se sustenta
verdades que chegam tarde
gente que finge sentir
Ela já tinha amado um poeta.
— Ele escrevia bem — disse —, mas mentia melhor.
— E você sabe a diferença?
Ela me olhou como quem já decidiu.
— Sei quando alguém usa palavras para esconder. E quando usa para sobreviver.


O beijo não veio por impulso.
Veio por acúmulo.
Lento. Contido. Preciso.
Como se ambos soubéssemos que aquilo não era começo —
era intervalo.


Na segunda noite, me levou ao apartamento.
Ladeira do Leme.
Um quarto simples, mas habitado. Livros espalhados. Discos antigos. Um silêncio confortável.
Fizemos amor.
Sem pressa.
Sem espetáculo.
Havia desejo, claro. Mas havia outra coisa — uma tentativa de tradução.
Ela dizia coisas durante o ato.
Frases soltas, quase literárias.
Como se estivesse escrevendo enquanto sentia.
E eu respondia do único jeito que sabia: ficando.


No dia seguinte, escrevi algo no livro dela.
“A Hora da Estrela”.
Não foi um gesto pensado.
Foi necessidade.
“Você carrega o mundo como quem não percebe que ele já é seu.”
Ela leu.
Não reagiu.
Apenas guardou.
Como quem entende mais do que diz.


Na última noite, toquei diferente.
Menos intensidade.
Mais precisão.
Quando comecei “Tocando em Frente”, nossos olhos se encontraram.
E ali ficou claro.
Não havia continuidade possível.
E, pela primeira vez, isso não doeu.


Na despedida, ela não chorou.
Me abraçou com calma.
— Você é como os livros que não terminam bem — disse.
— Eu gosto desses.
Assenti.
Porque também gostava.
---
Voltei para o caminhão em silêncio.
Boca me olhou, sem perguntar.
— Foi diferente?
— Foi mais.
Ele riu, como quem já sabia.


Seguimos estrada.
Mas o que ficou não foi o corpo dela.
Nem a voz.
Foi outra coisa.
A sensação rara de ter sido lido
antes mesmo de tentar me explicar.

A despedida
da tarde soprou
as nuvens
com suavidade
e fez percussão
com as folhas
do sublime
bosque do deserto.

E pensando em ti
a todo instante,
não desistirei
custe o que custar
de ir em tua busca
nesta noite
de luar brilhante.

O interessante
é o quê sinto
e já é imenso,
e sei que ainda
não te conheço;
algo forte vem
me dizendo
que és todo meu
e a você pertenço.

Ela é de maio. Tem calma de tarde nublada e força de quem floresce no frio. Nasceu no mês das mães, dos abraços apertados e dos recomeços. Que a vida te trate com a mesma beleza que você espalha.

É tarde meu bem,
A sua saudade está fora de moda,
Você não me usa faz tempo.

Mesmo que o viajante perca o mapa do trajeto, se ele não perder a vontade de chegar, cedo ou tarde ele chega.

⁠"Nunca é tarde demais para começar a ser o que você poderia ser"

À frente, uma janela — belo contraste com o entardecer. A luz da tarde desenhas-te com reverência. Os raios alaranjados do sol revelam teus contornos, enquanto teu olhar vaga distraído: olhar de quem apenas vive... mas vive como um espetáculo íntimo, só para ti.

Acordei cedo, julgando ser tarde — mas já era tarde para crer que ainda fosse cedo para sonhar.

Que o restante do seu dia seja leve,
e que esta tarde te devolva em paz
todo o bem que você espalha por aí.

Já era tarde da noite. Fazia muito frio.
Dividíamos o mesmo táxi.
- Então, vai mesmo voltar ao Brasil?
- Vou sim. Prefiro amor.
- Você acredita mesmo no amor? Perguntou-me, e gargalhou. Gargalhou muito.
- Acredito sim. E fechei-lhe a cara.
Pois é...Desculpa ter até quebrado o gelo com a minha grosseria.
Eu deveria mesmo era ter gargalhado junto contigo.

Há reconhecimentos que chegam tarde demais; o tempo esmaga o interesse.