Tarde
Dormi um pouco hoje à tarde!! 17 de março de 2026...
Sonhei com um carro futuristico, ele parecia de um material muito maleável, e era como se fosse de outro planeta!! Se o condutor sofresse um acidente, ele evitaria o impacto.
Era do tipo borrachudo, seu design muito diferente, com vários tentáculos dos dois lados.
Na cor preta. Muito bonito. Envolta de todo ele, havia furos como de balas. Mas, eram somente parte do modelo.
A condutora, nem parecia ser humana, estava mais para alguém que não existe por aqui ainda.
Eu fiquei observando e acordei em seguida...
Eu sempre penso nisso como quem toma café no fim da tarde olhando o mundo acontecer, meio silencioso, meio barulhento, aquele tipo de silêncio que conversa com a gente por dentro. Eu amo a Deus de um jeito que não cabe muito em prédio, em regra rígida, em etiqueta de quem pode ou não pode sentir. Não é rebeldia, é mais como quem percebeu que a fé não mora num endereço fixo, ela mora no peito da gente, respirando junto com a gente. E quando eu digo que Deus vive em mim, não é frase bonita para postar, é quase uma constatação prática da vida, dessas que a gente aprende apanhando um pouco do mundo e ainda assim levantando com uma certa teimosia elegante.
Eu olho para a história de Jesus e encontro ali um tipo de coragem que não depende de plateia. Ele me inspira a continuar existindo quando o caos parece aquele vento que bagunça tudo na mesa, derruba até a xícara de café imaginária que eu estava segurando agora pouco. Porque existir às vezes é isso, um ato meio filosófico e meio cotidiano, tipo escolher respirar fundo e seguir, mesmo quando o roteiro não ficou como eu esperava. E tem dias em que eu percebo que amar viver é quase um protesto silencioso contra a desesperança. Uma forma de dizer para o universo que eu ainda estou aqui, ainda acredito que algo dentro de mim conversa com algo maior.
Não dependo de religião para sentir isso, e ao mesmo tempo respeito quem precisa dela para organizar a fé, porque cada pessoa encontra Deus por um caminho diferente. O meu é mais interno, mais parecido com aquela sensação de descobrir uma janela aberta dentro de mim quando eu achava que só havia parede. Às vezes eu rio sozinha pensando que o divino talvez goste desse jeito espontâneo de amar, meio humano demais, meio imperfeito, cheio de perguntas e ainda assim cheio de gratidão.
E no meio do caos do mundo, das histórias complicadas, das memórias que a vida deixa na gente como marcas de chuva na estrada de terra, eu continuo caminhando com essa certeza tranquila. Deus não está distante de mim, Ele pulsa aqui dentro, e Jesus é como aquela lembrança constante de que a vida vale a tentativa. Eu amo viver porque, no fundo, cada dia é uma conversa nova com o mistério de existir. E eu sigo, com fé, com humor, com aquela coragem discreta de quem aprendeu que acreditar também é um jeito bonito de permanecer.
Outro dia me peguei pensando nessa frase que parece um soco de realidade servido no café da tarde, quase junto com o cheiro do bolo saindo do forno. Não existe final feliz para ninguém. Todos iremos morrer. E pronto. Quando a gente fala isso em voz alta, parece pesado, parece até meio dramático, mas curiosamente também tem algo de libertador nisso. Porque se o final é o mesmo para todo mundo, a diferença mora inteira no meio do caminho, no agora, no jeito que eu escolho viver hoje enquanto o sol ainda está batendo na janela e o mundo ainda está em movimento.
Eu gosto de imaginar a vida como uma mesa cheia de histórias acontecendo ao mesmo tempo. Tem gente reclamando do café frio, tem gente rindo alto por nada, tem gente tentando entender o sentido de tudo. E eu ali, no meio disso, lembrando que a verdade mais honesta da existência é que ela acaba. Não é pessimista, é só sincero. E essa sinceridade, curiosamente, dá uma coragem estranha. Porque se tudo é passageiro, então eu posso decidir ser leve mesmo quando o mundo tenta me puxar para baixo.
A felicidade, percebi, não chega como prêmio de final de campeonato. Ela aparece em pequenos atos quase invisíveis. Quando eu escolho respirar fundo em vez de discutir. Quando eu resolvo rir de algo que ontem teria me irritado. Quando eu percebo que viver não é esperar um grande momento perfeito, é administrar milhares de momentos imperfeitos com um pouco de consciência e, às vezes, até com um certo humor sobre a própria tragédia humana.
Tem dias em que eu penso como a gente gasta energia tentando controlar o final da história. Só que o final já está escrito pela própria natureza da vida. O curioso é que isso não deveria assustar tanto quanto assusta. Na verdade, isso transforma o presente no lugar mais valioso do universo. É aqui que eu escolho se vou endurecer ou amolecer. Se vou guardar rancor ou abrir espaço para algo mais leve. Se vou viver de verdade ou só passar pelos dias como quem anda por um corredor sem olhar as portas.
Ser feliz, no fundo, virou para mim uma decisão meio silenciosa. Não é euforia constante, nem aquela felicidade de propaganda. É mais parecido com uma postura diante da vida. Uma espécie de teimosia bonita. O mundo pode ser caótico, as pessoas podem falhar, os planos podem desandar completamente, mas ainda assim eu posso escolher como vou atravessar tudo isso.
E talvez seja justamente aí que mora a grande ironia da existência. O final não depende da gente. Mas a qualidade do caminho depende bastante. No fim das contas, morrer todo mundo vai. Agora viver de verdade, isso sim é uma escolha diária, quase artesanal, feita aos poucos, no meio do barulho do mundo e das pequenas alegrias que insistem em aparecer quando a gente decide olhar para elas. E eu confesso que, sabendo disso, fico com vontade de viver um pouco mais acordada hoje. Porque o agora é o único lugar onde a felicidade realmente pode acontecer. E ele está acontecendo neste exato momento.
EU, O LOUCO E O ANJO
O louco cata o lixo na tarde
Sem saber porque a tarde se esvai,
O anjo cata o louco no lixo
Sem se importar com o tempo
Eu assobio a sinfonia da eternidade
Porque já fui louco,
Já fui anjo
E agora penso que sou Deus...
quando os loucos descobrem
que são anjos eles já são demônios
já é tarde quando a realidade
passa a ser sonho
seremos felizes
quando a mentira passar a ser verdade
Ela é de maio. Tem calma de tarde nublada e força de quem floresce no frio. Nasceu no mês das mães, dos abraços apertados e dos recomeços. Que a vida te trate com a mesma beleza que você espalha.
Aquilo que foi tarde demais aconteceu há poucos instantes, portanto, sejamos rápidos em nossas reavaliações e arrependimentos.
Existe um tipo de dor muito específico em perceber tarde demais que alguém te amou sinceramente… e que foi você quem cansou esse amor.
Aos jovens, uma reflexão de quem se aproxima dos oitenta. Descobriu, já tarde, que a pior pobreza não mora na carteira, mas na falta de amor. Os dias repetem-se entre contas, lembranças e silêncio. Já não espera grandes acontecimentos; pede apenas saúde para não sofrer nem dar trabalho à ninguém. Ainda assim, abre a janela todas as manhãs, faça sol, chuva ou vento. Enquanto houver um amanhecer, a esperança sempre encontrará um jeito de entrar. Talvez porque a esperança também atenda pelo nome de amor.
"QUERIA"
Queria ser o fim de tarde
Abraçando a noite que chega
no silêncio, sem alarde;
Queria ser uma chuva fina
Que molha a terra,
Imaginando teus lábios
molhando os meus.
Queria seguir contigo até a eternidade,
Sem nunca dizer adeus.
Queria ser sim, um vento suave
A tocar tua boca
Com um imensurável carinho
Que me prenda a ti
E cada dia se renova.
Maria Francisca Leite ✍🏻
Direitos Autorais Reservados
com humana ternura, a tarde vai caindo, com mãos de mãe vai-nos acolhendo na esperança de nos dar uma noite de paz...
desnudou-se a tarde mostrando o seu esplendor mais íntimo...deixa-nos com a doce cadência da brisa, e o sol se escapa por entre os eucaliptos...e o ar vai sustendo os aromas.
natalia nuno
Unilateral
Naquela tarde de dezembro,
não achei que fosse nosso último abraço.
Você nem se recorda, mas eu me lembro;
a sua voz é a única lembrança que ouço.
Se soubesse que seria o último beijo,
teria desejado aos céus para torná-lo eterno,
para que o presente não fosse tão morno.
Ele daria um jeito.
Ainda olho para as pedras chutadas no verão…
Você consegue contá-las em minutos;
eu, não.
Eu me perderia, pois contaria também as lágrimas no chão.
Inevitavelmente, contabilizaria-as também,
mesmo que só você as tenha chutado.
Está tudo bem.
Talvez elas tenham te irritado.
Ah, se eu tivesse a sorte de saber que seria a minha última olhada,
guardaria meus olhos numa caixa
e os colocaria num cômodo sem energia.
Eles estariam mais contentes,
pois não fariam sofrimento ao amigo coração,
que, vendo-te passar, lamentava-se em vão.
Mesmo assim, nada mudaria.
Você saiu.
Sei que não está aqui,
que não haveremos de criar memórias,
sei que não terei tuas carícias.
Sei bem que os tropeços são inevitáveis na vida, que uma hora ou outra,
mais cedo ou mais tarde, iremos nos apaixonar, e por fim, nos magoar. Sei
que a vida é repleta de pontos de partida e chegada. Pontos onde novas
histórias irão começar, novas pessoas irão aparecer, irão rir e chorar, irão
encontrar alguém que transforme suas vida radicalmente, como todo bom
amor que se encontra por aí. Mas depois que ultrapassa o ponto de partida, é preciso ir até o fim para ver o que te espera. Mesmo temendo,
terá que ir. Você não sabe o que verá lá, e talvez, só talvez, seja tudo o
que precise. Não fique triste, olhe para o céu e veja que o sol também está
sozinho, mas nem por isso deixa de brilhar. CARLOS
Algumas reações acontecem e temos explicação cientifica anos mais tarde. Fazem alguns anos, que conheci a "P", numa praia carioca, nos identificamos, rolou um clima e combinamos para sair. Após algumas semanas, de relacionamento, fui tomar um café na casa dela e descobri que ela tinha sido criada por uma avó e uma tia avó, que fui apresentado. Desde o primeiro momento, eu percebi que a voz de uma delas era me muito familiar. Diante disto indaguei se ela tinha sido dubladora ou se teria trabalhado em radio, e prontamente me respondeu que não mas confesso que a voz a mim era extremamente conhecida. Conversa vem conversa vai, descobri que ela teria sido muito amiga de trabalho de minha mãe quando estava gravida de mim.
