Talvez eu Esteja Precisando de Voce
O que é que vale à pena?
Talvez tudo
Talvez uma pequena parte
Não há resposta precisa
Nenhuma decisão é clara
A única certeza
É que nesta vida cara e indecisa
haverá um dia um ponto final.
Até lá vamos nos perguntando
Ou vivendo sem nos dar conta
Nenhuma resposta
Exposta após o sinal de igualdade
estará isenta
De uma nova descoberta
causar-lhe inadiável desmonta
e tudo começa de novo
A resposta escondida
Pode estar dentro de um peixe
Que aparenta inocência
Te olhando através do vidro do aquário
Pode estar dentro do espelho
Ou no conselho daquele andarilho
a quem você negou uma moeda
Tudo na vida vale à pena
Mesmo quando parece que não
Um dia no passado
Você se sentia enfadado
Na companhia de gente
A quem deixou de perguntar
Algo que hoje
Essa ausência de resposta te tortura
Me responda realmente
Será que não vale à pena
Ou é a gente
Que não sabe onde buscar
Aquilo que muitas vezes
Esteve tão evidente?
Sempre precisei de um pouco de atenção, talvez seja esse o motivo do quanto me humilhei pra ter tão pouco...
Às vezes nos pressionamos muito, nos preocupamos demais em agradar alguém, mas talvez tenhamos que pensar menos e viver mais...
Nem parecia que era a primeira vez que te vi, há muito tempo te conheço, talvez tenha te visto em duas ou três vidas.
Sabia que te conhecia!
No fim, o que importa é sermos recicláveis. Se na natureza toda matéria se transforma, talvez nós também sejamos transitórios, mutáveis e, de certa forma, descartáveis.
A Matemática dos Fins
Não sei ao certo quando comecei a não gostar dos fins de ano. Talvez tenha sido no dia em que percebi que o nome já carrega uma despedida embutida: fim.
Ou talvez tenha sido quando o tempo passou a correr mais rápido do que eu.
Cada pessoa lê o próprio calendário de um jeito. Há quem veja dezembro como festa, luz e promessa. Eu vejo como uma espécie de espelho — daqueles que não mentem, mesmo quando a gente gostaria que mentissem um pouquinho.
Aos 41, faço as contas da vida. E, mesmo com conquistas que um dia imaginei inalcançáveis, ainda me visita essa sensação de que está faltando algo. Não é falta de teto, de trabalho ou de sonhos… é outra falta. Uma lacuna que nenhuma realização profissional consegue preencher.
Casa própria, por exemplo. Para muita gente, é o fim do jogo, a prova de que deu tudo certo. Para mim, é só um quebra-cabeça incompleto, como se eu tivesse montado todas as bordas, mas o centro — a parte mais bonita — ainda estivesse espalhado por aí, perdido em algum canto do tempo.
E aí chega dezembro, com seu peso e seu brilho, lembrando que mais um ano passou. Não sei explicar direito, mas enquanto o mundo comemora o que vem, eu penso no que vai.
Na matemática que inventei pra mim mesmo, o ano que chega não soma — ele diminui.
Faço contas que talvez ninguém devesse fazer. Tiro fatalidades, subtraio doenças, divido esperança por realidade. Se eu tiver sorte, digo para mim mesmo, talvez eu tenha mais uns vinte anos vivendo bem, com saúde, com lucidez. E então eu me pego imaginando algo que aperta o peito de um jeito difícil de dizer em voz alta.
Se minha filha viesse ao mundo no próximo ano, quando eu tivesse sessenta, ela teria dezenove.
Dezenove.
E eu talvez não estivesse aqui para ver a formatura dela, para ouvir o primeiro “pai, deu certo”, para fingir que não chorei quando ela desse o primeiro passo fora de casa.
É uma conta simples… mas que me destrói como se fosse impossível.
Talvez seja isso que eu não gosto nos fins de ano: eles me obrigam a olhar para dentro, para esse vazio que não se preenche com compras, viagens ou promessas. O vazio de quem sabe que o tempo não volta, e que cada desejo adiado custa mais do que parece.
Ainda assim, aqui estou, atravessando mais um dezembro.
E, no fundo, torcendo para que a vida me surpreenda — quem sabe com peças novas para esse quebra-cabeça, quem sabe com alguém que transforme essa matemática dura numa conta que finalmente faça sentido.
Nem todos devam ser niilistas, nem todos possam ser ateus ou céticos, apenas talvez 1% para uma percepção da falência da moral religiosa e política.
Aimê
A face mais bonita do amor possui o teu rosto.
Talvez tu ainda não saibas a profundidade do meu afeto.
És como aqueles dias ensolarados depois de uma tempestade sombria,
trazendo calma e tranquilidade ao meu corpo e à minha mente.
É no teu abraço que descanso,
é o teu amor que derrota os meus pesadelos.
A Cor do Silêncio
Muitos dizem que o silêncio é o verdadeiro pesadelo do amor. Talvez porque o associem com tristeza, mas e se for uma visão precipitada?
O Silêncio é amigo, te faz querer estar ali com quem ama e só aproveitar cada minuto com a pessoa amada.
Paz Solitária
A paz significativa na qual me encontro talvez não seja a paz tão almejada.
Encontrar a paz na solidão, existe?
Bom, depende do ponto de vista. O que seria paz?
Algo branco, pombinhas, sem guerras…
Mas a paz interior? Poderia ser descrita assim?
Quando visualizo minha paz, sempre vejo uma casinha isolada nas montanhas, chá quente e biscoitos, animais repousando, som de fonte de água e somente eu.
Solitário, talvez? Mas o que seria a paz de fato se não for a paz individual de cada ser?
Quando alcançarei essa paz? Anseio tanto!
Por hora, me contento com a paz que encontro dentro de mim, a solidão.
COPO CHEIO
O copo já estava cheio
Talvez só mais uma gota
Para mudar o seu plano
Como esvaziar o receio
Dessa situação tão tosca
Prum taura já veterano
Há que buscar um esteio
E acertar bem na mosca
Para enxugar o Oceano!
“A vida é cheia de idas e vindas. Quando percebemos que certas situações se repetem, talvez seja o universo nos mostrando que não é o cenário que precisa mudar, e sim a nossa postura diante dele.”
Ah! Lua, às vezes, aparentas saber e talvez, até saibas o momento certo de aparecer, de mostrar a tua forte luminosidade, a qual é muito oportuna, principalmente, se eu não estiver muito bem, quando o meu silêncio tem algo a dizer, pois o meu coração sente-se abraçado como se o meu desabafo recebesse a tua atenção, uma ouvinte compreensível, o esplendor de uma paixão saudável, sensação acolhedora, emoção inconfundível, uma das formas de Deus falar "Busque se acalmar que estou sempre por perto, agora nesta noite, contemple este belo Luar, um dos meus grandes feitos".
Não sei se faz algum sentido, até porque mal nos conhecemos, mas imagino detalhadamente que talvez em um mundo paralelo, os nossos universos estão unidos como se um compreendesse verdadeiramente o outro, claro que não de uma forma plena e sim o mais próximo disso, numa reciprocidade sincera com similaridades e diferenças, num laço forte e inconfundível,
E tal compreensão me faz perceber algumas das tuas frases ditas em silêncio pela grande expressividade deste teu olhar belo, onde vejo verdade, receios e o brilho intenso de felicidade durante aqueles momentos cheios de significados e percebo que não conversas com quem não ficas à vontade e que sabiamente não gostas de nada forçado.
Tu correspondendo, compreendes que sou muito comunicativo e atencioso, porém, avanço a cada permissão, na busca de não ser desagradável, consequentemente, continuo te dando atenção, respeitando o teu espaço, alegrando de algum jeito o teu coração, que resulta em um sorriso estampado no teu lindo rosto, o bom humor presente na nossa interação
E durante uma das nossas ocasiões marcantes e sem nenhuma interrupção, ficamos juntos, depois de algumas taças de vinho, minhas mãos massagearam a tua pele suave, as belas curvas do teu corpo, trocamos beijos e olhares, assim, as emoções foram se espalhando e aquecendo o nosso quarto, ouvimos uma boa música, além de um diálogo sincero e aprofundado, uma experiência lúdica
Pode parecer ser loucura comparar, entretanto, Van Gogh tinha os girassóis como suas principais inspirações para criar a sua arte, enquanto que, naquele mundo, tu eras a minha inspiração mais presente na criação dos meus versos, uma das maneiras de expressar o nosso amor recíproco, por nós praticados, a minha imaginação com o sabor adocicado do realismo, nesta poesia, contigo ao meu lado.
Contrariando o impossível, colocando a racionalidade em questionamento, talvez, ela estivesse neste momento indo até o passado para ter um breve e baita encontro consigo, algo tão inusitado quanto preciso
Manhã ensolarada de domingo, depois de trocar de roupa, abriu a porta do seu quarto e estranhamente viu sua antiga escola, da época que era apenas uma pequena menina, amável e muito sonhadora
Não sabia explicar como tudo aquilo estava acontecendo, mas olhou a sua volta e logo reconheceu aquele lugar e que havia voltado no tempo, uma mistura de um belo sentimento nostálgico com um pouco de medo
Antes de qualquer sinal de desespero, sentiu imediatamente em seu peito, a forte necessidade de encontrar o seu eu ainda criança, então, seguiu por um corredor, passando por algumas salas até o refeitório
Chegando lá, avistou um ser gracioso com o uniforme escolar, cabelos bem penteados, estava de costas, sentada, sozinha, comendo sua merenda, ela percebeu rapidamente de quem se tratava e foi até a sua mesa
Foi se aproximando calmamente para não assustá-la, mesmo assim a menina ficou surpresa e um tanto assustada, o que não demorou muito, pois olhou para aquela moça em pé na sua frente, viu algo familiar e ficou maravilhada
Então, falou “Oi, princesa, tudo bem? Posso sentar aqui para comer com você?”, a menina acanhada respondeu “Pode, moça, a senhora é a nova professora?”, Ela “Digamos que sim, já que falarei algumas coisas que poderão servir de lição pra sua vida!”
A menina ficou um pouco confusa, entretanto, ficou muito atenta para o que aquela “professora” tinha a dizer, assim, ouviu “Você precisa prestar muita atenção nas minhas palavras, considerando que acredito que não agora, porém, um dia farão muito sentido”
“Está certo”, então, ficou parada ouvindo “Você é uma menina maravilhosa, inteligente, muito amada por seus pais, não fique se comparando com os outros, tenha cuidado com as pessoas, nem todas querem o seu bem, fique perto daqueles que trazem paz”
E emocionada, respirou fundo e continuou “Não deixe que gente chata ou maldosa tire a sua vontade de sorrir, você tem muitas qualidades, várias razões para ser uma menina grata e feliz, uma grande bênção de Deus, muito mais do que já quis”
Por fim, falou “Sei que ama girassóis, portanto siga o exemplo e que a luz do amor seja o seu sol, mas também seja uma flor de cerejeira, renove suas esperanças, a sua beleza, inclusive, a do seu interior, mantenha a sua feminilidade e nesta vida passageira, que sempre faça parte o amor.
Secou suas lágrimas, deu um abraço bem forte em si mesma e foi embora enquanto a menina a observava, seguiu na direção daquela porta do início, abriu, em seguida, acordou, pensando se foi verdade ou se tinha sonhado um sonho nítido, todavia, ela nunca vai esquecer daquele lindo encontro consigo.
A sua sedução talvez seja um caminho sem volta, uma composição emocionante de formas delicadas, uma personalidade excêntrica, uma bela liberdade farta, insaciável, sendo ousada, doce e intensa, existe um fogo inegável na sua alma e um chama forte no seu corpo, proveniente da sua essência, onde a paixão se espalha.
Sua clara ousadia provocam sentimentos calorosos e os seus instintos e os daqueles que a observam atentamente são intensificados, o início de um grande êxtase através dos olhos, incentivando o imaginário, momentos de entusiasmo, bastante diferente de outros, uma sensação para cada avanço, todos prazerosos
Ela não permite uma aproximação tão facilmente, mas não tem controle sobre os pensamentos audaciosos, o desejo de estar na sua companhia pessoalmente e desfrutar da euforia entre a troca de olhares, o diálogo de palavras e o contato de pele, sem pular nenhuma etapa, juntos numa noite veemente e nas horas que não passam.
Sou repleta de alegria ao ponto de me cansar. Dramática? Talvez. Intensa? Com certeza. Sorrio discretamente ou escandalizo ao gargalhar. Choro sem que me notem, grito pra dentro ou berro de dor. Se quiseres chegar até mim, não seja qualquer coisa, não me queiras pela metade e não seja metade, não esconda o seu falar. Seja corpo, seja alma, seja choro, seja grito, seja sangue, carne e osso, só não seja mais ou menos.
Estou passando por uma fase que talvez nada mais faça sentido. Creio que morrer não deva ser tão ruim assim, até porque tudo se acaba; as dores, os problemas e principalmente a falta de perspectiva desse futuro sombrio que me cerca...
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