Talvez

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Talvez o sentido da vida nunca tenha sido algo pra descobrir.
Talvez... sempre tenha sido algo que só aparece quando você para de pensar e começa a viver.

“Talvez o seu próximo milagre comece quando você disser: Eu estou pronto para receber.”

Talvez não exista saída fácil. Talvez seja preciso aceitar que nem todo carinho precisa virar romance. A amizade já é uma forma de amor, um amor sem posse, sem cobrança, que floresce na liberdade. E quem sabe, ao aprender a valorizar isso, o homem abra espaço para que outro amor, verdadeiro e recíproco, apareça no caminho.

As melhores descobertas e pensamentos filosóficos surgem quando estamos a sós...
Ou talvez quando pensamos que estamos a sós...
Nesses momentos logo vem aquela voz em nosso subconsciente dizendo o que deve se criar ou filosofar, e essa voz sempre vem com bons pensamentos e descobertas que farão diferença em nossa vida e às demais ao nosso redor...
Mas será que essa voz vem realmente do nosso subconsciente ou vem em resposta do que pedimos muito em nossas orações?

No fim, talvez não sejamos definidos pelo que conseguimos conservar, mas pela maneira como aprendemos a existir depois que tudo começou a mudar.

A Justiça talvez seja a forma mais elevada de gratidão: fazer pelo outro aquilo que um dia alguém fez por nós sem nos conhecer.

Às vezes é melhor eu não falar o que realmente eu quero e sinto por ti! Porque talvez você não esteja preparada para receber certas palavras.

Talvez nunca amei, porque ainda não encontrei, uma mulher que me queira e não tenha medo de amar.

Talvez a maior rebeldia contemporânea seja construir silenciosamente uma vida que não precise ser exibida, validada ou explicada para ser considerada plena.

A sua juventude hipnotiza, parece ser eterna, talvez, seja uma vampira atraente com uma distinta graciosidade, um pouco atrevida, mas não é uma que se alimenta de sangue e sim de muita intensidade, sempre sedenta de momentos que a façam sentir-se profundamente viva, cada vez mais liberta,

Sem dúvida, uma peculiaridade vampiresca bastante chamativa, personalidade excêntrica, elegante, poderosa, a luz do sol não chega a ser uma ameaça, ama os dias ensolarados de verão que lhe aquecem com o calor existente na sua alma e durante a noite, aumenta o seu poder de sedução, apaixonante de várias formas.

Cativante em demasia e ao mesmo tempo envolvente semelhante a um vermelho escuro no tom de um bom vinho, que enquanto a taça vai ficando vazia, enche de euforia ao ser saboreado, trazendo atrevimento ou um sentimento de calmaria, adequado para um aspecto de elegância, um sonho vampírico, vampira poética de um olhar imersivo.

⁠Olhar para o lado
Sim
Olhar para trás
Talvez
Olhar para frente
sempre.

Gleice Kelly ss.

O achismo é talvez uns dos maiores agentes causais quando o assunto é confiança entre o ser Humano, por talvez quem sabe basear-se nos próprios hábitos...

Talvez ninguém entenda o tamanho de um “não”
quando ele encontra alguém
que já cansou de pedir,
mas ainda tinha esperança
de ser acolhida por uma mão.


Porque nem toda lágrima nasce da ausência.
Às vezes ela vem do excesso:
de tudo que a gente engole,
de tudo que suporta,
de tudo que cala
para não parecer fraca.


Há dias em que não queremos respostas.
Queremos presença.


Não precisamos que alguém conserte o mundo.
Basta que fique.


“Deixa.
Eu fico aqui.”


Mas algumas pessoas vão embora
justamente quando descobrem
que, desta vez,
você também precisava de alguém.


E dói.


Dói porque quem sempre segura
também pode cair.
Quem sempre encontra saída
também pode se perder.
Quem vive dizendo “eu dou um jeito”
um dia pode simplesmente
não ter mais jeito para dar.


E talvez ninguém veja
o tamanho dessa queda.


Ainda assim,
há uma coisa que permanece:


a palavra.


Quando não há colo,
há página.


Quando não há abrigo,
há poesia.


E quando a dor não encontra lugar para ficar,
eu a transformo em verso
até ela aprender
a não me destruir.


Não escrevo para que tenham pena.


Escrevo para não deixar que a dor
seja a última coisa que diga quem eu sou.


Se a vida me tira o chão,
eu escrevo.


Se o mundo me fecha uma porta,
eu escrevo.


Se ninguém fica,
eu ainda tenho palavras.


E talvez seja essa a minha forma
mais silenciosa de permanecer:


transformar o que me feriu
naquilo que ninguém poderá
arrancar de mim.










Lucci Santz

Talvez o Trump deva fazer uma dieta. Neste momento só consegue olhar para o seu umbigo.

Eu estou cansada.
Não quero retroceder.
Na minha mente, vejo as escadas.
Talvez eu não precise mais descer.
Não sou abelha para tecer.
Mau me quer ou o bem?
Que nunca me quiseste.
O monte mais lindo.
Não é o Everest.
A última gota de veneno.
Quem bebeu não fui eu.
Meu último verso.
Sobre as tuas mentiras.
Melhor partir.
Do que sofrer a consequência.
Sobre aquilo que fiz.
Sem pensar na penitência.
O mau feitio vem da boca pagã.
E os anjos que me recolhem.
Desse mundo sem justiça.
Faço um desejo.
E lá, no fundo, eu vejo.
A única saída.
Sem choro nem velas.
Sem despedidas.

Ode ao Gato

Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso. Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez,ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso. "Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado.

É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir. O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.

Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!

Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências. O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem.

Talvez alguns segredos devam continuar sendo segredos

Ensinar religião a uma criança talvez seja a maior das violências que se pode cometer a um ser indefeso e sem discernimento.

Talvez a razão porque todas as portas se fecharam, seja pra você abrir uma que te levará ao rumo perfeito.

Talvez seja apenas um sonho
um sonho forte ou imaginação
uma ilusão excessiva,
que aperta meu coração.

sim,ou talvez uma negação declarada,
tudo isto,tristeza e alegria,
vale a pena se conter o teu nome.

o desejo de ter-te,perde-me sem medo
para poder ver os teus olhos olhos
entregar a vida pelos teus beijos,tuas mãos
na noite ou no dia,não importa,
o tempo perde o sentido.

cada centimetro do meu corpo,
dava tudo em troca,
para ser tocado pela tua pele,
beijado pelos teus beijos,
e quando nossas almas se juntassem,
tuas palavras enchiam-me de esperança,
de medo,de amor.

poder ver-te,sonhar contigo,
pensar que ouço tua voz,
acariciar-te,entender-te,interpretar-te.

e depois de completar minha vida
com a tua existencia,
ser tua,e tu seres meu para sempre....