Talvez
Jamais confunda amor com atenção. Talvez você viva dizendo que encontrou o amor da sua vida, que jamais sentira o que sente por outra pessoa e até mesmo faz promessas de amor eterno. Na verdade o que acontece é que você ama o fato de saber que tem alguém que se importa com você. Desconfie de alguém que diz que te ama para sempre com pouco tempo de convivência com você. AMOR é algo que você cultiva e isso leva muito tempo.
- É bom pensar, sonhar consola.
- Consola, talvez; mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens...
Sorte?
Talvez seja a competência aliada à oportunidade... mas num País como o nosso, creio que alguns nascem com a competência questionável e as oportunidades não merecem a descrição.
Revelação para Carla
Carla,
Existe uma coisa que eu demorei pra entender…
e talvez seja a mais importante de todas.
Entre Deus, os anjos, os demônios e nós…
ninguém manda mais no nosso caminho do que a gente mesmo.
Eu achei que precisava te proteger de tudo.
Do mundo, das pessoas, dos erros…
mas a verdade é que ninguém consegue proteger alguém das próprias escolhas.
Deus mostra o caminho.
Os anjos cuidam.
Os demônios tentam confundir.
Mas no fim…
quem decide somos nós.
Eu te amei tentando ser abrigo,
tentando ser força,
tentando ser tudo.
Mas aprendi que amor de verdade
não prende, não controla, não salva à força.
Amor de verdade caminha junto…
mas cada um ainda precisa escolher o próprio passo.
Se tem uma revelação que eu posso te dar é essa:
nem o céu nem o inferno decidem por nós.
A gente decide.
E mesmo entendendo tudo isso…
eu ainda escolheria você.
DeBrunoParaCarla
" Talvez eu seja um tolo
de acreditar no amor,
mas enquanto houver flores
amantes de mãos dadas
namorados se beijando
Pássaros fazendo ninho
de tolo serei todo
pois acreditarei no amor
de novo
E de novo
E de novo...""
Talvez o problema nunca tenha sido gostar de você. Talvez tenha sido acreditar que um olhar pudesse responder perguntas que você nunca fez questão de ouvir.
Talvez a sabedoria não esteja em capturar o universo inteiro com as mãos, mas em retirar as lentes que nos fazem acreditar que já o compreendemos. É quase uma fenomenologia da humildade: antes de teorizar o todo, tocar aquilo que aparece diante da consciência.
“Amor por Dois”
Se um só coração pode amar apenas um destino,
então talvez eu esteja traindo.
Porque amo você...
e amo a mim,
por ainda ser capaz
de sentir um amor tão profundo.
É difícil amar por dois.
Que coração suporta
o peso de duas almas
sem se romper pelo caminho?
Talvez seja por isso
que o meu vive em pedaços.
Eu perdoei.
Não porque a dor foi embora,
mas porque o amor
se recusou a morrer.
Só pedi que me reconquistasse.
Nunca coloquei um prazo.
Acreditei que quem ama
entende que a confiança
não renasce de um pedido de desculpas,
mas de atitudes.
O tempo passou.
E, aos poucos,
o seu sorriso foi ficando distante,
o carinho virou silêncio,
as palavras se tornaram espinhos,
e eu passei a me sentir sozinho,
mesmo segurando sua mão.
Enquanto isso,
minha mente me atormenta.
Ela me faz reviver
o dia em que tudo mudou.
Ela me faz acreditar
que ainda existem verdades escondidas,
porque quem já quebrou minha confiança
transformou qualquer silêncio
em motivo para eu temer.
Não dói amar.
Dói amar alguém
e não saber
se ainda existe um lugar
para esse amor.
Dói olhar para você
e me perguntar
se algum dia fui amado
com a mesma intensidade
que sempre te amei.
Se isso é o amor incondicional,
como eu poderia simplesmente ir embora?
Como abandonar alguém
que ainda mora no meu coração,
quando o meu próprio coração
se recusa a desistir?
Talvez eu ame mais do que deveria.
Talvez eu espere
que um dia você escolha
me reconquistar
com a mesma força
com que eu escolhi ficar.
Porque existem amores
que sobrevivem à traição,
mas morrem, aos poucos,
quando apenas um coração
continua lutando por dois.
"O Que Te Faz Amarelo"
Talvez o homem pense no fim
porque o fim é a única coisa
que ele acredita conhecer.
O erro parece concreto.
A queda parece próxima.
A dor sempre encontra um jeito
de bater primeiro na porta.
Mas a fé…
a fé é estranha.
Ela nasce justamente
onde os olhos não alcançam.
É a coragem de enxergar jardim
em uma terra ainda seca.
E talvez por isso
devamos pensar no bom.
Não por ilusão.
Mas porque a alma também se alimenta.
Quem passa a vida
conversando com a escuridão
acaba aprendendo sua língua.
Mas quem procura beleza,
mesmo em dias partidos,
começa lentamente
a produzir luz.
Van Gogh encontrou o amarelo
e transformou solidão em sol.
Mozart encontrou melodias
e fez o silêncio respirar.
Há pessoas que encontram o mar.
Outras encontram livros.
Algumas encontram alguém.
E existem aquelas
que encontram pequenos instantes
capazes de impedir
o coração de desistir.
Talvez viver seja isso:
descobrir o que te ilumina
e proteger isso do mundo.
Porque no instante
em que você encontra
o que te faz feliz…
a vida inteira
fica mais brilhante.
Eu amei você mais do que a mim. Talvez esse foi meu maior erro. Você era meu tudo. Deixei uma vida pra trás por você. Pena que nunca entendeu.
Eu sempre fui idealista. Se amo é com toda força do meu coração. Se luto por algo vou até às últimas consequências. Se ganhar meu afeto me ganha pra sempre.
Mitigar ou postergar...
Dei passos na direção errada e depois sumi, talvez tenha sido estratégico,
Na linguagem dos cegos de amor eu evaporei de um lugar para renascer em outro,
No outono eu vi as folhas caírem das árvores e de tanto olhar para elas eu tropecei e cai, mas quando me levantei já era o inverno,
O amor, um apelo ou um apego, a consequência ou a responsabilidade?
A Geografia dos Que Não Sabem Viver
Nunca aprendi a viver.
Talvez ninguém tenha aprendido.
Talvez chamemos de existência
a longa repetição de gestos
que fazemos antes de descobrir
que não levam a lugar algum.
Nasci tarde demais para a esperança
e cedo demais para o esquecimento.
Desde então,
habito uma espécie de intervalo.
Não pertenço às ruas,
mas também não pertenço ao silêncio.
Sou hóspede de lugares
que desaparecem quando alguém acende a luz.
É ali que resido:
entre o eco de uma voz
e a voz que já não existe,
entre a sombra de um corpo
e o corpo que partiu,
entre aquilo que desejei
e aquilo que tive medo de desejar.
Há uma crueldade particular
em continuar vivo
quando já não se espera nada da vida.
A esperança, quando envelhece,
não se transforma necessariamente em desespero.
Às vezes transforma-se em hábito.
E há hábitos mais difíceis de matar
do que qualquer esperança.
Carrego dentro de mim
uma cidade construída sobre ruínas.
Cada rua conduz a uma ausência.
Cada janela dá para alguém
que não voltou.
Cada quarto conserva o cheiro
de uma coisa que terminou
sem jamais ter começado.
É estranho perceber
que podemos sentir saudade
daquilo que nunca tivemos.
Talvez seja essa
a forma mais pura da melancolia:
sentir falta
de uma vida que nunca nos pertenceu.
Meus desejos também envelheceram.
Já não gritam.
Já não imploram.
Permanecem no fundo de mim
como moedas enferrujadas
no bolso de um homem morto.
Ainda posso tocá-los.
Ainda posso senti-los.
Mas já não consigo gastá-los.
Desejo o amor
como um condenado deseja a liberdade:
não porque saiba o que faria com ela,
mas porque precisa acreditar
que existe uma porta.
E talvez não exista.
Talvez todas as portas sejam apenas
formas arquitetónicas da nossa ilusão.
Talvez a liberdade seja
o nome elegante que damos
ao intervalo entre duas prisões.
Por isso permaneço.
Não por coragem.
Não por fé.
Permaneço porque até o abandono
exige uma certa perseverança.
A noite me conhece pelo nome.
As sombras já não me assustam.
Elas aprenderam a conviver comigo.
Às vezes sentam-se ao meu lado
e não dizem absolutamente nada.
É a conversa mais honesta
que já tive.
Então penso:
e se a vida nunca tivesse sido feita
para ser compreendida?
E se compreender fosse apenas
mais uma maneira de destruir
o pouco mistério que nos mantém respirando?
Talvez eu não esteja perdido.
Talvez não exista lugar algum
para onde voltar.
Talvez esta sensação de estar ausente
seja a única forma de presença
que me foi concedida.
A madrugada chega.
O mundo começa novamente
a fingir que amanhã importa.
Eu permaneço diante da janela.
Lá fora, alguém ri.
Um carro desaparece na esquina.
Uma mulher fecha as cortinas.
Um homem acende um cigarro.
E por alguns segundos
tudo parece absurdamente vivo.
Então percebo uma sombra atrás de mim.
Ela não estava ali antes.
Não me viro.
Porque existe uma pergunta
que passei a vida inteira evitando:
se tudo aquilo que perdi
continua vivendo dentro de mim...
então quem, exatamente,
é que está vivendo
quando eu já não estou?
rosa e pras delicadinhas..
talvez preto me defina melhor..
cor forte.. intensa...
pra mentes rebeldes.. extremas..
almas sadomazoquistas..
Talvez eu seja o motivo da sua dor de cabeça..
talvez eu seja o antidoto pra ela..
talvez eu seja seu maior problema..
ou a soluçao de todos eles..
mas de uma coisa tenho certeza..
sei que sou o motivo dos seus sorrisos..
A obra de Beethoven é, talvez, a mais prodigiosa que tenha concebido um gênio humano. As suas músicas revelam à sua vida, seus sonhos de felicidade e seus sofrimentos.
sfj,caracteres
As vezes perdemos grandes oportunidades na vida, talvez por capricho ou simplesmente por medo de tentar. Só não podemos esquecer que nem sempre um raio cai no mesmo lugar e possa ser que nunca mais venha a cair. Por isso não permita que o capricho deixe esvair de suas mãos uma oportunidade na qual nunca mais poderá ter a chance de aproveitar. Melhor viver com a certeza de ter errado do que com a dúvida de não ter tentado.
