Talvez
Carta de Despedida
Eu não tive a chance de me despedir de você…
E talvez por isso eu carregue até hoje essa sensação de que nossa história ficou suspensa, como uma frase interrompida no meio.
E eu fiquei parada ali, sem saber se continuava ou voltava atrás.
Quando penso em nós, lembro de como você sempre me olhava nos olhos e dizia o quanto eu era bonita.
Do jeito firme como segurava minha mão, como se, naquele instante, nada pudesse nos separar.
Lembro das coisas que vivemos e que você dizia nunca ter feito com ninguém.
Das vezes que vinha só para conversar.
E daquela vez em que vi um medo tão simples e tão profundo em você, quase como o de uma criança — o medo de gostar, de se apegar, de amar.
Você chorou no meu peito, e mesmo sem entender, eu parei de perguntar.
Só te abracei.
Lembro também da festa que você não queria ir, mas foi só para me agradar.
A chuva caiu tão forte que nos fez ficar no carro.
E ali, como se o tempo tivesse parado, nós nos amamos como se não houvesse amanhã.
Quando a chuva cessou, fomos à festa e você, com seu sorriso de menino, fez todos rirem.
E alguém disse: "Cuide bem dela."
Lembro do dia em que você me ligou várias vezes, achando que eu tinha sofrido um acidente.
Naquele momento, não percebi o peso disso.
Hoje sei que era a sua forma silenciosa de dizer: "Você importa para mim."
E lembro, também, das vezes que você aparecia do nada, nos momentos em que eu mais precisava de um ombro amigo.
Você dizia: "Você briga comigo, mas eu tô sempre aqui."
E estava mesmo.
Eu brincava te chamando de "meu karma" — você ficava bravo e eu adorava te provocar.
Você era carinhoso e insistente.
Houve aquele dia em que eu estava muito triste, sem te dizer o motivo.
E você, sem insistir para saber, simplesmente disse:
"Ah, a vida é tão curta para ficarmos tristes e arrumando conversa complicada... bora, banho quentinho ajuda a resolver essa cara amarrada."
E assim, pacientemente, você lavava meu cabelo mecha por mecha, me abraçando o tempo todo.
Quantas vezes você fez isso…
Quantas noites pediu para eu ficar só para dormir juntinho…
Quantas vezes tentou me acalmar, e eu sempre com dificuldade de entender o que estava acontecendo entre a gente.
Também lembro de quando você me pediu ajuda num período difícil da sua saúde emocional, e eu prontamente estive lá.
E também lembro, com dor, da vez em que você me ligou várias e várias vezes dizendo que estava mal… e eu não dei a atenção que deveria.
Eu me distanciei, e só depois percebi que, mesmo com tantas pessoas para quem poderia ligar, era a mim que você recorria.
Você dizia que nem sabia por que fazia isso, mas que se sentia bem conversando comigo.
E quando estava triste ou desanimado, era em mim que pensava — até fazendo campana no meu portão.
E mesmo com tudo isso… eu parti.
Queria um título, uma segurança, algo que me dissesse que você ficaria.
E quando senti que talvez não ficasse, fugi antes que a perda viesse.
Talvez por medo.
Talvez por não saber lidar com o seu jeito de amar — silencioso, inesperado, mas verdadeiro à sua maneira.
E isso ficou claro para mim alguns dias antes de você partir para sempre.
Você veio diferente.
Sem brigas, sem discussões… só queria passar mais um tempo comigo.
Mas eu não podia — nossas vidas já tinham tomado rumos diferentes.
Você só queria um abraço, ficar ali, grudado, em silêncio.
E disse:
"Chatinha, me abraça forte… porque pode ser a última vez que faça isso."
Eu briguei, como sempre, e respondi:
"Sempre estaremos aqui. Podemos brigar, ficar distantes, mas sei que sempre estaremos aqui."
Você sorriu e disse:
"Você não tem jeito."
Nos despedimos e eu falei: "Até outro dia."
Mas esse dia nunca mais chegou.
Se eu soubesse que aquele seria o último abraço, teria ficado mais tempo.
Teria gravado cada detalhe — o calor do seu corpo, o cheiro, a força dos seus braços em volta de mim.
Teria dito tudo que guardei por medo ou orgulho.
Mas não disse.
Agora ando nas ruas como sempre andei…
Com aquela esperança boba de encontrar você.
Porque, antes, era assim: do nada, você aparecia.
Agora eu posso andar… e andar…
E nunca mais vou ver você chegar com aquele sorriso de menino,
que sempre carregava um pouco de malandragem e um tanto de carinho.
Não vou mais sentir o toque rápido da sua mão puxando a minha,
nem ouvir você dizer que estava só passando, mas que resolveu parar para me ver.
Não vou mais encontrar seus olhos me procurando na multidão,
nem o jeito único que você tinha de transformar um dia comum em algo inesquecível.
E isso dói… dói porque a sua ausência é tão presente que parece gritar no silêncio.
Dói porque, mesmo sabendo que você não vai voltar,
a minha alma ainda espera.
Hoje, eu entendo que não existe um adeus perfeito.
Sempre vai ficar algo por dizer, um gesto por fazer,
um último olhar que nunca aconteceu.
E o meu último olhar para você… ficou preso na memória.
Você indo embora, sem saber que era para sempre,
e eu, sem imaginar que aquele instante seria o nosso fim.
Se um dia, em algum lugar que eu não conheça, a gente se encontrar de novo,
não quero palavras.
Quero só o silêncio…
aquele mesmo silêncio em que a gente se entendia sem esforço,
aquele mesmo silêncio em que você me abraçava forte,
como se dissesse, sem dizer:
"Eu nunca vou te esquecer."
E eu também nunca vou.
A diferença entre estar bem e sentir-se bem são alguns passos ou talvez algumas milhas de muitos sorrisos.
Acordei do mesmo jeito, só que em melhor sintonia, num lugar onde eu posso cantar e espalhar energias positivas com o coração leve...
🥰 Bom dia, vida 😄💝
É comum nos sentirmos perdidos em meio a tantas mudanças. Mas talvez a beleza esteja em abraçar essas transformações, entendendo que, como na natureza, também podemos brotar, murchar e renascer.
E se hoje fosse meu último dia, o que você me diria?
Talvez dissesse que me amava. Que fui um bom amigo, um pai presente, um filho dedicado. Ou talvez não. Quem sabe quantos adjetivos surgiriam — bons ou ruins. Ninguém é tão puro que não possa ser odiado, nem tão imperfeito que não mereça amor.
Algumas pessoas só encontram coragem para dizer o que sentem quando já é tarde. Esquecem que há um relógio invisível marcando o tempo da nossa existência.
Corremos atrás de tantas coisas na vida. E mesmo quando as conquistamos, ainda sentimos que falta algo. Talvez um beijo de bom dia, uma ligação inesperada, uma simples mensagem. Pequenos gestos que podem fazer toda a diferença — mas que nem sempre enxergamos.
Cada pessoa tem seu jeito, moldado por uma infância diferente, por histórias de amor ou de ausência, por abundância ou escassez. Ainda assim, desejamos mais do que já temos, como se o suficiente nunca bastasse.
Mas se você parar — só por um instante — perceberá o quão perfeita sua vida pode ser. Antes de reclamar de nós mesmos, que tal olhar para o mundo com mais empatia? Sentir a dor do outro como se fosse nossa. Porque, no fim, é isso que nos torna verdadeiramente humanos.
Talvez era pra ser, ou não era.
Talvez seja melhor assim para um de nós, ou para nenhum.
Talvez seja somente talvez, outalvez seja uma incerteza relutante de que um dia sejamos felizes...
Talvez algum dia nos encontremos nessas idas e vindas da vida, desprendidos das dores, dos dramas, das neuroses, dos fardos, dos medos, das incertezas, das impossibilidades.
Talvez um dia a gente entenda, talvez um dia eu saiba o porquê das perguntas sem respostas.
Talvez um dia a gente encontre a razão dos acontecimentos, talvez nossos propósitos ainda se cumpram, talvez, talvez, talvez...
A morte, tão temida e silenciada, é talvez o mais honesto lembrete de que tudo passa.
O bom, o ruim, o que somos e o que fingimos ser.
Ela nos iguala, nos limita e, ao mesmo tempo, nos impulsiona.
Porque, no fundo, é justamente a finitude que dá urgência à vida.
Aquilo que você teme que descubram, talvez Deus já esteja te alertando a evitar. Se fosse bom, não precisaria de silêncio.
Nada é por acaso!
Tudo tem um propósito, sempre que você não souber por quê!?
Talvez a razão seja essa mesmo.
Fazer você aprender.
A ignorância mata o poeta, o álcool mata o alcoólatra, a droga mata o viciado. Talvez eu creia que o que mata é a ausência daquele alguém que nos fazia querer viver.
Não te colocarei no papel
Você é a poesia que nunca escreverei.
Talvez por isso seja a única que me atravessa inteira.
Habita a profundidade do meu ser,
num espaço onde nem a razão alcança.
Fica ali, inquieta,
como quem nunca foi,
e ainda assim, nunca deixou de ser.
Não preciso escrever teu nome,
nem de apresentações
nos reconhecemos no escuro,
onde só a cumplicidade respira.
Te escrever seria te tornar concreta demais.
Prefiro te guardar onde ninguém toca.
Te nego no verbo,
mas te carrego no pulso,
feito veneno escolhido,
bebido em silêncio.
Transbordas em mim,
mas eu me contenho
porque quem transparece, sangra.
Eu aprendi a sangrar por dentro.
O que há entre nós não cabe na lógica.
É um corpo que sabe,
uma alma que hesita…
um erro que eu cometeria mil vezes.
És desejo vestido de ausência,
lembrança que nunca aconteceu,
febre contida no gesto calmo.
E por mais que eu siga só,
como as estrelas
longe, intacto, em silêncio
há em mim um canto,
imoral, teu, intacto,
que ainda arde.
E se não te escrevo,
é porque não suporto a ideia
de alguém ler tuas entrelinhas
e ocupar o lugar que só eu sei.
Augusto Silva
há coisas que não escrevi em papel.
mas continuam aparecendo nas minhas mãos.
•
talvez seja isso que chamam de seguir em frente:
continuar tocando o mundo com dedos que ainda tremem do que não foi dito.
não é culpa.
não é saudade.
é o tipo de presença que já não tem nome
mas ainda sabe o caminho até minha cama.
•
essa semana, encontrei seu nome
no fundo de uma gaveta
onde não guardo mais nada.
mas ali estava ele.
como se nunca tivesse saído.
às vezes, as lembranças têm a audácia
de se esconder nas coisas limpas.
•
tem palavras que não escrevi,
mas o corpo aprendeu.
tem hábitos que finjo que perdi,
mas reaparecem nos dias em que durmo pouco
e acordo cedo demais pra estar viva de verdade.
•
nunca fui de ter fé.
mas às vezes falo contigo
como quem reza pra algo que não acredita,
mas precisa manter por perto.
e não.
não é oração.
é hábito.
é cansaço.
é um tipo de apego que ainda late.
•
ninguém me avisou que aquilo que não se escreve
fica procurando lugar pra sair.
às vezes escorre no banho.
às vezes bate na parede da garganta.
às vezes se arruma inteiro pra aparecer de madrugada
com cheiro de antes
e a voz que eu jurei não lembrar mais.
•
tem dias em que acordo com a sensação de que alguém escreveu em mim.
e não fui eu.
como se as mãos tivessem lembrado o caminho sozinhas.
como se o corpo tivesse sonhado um gesto
e decidido repeti-lo em silêncio.
•
há coisas que eu jurei ter superado.
mas continuam me usando como hospedeiro.
coisas que encostam nos objetos,
mexem na disposição dos móveis,
ficam em pé no canto do quarto
como um pensamento que ninguém convidou
e não tem educação pra sair.
•
as palavras não saem.
mas a sensação fica.
e ela sabe usar minha mão pra lembrar.
•
ninguém vê.
mas tem algo aqui dentro
que escreve por mim.
não escreve bonito.
não escreve pra curar.
escreve pra lembrar que eu ainda sinto.
•
o que não é escrito,
às vezes cresce.
às vezes pesa.
às vezes te escreve de volta.
sem papel.
sem tinta.
só a memória viva do que você tentou enterrar
com palavras que nunca chegaram a nascer.
•
e é aí que mora o perigo.
no que ficou grande demais
pra continuar calado.
mas educado demais
pra gritar.
Juliana Umbelino
“Talvez, fosse esse o grande aprendizado da vida: a capacidade de vivê-la com leveza, com a entrega ao momento.”
Talvez você já saiba que está ao lado de uma pessoa que não estará presente no seu futuro. Nesse ponto da história, você já entendeu que qualquer tentativa é em vão. Você está sozinho ou sozinha no barco. Não adianta. Ele ou ela já não liga, já não faz questão, já não cuida de você e nem cuida do sentimento. Alguma coisa se quebrou, mas você permanece ali. Esperando por um milagre, mas no fundo você já sabe que o milagre maior é você conseguir ir embora. Você pensa que ainda ama, mas passa o dia com mais dúvidas do que com certezas. Sua presença naquele abraço, naquela cama, naquele tudo é um nada sem sentido. E você sente um vazio imenso. Uma falta que desnorteia qualquer diálogo. Você está implodindo por dentro, mas quer ficar. Por medo, por amor, por receio do amanhã. Essa pessoa é a pessoa errada, você sabe disso. Não no sentido de ser uma pessoa ruim, mas é a errada pra você. Não é a sua história de amor ainda, apesar de você ter amado, se apaixonado, ter se entregado. Você já entendeu tudo e isso é o que importa. Respira. Um dia você percebe que bagunçar tudo é a única forma de organizar as coisas. Outro dia eu li uma frase que dizia assim: “Você nunca encontrará a pessoa certa se não souber deixar a pessoa errada ir embora”. Não sei quem escreveu, mas eu preciso fazer um alerta: Antes de encontrar qualquer pessoa pelo caminho, busque primeiro se encontrar. É isso que, no final, faz toda a diferença.
Saudades você me traz...
Esse sentimento passa mansinho em meu coração.
Talvez ele vá embora, como as folhas no outono ou, quem sabe, desabroche em flores na primavera.
Há o seu cheiro...
Aproveitarei cada segundo desse sentimento, pois nele encontro paz.
Talvez o que existe aqui seja maior que qualquer coisa que já foi vivida, sentida ou tocada, talvez a gente seja assim, tudo ou nada...
talvez a gente se resuma nas longas horas de palavras trocadas, nas milhões de fotos tiradas, nas inúmeras horas de áudios compartilhados...
talvez seja o fato de você ser paz e eu tempestade..
talvez no jeito que você sorri quando tô brava...
As vezes penso que pode ser porque sou palmeiras e você Corinthians, rivais no jogo parceiros no amor?...
Inevitavelmente deve ser as risadas no meio das conversas sérias, nas brigas que não duram 15 minutos ou duram até eu engolir o orgulho...
Seria eu a tartaruga que surgiu naquela nossa conversa bem aleatória?!
talvez os nossos textões, os clichês mais clichês nas frases de bom dia...
Ou simplesmente seja a gente......
Eu não sei como definir ou quantos talvez eu ainda poderia colocar aqui mas a maior certeza que carrego nessa vida é que TE AMO e isso vai muito além das palavras ou isso tudo....
Espero passar essa vida ao teu lado, hoje amanhã e sempre...
De quem te ama com a alma......
Aos 30 anos, deveria decidir um plano de carreira, não explorar opções. Talvez nunca seja tarde para começar, mas há um tempo ideal para tudo.
