Talvez

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Entre o medo e o tempo

Se temo a morte? Talvez mais o erro
de não morrer, ou de partir
quando ainda ecoam promessas,
ou então tarde — soterrado em silêncio,
só ocupando o ar de quem respira por inteiro.

Queria partir no compasso certo,
quando ainda se nota minha ausência,
mas não tarde demais a ponto
de ser alívio e não lembrança.

Que sobrem uns poucos que, sem afeto,
ainda me lancem um olhar torto —
porque amar de verdade
exige também saber o peso do desprezo.

E se nada mais restar de mim,
que fiquem estas linhas dispersas,
talvez num papel amarelado,
ou na leveza de uma nuvem digital,
soprando um sopro meu
em quem se dispuser a escutar.

Roberval Pedro Culpi

⁠"Talvez eu não me arrependa do que eu já fiz...
Sarrar em uma idosa enquanto ela come Bis."

A sutil e talvez inconsciente veneração a deusa Nike (Nice), faz com que o seu devoto, no ímpeto de conquistá-la, sacrifique a sua integridade nos seus altares.

⁠A cada dia, corrija o erro de ontem. Para que o hoje seja melhor. E amanhã talvez assertivo.

ME AMO


Hoje convidei as minhas inseguranças para dançar uma valsa.
Talvez assim conseguisse enxergar as minhas belezas e meus talentos.
Aos poucos fui aprendendo a lidar comigo mesma.
Joguei todos os comentários aos ares.
Deixei de lado meu medo de brilhar.
Hoje sou feliz como sou.
Atualmente vejo o que sou, e só isso que importa.
Reconheço meus limites.
Infelizmente tive que fazer uma limonada com os limões que a vida me deu.
Hoje sinto que sou eu muito mas que ontem.
E raramente me pego presa aos padrões dito como meus.
Agora sou eu que me padronizo.
Hoje sou eu que me amo.
E convido você a se amar também

Não sei em que momento me perdi.
Talvez tenha sido no primeiro olhar,
ou na primeira palavra que parecia sincera.
Tudo parecia ter cor,
mas era apenas um reflexo distorcido.


Acreditei em um abraço que nunca me envolveu,
em um amor que nunca existiu fora da minha mente.
Dediquei dias, noites, lágrimas,
como se estivesse construindo algo eterno.
Mas só ergui muros dentro de mim.


E cada pedra desse castelo falso
agora desaba sobre o meu peito.
Respiro em meio aos escombros,
sufoco no pó daquilo que jamais foi real.


A solidão é cruel,
mas mais cruel ainda
é perceber que não fui abandonada —
porque nunca fui escolhida.


Eu lutei contra o vazio,
mas o vazio venceu.
E o que restou de mim
se arrasta entre as cinzas,
sem forças, sem fé, sem amanhã.


No fim, entendo a dor que me consome:
nunca amei alguém de verdade,
apenas a ilusão de um alguém.


O amor que senti
não tinha rosto,
não tinha corpo,
não tinha vida.


Era nada.
Era frio.
Era escuridão.


E então percebo,
com a última gota de mim:


me apaixonei por uma Sombra.

Entre milhões de pessoas, aqui estou eu — apenas mais um, ou talvez algo único.

⁠Pq as pessoas mais fiéis e mais leais q tudo no mundo são destinadas a ficar sozinhas?
Talvez pq o mundo inteiro esteja na ilusão de viver na mentira e infidelidade consigo mesmo.

⁠E se a vida for um jogo?

Talvez não te tenhas dado conta, mas já estás em campo há algum tempo.
Fizeste as jogadas certas? Ou ficaste apenas na defesa, esperando o apito final?
Atacaste quando tiveste oportunidade, ou deixaste o medo segurar os teus passos?
Controlaste o tempo… ou simplesmente deixaste o tempo controlar-te?

E afinal… que tipo de jogo é este?
Coletivo ou individual?
Porque, se for coletivo, e tu estiveres a jogar sozinho, talvez já estejas a perder —
Não porque te falte talento, mas porque te falta visão de equipa.

No intervalo, paraste para refletir?
Percebeste que não és o único em campo?
Ou continuas a seguir o plano inicial, mesmo quando o jogo já mudou?

Talvez estejas agora no segundo tempo da vida.
Já devias ter percebido a natureza do jogo…
Mas se ainda não percebeste, corre o risco de te perderes.
E o mais triste não é perder —
É nem saber ao certo o que se está a jogar.

⁠Hoje foi puxado, né?
Talvez você não tenha conseguido tudo o que queria.
Talvez tenha engolido algumas lágrimas no meio da correria.
Ou talvez só esteja cansada — sem saber muito bem de quê.

Mas olha… você não precisa se cobrar tanto assim.
Não é todo dia que a gente vence —
às vezes, só atravessar o dia já é coragem suficiente.

Agora, respira.
Se acolhe.
Se perdoa.

Deus sabe do que o seu coração precisa —
mesmo quando você nem consegue explicar.

Vai descansar.
Amanhã a gente tenta de novo — com menos peso e mais gentileza.

Boa noite.
— Edna de Andrade

⁠Você já caiu… e levantou.
Já doeu… e seguiu.
Já chorou… e mesmo assim foi luz pra alguém.
Talvez você não veja, mas tem milagre no seu jeito de não desistir.
Quem caminha com o coração, nunca está só.
A fé vai na frente, abrindo o caminho.
— Edna de Andrade

⁠"Talvez um sorriso dado por você, ou uma lágrima derramada — foi o texto lido por alguém."

Quem passou pela estupidez de ter que engolir o choro, talvez nunca mais tenha lágrimas nem para chorar de alegria.⁠

⁠Talvez a viagem seja menos pesada do que as bagagens carregadas.

Juntos novamente...

Talvez amanhã ou depois, a gente
Volte a conversar sobre nós dois,
Precisamos dar um tempo, e refletir
Tranquilamente sobre a gente.

Onde estará você neste momento
— Pensativa sobre o fato decadente,
Que levou a nossa separação, por
Pessoas de má índole inconsequentes.

Às vezes penso que estou ficando louco
Quando me pego conversando com você
De repente volto a realidade, olho pros
Lados e não consigo mais te ver.

Saio pra rua procurando em outros rostos
Pra ver se encontro um pouquinho de você,
Mas que tolice, são apenas rostos estranhos,
É mais um dia que eu passo sem te ver.

Sei que você está sozinha atualmente,
Uma fonte inteligente me informou,
Que está de volta e desta vez é pra ficar
Pois não consegue esquecer o que passou.

Chega de dar um tempo
Acabou o sofrimento,
Agora é só love, amor
O que já passou, passou
Enfim, juntos novamente.

Acontecimento da vida

Nunca vi
Nada tão escuro
Como hoje.
Talvez entrara
Em uma ilusão,
E os acontecimentos
Da vida
Ajudaram.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Talvez...
Talvez em outra vida
Talvez em outra encarnação
Eu poderia ser bem vinda
No seu coração


Talvez em outro tempo
Talvez em algum mundo
Esse meu sentimento
Não fosse tão estúpido


Talvez em algum lugar
Talvez em alguma hora
Você poderia me amar
E criaríamos uma história


Talvez se você me amasse
Talvez se você soubesse que te amo
Você poderia de mim gostar
Mas não suficiente pra tanto


E esse é o fim
Como todas as histórias
Só não foi tão feliz
Por que a história foi minha, e não nossa!

“o que é o amor? talvez seja uma das perguntas mais antigas e ainda sem resposta definitiva. o amor não é algo que se possa medir, pesar ou definir com exatidão. ele é tão vasto quanto o céu e, ao mesmo tempo, cabe no mais íntimo dos silêncios.

o amor é escolha e instinto. é aquele impulso que faz o coração bater mais forte ao ouvir uma voz, mas também é a calma que sentimos ao olhar para alguém e saber que ali é o nosso lugar. não é sempre perfeito, e talvez resida aí a sua beleza: na imperfeição de quem ama e ainda assim se entrega, nas diferenças que se complementam, nos erros que ensinam a perdoar.

é contraditório. o amor pode ser leve como um sopro e pesado como um oceano. ele nos ensina a soltar e, ao mesmo tempo, a segurar firme. é sobre querer a felicidade do outro, mesmo que isso às vezes signifique abrir mão da nossa. e, no entanto, é nele que encontramos a mais profunda alegria, porque amar alguém é sentir que, por mais que o mundo seja grande e assustador, a presença daquela pessoa torna tudo menor, mais suportável.

o amor, muitas vezes, não vem com garantias. ele carrega o medo de não sermos bons o suficiente, de não sermos compreendidos, de sermos deixados para trás. e ainda assim, continuamos a amar, porque o amor é também um ato de coragem. é olhar para o outro e dizer: ‘eu te aceito como você é’, mesmo sabendo que ninguém é perfeito.

o amor é construir. não é só sobre o que sentimos, mas sobre o que escolhemos fazer com esse sentimento. é cuidado, paciência, dedicação. é o esforço de olhar além de nós mesmos, de colocar o ‘nós’ acima do ‘eu’. e, ao mesmo tempo, o amor também nos devolve a nós mesmos, nos revela quem somos quando somos verdadeiros.

o amor é poesia que não se explica, mas que todos entendem ao sentir. é a soma de tudo o que nos torna humanos e a essência do que nos torna divinos. no fim das contas, talvez o amor seja isso: uma força que nos conecta ao que é mais puro, mais belo e mais verdadeiro em nós e nos outros. uma dança eterna entre o caos e a harmonia. o amor, talvez, seja simplesmente tudo.”

Tem dia que a gente não entende nada, mas sente tudo. E talvez seja isso viver: aprender a caminhar mesmo quando o coração não sabe pra onde vai. O importante é continuar, mesmo em silêncio.

⁠não diga que " não dar " sem antes tentar.
Talvez o problema das pessoas hoje em dia é o medo de arriscar.
A verdade é que a vida é igual jogo de loteria só ganha quem JOGA.