Tag vítima
Existem os heróis
Existem as vítimas
E
Existem os "quase"
Quase fui herói
Quase me fiz de vítima
Quase quebrei a cara
Quase fui feliz
Maldito bom senso
Maldita inteligência
Maldita cautela
Maldito tudo que me fez ver a verdade
A ignorância é uma benção que não recebi
Nasci pra ser só, e é essa minha verdade.
Mais uma vez tenho que reconhecer
Que a miséria do mundo é a realidade
Que tudo que temia é o que efetivamente É!
Seria tão bom me encantar com a
Miragem da felicidade.
Que pena...
A felicidade mora no castelo da mentira
"Só fazem com você o que você permite".
Essa é uma frase bem conhecida, dita geralmente por pessoas que, ou nunca estiveram na posição de quem já sofreu uma injustiça, ou não possuem empatia.
É o típico argumento de quem tenta culpabilizar a vítima e justificar atos covardes.
Estar fragilizado, vulnerável e acuado diante de uma situação que não provocamos ou na qual não decidimos estar, não é permissividade. A gente só permite o que a gente escolhe, sobre as situações em que temos opções e poder de decisão.
Quando a besta encontra uma vítima, ela começa a cercá-la lentamente. Quanto mais a teme, mais ela se aproxima.
Uma criança aparentemente feliz pode ser vítima de abusos e atos cruéis.
Atrás de sorrisos e cenas lúdicas pode haver muito sofrimento.
As aparências enganam!
Nossa sociedade nos ensina, desde muito cedo, a suportar qualquer tortura, silenciar nossa dor e normalizar a maldade das pessoas, principalmente quando se trata de "família".
Como se ser mãe/pai, avós, irmãos, marido/esposa, filhos... fosse algo automático e magicamente divino. Como se fossem relações intocáveis e, portanto, passíveis de qualquer desrespeito ou desumanidade; onde o abusador(a) - pela sua condição e posição na relação - tem o direito de abusar, mas a vítima não tem o direito de se proteger e/ou se defender, porque foi doutrinada(o) a acreditar que o amor da família é o mais sublime que existe, independentemente de qualquer situação, e que certos abusos são normais (sendo até classificados como "amor exagerado"). E se a vítima se revolta, o erro é dela(e) em não tolerar, perdoar e amar a qualquer custo o seu algoz.
- "Ela faz isso, mas é a sua mãe (mãe é mãe e ninguém mais no mundo vai te amar como ela)".
- "Ele é seu irmão, seja tolerante, ele te provoca porque te ama".
- "Ele te trai, te agride, porque homem é assim mesmo, mas é seu marido e pai dos seus filhos (e homens são todos iguais, ele pelo menos não deixa faltar nada pra você e pros filhos)".
- "Seu pai é assim por causa da criação dura que ele teve, mas lá no fundo e do jeito dele, ele te ama".
Sim, como está na bíblia: "O amor é paciente, tudo sofre, tudo suporta"... Mas também diz que: "O amor é bondoso, não maltrata, não se ira facilmente, não se alegra com a injustiça e sim com a verdade".
Em tudo há uma dose e um limite. Mesmo nos ensinamentos bíblicos, sempre houveram os dois lados de qualquer relação, onde o amor, o respeito e a moralidade devem ser mútuos.
Relação abusiva, seja ela de que natureza for, deve ser evitada.
É preciso colocar um ponto final no mal, antes que o mal prevaleça, prejudique ou coloque fim a uma vida inocente.
Quem testemunha e silencia um crime, cúmplice é, sendo tão culpado quanto quem pratica. O único inocente de um crime é a vítima.
"O mal triunfa sempre que os bons não fazem nada".
É bem mais fácil colocarmos a culpa em algo ou alguém por nossos problemas, do que assumirmos a necessidade de saída do estágio de vitimização.
2 Timóteo 3:2-5
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
Sem afecto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
Desequilíbrio
Palavra de ordem: individualidade.
Eu e eu. Isso é o mais importante de tudo. Uma relação comigo mesma completamente sólida, um eterno monólogo - graças a Deus (os outros não têm nada a dizer - nada realmente importante, nada que faça diferença).
Ah! mas me mantenho conectada - internet, graças a Deus. O mundo virtual... tão (ir)real... tão ao alcance de minhas mãos.
Valores? Sólidos ou líquidos? Líquidos, né? Afinal tudo é descartável.
Vítima? Não, claro que não. Produto da evolução. E como sou líquida, conformo-me às situações, adapto-me às circunstâncias.
Novo cenário. Ultrapassada eu? Jamais!!
Claro, nada de generalizações, já que não sou burra.... há exceções, sempre as há.... nem todos são assim, nem sempre eu sou assim... ou assado... entendeu?
E você? Opta pela individualidade ou ainda encontra dentro de si resquícios de solidariedade? Há equilíbrio no seu desequilíbrio?
Se as pessoas nascem sob o signo errado, seria culpa do destino?
Teria eu sido vítima do tal? Como sabê-lo?
Se a ciência colaborar e o meu horóscopo permitir,
eu vou traçar o meu próprio destino, sem previsão a seguir.
Como descobrir se uma pessoa é falsa? Só prestar atenção no que ela fala das pessoas que elas não vivem sem. Tá sempre arrumando um jeitinho de ficar perto.
Isso é uma reação muito comum. Não fazer nada, só ficar parada. Chama paralisação pelo medo. (...) A vítima fica completamente paralisada. É nossa resposta fisiológica à violência. É um mecanismo de sobrevivência instintivo.
Nem ser, nem fazer vítima. Hoje, olhares piedosos e justiceiros, empobrecem as virtudes, enfraquecem as lutas, transformando o vigoroso em molengó!
Enquanto restar uma única coisa ou pessoa para você culpar… Você… Ainda não é o protagonista da sua história.
As circunstâncias e o ambiente podem influenciar, mas não devemos nos colocar no papel de vítimas. Devemos assumir o papel de protagonistas de nossa própria vida.
Enquanto o colocarem na oposição de vítima, seja o pior vilão e não dê mais atenção; Seje sempre seu único mal, liberte-se..
Eu espero que o tempo cure tudo e que eu tenha um pouco mais de paz assim que ele pagar pelos erros dele
A prática constante de definir como inadequado o ato de tornar público uma ação altruísta, faz com que se deseje mais, estar no papel de vítima pela atenção recebida, do que no papel de benfeitor por medo de julgamentos.
