Tag verso
Nesse trecho uma frase
Que isso seja uma fase
Espero que não demore
Para que eu possa mudar
Espero um dia poder mudar
Essa forma d'eu me apaixonar.
Você.
"Você o meu verso, a minha prosa.
O meu sonho cor-de-rosa...
A minha música preferida,
que hoje eu não canto mais..."
☆Haredita Angel
O poeta quando nasce
não chora como todos
os recém-nascidos...
Declama sem saber
o seu primeiro verso.
Tudo o que sou é lamento
Tão pequeno na escuridão
Mas tão vasto no pensamento
Esse "tamanho universo"
É tão grande quanto o meu verso.
A Bruma e a Réstia
Por entre as brumas que envolvem as incertezas
Sempre há uma réstia de brilho, de beleza
Seja vermelha carmim ou turquesa
Por entre os limbos, umbrais, carnes e vais
Há o barro, o jarro, o sarro, o sonho o riso...
Haverão, inevitavelmente, as notas batizadas
Pelo frade Arezzo .
Entre você e eu existe a bruma, mas a réstia é demasiadamente incandescente! É fogo
Qual mil lampiões no breu de uma noite sem estrelas.
Entre o eu de você o lamento de muitos vais
Em nossa tempestade existe o sal do mar
O sol do lá, e do turquesa. Beleza!
No desassossego da alma, exuberante é o Álamo
Que adorna nossa casa, a casa das nossas almas, vez em quando, esguias – trivialidades.
Não obstante, no liquidificador metafórico que transcende e mistura a magia,
Somos um só líquido.
Sólido líquido
Calefação
Ebulição
Nunca o congelar. Jamais o engessar.
Somos porquês com respostas
Somos o ganhar sem apostas
Somos um verbo conhecido e desconhecido
Somos uma aberração dos comuns sentidos
Em vários desvarios.
Se isso não é o amor
Amar é o nada
Se isso não é amor
As brumas são réstias
Se o sol não está aqui
A chuva nos basta
Isso é amor
Luciano Calazans, Salvador, BAHIA. 05/02/2018
Luzes de um Ser Tão imerso
As luzes brincam de sertão
A saudade brinca de gangorra
Às vezes dói, vez em quando vêm alívio
A saudade é a flâmula do desejo de estar
O pai a léguas de distância então
Exalta a resignação forçada
a estar em uma feliz solitude
Tresloucada mordaça em contos de fada
Um vão suspiro - de alívio ou solidão
Enternece o pai distante não por querer
A causa vence efeitos, júbilos, grãos
Assim as luzes podem - e devem
Brilhar mais na seca paisagem
Brincar por raras folhagens
E brincar como seres fortes que são
Tão ser...
Luciano Calazans. São Paulo - SP, 13/09/2015
Meu coração tem quantos versos eu quiser.
É só pulsá-lo com rima e rumo,
É só mostrar a humanidade , em resumo,
Ternura , sonho , gratidão ... é ser Além
De um simples verso qualquer.
Poesia é intensidade, na dor melancolia, no amor alegria. Um eu, sofrendo, outro eu, sorrindo.
O poeta, ora chora tristonho, ora sorri medonho.
Em seus versos romantiza aquilo que a mente eternezina.
Tormento ou imaginação?
Não, claro que não!
São apenas sentimentos embaraçados que se desembaraçam a cada verso iniciado e que nem sempre é terminado.
Estar ao seu lado é como navegar por um local desconhecido, a adrenalina de cada descoberta enche meu corpo de emoção.
Cada vez que aporto meu corpo, mesmo que cansado em seus braços, tudo fica paralisado, seu afago condensa o tempo em frações de segundos,
acalmando-me, equilibrando toda a confusão de pensamentos de uma mente acelerada, cheia de ideias e inquietações.
Quando seus lábios tocam minha boca, você me paralisa, mesmo sabendo que o mundo nunca para, fico ali, por horas estasiados com a doçura do seu beijo.
Quando sinto seu calor tocando meu corpo, nossas energias se alinham em um instante, são momentos únicos e inexplicavéis.
Estar ao seu lado é algo espantoso e singular, meu calmante natural, torna minhas noites de sono, realmente de sono, onde mesmo após exausto, descanso, recarregando todas as forças e estando pronto e feliz para cada novo dia.
Então deixa ela descorrer
Em meio às linhas e entrelinhas
umacarta de amor
um verso do seu coração , com suprema exatidão
Você é aquele verso incompleto.
Você é aquela poesia infinita.
Você é meio reflexo de tudo.
Você é meio.
Meio a meio.
Como pode no inverno, sentir tanto calor? Ouvi falar de sua boca como um rugido de louvor!
O inverno é passageiro, por isso está calor. Embora que a passagem sem você, me trouxesse frio sem pudor.
A sua estadia aqui perto da beira do rio me trás um calor imenso, mesmo na temperatura abaixo de zero ao relento.
Meu irmão, coitado, morreu de hipotermia. A mulher dele descobriu, em pleno outono ensolarado, que outra, perto dele se aquecia.
Antes de falecer, colocou a mão sobre o coração e disse em uma só voz e em uma mesma entonação, nunca se desfaça de uma só canção, verso ou oração, pois, um dia baterá o cansasso e restará somente a solidão.
desafio o poema neste Julho fresco... corro na lezíria como verso livre e, com doçura nas sílabas, sigo-o como sua amante
Poema sem verso Tiago Szymel
“agonia.melodia.dia.chuva.alma.mania.
gosto.boca.beijo.desejo.sabor.
calor.pulsar.sonhar.vibrar.
aqui.ali.acolá.depois.já.
sol.chuva.mar.horizonte.ar.pavor.calma.desespero.pausa.silencio.distancia.ausência.s.a.u.d.a.d.e.agonia”.
Tiago Szymel
O que cabe no peito
De maneira indireita
Com sabor contente
Com cheiro de arco-íris
Desejo colorido
Confissões inesperadas
Dados quase revelados
Latente não se afasta
Arquétipo que deflagra
Um tipo recorrente
Vem de repente
Esporadicamente
Não busca por razão
Quer vivência
E também ilusão
Veio a noite, o vento,
a lua que se esconde,
uma estrela cadente,
que brilha de repente
e tão longe...
veio a noite, a mesma de sempre,
na escuridão de ausências
"Nas estradas da vida, encontramos com muitos "sacerdotes da lei". Todo mundo tem a oportunidade de ser Jesus na vida do outro, procure espalhar o bem, não queira ser um Pilatos ou um Judas na vida de alguém."
O sorriso frio e congelado
aos poucos deixava ver
que o amor havia acabado
e nem fora para valer
Tudo agora seria passado
sem motivos de alegria
um adeus já era dado
sem ternura e sem poesia
