Tag vazio
O real sentir
Aí está…
As realidades concorrentes
e bipolares
Rasgando o tenaz vazio
em meio a tantos
sentimentos fugazes ...
E onde cabe esse vazio em ti?
E onde se encaixa esse vazio em mim?
A gente se completa ou se causa danos?
Vazio da alma
"Teu silêncio
contradiz,
a imensidão
do teu olhar."
Ouço gritos
A boca mente
Quando diz que
Nada sente
Me deixa te abraçar
Se não com palavras
Deite em meu colo
Talvez meu abraço
Pode dizer muito mais
Tem vazio
Que se preenche
Quando alguém
Nos compreende
E eu estou aqui
Para o que
Você precisar
Porque o pior da vida
É não ter afetos
Para nos afetar
Tudo o que importa
É o acolhimento um ao outro
Pois quando olhamos para trás
Lá se foi uma vida inteira.
Autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 20/10/2019 às 13:00 horas
Manter créditos para autora original #Andrea_Domingues
SONETO DO CORAÇÃO VAZIO
Frente aos olhos meus, o coração vazio
O cerrado num silêncio que me angustia
E os pensamentos em uma total heresia
Relatando abastado sentimento sombrio
Estacada emoção com dor em orgia
Sangra sofrência de sonhos sem brio
Das saudades que na alma dá arrepio
E na quimera traz perfídia com ironia
Assim neste saguão de solidão gentio
Chora e lamenta, o amor em agonia
Que aperta o peito num amargor frio
E carente de ilusão e pouca ideologia
Trilho em um querer de séptico luzidio
Ordenando agrura, e refreando o dia
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março, 2017 - 05'20"
Cerrado goiano
A SOLIDÃO QUE INQUIETA (soneto)
A solidão que inquieta, pesar repicado
Da distância, que a lamentar me vejo
Não basta o choro por estar separado
São infortúnios do fado que lacrimejo
Tão pouco é saber que sou amado
Nem só querer o teu olhar: o quero
Muito. Este sentimento tão delicado
Onde os versos rimam no teu beijo
São saudades que no peito, consomem
Que não me acanham, e é tal pobreza
Do vazio, por eu não ao teu lado estar
Mas eleva o afeto dum piegas homem
Ser de erros sempre e, na maior pureza
Existir no amador e humanamente amar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Na tentativa de compensar o seu vazio, o egoísta camufla suas inseguranças, enaltece o inadequado e embeleza o impróprio.
Soube que queres voltar, mas te digo não. Não me obedeces por pura teimosia.O que te satisfaz? Quem me dera se não voltasse mais.
Pessoas que querem meu corpo existem,
Já existiram,
Mas,
À essas somente presenteio com a minha ausência,
Quero amor de alma,
Amor de Deus,
Complexidade,
Quero alianças trocadas,
Altar,
Quero o pra sempre,
Até que a morte nos separe.
Ao evitar a inanição do corpo, não percebi que havia adquirido uma espécie de anorexia da alma, o vazio dos sentimentos.
Seu sorriso me aquece,
Como a luz do sol enaltece,
Estremece,
Como se o relógio parasse,
Em êxtase,
Me desfaço,
Tua boca tem formato de céu,
Me eleva,
Me leva,
Em cada onda de Amor,
Meu prazer em você,
Desde o anoitecer,
Você é meu dia clarear.
A saudade faz parte do Amor,
Assim como eu faço parte de você em mim,
A distância é inevitável agora, eu bem sei,
Ôoo se sei,
Então, que seja,
Em tua ausência a companhia da saudade,
Misturada com a imagem de uma história,
Utópica,
Platônica,
Que com muito Amor,
Se desenvolve à Neruda,
Um enlaço,
Um abraço,
Teia.
É preciso ir com calma, não sabemos o dia de amanhã, porém não podemos deixar de viver a oportunidade de amar e ser amado. O amor está em lugares inusitados, pessoas desajustadas, às vezes elas são as mais cheias de amor e paixão.
Respire! Não se estresse, há sempre alguém orando e cuidando de você, mesmo de longe... Continue percorrendo seu caminho, enquanto isso aventure-se nas boas lembranças.
O que foi? Já foi, porém chegará um caminhão cheio de coisas novas, novas ideias, pessoas e experiências.
Porquê se precipitar? Sorria! Quebre as regras do protocolo das suas dores, pule o muro das suas lamentações e se deixe ser abraçado pela simpleza da graça daquele que nos amou primeiro.
Vivemos em constante metamorfose, ora casulos ora borboletas, ora presos ora livres, estamos tão perto, estamos tão longe. A vida tem seus mistérios, por isso que ela é uma dádiva de Deus.
Há dias tristonhos, as vezes a saudade atormenta, as emoções sacode a nossa alma, os sentimentos balançam a nossa estrutura, faz parte da faculdade da vida, no final sempre fica tudo bem!
Ouça a melhor música, dance sobre a ramerrame, vá para o seu lugar preferido, fique ali na presença da grande obra do Criador: VOCÊ, e se AME.
Dieke
Queridos, como alguns de vocês sabem, eu tenho 32 rápidos minutos de felicidade por dia durante o almoço, que vêm sendo devorados repetidamente pela mesma aluna especialmente malvestida. E, por fim, pensei: “Quer saber? Eu preferiria ter o escuro, vazio existencial.”
Ficamos surdos para ouvir nossa própria dor.
E seguimos barulhentos e vazios do silêncio da paz que deveríamos apreciar.
POEMA – PRECORDIALGIA NUMA QUARENTENA
Hoje, eu só queria falar da dor, da dor que enlaça o meu peito nesse momento de confinamento. Sei que está sendo difícil, já senti vontade de chorar, até. Talvez esse seja um momento de encontro comigo mesmo. Quanto tempo que não tive mais esse contato, esse encontro, talvez a dor surge em meio a essa dificuldade de me encontrar e de conectar-me a mim mesmo no dia-a-dia. Nesse momento, talvez um acalento singelo pudesse apaziguar essa dor tão devastadora que urge em meu peito. A precordialgia me invade! Nesse nome, percebo o quanto o preço da dor dói em mim, o quanto eu permito ela doer em mim. Qual o preço da dor? Qual o preço da cor? Não sei! Mas, sei que estou pagando o preço por guardar tudo em mim, esses sentimentos guardados se transformaram em dor no meu peito, essa dor que me sufoca, que me tira o fôlego, parece que estou morrendo, que tem algo me corroendo por dentro. Fico pensando e imagino que o preço da cor está naquilo que eu não faço ou gostaria de fazer. Até colorir isso tudo, essa dor que está aqui dentro, levarei uma quarentena. Talvez esse momento seja para isso: para transformar a dor em cor, para refletir se vale a pena cultivar essa dor, para transformar a escuridão em luz, para colorir em aquarela a algia que surgiu quando eu entrei em contato comigo mesmo. A dor tem preço, e desse preço eu quero levar o valor da cor. Ao fim da tão dolorosa quarentena, virei um pintor de mim mesmo: a dor virou cor!
Minha vida tem sido muito monótona ultimamente, e na maioria das vezes sinto um vazio estranho no meu peito.
Durante as noites quando olho para o céu estrelado, consigo ver a imensidão do universo e o quão pequeno realmente somos. Nesse momento o vazio me consome por inteiro e finalmente consigo apreciar meu dia!
