Tag trem
As escolhas as vezes são rápidas como o trem em velocidade,que se desviado do trilho perdem seu rumo!
O Trem!
[...] lá vai o trem...
Levando a solidão
do entardecer!
Deixa fumaça
de sonhos...
E canta,
venha viver...
Venha viver!
Vamos juntos nesse trem?
E tudo que estiver atrapalhando nos trilhos
que saibamos retirar com sabedoria e paz.
E nos vagões da alma carreguemos somente
o amor,fé,caridade,esperança e muitos
sorrisos e abraços sinceros.
E nas estações destino deixemos
que a ternura convide mais passageiros
par compartilharem os bons sentimentos.
Se por acaso faltarem trilhos; chamemos
a união , e ela se encarregará de que os
passageiros recomponham o caminho a trilhar
Nesta linda viagem, onde o AMOR é o condutor
do caminho, de infinito horizonte, nos resta a
esperança de que tudo é possível.
Mas, se mesmo assim, em alguma estação
quiseres desembarcar, te desejamos felicidades
Levas contigo um pouco do nosso bem querer e
lembras de tudo que o caminho nos fez aprender.
No caminho
No caminho vi pessoas
vi pessoas a caminhar
pessoas...
A caminhar.
No caminho vi gente, só!
Só pessoas a caminhar.
Vi pessoas
tristes
no caminho.
No caminho pra te ver
vi pessoas a caminhar
sem saber pra onde iam
indo por caminhos
por qualquer caminho
pareciam sem lugar.
Feito elas, fui indo...
Feito quem vai indo sem saber pra onde ir
indo por algum caminho
feito quem vai, não feito quem fica, feito quem vai, vai indo
tentando descobrir pra onde ir.
Quando fui
vi pessoas indo
tristes...
Indo tristes a algum lugar.
Quando cheguei
estava triste
não sabia o que esperar
esperei triste por pessoas
que não sabia se iriam chegar
e sem saber pra onde ir
e nem se deveria ficar
fui indo
sem hora de voltar.
Casa de madeira
No alto dos Montes de Minas
Nas terras de Joaquim Dalélio
Uma velha casinha de madeira:
- Cruzada nas árvores
- Telhado amarelo
- Vistas para cachoeira d’alça d’água.
Ao redor da casa - mata virgem-
E uns pés de goiaba de morcego
Cerca feita de mourões e arame farpado
Com dentes grandes e ferrugem dourada.
Por Todo lado
Mourões de cerca dormente
- (daqueles de “trem”) -
Protegendo a casa dos sonhos de muita gente.
Mas, não protegendo de gente!
Protegendo de bicho:
- Onça do tipo Pintada.
Uns pés de fruta
Na porta da cozinha,
Um pé de rosa cor de rosa
Na porta da sala e
Outro de “Ora-pro-nóbis”
A dar de esmola na cerca dourada.
Vida tranquila
Vivida devagarzinho no
Sossego da serra de Minas!
Um pito de fumo de rolo
No papel de milho e
Um trago de cachaça
Feita no alambique daqui
Com cana cavalo colhida no quintal,
Doce igual mel!
.
Um pedaço de queijo branco
Com cafezinho (novo):
-Adoçado com garapa!
Humm...
Vida sossegada
Do tipo dessas que se vive
- (enquanto se sonha) -
Nas terras de Minas.
A Formiga, mais ou menos uns dez Pingos d'água e Eu
Num dia desses...
De previsão do tempo em desacordo
e céu azul e nuvens brancas,
dando formato a imagens de sonhos
e sol brilhante e sombra boa,
projetada em rumo de árvore grande
- [pé de um trem qualquer]-
plantada no asfalto da cidade
ou na terra do campo.
E de repente a chuva...
Que desaba sem aviso antecipado,
desabrigando os descuidados
tomando ligeiro os caminhos
e ocupando-se de preocupar
os videntes de desenhos em nuvens!
Tratando de por ritmo nos passos moles
escaldados e amolecidos pelo sol quente,
tratando de apressar as aves
em seus vôos solos pelas quinas do céu,
tratando de acordar os lagos e de viver os peixes
e tratando de matar a sede da terra - que agradecida -
empurra à superfície, as plantas...
Expondo suas folhagens verdes
seus frutos vistosos
e suas inspiradoras flores perfumadas.
Feito chefe em dia de súbito descontentamento,
ralha aos quatro ventos, a chuva que cai do céu.
Num protagonismo invejável!
Só as formigas se incomodam mais...
As gotas d'água,
feito flechas lançadas contra elas,
- do alto, sem escrúpulos ou piedade-
fazem pesar ainda mais o seu árduo trabalho diário.
Três estrelas ancoradas no céu
calçando a lua
em uma nuvem qualquer,
e uma rajada de vento soprada de lá para cá
na contramão da dança dançada a favor da chuva,
faz ir embora a nuvem escura carregada de raios
que entopem o céu de desespero.
Três dessabidos destinos,
encontram sentidos
em um sentido qualquer:
A Formiga...Desenrasca o pão do jeito que dá!
A Chuva... Se diverte com a farra toda!
E Eu...Transformo em tempestade - nem dez gotas d'água - caídas sobre mim!
Hoje pelo caminho
Os trilhos me pareciam tristes!
Já não se via neles o mesmo brilho dourado de sempre.
Os seus caminhos eram tortos, tortuosos, sem graça.
Hoje a noite, a chuva veio:
-Caiu devagar sobre as ruas da cidade.
-Não se via nela a costumeira beleza de outrora.
O frio que trouxe consigo era de amargar:
de fazer tremer todo o corpo,
de fazer trincar os dentes,
de fazer arder a pele.
Tanto frio...Tanta chuva...Tanta dor...Tanto silêncio.
Onde estará esse trem?
Ele nunca se atrasa!
Terá ele se escondido do frio e da chuva...
Terá ele se perdido no caminho em meio a retas e curvas...
Será que embruteceu em meio aos carros e ruas,
enlouqueceu na selva de pedras enquanto tentava voltar para casa?
Terá ele brigado com os trilhos,
desencantado da lua,
padecido só e abandonado em uma cova rasa na vida?
Onde está o trem que me leva?
O brilho dourado que euforiza-me?
(Trilhos e Trem) -
Por onde vocês andaram?
Estive a espera de vocês por dias a fio,
estive a espera de vocês por horas.
Até mesmo um trem, que parte de um ponto e segue em linha reta pré-determinada, tem a opção de desviar em caso de perigo iminente. Por que será então, que o ser humano, livre em seus movimentos e em sua mente, insiste em bater de frente com um obstáculo sabendo que vai se estropiar?!! Lógico que, no caso do trem, existem limites para se tomar essa decisão; não são muitos os desvios em cada trajeto...mas o homem, sempre têm a liberdade de dar um basta e dobrar numa esquina da vida, seguir um caminho mais seguro, evitar o abalroamento que se insinua e tentar fugir das tragédias da vida!!! Cada entroncamento, cada esquina, cada curva do caminho, cada dificuldade, são opções... Siga em frente se for seu desejo, seguir é preciso, mas siga alerta...nos foi dado a inteligência e o livre arbítrio para serem usados, não para que sentemos nos trilhos da vida e nos ponhamos a chorar!
A PARTIDA
Embarcaram-me num trem
Sem que eu quisesse ir
E depois de um triste adeus,
Foi assim que eu parti:
E.u. f.u.i. s.a.i.n.d.o ... f.u.i ... s.a.i.n.d.o ... ui... s.a.i.n.d.o ... i.n.d.o... d.o...o...
A vida desconhece esses tais trilhos que chamamos de destino. Ela é feita um cachorrinho, caminha apenas para onde a puxamos pela coleira. Quem conduz o destino somos nós mesmos. Ou estamos no controle da locomotiva ou estatelados nos trilhos esperando o trem passar por cima.
Jovem perdido em meio a pensamentos nada a dizer um amor em vão para esquecer só resta mais um dia para viver sem ponto de parada mesmo com conturbação viva garoto mesmo com mera desilusão não deixe o tempo passar sem usar ele ao teu favor espalhe amor carinho e atenção não deixe que outros se percam na solidão solidão de pensamentos ingratos que só levam a se machucar quem um dia já foi forte e não temia a palavra amar.
Alguém sente aqui e olhe a lua comigo,
ela parece estar nos encarando,
está brilhando como a luz do meu quarto,
me deixa com a vista embaçada.
Lágrimas escorrem do meu rosto,
não sei se é da claridade ardente de sua luz ou dos sentimentos que me envolvem,
eu quero gritar mas já estou rouco.
Estou sentado nesta areia fria,
meus pés estão descalços,
talvez eu deva correr como o trem que passa ao meu lado,
não, eu não aguento mais correr.
Somos passageiros de um transporte chamado vida perdendo tempo querendo saber onde será a temida última parada.
Caímos quase que por acaso no trem da vida, que caminha sacolejante por tantos trilhos diferentes entre varias direções. Por isto devemos aprender a viajar da melhor forma possível nos vários vagões onde tem espaço. O tempo da viagem, não se sabe e muito menos a hora da chegada e por destino o nome certo da estacão.
Um "trem" chamado amor...
(Nilo Ribeiro)
Hoje eu divaguei,
sua imagem, vislumbrei,
a vida, reverberei,
no trem do amor, viajei
o amor é um trem,
difícil de explicar,
quando o danado vem
o coração quer se embarcar
na estação da vida,
o amor faz a parada,
alguns, sofrem na partida,
outros, alegram na chegada
este "trem" carrega emoção,
transporta a felicidade,
vai lotado de paixão,
volta cheio de saudade
é o trem chamado amor,
que não pode descarrilar,
pois machuca, causa dor
não tem como consertar
seu balançar costumeiro,
faz plec, plec, nos trilhos,
meu coração passageiro
faz tum, tum pelo teu brilho
este trem me leva,
este amor me apossa,
não preciso de reserva,
preciso da tua resposta
é danado este "trem",
é especial sua estação,
tão feliz ele vem
e estaciona no coração
um amor que não tem local,
qualquer cidade é ideal,
pode ser Natal,
quem sabe Blumenau
é um trem bão dimais
amar com toda paixão,
é reencontrar com a paz
que foi perdida na solidão
hoje eu divaguei,
sua imagem, idealizei,
nosso amor, sublimei
enfim, viajei,
por isto poetizei...
Eu era feliz,até o dia em que ele me abandonou.
Vi o trem partir junto com ele,
e as únicas coisas que haviam restado era a saudade e a tristeza dentro do meu peito.
Ele havia me deixado sozinha e aos prantos naquela estação.
Depois de muitos anos continuei voltando àquela estação,
Esperando sua volta.
Enquanto isso,aquela tristeza e amargura continuavam à crescer dentro de mim.
Um dia percebendo que jamais ele voltaria,
Fui em direção daqueles milhares de trilhos e parei,imaginando se ele iria voltar.
Ouvi uma multidão querendo me tirar dali,mas eu não queria sair.
Esperei,até sentir o impacto do trem vindo contra o meu corpo,
Me jogando rapidamente contra todos áqueles trilhos,
Foi quando a minha visão começou a embaçar,
E foi quando eu senti as mãos quentes dele, Sobre as minhas quase frias,e a sua voz macia dizendo que tudo iria ficar bem,
Eu soube que aquilo era verdade no momento em que meus olhos começaram a fechar,
Minha respiração começou a cessar,
E a dor começou a passar.
Então eu silenciosamente pensei:
Bom... o trem partiu,
Ele também,
E naquele momento havia chegado a minha vez de partir.
“ESPERANDO UM TREM NO AEROPORTO”
Destino e Opção: duas palavras com significados totalmente diferentes. Todos sem exceção; temos nosso destino traçado, como num projeto de engenharia, mesmo antes de nascermos, ou até mesmo antes de sermos gerados.
Um automóvel, por exemplo, não é projetado da noite para o dia, assim como o ser humano: se bem elaborado definirá como será o amanhã, o depois do amanhã e assim por diante. Todas as fases devem ser bem estudadas, nos mínimos detalhes; evitando-se assim contratempos durante a concepção, execução, ajustes, entregas e finalizações.
Para cada fase existirá os desafios. Tanto na vida pessoal, amorosa ou profissional, estes preceitos seguem o mesmo padrão, definindo assim o tempo de maturidade e decadência. Os caminhos são apenas dois: certo ou errado; não existe meio certo ou meio errado. “Atalhos são sinônimos de Recall”.
Opção significa escolha: optar por alguma coisa, por isso ou aquilo, porém esta decisão ocorre quando temos nosso juízo formado, sabemos o que queremos, temos consciência do que é certo ou errado. A capacidade de discernimento nos conduz às decisões corretas, embora estas escolhas muitas vezes mudam o curso natural do destino traçado na fase inicial.
Tudo isso nos parece meio louco, abstrato, confuso...!!!
Você deve, em algum momento da sua vida, ter se deparado com alguma coisa que te deixou intrigado, como por exemplo, uma cachoeira, na qual percebeu a disposição das pedras: todas assimétricas, movimentando as águas de forma que o resultado final tenha ficado indescritivelmente fantástico.
Você comenta: Como será que esta pedra foi colocada aqui? Ou se impressiona com o modo que a água cai daquela forma, contínua, sem atropelos, na mesma quantidade.
Tudo isso foi projetado um dia: não tenha dúvidas. Não apareceu ali simplesmente.
Podemos mudar o curso natural do Destino, porém estas alterações podem gerar resultados catastróficos, podendo durar anos, até que se torne à fase inicial, de onde foi mudado. A decisão em se tomar atalhos é arriscada, mas há os que a fazem.
Não importa a situação; seja ela na vida profissional, pessoal ou amorosa, as opções muitas vezes acabam, num certo tempo, cruzando paralelamente ao traçado na fase inicial, ou seja, se tivermos que passar por certa dificuldade, passaremos: Ninguém passará por você, algo que faz parte do seu destino, pois “Nada acontece por acaso e Tudo tem o tempo certo para acontecer”.
Algumas pessoas tem o costume de dizer que as coisas que nos parece impossíveis de acontecer são as que temos que dar mais valor: Fato!
O ser humano é ensinado desde criança a agradar aos outros e passa a ser escravo dessa necessidade. O verdadeiro mandamento deveria ser “Fazer o bem sem olhar a quem”, pois assim seriamos beneficiados reciprocamente: Faço o bem, recebo o bem! Mas na prática é diferente. Existem as exceções, onde, além de não haver reciprocidade, não há nem o troco justo.
Partindo-se do principio que: se você trabalha - recebe; se você ama - é amado; se você é justo – será justificado; e assim por diante, as ações desta vida deveriam ser entendidas como “moedas de troca” em todos os sentidos. Porém se observarmos em nossa volta, veremos que não é bem assim.
Basta apertar o “Play” da TV ou gastar alguns reais com um jornal de notícias diárias na banquinha do seu Zé, e ver que algumas coisas mudaram com o tempo.
“O Amor se perdeu, e ninguém sabe explicar quando e onde”; a inocência foi corrompida, os valores estão totalmente invertidos.
Tudo isso está resumidamente compreendido em como queremos que seja nosso futuro: Feliz ou incerto! Queremos a todo custo embarcar num trem que passará por aqui: o trem do amor perfeito, da felicidade em família, do emprego dos sonhos, entre outros, porém não construímos a nossa ferrovia.
O trabalho árduo de construir ferrovias é cansativo, angustiante, cheio de medos, incertezas: parece impossível!
O trem das paixões mal resolvidas, dos amores impossíveis, da valorização humana, de tudo que pensamos que deveria ser melhor do que é; este é pesado e difícil de esperar: Enquanto não conseguimos embarcar neste trem, fiquemos no Aeroporto da vida, aguardando que o destino construa nossa ferrovia ou tomemos atalhos. A decisão é individual.
Será por ela que nosso trem virá, por mais impossível que seja. Os atalhos, ou seja, as opções ou escolhas nos tornaram egoístas ao longo do tempo; porém devemos fazer com que esse egoísmo seja positivo a nosso favor. Ame primeiramente a si próprio, depois aos outros: assim nunca haverá restrições nas suas doações de amor.
“Quanto mais você doar, mais receberá”.
Com o tempo você verá que amar sem restrições é algo indescritível, maravilhoso e às vezes até mal interpretado. Esteja preparado para quando o seu Trem chegar ao Aeroporto, pois este pode ser o único, ou quem sabe, o último da sua vida.
E quando estiver embarcado, seja feliz, olhe pela janela, veja o quanto foi bom esperar, curta a brisa batendo no seu rosto, esvoaçando seus cabelos, sorria, chore, relembre os momentos angustiantes que passou durante a espera e que pareciam infinitos, mas que agora foi conquistado.
Valorize os momentos e transforme cada minuto, cada gesto, cada palavra em algo inesquecível, para que no futuro sua história seja contada e utilizada como exemplo de vida para aqueles que continuarão e estarão “ESPERANDO UM TREM NO AEROPORTO”.
Sou mineira de “antigamente”.
Como boa mineira não perco o trem. Nem o tempo. O tempo, porém, me faz perder algumas coisas. Às vezes perco a razão, que logo encontro. Curtir o frio do inverno ao lado de um fogão a lenha, comida em panelas de ferro, ou no tacho mexido com colher de madeira, água esquentando e me aquecendo com o calor que sobe, aroma do café feito na hora, a cozinha puro aconchego, iluminada apenas pela luz da lamparina … Ah! Só na lembrança. São coisas perdidas no tempo. O tempo não permite que eu as encontre mais.
