Tag trago
Óbito barato.
Em quantos cigarros te trago?
Enquanto eu trago, me mato.
Se apago, propago o acaso
e caso com o descaso.
A brasa atrapalha o olfato,
e em casa o anonimato
permite o ato insensato
de parcelar e pagar a prazo
o assassinato abstrato,
impulsionado pelo medo de perder o contrato
com o sentimento.
O contato é imediato, olhos fechados,
assim como o pulmão, cansado.
Inevitável.
Trago para mente.
Sinuca no BARDEGA?
Entre um trago
Dedo de prosa
Um gole cerveja
Na mesa do botequim
O poeta anônimo
Recitando romancista goiana
Admiração abrupta lúcida
Parafraseando Mr. Barba
Dê-me um tabaco
Trago de vinho
A magia do buteco
Um conto para vários contos
Xeque, xeque-mate
Outro cigarro aceso
Muita química na mente
Poema minuciosamente revisado
Sou poeta moderno
Sofro meu amigo
Para curar nossas piras
Futebol aos sábados
Uma Heineken gelada
Resenha cigarro aceso
Churrasco morena fogosa
Loira quente no pêra
Para nossa triste realidade
Uma nação com riqueza
População na miséria
O povo na pobreza.
18/06/2024.
trago seu amor-saideira
pra conhecer copos americanos
o que você não pede sorrindo
que não faço gargalhando?
trago seu amor-civil
e a conquista da união instável
pra fazer confundir qualquer juiz
ou testemunha
trago seu amor-fim de ano
e não vai custar dinheiro
é só deixar janela aberta
e esperar o natal
trago seu amor-caixa eletrônico
nem precisa declarar depósito
ou guardar nota fiscal
para fins de prova
trago seu amor-platônico
para consolar possíveis lirismos
e em noites boêmias
sorrir de saudade
trago seu amor-semestre
e o plano é renovável
por 6 meses, 1 ano ou 2.
mas é bonito visitá-lo
também no inverno
trago seu amor-à vista
alguém para dividir a conta
gastar além do saldo
chorar gorjetas
trago seu amor-delivery
sem taxa de entrega
estimativa de 30 minutos
talvez 40, se chover
trago seu amor-inédito
se couber, carta de vinhos
ou uma prova do bouquet
mas convém cheirar o arranjo
pouco antes de beber
trago seu amor-domingo
pra desconcentrar sua preces
renovar pecados, implorar perdão divino
hóstia grudada no céu da boca
trago seu amor-clandestino
só não vale usar foursquare
hashtags, check in virtual
vamos confundir o google
Obama não precisa saber
trago seu amor-sala de estar
a quem mostrar álbuns de família
servir café de coador
pedir a mão, levar ao quarto
rir da cara do seu pai
trago seu amor de volta
vou tentar cruzar os dedos
e declarar músicas boas
só me vê um guarda-chuva
TRAGO
Trago a prosa na alma, inteiramente
Como se fosse uma tocante sinfonia
Que me invade e do profundo irradia
Inspiração. Sou da poética pendente
Trago no âmago o lírico praticamente
Olhares, agrados e sensível harmonia
Em cada versejar o trovar com magia
Sou apaixonado, ao acaso indiferente
Trago o canto, na cadência, atraente
Sou instante, um todo, o total afago
Um Bardo cheio de emoção presente
Trago sensação, premissa dum amador
Para o meu contentamento, tudo trago
Menos a perfídia daquele amado amor
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 agosto, 2022, 21’07” – Araguari, MG
Eu sempre penso - é só um trago, talvez mais um, mais um porque esta me fazendo bem - .. E quando eu vejo já se apagou, acabou e eu continuo vazia vendo a fumaça ir. Sempre termina assim, vendo você ir e deixando tanto de você aqui.
Habitat
Do trigo trago a marca do que sou
num trago me entrego ao ser que sonho ser
entorpece-me o mel que do favo não se extrai
alimenta-me para a vida que quero viver
Nos Celsius graus me mantenho "Quente"
e "vivo", vivo existo enquanto durar a temperatura ambiente!!!08/11/2014 Wagner Lira Franca
"Certo dia, ela pediu-me, que eu escrevesse sobre ela.
Pensou que eu fosse um pintor da solidão, que escreve palavras, como pinceladas em tela.
Um trovador da dor, que entoa canções, ao lembrar dela.
Mal sabe ela.
O perigo dos meus escritos, sempre envolto em dor, uma pitada de amor e um todo de trevas.
Cada vez que escrevo, cada palavra escrita, cada maldição proferida, é uma cicatriz, que novamente tornou-se, uma ferida aberta.
Tentei escrever sobre a moça; não consegui, também, não consegui amar ela.
Meus escritos são minha prisão, onde vislumbro as grades, e a dona das chaves é Ela.
O que me mantém me vivo é lembrar Ela.
A minha tortura é lembrá-la e escrever, acerca dela.
Se as palavras são vento, então, por quê os meus escritos, como ventania, não me levaram para junto dela?
O que é a dor pr'um poeta?
Perguntas confusas, respostas incompletas.
Mente turva, escrevo-lhe mais uma, tomando mais um trago, sob a luz de velas.
No velório do nosso amor, éramos os únicos presentes; minhas lágrimas eram de pranto, as suas, de festa.
Inamável, desarrazoada, sem coração, megera.
Ofensas escusas, minhas escusas, por favor, releva.
Isso tudo não era sobre você, tentei falar da moça que me pedira uma homenagem singela.
Daquela, que certo dia pediu-me, para escrever sobre ela..." - EDSON, Wikney
