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A DURAS PENAS
Lara barganhou o Mothorhome por meses, antes de adquiri-lo. Era um trailer pequeno, com a mesinha, armários envernizados, o frigobar e a cama. Mas não importava se fosse simples, sujo ou claustrofóbico. Bastava para ir embora. Encheu-o com tudo o que tinha e, em apenas três dias, partiu em busca de um sonho.
Ao pisar no acelerador, deixou para trás o marido. Se conheceram no ensino médio, casaram-se cedo e construíram uma cerca branca aos trinta. Aí começaram as bebedeiras, chegadas tardias, brigas, mágoas e o silêncio. Passaram a trocar poucas palavras entre si. Lara não podia dizer o que pensava, pois isso colocaria em risco o relacionamento e ela nada seria sem ele.
Foram anos de um vazio que ela viveu sabe-se lá porque. Viveu não, suportou. Servia a ele como uma empregada durante o dia e boneca inflável durante a noite. Lavava as roupas e o ouvia reclamar sobre tudo, como se ele tivesse uma vida terrível. Ela queria dizer o que sentia sobre o dia. Reclamar da queimadura no dedo, da roupa manchada ou dos cães que cagavam por tudo. Mas ao abrir a boca, temia. Que ele se cansasse, retrucasse ou ignorasse. O que era dela sem ele afinal?
O pior era quando ele partia, pois nada sobrava para fazer. Não tinha com quem conversar, a quem servir. A ambição de tornar-se fotógrafa ficara na faculdade. As amigas com quem conversava já tinham suas próprias vidas, bem longe dali. Lara fora proibida de falar com elas há muito. Depois foi, aos poucos, sufocando a si mesma. Transformando-se numa sombra, em cinza, até ser tragada quase que completamente.
Mas quase que completamente não é tudo. Escondida na fumaça, quem diria, havia uma luz. Lara a guardava dentro da caixa de sapatos, junto dos poemas que ele nunca lia. De moeda a moeda, como quem compra a liberdade da prisão, lá ela juntou as próprias economias. Só foi preciso um passo, um contato, um ato, não de covardia, para ela largar tudo de mão e correr de volta a si mesma.
Aí chega a parte que eu acho mais linda. Não foi preciso outro alguém para resgatá-la do abismo, da escuridão que ela vivia. Lara foi embora para uma terra distante, onde não havia muitas pessoas e conheceu uma das praias que ela sempre sonhou. Quando lá chegou, pelo que dizem, tirou as sandálias, segurou a saia florida e correu para o mar, agradecendo ao universo pela vida.
O marido ficou no coração, mas dele jamais precisou para ser feliz. Lara entendeu que, ao abrir as próprias asas, renasceu. Calçou as sandálias, voltou ao trailer e seguiu o próprio rumo, pelas estradas desertas, moinhos e campos floridos. Porque no final das contas é assim com todos, concluiu. É preciso saber que na vida nós viemos, ficamos e vamos sozinhos.
É necessário compreender o fim. O fim não causa amargura; ao contrário, fortalece. Só existe outras narrativas, porque o fim, cautelosamente, virou o jogo. O fim é apenas uma etapa. E, no fim, sabemos o valor da saudade, da falta, do abraço, do beijo, do conselho, do aperto de mão. É urgente viver o fim. Com ele, revigoramos nossas forças. O fim é espetáculo aos olhos. É delírio retumbante. Um brinde ao nosso fim. Pois, o fim do homem é, simplesmente, o prazer.
Ex é uma doença grave
Cada letra do verso que escrevo assobia o teu nome e faz permuta com a gravide confusa do meu peito escasso, que entristece e chora de desonra com a ausência das curvas sérias do teu sorriso que acompanhava o meu nas gargalhadas noturnas e confusas de um amor não dito nas horas úmidas de um inverno sem nome. Cada escarro de vírgula que exponho representa o silêncio que deixou em névoa no espelho quebrado do meu abandono, não houveram reticências mofadas nem silêncios ébrios, apenas a lembrança fúnebre exaltada em versos de um amor que morreu sem arquitetura. Descubro em rimas o tumor que carrego em teu nome.
Aos 19 conheci uma garota, eu pensei que ela significava o mundo pra mim, então eu a dei tudo que eu tinha. Mudei meus gostos minhas roupas, meu cabelo, tudo que eu queria era a ver feliz, estava disposto a ser o que ela queria.
Num dia qualquer ela simplesmente se cansou, disse que encontrou alguém melhor, e me deixou.
Agora tudo que faço é chorar pelos bares, pedindo sempre mais uma dose, pra tentar esquecer você.
Você sabe que sinto saudade,
é verdade.
Depois de tudo não há como negar,
Que os sonhos falsos que você me deu,
tornaram-se tão reais quando você se foi
do que quando estava aqui.
E pensar que me amava,
que cuidava de mim.
— Amor eu não te amei em vão,
meu amor é passageiro, inconstante,
sem rotineiros horários.
Deixar-te me doeu,
amar-me lhe doeu,
e com essa dor você vai seguir,
esquecer de mim, rir no futuro
e trocar meu nome por paixão.
Se você ao menos me entendesse.
— Se você ao menos me entendesse.
— Eu sei que não entende.
— Eu sei que não entende.
— E como irei explicar?
— E como irei explicar?
— Que eu te amo, mas não quero.
— Que você não quer, mas eu te amo.
— Eu vejo que você me ama.
— Eu vejo que você não me quer.
— Mas não pode amar alguém que não te quer.
— Não pode amar alguém que você não quer.
— Talvez eu tenha vergonha de admitir e te machucar.
— Talvez esteja confusa.
— E quando te contar lágrimas rolar.
— E precise pensar.
— Que eu te amo demais para te amar.
— E eu vou estar aqui a esperar.
— Espero não poder voltar.
— Para ver você voltar.
— Para dizer que não posso ficar.
— E olhares trocar, promessas de amor declarar,
sonhos falsos imaginar,
divertir-se em amar,
porque não desistirei não,
nada matará minha alma e enquanto ela respirar vou te amar.
— A coragem me foge quando me encara com a alma, vejo que me ama de verdade e não contesto essa vitória,
se possível viver sem ter que mata-lá eu viverei,
com ou sem você eu viverei,
mas não vou lhe ferir não.
Você nunca saberá o porque disso,
e é porque é amor,
demais para eu suportar.
É difícil aceitar que a vida vista por certo ângulo se resume a nascer, crescer e morrer. Assim é com relacionamentos, cabe a nós aceitar que isso também é um ciclo!
Desapegue, menina. Vá viver ❤
Foi lindo
Você pode achar que eu tô bebado
E eu estou mesmo
Mas não digo isso só pela condição
É que eu realmente te amo
E desde aquele nosso encontro eu já sabia onde daria
Talvez eu esperasse
Vai saber
É que naquele momento minha mente já não parava
Eu pensava no futuro e isso me animava
É que eu já sabia
Eu precisava de você
Eu entendi isso no instante em que te beijei
E naquele instante tudo fez sentido
E nada fez sentido
Desculpe eu tô confuso
É que estou bêbado
Mas isso não confunde meus sentimentos
Foi lindo quando te reencontrei
Pensei no filho que eu queria ter
Na vida que eu sonhei
Que tudo seria com você
Por isso dói tanto te deixar ir
Mas as vezes é necessário
A vida passa e tudo acaba
E essa lágrima não é só porque eu tô bebado
É que eu falo algo profundo
Que saiu do ponto mais profundo que existe no meu coração
É que eu guardo a tanto tempo
E eu sinto tudo quando isso sai de mim
E agora já não é mais meu
Talvez amanhã eu não lembre disso eu sei
É que não é mais parte de mim
E só posso me lembrar de eu dizendo
E isso dói
Liberei a última parte sua que vivia em mim
Espero que um dia você volte pra mim.
Todas as vezes que me decepciono com alguém, acredito que jamais irei conseguir amar outra pessoa, é um martírio, dias de sofrimento... Aí começa tudo novamente. Ninguém morre de amor, as pessoas morrem de fome. O bom de tudo isso é saber que passa.
Quem você ama te ama? Não sei, mais topo descobri.... não tinha amor, ágora choro em uma mesa de um bar, roendo as unhas por um crime sem perdão.... "AMAR".
Desesperadamente, inconsciente
Nas suas ações me encontrei
Não confiei muito, soube que era indiferente
Mas esse erro estava em mim também .
Tudo parecia tão certo, tão realista
Um sonho em vida real, de vez em quando
Me amarrou com cordas que não puderam ser vistas
Mas agora me sinto sufocando
Criamos laços contendo os maiores desejos
Ingenuidade desejou que fosse assim
Mas não há como amarrar algo tão forte
Sem lidar com as consequências de um tortuoso fim.
Todos conseguem ver minha mágoa aparente
Afogando-me em minhas próprias lágrimas
E todos receios se tornaram presentes
Se o amor e o ódio caminham juntos, como não fazer disso uma lembrança trágica?
Sabemos que estamos errados aqui.
Você parece bem com isso, então apenas sorri.
Toda falsidade, amargura e dor.
Tudo está aqui para nós agora,
menos o amor.
O arrependimento transmutou-se em cautela e age como um grilo falante, me lembrando que eu já matei o amor, ali como se fosse um post-it emocional
Blog Coexistência Cotidiana
Amor é como um papel dobrado, podendo ganhar variadas formas. E mesmo que se desdobre para outros caminhos, ainda assim permanece sua marca.
Não consigo imaginar a vida sem essa luz, essa paz, essa atenção e carinho.
Sem esse balançar da rede e esse calor insuportável de bom à tarde no sofá de casa.
Sem aquela maravilhosa sensação de estar viva e morrer a qualquer hora de prazer insaciável.
Não consigo imaginar a vida sem aqueles beijos calorosos, sem aquele bico de aborrecimento e aquele olhar penetrante, aquelas palavras ao ouvido, aquelas histórias, os planejamentos futuros.
Não consigo imaginar uma briga séria, um término, a perda... Dói.
É como um caminho sem saída, o acelerar do coração.
Viajo em mil lugares ao mesmo tempo, Tenho mil sensações em um segundo.
Não consigo conter as gotas que escorrem em meu rosto quando meus pés tocam ao chão.
O meu sentimento por você foi verdadeiro, eu nunca tinha gostado tanto de alguém assim. No começo parecia reciproco, mas surgiram dúvidas em seu coração sobre o que realmente sentia. Comecei a pensar que talvez estivesse vivendo uma ilusão. Talvez você nem saiba realmente o que é amar de verdade. Eu deveria saber que você só era um menino brincando de ser homem porque a mais pura verdade é que você não merece nenhum dos meus sorrisos muito menos lagrima!
Ele não quebrou só meu coração, como também quebrou toda minha esperança em um dia ter um amor duradouro.
Éramos algo sem nem ao menos termos sido alguma coisa, acabou antes de começar,virou passado sem nem termos um futuro indeciso,viramos fim sem início.
Procuro nas madrugadas regadas a álcool
Nas noitadas que não cessam, em rostos flutuantes
Tirar da mente por um instante, a tua presença
Ainda forte, viva, impactante
Tento assim me esquivar da saudade que dói
A falta do corpo, do jeito do cabelo
Me lembrar do cheiro, da pele, do beijo
Pensar no gesto, num toque,
No carinho ou apenas o ter por perto
E do nada me pego pensando: por onde andas?
Está divagando, curtindo, dançando?
Será que ainda pensa em mim?
Mas a resposta que vem é que existe alguém
Outro alguém além de nós
Aí me vem o desespero da dúvida
E procuro no vazio das pessoas,
Nas conversas em mesas de bar
Um conforto, um pouco de bem estar
Que por momentos, eu tenho; até você chegar
Vai, vai, vai, mas não esquece de nada
Decepção
Um dia olhei em seus olhos e disse “amo você”.
Sonhei e acreditei com uma vida ao seu lado.
Imaginava nossas vidas sendo apenas uma.
Planos... Eu tinha muitos deles, e todos ao seu lado.
A esperança era com você.
Mas eu abri os olhos, acordei deste sonho.
Como dizem por ai “caí na real”.
Você não era o conto de fadas.
Muito menos era a tal pessoa amada que esperei minha
vida inteira para conhecer.
Eu tinha sonhado demais, tinha tido esperança demais,
estava ocupado demais fazendo planos, não parei
realmente para ver quem estava ao meu lado.
Ou será que eu sabia de tudo isso o tempo todo,
mas não queria ver?
Como uma criança que brinca de esconde-esconde no
escuro do quarto, querendo se esconder do que
pode estar esperando por ela... Assim permaneci;
Com as mãos nos olhos, querendo impedi-los enxergar
a realidade. O engraçado é que meu coração nunca esteve
cego, muito menos calado.
Mas de certa forma, quem saiu machucado nesta história
foi apenas uma pessoa: EU!
E você? Não sei dizer.
Você sabe o que é dor, amor ou paixão??
Melhor, você tem um coração que pulsa dentro de você?
Porque eu tenho... E ele pulsou durante muito tempo
por você.
Pulsou dizendo teu nome. Pulsou dizendo te amar.
E hoje ainda pulsa por você... Mas na esperança de te
esquecer.
Depois de ti eu me tornei a metade de um relógio estilhaçado. Talvez eu caiba na metade de um ponto final. É por isso que minhas histórias nunca terminam bem...
Eu sou o meado da fumaça de um amor, do qual a chama enfraqueceu. E tu és as cinzas, que ali, esmigalhadas, voam com a brisa e de repente somem, esquecendo-se do que um dia significaram. Eu sou a metade da pétala de uma flor de plástico, tu és a raiz.
