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Quer silêncio, quer viver na tranquilidade? Vai morar num sítio.
Não se preocupe com o barulho que eu possa fazer, se preocupe de verdade com o silêncio que também sei fazer.
Meu coração está em Lockdown! Lá fora um deserto total! Por dentro, tudo trancado! Silêncio. Tudo parado!Mas um dia vai ficar legal! Depois de tudo que sofreu... de todo mal.... resolveu ficar em Lockdown! A paz não tem preço! Vou trocar meu endereço! Vou para outro lugar! Descansar! Por que meu coração está em Lockdown! Caiu na real! Quem sabe um dia!?...Um alguém!?... Numa noite fria?!... Para aquecer meu coração! Mas por enquanto não! Por enquanto não! Não quero dar nenhum sinal! Por que meu coração está em Lockdown!... Em Lockdown! Deserto. Trancado. Silêncio. Tudo parado. Mas um dia vai ficar legal! Enquanto isso ele está em Lockdown!...Em Lockdown!...
Silêncio
Silêncio o mais rude dos tormentos
O que mais dói na emoção da gente
O que sente o vazio, tristes lamentos
A imensidão do sentimento ausente
Silêncio é viver sem os momentos
É privação, é ter uma dor ardente
Deixar-se levar pelos aflitos ventos
Da solidão, ir morrendo lentamente
O silêncio, inquieto numa despedida
É uma alvorada de clarões diversos
Um misto entre os suspiros da vida!
Ele tem tudo... reunido, e nada tem!
E não há se quer poética nos versos
Que suavize a alma, sem um porém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 novembro, 2023, 13’03” – Araguari, MG
No meio do nada, também podemos encontrar tudo. É por isso que, no vasto silêncio do deserto, frequentemente encontramos a plenitude da reflexão e redescobrimos coisas inesperadas.
O silêncio da madrugada nos inspira; a sabedoria logo aflora; a fluidez das ideias logo aparece; e assim, posso deixar nos umbrais do mundo como presente universal a essência de um homem sério e comprometido com a justiça e paz entre os homens.
Quando estou só, aproveito meu próprio silêncio para dialogar comigo mesmo, saber um pouco mais de mim, o que tenho feito
e em que posso melhorar.
Começamos bem, você sorriu pra mim, trocamos coisa à toa, palavras na boa e depois... Segredos em silêncio, havia algo de bom entre nós dois! Agora não há paz em lugar nenhum, nem mesmo entre as estrelas lá do céu, apenas um silêncio incomum, tão vago, tão sem nada além de um véu... Cobrindo cada quanto que restou sem ninguém sem destino algum.
" A minha ausência é tão pouco percebível então afasto-me. É
um sinal de caminhar no silêncio,
e esperar por um novo amanhecer
e um dia pertencer o que sonho viver."
Às vezes, o silêncio é a melhor resposta, pois permite que as palavras não ditas falem por si mesmas, revelando a sabedoria contida na serenidade.
Moabe Teles
O silêncio, fiel confidente, é o amigo que jamais trai. Nos capítulos silenciosos da jornada, onde as palavras ecoam em vão, a compreensão flui em ondas serenas, semelhante às águas de um lago calmo.
Na quietude, descobrimos a força do não dito, a eloquência dos gestos. Por vezes, a sabedoria reside na pausa, enquanto o mundo se desdobra em histórias ruidosas. Assim, abraçamos o silêncio não como ausência, mas como uma presença poderosa que fala às profundezas da alma, oferecendo respostas sem artifícios e consolo sem palavras.
Ela me pergunta se não quero conversar. O problema é que, nesse momento, eu preciso do silêncio.
Que em silêncio profundo, tenhamos coragem de encarar o abismo de nossa cegueira.
Que em silêncio profundo reconheçamos as trevas que nos assombram, que assombram a nossa alma, buscando o autoexame que traga aos nossos olhos, à nossa mente, a luz que possa nos despertar, nos libertar das masmorras do pecado, do egoísmo, do orgulho, do mal.
O silêncio é a pausa que nos permite ouvir o que realmente importa. É o espaço onde os pensamentos dançam.
Dedico o meu absoluto silêncio e ausência a quem de maneira alguma considera minhas palavras, convicções e sobriedade. Tal como, acima de tudo a minha sinceridade.
TEU SILÊNCIO
Cansei-me de tentar o teu verso
Do teu olhar tão belo e atraente
Me vi numa poética, que mente
E rimas de sentimento disperso
Sentir o teu ritmo, tom perverso
Que faz a sedução tão presente
Fui sentido, que n’alma se sente
E o anoitecer com temor imerso
Ó sensação ardente, alucinada
Sussurra agonia, pobre soneto
De solitária canção enregelada
Desses versos vãos, incompleto
O palpitar da inspiração, e nada
Tão cruel tal este silêncio quieto.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23 julho 2024, 16’53” – Araguari, MG
O grito do silêncio
É no silêncio que a dor se esconde,
Homem, mulher, todos choram, não esconde,
Na alma, a tempestade se pronuncia,
Em lágrimas, a tristeza se anuncia.
Cala boca, diz a voz do medo,
Engole o choro, sufoca o segredo,
Mas a dor não é exclusiva dos fracos,
É na vulnerabilidade que encontramos os laços.
No silêncio do eu reprimido,
A depressão sussurra, oprimindo,
As dores de cabeça ecoam o tormento,
E a vontade de desistir, pesado lamento.
Não há vergonha em deixar as lágrimas rolar,
Em enfrentar a dor, sem se calar,
Homem, mulher, todos somos humanos,
Com direito à fragilidade em nossos planos.
Solidão das madrugadas
O silêncio da madrugada desperta
Imaginações, aflora pensamentos bons
A calmaria profunda me seduz a sabedoria
A paz me faz adormecer suavemente
Assim, plenamente iluminado
Mergulhado nas profundezas da solidão
Na frieza dos dias de inverno
A distorção das palavras é capaz de fazer uma grande destruição moral em indivíduos, além de também sujar a imagem das pessoas de bom caráter e índole, portanto, seja seletivo e muito sábio quando falar alguma coisa, e triplique a sua sabedoria e inteligência, quando for falar com alguém. Em muitos casos, o silêncio é de grande valia.
(DVS)
