Tag renda
A renda do vestido
marca o corpo
e a pele nacarada
Ao fim da festa, onde a pressa
em livrar-se dela rasgou-se,
desfez-se pela força do desejo
Largada, jogada
a renda branca manchada
pelo rubro desejo
por ambos saciado
A renda que espera o momento
de envolvê-la novamente
no caminho
de volta para sua casa
"Estar preparado para declarar seu imposto de renda no início do prazo é uma das estratégias para seu sucesso financeiro"
Enquanto as favelas forem exclusivamente um problema deles, as comunidades de baixa renda e oprimidas, sociologicamente falando, vão invadir, pouco a pouco as suas lindas praias na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
Há uma doença congênita que assola nosso país. Ela ceifa empregos, impede o crescimento da renda e reduz o dinamismo da Economia, prejudicando toda a sociedade, mas que se reveste como algo bom, travestido com a toga da alegria. Esta doença atende pelo nome de Carnaval.
Emprego: fonte de renda.
Trabalho: execução do emprego, ou do ofício da profissão.
Profissão: poder exercer de verdade a felicidade!
Ofício: execução da sua profissão. (Ou você pode ter apenas um ofício).
(01/09/2017)
Para uma Nação ser desenvolvida é necessário que o Estado proporcione Alimentação, Segurança, Saúde, Educação, Distribuição de Renda e Riquezas. Fora disso, tudo mais não passa de crescimento, que significa concentração de riquezas e poder para uma minoria privilegiada.
A esmola tende a se tornar um mecanismo ponderável de distribuição da renda nos países do terceiro mundo.
Temos duas opções para o futuro: talvez a questão da desigualdade social exploda de forma pacífica ou violenta, se não seremos escravizados pela minoria que concentra a renda.
E existe a opção da revolução das máquinas que pode facilitar a vida de todo mundo e trazer um equilíbrio social ou alargar ainda mais essa desigualdade.
Balada dos desempregados
Nem vivo nem morto, em estado catártico.
O desemprego àquela altura os imobilizava completamente.
Muitos de seus planos já haviam sido abandonados. Deixados de lado. Simplesmente.
A frustração e o sentimento de impotência invadiam seus corpos, tomando-os de assalto por completo.
A insônia, a impaciência, a desesperança já eram uma constante em suas noites/dias.
A escuridão que lhes afagava a face, também os confundia um tanto.
Face a face com a versão mais cruel de suas vidas, via o número de iguais se multiplicarem dia a dia:
- Por todo o bairro, por toda a cidade, muitos desocupados, precarizados, sambando pra desenrascar o feijão com arroz e o leite das crianças antes de o sol se por. Dia após dia.
Muitos ainda não haviam apreendido o real tamanho do problema que, feito um iceberg tendo apenas uma pequena parte à mostra, despontava de forma aterradora.
Mais de quatorze milhões de desempregados... Greves múltiplas. Revolta nas ruas. Educação na UTI. Saúde em total colapso. A população da periferia sendo dizimada pela criminalidade e pelas drogas. E o país imobilizado. Desgraçados...
Há de haver punição pra tanta maldade, se não aqui na terra, em algum lugar há de haver uma mão pesada o suficiente pra parar essa gente que não sente empatia por qualquer um que seja.
O filhinho da minha vizinha morreu ontem de sarampo. SARAMPO. Pois é... Inacreditável não é mesmo?
O vizinho da rua de cima se enforcou. Não aguentou o acúmulo de tantas dívidas e por isso se matou.
Aqui no bairro não é novidade ver gente mendigando alguma coisa pra comer. A fome como todos pensavam também não foi erradicada. Por aqui parece epidemia. O alcoolismo quadruplicou. Os andarilhos e moradores de rua são inúmeros.
Pequenos e constantes furtos aos comerciantes são frequentemente relatados, repetidas vezes os poucos comerciantes que ainda resistem de pé são vítimas de espertalhões que não querem se enquadrar na dinâmica cruel de agora.
Pelas ruas do bairro tem gente vendendo de tudo:
- Ovos, picolé, cigarros do Paraguai, abacaxi, vassouras, panelas, produtos de limpeza, balas e doces, derivados de milho, amendoins torrados, pizza de dez...
A vida está difícil mesmo. Os preços aumentaram muito.
Nos supermercados as sacolas estão quase sempre vazias. Até o macarrão instantâneo e o milho para pipocas de micro-ondas foram reajustados em mais de trinta por cento em menos de uma semana.
O preço do botijão de gás é hoje praticamente um assalto a mão armada.
O que fazer com tanta desesperança senhor prefeito? O que fazer senhor governador? Senhores deputados? Senhores senadores? O que fazer senhor presidente? Acabou o milho, acabou a pipoca. É isso?
A Justiça da mesma forma que a Saúde deveria ser garantida pelo Governo para todos, independentemente da renda de cada um. No atual quadro social, leva vantagem os pobres que podem fazer uso da assistência jurídica gratuita e o ricos que não têm receio de perder a causa e arcar com os custos da parte vitoriosa. Os cidadãos de renda intermediária, muitas vezes se excluem da proteção judicial porque não além dos honorários do próprio advogado têm, em caso de derrota, arcar com os honorários do advogado da outra parte. Justiça para todos e fim de honorários para advogados que passariam a ser funcionários públicos, a exemplo do ministro do Supremo Tribunal e outros.
Sabe por que você não prospera na vida? Falta de network, falta de iniciativa, não confiar nas pessoas, medo de errar, falta de humildade para aprender, medo de correr risco, medo do que as outras pessoas pensam de você.
