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A verdade não se propaga em linha reta; ela orbita, e sempre aparece
De fato, este pensamento evoca uma visão poética e filosófica da natureza da verdade. Ao afirmar que "a verdade não se propaga em linha reta; ela orbita, e sempre aparece", você está traduzindo que a verdade não segue um caminho linear e previsível, mas sim um movimento mais complexo e cíclico, semelhante ao movimento dos planetas ao ao redor do sol.
A ideia de que a "órbita" de verdade implica que ela não pode ser contida ou controlada, mas é algo que se move livremente e segue sua própria trajetória. Ela não está limitada a seguir um único curso, mas em vez disso, pode se manifestar de maneira imprevista em diferentes momentos e contextos.
Além disso, a expressão "e sempre aparece" ressalta que, mesmo que a verdade possa parecer temporariamente escondida ou não observável, ela eventualmente eclodiu. Assim como um planeta em órbita volta a ficar visível no céu, a verdade encontrará seu caminho para se evidenciar e ser visto, mesmo que isso leve tempo.
Esse pensamento sugere uma fé na inevitabilidade da verdade emergir e ser reconhecida, independentemente das circunstâncias momentâneas. Ele também nos encoraja a manter uma perspectiva mais ampla sobre o conhecimento e a realidade, lembrando-nos de que a busca pela verdade é um processo contínuo e dinâmico, em constante movimento e evolução.
Ao elaborar o pesamento: "A fé que existe em você pode matar-lo e, a que não existe, pode salvá-lo", descobri uma porta para uma abordagem da fé ou sua ausência, que me trouxe mais paz interior. Como agora exponho:
No complexo jogo da existência, emerge uma verdade inquietante: a dualidade da fé, que pode moldar nosso destino de maneiras profundas e por vezes contraditórias. Nesse tabuleiro da vida, cada um de nós é tanto protagonista quanto espectador, e interação entre a fé e a ausência dela pinta um quadro intrigante da nossa jornada.
A fé, quando enraizada em nosso âmago, pode ser um um sol que ilumina nossos passos mais nebulosos. Ela é a voz interna que nos murmura palavras de coragem quando a escuridão ameaça nos engolir por completo. A fé nos capacita a desafiar limites aparentemente intransponíveis, a superar obstáculos aparentemente intransigentes. No entanto, essa mesma fé, se não for constantemente questionada e modulada, pode transformar-se em um complicador. Ela pode cegar-nos para as nuances do mundo, levando-nos por caminhos de extremismo e fanatismo. A fé que não é examinada, que não é flexível, tem o potencial de aprisionar a mente em uma prisão autoimposta.
Mas eis que surge uma complexidade: a ausência de fé não é um vácuo absoluto, mas sim uma porta para a exploração e a autoconsciência. Aquele que ousa questionar, que apesar do abismo do desconhecido com olhos abertos, pode descobrir um terreno vasto e capaz de possibilidades. A falta de fé, quando abordada com curiosidade e coragem, pode se transformar em um catalisador para o crescimento pessoal. A reflexão pode ser a base sobre a qual construímos nossas próprias definições de significado e propósito.
Assim, a busca pelo equilíbrio entre esses extremos é um desafio inerentemente humano. A fé temperada com prudência e consciência de nossas próprias limitações pode nos capacitar a enfrentar as tormentas da vida com resiliência e plenitude. Por outro lado, a ausência de fé não precisa ser um mergulho no abismo do desespero, mas sim uma oportunidade de forjar novos caminhos e abraçar o desconhecido com coragem.
Nessa interseção entre fé e dúvida, descobrimos uma máxima: A fé, quando cultivada com discernimento, e a ausência dela, quando explorada com abertura, são os matizes de uma jornada que é tanto pessoal quanto universal.
O otimismo exagerado pode nos tornar imprudentes; o pessimismo em excesso pode nos tornar deveras comedidos. Entremeando, surge a virtude em sermos animados para descobrirmos a realidade em tudo que há
Nos devaneios vejo tanta verdade que ao acordar me deparo com incertezas profundas. O sonho pode ser mais real que a vida.
“Alguns sonhos só são possíveis de se tornar real porque após o despertar continuamos a sonhar com eles.”
Prefiro o espetáculo das nuvens que são efêmeros e verdadeiros ao teatro da realidade humana que muitas vezes são ilusórios e pretensioso.
São os intervalos de sanidade que tenho na minha loucura que me incomodam!
As pessoas sãs não conseguem ver além da alienação do mundo.
Real imaterial
O sonho, inconsciente
Manifesta uns desejos
Descansando a gente
De momentos tensos
O sonho, se espiritual
Difere a alma do corpo
Ocorre elevação astral
E encontramos escopo
Embora haja ceticismo
Dormida só por dormir
É mister fazer batismo
Com novas ideias porvir
Toda a criação é bela
Mesmo um temporal
Observado pela janela
Vira uma peça teatral
O homem é minúsculo
Pensando no Universo
E cada novo crepúsculo
Se olha mais disperso
Estuda-se para entender
O que não se explica
Tem sempre um a crer
Que eternidade suplica
O real imaterial dança
Ora em via imaginária
Antes da vinda bonança
A libertação necessária.
Se faz necessária uma dose considerável de loucura para abrir mão das ilusões e encarar a realidade como ela é.
Muitas vezes somos reféns do nosso próprio medo. Isso se dá por ideias produzidas pelas nossas fantasias estimuladas por experiências emergidas do passado ou presentes em afetos conflituosos. Isso causa sofrimentos profundos de uma realidade fluida. Não importa qual é a sua escolha, nada será tão ruim que justifique viver um momento aprisionado por um sentimento que assuma o controle da sua vida.
"Ser realista hoje é ter de ser otimista consigo mesmo, por que a verdade quase sempre cai para o pessimismo dos olhos destes que já não querem ver"
"A prova mais concreta, complexa e simples que temos da vida é a morte.
A morte é a prova de realidade, sem ela nunca existiria o novo, muito menos o eterno."
Se o impossível for possível nunca existirá impossibilidades.
Se a realidade é surreal de fato não existe real.
As pessoas criam suas realidades para justificarem suas vontades, e crêem veemente nisso tornando impossível qualquer tipo de esclarecimento.
Só quem olha para a vida da forma como ela é, sem ilusões, pode ter para com ela uma atitude séria e cautelosa que evita os erros e muitas decepções.
