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A semente do amor
Música A semente do amor
Compositor poeta Adailton
Você encontrou em outra pessoa todo aquele amor que quis lhe da
Ás vezes o par não é perfeito, o amor perde para a ingratidão e tudo aquilo que foi,hoje não é mais.
Você não aceitou o amor que te dei
Mas outra semente eu plantei
Em outro coração ela irá germinar(Refrão)
Eu acreditei que no amor era só amar, mas é preciso que alguém te ame do mesmo jeito.Para formar um par perfeito.Olhar na mesma direção, andar de mãos dadas sob o Sol e á noite dormir embaixo do mesmo lençol.
Acordar de madrugada, fazer um carinho, ouvir um gemidinho e fazer a cama tremer. Você não aceitou o amor que te dei
Mas outra semente eu plantei
Em outro coração ela irá germinar(Refrão)
No amor temos que plantar no mesmo chão,regar o coração para brotar a semente da felicidade. Independente da idade o amor nasce dentro da gente. Você não aceitou o amor que te dei
Mas outra semente eu plantei
Em outro coração ela irá germinar(Refrão)
poeta Adailton
poeta Adailton
Enviado por poeta Adailton em 25/08/2019
Código do texto: T6728540
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DUALISMO
Ora sim, ora não, variável cotidiano
Vivo ansiando, em dúvidas e prece
Num dualismo, a arder, e assim tece
A alma, tumulto e clamor, vil insano
Fatal, no rir como no chorar, padece
E, como num sorvedoiro, o profano
Moro entre a crença e o desengano
Como se o azarão assim o tivesse
Pobre, capaz de maquinal ousadia
Temores, e das virtudes insatisfeito
Nem das alegrias, gorjeta e cortesia
E, no logro da obsessão do agora
Devora a maravilha do meu peito
Em assombros que a poesia chora
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
26/08/2019, 05'10"
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
"Um poeta escreveu: Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos...".
Acredito que se os cristãos deixassem de ser tão melindráveis; a Igreja teria menos problemas e o Espírito Santo, encontraria maior espaço para um grande mover em nossas nas reuniões. Por isso! Abandone as meninices!
Espalhando versos
Talvez não se possa de poesia viver.
Mas com certeza poesia dentro de
nós, sempre irá haver.
O poeta a usa expressando o que sente,
ou o que o faz sofrer.
Só de poesia não se vive, mas essa
força dentro de nós, as vezes basta,
chega a ser um alimento eficiente,que
faz muito bem para se viver.
Agora poeta, acerta tua dieta para com
dignidade viveres, a poesias que fizestes,
o mundo as leva, e tu ficas só, mas ao
saberes que o teu escrito ganha o mundo,
podes te dar ao luxo de deles lembrando,
morrer.
Cada poesia tua um pedaço do teu amor tinha.
Agora voam, levadas entre folhas de um livro,
que irão fazer muitos amar, sonhar.
Valeu tê-las feito, e pela vida as espalhar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Como quisesse erudito ser, poetando
As brancas paginas da imaginação
As quimeras, vestidas de inspiração
Inventaram asas e partiram voando
Tudo longe, tudo vazio, tudo sem encanto
do teu canto, teu olhar, no peito no entanto
que se põe a suspirar... as tuas lembranças!
Tudo tão longe, tão grande, tão emudecido
aqui neste gemido em sofrido alarido...
Me ponho ao vento por ti clamar:
- como é bom poder te amar!
Ora (direis) ser quem sou! Exato.
Me perdi no caminho, me achei, no entanto
A cada passo, erro e acerto, vários o relato
Vou andando, o atrás se desfez por encanto
SEM DITA
Num poema todo criado de incerteza
De noturna inspiração e de tristura
É que eu vi a insônia em desventura
E ( mais que desventura) de rudeza
Ditar em vulgar estro da aspereza
Um ardor na trova sem suavidade
Sem luz, sem brisa da venustidade
Que até nem sei se há tal fel frieza
Uma malícia, mística, uma mistura
Desta feita de medo, de amargura
E da lágrima duma dor derradeira
Ó lampejo, visão aflita e nervosa
Crias a poesia agasta e chorosa
Sem deixar provar a sorte inteira!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
27/08/2019, 05'35"
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
CHORO OCULTO
Se me escorre bochornal pesar
Da alma inquietada e tão sofrida
Parece-me afliges querendo voar
Dos lamentos desta copiosa vida
E a minha triste cisma dolorida
Em lágrimas opacas põe a rolar
Nas tristuras e do silêncio saída
Não esquecida, insiste em pisar
E fico, cabisbaixo, olhando o vago
No peito o gosto pálido e amargo
E minha emoção duma cor marfim
Assim, eu choro, um choro velado
Ninguém os vê brotar de tão calado
Ninguém os vê arando dentro de mim!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
29, agosto de 2019
Cerrado goiano
Ja fui atleta
Poeta
e pintor
Hoje da minha alma tento ser escultor.
Tentei ensinar
oque a vida me mostrou
mas lembro que não fui o único que chorou, por amor
A angustia do sim ,
a tristeza do não,
só nos faz lembrar o quanto humano eles são.
A raiva destrói
A ilusão corroí,
os dedos dos novos artistas
que o mundo constrói.
Porque ele e nosso
e a saudade só me doí.
A MORTE
Oh! dor negra! O adeus tal breve fumaça
Chora o pesar, a despedida em romaria
E vê despedaçar, amealhar a mágoa fria
Por onde o cortejo da saudade passa...
Mói o aperto no peito, sentenciado dia
A noite sem sossego, o acosso devassa
E só, trevoso, e o silêncio estardalhaça
No horror desta ausência, lamúria vazia
Oh! Jornada! A sofrer, fado de hino forte
Olhar molhado, e a alma cheia de pranto
Tinhas junto a vida, tendo tão junto a morte
Partiste! Denotando está infesta loucura
Trocaste o vital por este sossego santo
Desenhando na recordação tanta tristura
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
03/09/2019, cerrado goiano
Despedida de meu irmão Eugênio
Olavobilaquiando
VELHAS SAUDADES
Olha as velhas saudades, tão cáusticas
Do que as saudades novas, menos antigas
Tanto mais agridoces do que as ortigas
Derradeiras na alma e assim tão fubicas
A lembrança, a dor, tristura em futricas
Que o tempo não as corroem nas fadigas
Tão casmurras e se abrigam nas cantigas
Dos amores perdidos e com as suas tricas
Não choremos, camaradas, a saudade!
Vivamos a cada segundo! E vivamos!
Como a esperança que não envelhece
Na felicidade, e também na bondade
E assim com o riso e harmonia vamos
Dando conforto aos que dela padecem!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Setembro de 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
EM UMA TARDE DE INVERNO
Inverno, em frente ao cerrado, frio singelo
Sobre a secura calada, e o céu, absorto.
Inverno... de esplendoroso ipê amarelo
Pintalgando, o cinza do árido vivo horto
Escancaro a janela, um devaneio, tão belo
Desta visão, de ilusão dum campo morto
Abre o vento, sopra, no horizonte paralelo
Num rodopio feiticeiro de um som corto
As folhas dos buritis em canto, um tranco
Nos flancos das queimadas, e floco branco
Dançando pelo ar o amarelado da fumaça
Olho à frente, e vejo o cerrado, que insiste
E contemplo o sertão ressequido e tão triste
Banhado de teimosia e cheio de airosa graça...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, setembro, 03
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
ACORDA CERRADO
Acorda cerradinho... É tudo já amanhecer
E os pássaros, cantam, podemos ouvi-los!
Desperta o teu sono, árido, a vida à viver!
Com teu diverso, seriemas já em seus trilos...
Acorda... Há sol no horizonte. Venha ver!
Eu te asseguro, já recolhidos os grilos
No dia alto, como variado dia há de ser
Em sua vastidão, e langores tranquilos
O vento está chiando no buriti da estrada
O vento redemoinhou-se chão a chão
Acorda cerradinho.... já é de madrugada
Só o teu silêncio... E não tão leves são
Já em arruaça as maritacas em retirada
Desenhando o alvorecer do teu sertão...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
05 de setembro, 2019
Cerrado goiano
Quintaneando
SONETO SEM AMOR
Meu amor pouco ao meu alcance
Nas nuances até hoje em segredo
Não tive uma chance, pouca chance
Dele, surpresa, desilusão e tal medo
Meu amor, o olhar foi de relance
Na vida o desencontro foi enredo
Andou por andar, nenhum elance
Confiando no amor pra amar, ledo!
Pedinte viver, atravessou sem ter
A glória de um amor para amar
Passou por passar, pobre viver!
Aí de mim, na sina de encontrar
Nem digas, ó implacável haver
Nem sorriso, gesto, pra poetar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06 de setembro de 2019
Cerrado goiano
