Tag poeta

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Somos Eternos

Edson Cerqueira Felix
05.04.2019
Soneto

Ela tem os olhos da cor do céu
Seu paladar
Tem sabor de uvas brancas
O teu sorriso é como a lua minguante

O cinto de sua cintura
São gavinhas das plantas
E as plantas dos seus pés
Estão sobre a água

Se ela se materializa
Numa pele morena
Eu reconheço-a

Se ela tem cabelos dourados
Não se esconde de mim
Assim como me conheço, conheço-a

Inserida por felixedsoncerqueira

Relâmpagos

Edson Cerqueira Felix
06.04.2019
Soneto
Para Verônica Ribeiro

Eu não sei o que fazer
Se eu sou o culpado
Ou se não
De o tempo ter fechado essa noite

Eu não suporto imaginar
Na sua casa
No seio do teu lar
Brigas por minha causa

As crianças não merecem isso
Tem até um bebê
Ah não

Meu amor
Não permita que isso aconteça
O tempo fechar de novo

Inserida por felixedsoncerqueira



Eu, que o destino pândego impeliu à vida
Moldando- me com forjas de imprecação
Este que de má sorte na criação, nascida
Apenas para ao peito dar dor ao coração...

De flagelo em flagelo tem a poesia ferida
Sem fidelidade no caminho, outra direção
Sangra, rasga, na tranquilidade retorcida
Dos acasos servidos, os sons da solidão

Silêncio nas madrugadas, noites de luto!
Dias embatucados, me vejo em desalinho
Alma acabrunhada, de triste e vago olhar;

E, no horizonte do cerrado árido e bruto
E, talvez há de estar, no sempre: sozinho!
Sem o amor, sem tu, a chorar, a suspirar...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
09/04/2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Sol do meu Coração

Edson Cerqueira Felix
09.04.2019
Soneto

A energia positiva
E mais que positiva
A luz do amor
Brilha em lugar escuro

No meio da escuridão, no breu
A luz sou eu
Ela não pode ser
Colocada em baixo da cama

Você espera que eu a esconda?
Coloque óculos escuros
Pra não ofuscar os seus olhos

A energia positiva
Só é verdadeira
Quando emite o amor

Inserida por felixedsoncerqueira

O arco que lança a flecha
O sopro que atira a seta
A luz que entra pela fresta
As palavras usam o poeta

A flecha que corta o vento
A seta busca o centro
A fresta permite clarear dentro
E o sentimento...
O sentimento usa o poeta

O vento que sopra onde quer
O centro ou um lugar qualquer
Luz dentro aquece a fé
E a dor sabe como é...
A dor usa o poeta

Quer oque não se sabe o quê
O quê qualquer um pode querer
Que a dor um dia pare e doer
Quem sabe?! Um dia vai saber
O saber também usa o poeta

Adriano Vieira

Inserida por adriano_vieira

"A poesia é sempre e de alguma forma linda. Daí vem a beleza do poeta."

Inserida por EdielRibeiro

10º Céu

Edson Cerqueira Felix
12.04.2019
Soneto

Não somos dados ao prazer
Mas tudo o que nos dá prazer
É a companhia
E um beijo basta

De eternidade a eternidade
Nem os milhões de anos
Nos separa
Um do outro

O prazer de um único abraço
Transforma a emoção em um delírio
Sem solidão

Nosso coração dispara
Como se fosse um
Um nirvana

Inserida por felixedsoncerqueira

MEUS IMATUROS ANOS

Os meus imaturos anos dia deste
Acarquilhou no tempo, foi embora
Deixando a saudade, vil senhora
Cá no peito, no horizonte celeste

Diversa, macróbia, que cá mora
Alquebrada, da vida quer teste
Se o já é valedouiro a toda hora
Da sabedoria se diz inconteste

E da idade, a acama, cafajeste
Todo que ora não fui sou agora
Troça e ri tal qual a uma peste

E nos desvarios me levo afora
Sem que o sonho me moleste
Pois, a alma é nova, sem outrora...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A ESCOLHA MAIS CERTA

Deus é o grande criador,
Que cuida de tudo que existe.
Ele é o verdadeiro amor,
O consolo que procuro nos dias tristes!

Deus me desafia todo dia,
Me convidando a ser melhor
É a companhia que me contagia,
Que me dirige e não me deixa só!

Deus é o presente que eu sempre quiz
A minha decisão de querer ser feliz,
O amigo que sempre estende a mão.

Deus é tudo no todo que me completa,
De tudo que eu fiz, a escolha mais certa,
O dono da festa do meu coração!

De Rodivaldo Brito em 12.06.2019

Despercebido
o céu azulado, agigantado
maravilha, o chão desfalecido

no cerrado...

com nuvens, algodoadas
encantado!
e estrelas estacadas

o sertão do cerrado...
na esplanada.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18 de setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro.

Inserida por LucianoSpagnol

dor
escrevo com lágrima
este verso sofredor
de rima sem estima
de pancada e temor
e essa enzima
de um eterno amador
é um gemido, avena
num poema sem cor
onde chora minha pena!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18 de setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Senhora pólvora, recado enfático
Cápsulas deflagrada, pra cima do simpático

Inserida por ratho_zl

Homem velho traz sabedoria
A polícia na farda, traz a covardia.

Inserida por ratho_zl

Você é um vencedor. Conquiste o que é seu, para você chamar de seu, para se tornar seu.

Inserida por JACKSONVINCIT

ERRANTE

sonho
tornei-me assim devaneador
quando o anseio, enfadonho
despiram as quimeras em dor

de mim então fracassei
me achei e me perdi
nesta vontade, chorei!

ficou a frustração comigo
criou raiz na imaginação
tal um áspero castigo
indignação...

os olhos de tristura
choviam pela emoção
escoando amargura

sou tal qual um incessante
enxurro, transbordo, derramo
teimosia, um pescador andante
sangro, e no amor me esparramo

(nesta turra, errante!)

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
19/09/2017
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

reflexo
eu te olho, tu reflete
fico acuado, tu sem nexo
olhar mudo, de canivete
tu espelho, eu perplexo...

© LucianoSpagnol
poeta do cerrado
quinta feira, 19, 2019
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

madrugada
a noite afora
a insônia escancarada
o urro do silêncio chora
a alma despedaçada
as teclas mudas, e vai-se a hora...

o sino da igreja calado
os amantes não sussurram
o relógio amofinado
pro peito os anseios empurram
e a secura do cerrado
e o tempo não passa. Murmuram!

exausta a cama
e o vazio de sua ausência
acordado. Olhar na lama
e me engole, sem paciência
está noite um drama!

amanhã reticência...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
19/09/2019, 03’05”
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

"O Mundo e as pessoas fazem nossas vidas serem um lixo"

Inserida por S3GUND03U

Por o outono cai as folhas e por você os meus pudores.

Inserida por Caiopinto

pôr de lua
estou na tal fase
do luxo da alma nua
de ignorar o tino da frase

escapa-me a percepção
o verso, a rima, a inspiração

a emoção já não me pertence
foge-me o suspense

sou apenas rumo
resumo!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/09/2019
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

SAGRAS

Há os sonhos ocultos
dizer o que? Vultos...

Há a poesia derrocada
calhorda a sua fornada

O dedo em riste, olha
insiste, a alma desfolha

Não há poetar sonegado:
- o verso nunca é calado

Há desencontro na colisão
também o meu e seu perdão

O fado tem vida peculiar
o amor não, tem de amar!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/09/2019
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

ajuste

o relógio rege a hora
o estro rege o verso
a sorte afável senhora
então, sonho eu peço...

o segundo rege a vida
o silêncio cala o momento
tudo está de partida
já o amor, vital sentimento!

então, ajuste a batida!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
26/09/2019
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

poemas

certos poemas
entram pela imaginação
e são como as emas
no cerrado. ciscam... ciscam
espalhando alguns temas...
e tão cheios de ilusão!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, setembro
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

intuição

todo conto tem um ponto
toda treta um desconto

os versos tem diálogos
todos eles seus catálogos

todo olhar tem emoção
e as palavras convulsão

da ilusão se tem o sonho
do silêncio o som enfadonho

toda inspiração as suas trovas
de quem do amor tenha provas

e assim se valsa na ilusão
do limite de o sim e do não...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, setembro
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

restauração

à beira de uma saudade
um olhar de lembranças
adquirido duma fatuidade
embalado por mudanças
e depois pela imensidade
do vazio das tardanças
os sonhos pela metade...

quiseram fazê-la moldada
tiraram-lhe os pés, as mãos
puseram tua poesia calada
e tuas quimeras em vãos
sem asas e sem morada
insistiram em demãos
e em uma nova fornada

um dia nuvem eu busco
repleta duma esperança
sem que só tenha fusco
onde eu possa ser dança
também, mais que rabusco
meu eu, sonhadora criança
poeta, alquimista, patusco

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
27, setembro, 2019
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol