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É possível desvendar a biografia de um poeta entendendo suas obras, porque nelas estão parte das suas vidas!
O poeta precisa de um desajuste, um amor indigente, um desejo nunca saciado e por fim mal correspondido.
A bela que hoje me acompanha
Saudade!
Igual a beleza.
Tão parecida
que confundida;
Bela ao ser sentida no lugar da felicidade.
Saudade...
Daquele alguém,
Que já fez bem ao lembrar,
Daquela coisa... Sabe?
Que a tanto tempo deixei de usar,
De amigos que passaram aqui!
Na minha vida.
Saudade...
Da chegada...lá!
Da saída...
Da morada,
Da namorada,
Do velho de idade.
Saudade é mal tratada,
Mal amada,
Rejeitada,
Por quem a tem por perto!
Ser forte diante desta bela presença, e
Escolher a solidão em seu lugar,
só pode ser uma máquina!
Para completar.
Solidão fria!
Onde ela late!
A saudade mia.
E isso vira briga...
Feliz é o coração!
Que por opção escolheu a saudade,
Para lembrar de quem amou,
Quem o amou...
Solidão faz ao coração tortura por lembrar!
Um torturado!
Faz bem a sí.
Esquecendo que um dia amou,
sendo uma alma perdida
a procura de quem o matou...
Estou bem acompanhado,
dela falo empolgado,
Feliz, extasiado...
Ai! Ai! Que Saudade...
A vida cotidiana
Cada vida é eterna com sabedoria,
O conhecimento na caverna transforma,
Com medo constrói uma cena cativando alegrias,
Com tranquilidade deixa a pena para olhar, lá fora!
Falam que louco parece;
Fazem pouco do que acontece, na vida;
Pedem trouco de felicidade na despedida;
O que louco parece quando sensível com a vida?
Pensam amar no mar de coisas da vida.
Calam quando amar mostra a imperfeição;
Na eufórica canção amar é festa,
Na dramática visão amar é tolo.
Eterna é a vida que ama com alegria;
Cansada, ferida, triste...
Na caverna caída a escravidão fica livre,
A cena do medo destruída frente ao belo teatro.
Sensível e insensitivel na despedida caminham separados.
Essa é a lei, da doce amarga vida!
Sinta sua respiração!
Ao dançar sua melhor música,
Junto com essa tristeza pé de valsa...
Vestida como sentir-se bem,
Respirar o puro ar do momento;
Viver como o vento que toca em sentimentos gelados,
Nunca deixando ser o que aquele sentimento é!
Sinta sua respiração, tenha fé.
Primeiro em sí para depois resolver o problema de colocar fé no outro...
Sinta...
Não podemos ler um livro se ele estiver fechado. Caso desejar conhecer melhor uma pessoa é preciso fazer a contabilidade das lágrimas e sorrisos de uma vida.
Um Guerreiro após suas conquistas entrega a espada que é sua vida. O Poeta após a passagem pelo plano terreno oferta a poesia que é seu sangue em Vida.
O Poeta que não acompanha a Luz das linhas tortuosas do coração não tem emoção, apenas rimas soltas...
O bom de ser poeta que não é preciso justificar as mentiras do coração, existe uma licença pra isso.
Não sei por que tentam excluir nossa cor,
se uma mão branca e a outra negra juntas
fazem sombras iguais como uma poesia de amor!
Amigo é aquele que pede perdão,
que guarda segredos no coração.
Amigo sente saudades
e mesmo que o tempo passe
não muda a sua amizade.
Amigo é irmandade.
Amigo é como um jardineiro,
cuidando das flores.
Amigo é aquele que vê
nos seus olhos suas dores.
Que rega com carinho
para você voltar a dá flores.
TUDO QUE DEUS CRIOU FOI PENSANDO NA GENTE.
Dividiu o mundo;
Deixando a terra
Para andarmos e plantar o trigo.
A água para bebermos e tomar banho.
Clareou uma parte do escuro
E fez de dia.
Fez os animais
E deixou o que se poderia comer.
Pois o amor no coração do homem,
E o homem jogou fora.
Criou a fé, para homem não ficar atoa.
Criou a poesia, e o homem virou poeta.
Até para o homem ele fez uma parceira.
E por fim, deu seu filho para morrer e ressuscitar por nós.
Escravo e escrevo
Você corta uma rima minha
e eu escrevo outra poesia.
Faz escuro,
mas eu recito!
Trazendo uma ideia para um novo dia.
Escravo na senzala,
mas não deixo de ser poeta.
Escrevo, escrevo...
O arame quebrado
e eu continuo a jogar capoeira.
Até na gaiola o canto do pássaro não muda.
A leitura é meu cigarro
Faço minha cabeça com os livros!
Bolo a leitura,
acendo as ideias,
trago as rimas,
prendo o conhecimento.
Solto a folha em branco.
Viajo na leitura.
Seria um pretexto usar droga.
Cara, seja um leitor,
seja um peixe fora d’água.
Eu avistei uma arma
e escolhi o livro.
Vi a droga
e viajei na leitura.
Daí, virei poeta!
E estou traficando meus versos.
(Poesia do livro: Um Semeador De Poesia.)
CAROLINA DE JESUS
Era negra e catadora de papel
Morava na favela.
Mas foi alfabetiza;
Aprendeu a ler e escrever.
Carolina Maria de Jesus se
apaixonou pela leitura;
Nas horas vagas,
Tudo que via e vivia: escrevia nos
Cadernos que a rua lhe dava...
O seu cotidiano pesado deu um diário,
Que virou best-seller: Quarto de Despejo.
Carolina teve três filhos,
E criou todos sozinha.
E ainda virou poetisa.
O seus cadernos ouviu,
e copiou tudo que ela falava.
E Carolina disso sobre o livro:
"Quem não tem amigo mas tem um livro tem uma estrada".
