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Amigo de verdade
Tributo ao Bingo antecessor
Tive um que me deixou em um momento de descompreenção de um ato impensado.
Chamei sua atenção quando ele já estava magoado.
Uma palavra mal colocada ou um ato fora de seu tempo mata mais rápido que um tiro de momento.
Virou-se e se foi, procurei-o por toda parte e jamais o encontrei, deixou meu coração em pedaços e minha consciência pesada e até hoje não consegui completar seu espaço esvaziado por nada.
Era um amigo que compartilhava a vida comigo,
me ouvia e não opinava, não me exigia nada, somente meu amor,
se mostrava participante de minhas dores e alegrias,
era educado e carinhoso,
e sempre tinha para comigo muito amor.
Sabe aquele tipo que deixa o outro se satisfazer para só então satisfazer a si,
assim ele fazia aqui no quintal com os outros cães,
doava carinho esperando receber carinho,
não tem nenhum outro interesse a não ser te fazer feliz.
Sua ausência me faz sofrer diariamente, mas Deus na sua sabedoria,
me enviou outro igual exatamente em personalidade e apego, mesmo que em aparência, seja completamente diferente.
Hoje é meu parceiro diário, BINGO era como se chamava o antecessor
e agora é como se chama este também, sua postura e comportamento traz à mente o Bingo carinhoso e educado de antigamente.
Parceiro sincero de todas as horas, hoje faço por este o que não fiz pelo seu antecessor,
gostaria de ter os dois aqui comigo, pois receberia amor em dobro e daria amor aos dois igualmente,
mas isso não é possível, infelizmente.
Como pode um animal nos fazer mais feliz que muita gente.
JC Gomes
Pai pra toda obra
Palavra que representa muito mais do que no sistema foi implantado,
palavra que foi criada lá no início, pelo pai de toda criação, palavra que representa a força de uma nação,
ser pai não é qualquer coisa não!
O Pai de verdade assume seu paternado protegendo sua criação,
não passando a mão pela cabeça, mas segurando em sua mão,
desviando-o dos caminhos tortuosos, ensinando o caminho da retidão.
Pai; quão difícil realmente é ser, pai que sem violência, ensina sem bater,
mostra para o filho que ele é capaz, só necessitando de não se importar com o que ficou pra trás, e sim que o futuro lhe apraz.
Pãe, maior que pai, assume sua cria quando não lhe resta nada mais,
assume o papel de mãe, para que sua cria não sofra demais, aprende as prendas domésticas para dar uma educação para os seus que foram deixados para trás.
Não permite julgamentos, pois não sabem o que lhes esperam no futuro, só porque o elo foi quebrado lá atrás.
Pai; que todos saibam o que Deus, o Criador de todas as coisas pensou quando ao criar o homem,
desejou um mundo de paz, onde todos assumem sua posição e o trabalho da criação continuou na direção de um pai terreno, feito de carne mas no peito o coração orientado pelo Espírito eterno do Criador.
Pai que de tanto amor, se fez carne e no mundo em forma de filho nasceu para mostrar em louvor o amor de um pai de grande valor.
Ser pai não é qualquer coisa não!
JC Gomes
Apenas uma poesia
Não tenhas receio, leia
É apenas uma poesia
E não uma teia...
De enganos, porfia
Aqui tem viço
Nas rimas, melodia
Compromisso
De encanto, valia
Pode levá-lo, isso!
Ora-lo na sua solidão
Pois, ele é inteiriço
Aos olhos do coração
Aqui se fala de amor
Trás a certeza da paixão
E, nestas rimas sem dor
Terás prazer e emoção
Na certeza de ter alegria
Memorize está inspiração
De afeto, é só uma poesia
De paz e bem, em oração...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Abril de 2016 - cerrado goiano
REDENÇÃO
Depois que passou, só depois, desta dita fadada
Notei que a sensação e o quesito não têm preço
O melhor agrado, aquela leve emoção encantada
Brota n’alma, se há sentimento igual, desconheço
Aquele gesto manso e casto, ao silêncio confesso
O repouso, a calma, aquele sossego e mais nada
Tudo é poesia, cuja a poética é singular endereço
Hoje vejo quão a intensão não é mais enamorada
Depois que passou e, só depois, desta redenção
Me tive novamente vivente, cercado de aventura
É que o pensamento tem satisfação na libertação
Dei-te o meu eu, com intensão, o exato, e forjavas
Condição que não sentia. Uma desafinada mistura
Pois, nesta gorjeta rala, as tuas restas me davas! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Abril 2023, 11, 10’23” – Araguari, MG
amor----
"sonhei com você,
com o filho que vamos ter,
com a vida que eu quero viver.
para te protege.
largaria tudo.
viveria, morreria pra te ter.
amor incosequente, rebelde e jovem.
des, dos nove eu te queria.
você foi um anjo na minha vida.
por você trinta kilometros andaria."
morte-----
"da morte tenho medo.
então não me leve.
vamos fazer uma sopa ferve?
pois, eu não quero sofrer.
não me leve anjo.
nem com varios arcanjos.
nem no melhor lugar.
não quero abandonar
nem sonhando.
não quero sonhar se for morre.
não quero te deixa amor.
mas eles querem me levar."
saudade-----
"a saudade que me mata no peito
deixa-me só, faz minha alma sofrer
fica mais perto
se não vou morrer
que dor.
fica comigo, fica comigo amor.
você fez o fator.
o fator que leveu a horror.
horror de te perde ò amor.
não quero te perde.
ò saudade.
saudade que me mata por dentro."
solidão----
"só na noite mais vivida.
um homem descobre a solidão.
um pouco de emoção.
nessa vida,
nada de graça vem.
tudo passa.
nada contem.
a noite faz a solidão.
a vida é só uma pressa,
um sopro.
a solidão é conhecimento.
a solidão é um manto,
que pessoas usam para esqueçer.
e poder crescer."
mundo----
"mundo que nasce da terra.
não tem nada á espera.
mundo lindo, mas podre.
se humano não fosse tudo.
a beleza do mundo.
teria sentido.
destruirmos nossos lar.
culpamos quem nunca ouviu-se falar.
deus é culpado pela criação?
ou nos pela corrupção.
ò mas que mundo triste.
nada muda o olhar de um crente."
ser/existência----
"minha existencia, meu ser.
tudo que sou e tudo que poderia ser.
não controlo meu ego nem minha angustia.
não ando sob águas nem multiplico pão.
sou um ser que não existia.
pois, surgi da terra como meus irmãos.
vende meu sentido por pecados.
mudo meu legado de filho por prazer.
falho diate de todos.
falho a ser.
falho a existir.
meu proposito era adorar, mas fui desistir."
alma----
"minha alma diz.
'vamos!'.
minha alma responde.
'pra onde?'.
alma faz quem somos.
mesmo sendo um alarde.
o alarde responder.
responder nessecidade do ser.
a alma fala e grita.
até alquém poder escuta.
alma é vontade.
alma é poder."
sonho----
"sonhar não é errado,
é um fardo.
brincar de poder voar é interesante,
mas não poder é exaustante.
viver em um sonho está certo?,
mas acreditar que vive em um é errado?
acreditar em um conto.
brincar de poder voar quando apenas deuses podem?
não posso sonhar, apenas se for um deus, isso me desdém.
um humano só pode voar com trabalho ardo.
eu não sou um feroz trabalhador.
eu sou um nobre sonhador."
amigos---
"amigo pra toda obra.
em lugares que eu nunca estive.
amigo para vida inteira.
brincar de tudo enquanto vive.
amigo para sonhar, brincar, odiar e amar.
amigos pra fingir ser amigo.
rosto humilde e a face de um meigo.
entro no coração de cada um.
amigos para me ajudar a ser amigo.
um de nos, nos de um."
vida----
"a vida é um sonho,
quadros brancos.
pintar de cores.
no fim somo todos pintores.
nos nossos quadros vividos.
quadro basicos de cores simples."
A fórmula do poeta é a solidão.
A fórmula da poesia é o coração.
A fórmula da conquista e a dedicação.
Dedicou-se essas palavras do fundo do coração.
Amor
Sofremos! Se de amor for, que seja!
Viver no coração amado de paixão
Quero no afeto estar sem peleja:
- choro, riso, que venha emoção.
Que assim, então, sejamos vigor
Amemos! Na mais doce razão
E no suave desejo, ofertar: - flor
Olhar com beijos, e satisfação...
Pois, o que vale é ser amador
E, no elevo da sede absoluta
Quero afago, quero o dispor
Onde a alma fique na escuta
Com seus suspiros e o ardor
De cada um deste momento
Quero,
- morrer nos braços do amor!
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
17 de julho de 2020, Triângulo Mineiro
PASSOS SOBRE ESPAÇO
( Poética Nilo Deyson )
Não, Não sou eu quem escrevo.
Eu sou a tela oculta da mão que
colora alguém em mim.
O meu princípio floresceu em fim.
Que importa a congruência da alma que
vela como os sonhados pálidos de cetim?
Disperso... Minha alma é um arco tendo ao fundo o mar, no horizonte um outro universo.
O que faz de mim ser o que sou é gostar de ir por onde ninguém for, abrindo as asas sobre renovar, a erma sombra do vôo começando pestaneja no campo abandonado...
Narrai-me à sombra e não me ache sentido algum, hoje sei-me o deserto onde Deus teve outrora, houve planícies de céu baixo e neve nalguma cousa da alma do que é meu.
Sou do meu universo e meu universo é meu...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
ENTRE SEM FAZER BARULHO
( Poeticamente vidas )
Entre paredes frias de uma casa isolada,
ficar calado no silêncio da angústia é deliciosamente amargo no processo do progresso que acontece dentro do propósito
da existência que se faz necessário.
O mundo é indiferente, não me chama em
nada a atenção, me isolo em meu imenso universo, me divirto na solidão do vazio.
Com as paredes frias faço minhas confidências, canto, danço, e nessas andanças dos pensamentos, meu mundo está fechado para visitação, sou só eu e meu universo.
Coisas que eu sei, são apenas coisas...
Entre paredes frias ouço um grito, um eco forte, nada além daquilo que eu sei, são gemidos...
Dentro dessas paredes não há desabafos, apenas um silêncio ensurdecedor de um universo numa inquietação que se mantém em controle mesmo dentro do furacão das emoções, ainda que exista dualidade entre a fraqueza e a força, entre paredes frias, enfim, sabe como é, o universo há de mover-se em direção do próprio propósito destinado à essa e aquela existência.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
POÇO (soneto)
Dizem que a saudade é a dor profunda
Que no peito nem o suspirar a estanca
Todos querem tirar, mas pouco arranca
E se mais a cava, tanto mais se afunda
Contudo, padece sempre, ó prava tunda!
Que nessa sofrência mina e desbarranca
E vai dando aflição, tão velhaca retranca
Que desalenta e de insatisfação inunda
Quanto vazio, e noite que não encerra
Dando ao olhar um gemido que berra
Té que o silêncio a prostração convida
E então, nesta lavra tão árida e tão nua
Que na lembrança só se tem a falta tua
Sufoca, estrangula e empobrece a vida!
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
20/07/2020, 09’46” - Triângulo Mineiro
E o Poeta em Tempo de Pandemia.
Poeta saia, andarilhando pelos caos da ruelas sociais,
E vê se encontra a essência,
A alma etérea e pura do existir.
E pegue a Taça de Cristal,
Despeje nela a amargura que tolda o brilho de sua voz elouquente.
Vá de peito aberto,
Sem rumo,sem documento,nem alento,
Apenas a fantasia do seu sonhar.
Deseje de porta em porta,uma gotícula melíflua
Extraída do seu âmago,
Dando alento a quem passou pelo sofrimento.
Siga,Poeta na trilha,recolhendo o ectoplasma dos que se foram...
E coloque num altar à espera do Dia do Juizo Final.
Um novo tempo em novo Templo da Esperança!
FLOR DO IPÊ (soneto)
Pra o Ipê florar tal uma poesia, não basta
A poética e encantos dos seus segundos
Sua beleza acesa, são cânticos profundos
Que invadem o olhar na amplidão vasta
Do cerrado. Flor igual em todo mundo
Não há; tua delicadeza tão bela e casta
Declama graça que pelo pasmo arrasta
Ornando o sertão, no seu chão sitibundo
Mais terna, e pura, frágil, fina e à mercê
Do matiz: rosa, amarelo e branco, airoso
São essências vibrantes das pétalas do ipê
Hei de exaltar está flor além da sedução
Porque o meu fascínio, ao vê-la, é ditoso
Onde o poeta inspira a emotiva emoção.
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
20/07/2020, 18’48” - Triângulo Mineiro
AME O TEU AMOR (soneto)
Ame o teu amor, enquanto tens e enquanto
O teu afeto é o aconchego no amável olhar
Assim, quem no singular amor te ame tanto
Porque nunca cortejarás outro pra tal lugar
Que nunca o deixe solitário, no vão vagar
Lembra-te sempre, no convívio, o quanto
É bom poder com o outro contar e confiar
E no teu abraço encontrar o teu real canto
Ame-o, este amor, e sentirás, por certo
Cada ausência, a falta, ó suspiro agudo
Se a saudade no peito for impulso incerto
Então, ame! Clame por tê-lo por perto
Ao alcance do coração, da vida, de tudo
Pois, assim, pulsarás na emoção o acerto...
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
21/07/2020, 10’31” - Triângulo Mineiro
