Tag poesia
As pessoas que gostamos,estou falando das que realmente nos cativam!
Somos capazes de gostar delas de novo...
...e de novo.
Sabe quando você passa em uma multidão e tem alguém sentado fazendo tatuagem , desenhando o rosto que está ali de passagem?
Aquelas pessoas que ficam ali sentados praticando; elas são apaixonados pela beleza da poesia natural.
Eu também. Muitas pessoas passam e eu fico fazendo poesia.
Antes eu tinha vergonha de gostar de poesia mas agora eu quero gritar para os ventos que eu amo poesia.
Quando eu leio uma poesia saborosa , eu dou uma longa pausa :
Para apreciar o sabor, deixar o restante para apreciar depois, processar o que já li ou viver um pouco pensando da mesma maneira que o autor. Nós somos um tanto equívocos, mas a poesia está em toda parte.
Ah, esse mar, esse ar, esse lar, esse olhar, esse olhar, esse olhar, esse olhar, esse olhar, esse olhar, esse olhar...
A fotografia é, também, um recurso poético. E a fotografia feminina, por si só, já é uma poesia. Um simples recurso, enquanto sistema de captura de uma imagem. Um poema completo, quando, sob a luz do ângulo perfeito, capta, além da imagem, o âmago do não dito, a nuance de uma silhueta, as asas de um olhar que voa, livre, no perfume do mais belo voo de sua alma.
Só a poesia pode medir a distância entre nós e o Outro.
Uma breve viagem
A vida é uma viagem
Passagem só de ida
Vejo meu presente
Se distância de mim
Embora se distancie
Ficaram marcas
Desilusões
Feridas
As bebidas
Ressaca sem ao menos
Uma gota enjerida
Coisas da vida
Refaço minhas malas
E nelas vou levar
Tudo que me for leve
Minhas alegrias
Minhas conquistas
As melhores lembranças
Seguirei em frete
Amando mais que nuca
Nesta pequena viagem
Que é as nossas vidas
Meu futuro me aguarda
Já na próxima estação.
Um bom poema
È aquele que nos fala,
Ou com os olhos,
Ou boca,
Ou ouvidos,
São sentidos,
Não importa,
Com ele
Queremos conversar,
Rimar.
Sem rima.
.
Ene Aguiar
“O Amor é Mais Sábio que a Sabedoria"
•-- Se o AMOR é uma prazenteira companhia!
Não necessita nem pesquisar para saber;
‘Que o AMOR vai além da sabedoria.’
•-- O verdadeiro amor, tem memória imperecível, é indestrutível.
(Não faz distinção de idade, crença, raça, cor, identidade sexual)
‘O AMOR, é mais preparado que o próprio saber.’
Amor, quando é amor, não se depaupera…
Mesmo que demore sempre espera!
O AMOR é mais sábio que a sabedoria!
“É a maior palavra da poesia”
Rosely Meirelles
(17/01/2023)
🌹
MATEMÁTICA FINANCEIRA
Meu mero capital é meu amor.
Commodities são teus sorrisos lindos
nos campos dos luzires frágeis, cegos,
Indústrias, minas, primas das matérias,
produtos desses meus investimentos,
mas eu devo querer ver meu montante
subir ou é melhor fugir dos juros
compostos ou dos simples? Tudo é ruim
se teu olhar altivo me derrete
e posso me afundar em densa dívida...
Melhor parar enquanto o ganho é lucro
e não terei de haver-me em concordata...
Somos todos uma adição não muito subjacente ou combatente de meias palmas.Somos todos uma divisa – expressão recorrente ou pouco insipiente de meias panças.Somos todos uma fração não muito igual de meios termos e meias verdades.
Somos todos uma multiplicação não muito promitente ou onipotente de meios abusos... Somos todos protetores – potenciação essa não muito intercambiável de meios tratos... Somos todos uma radiciação não muito equivalente de meios tempos e de infindas utopias.
Somos todos uma soma não muito congruente de meios papéis, ecos da pluralidade e política. Somos todos a resistência, e somos iguais –independentemente das incipientes e meias paixões.
Somos próximos... Ainda que a realidade pareça estar longe de ser plena e razoável a todos.
Somos... a integridade e a tessitura que soma todos nós... Eis a mistura, um caldeirão de etnias, tempera o que somos!
Como seguir em frente? Cadê as palavras? Burguesas perguntas não há. O planeta navega a esmo, desejo e volatilidade da humanidade é porta aberta.
A vida acelera e quase macha... Sintonia nunca é regra, pode gerar angústias e selvas. A coisa é incerta e, não ficará pedra sobre pedra. Desmontam-me e quebram-me, sangro!
Vejo o Sabiá-laranjeira pousado em um Ipê-amarelo.
Num tronco resistente, levemente tortuoso, canta forte e assustada a tênue avezinha.
Mas que raro e singelo ver esse monumental e pátrio dueto!
Aquele que muito reza – é o que designa – o cordial vozear do sabiá.
O pé de ipê explana ideal firmeza – cascuda árvore nomeia que é.
