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O sentimento de amor não pode ser resumido em uma palavra, mas a palavra amor sozinha resume muitas coisas.
Um papel, uma caneta, uma paisagem...
O que seria de mim sem a graça da vida?! A inspiração, a poesia, sem Deus eu nada teria...
É ainda o que me alegra e me acaricia.
O que seria de mim, sem fé em Deus, sem poesia... Se somente deles eu acho graça da vida, e somente dessa graça é que sinto alegria.
Amo tanto meu povo
meu sangue
e minha gente
Também a todos que
se sentem ser meus...
...mas o meu amor é silencioso e sereno
como o vento mais calmo
Difícil sentir ele passar
O vento calmo ,quando passa
Só o sentimos se ficarmos parados
de mãos livres
E coração vazio
das coisas que pesa
preto de mais pra ser branco, branco de mais pra ser preto, então lide com isso, pois o Brasil é miscigenado ou seja: o guri é o príncipe mestiço.
já eu, nasci sem chorar, quieto, so observando ao meu redor, Falaram: “será que esse moleque tá morto? Eu tô ficando com dó”. Aí o médico branco me pegou e decidiu que ia me bater, quando ele levantou a mão pra dar o tapa, eu respondi: “rela em mim pra você ver”.
É como um cadeirante arrogante, tentando ensinar algumas dicas de 100 maestros razos para o Usian Bolt. É como um cara que nunca atirou na vida, tentando ensinar o pistoleiro a como se segura a colt. É como um coach que ensina a ser rico, se ele soubesse ser rico, ele era rico, e não coach!
Coração cheio é o que eu quero levar para minha mãe, para minha irmã e para todos os outros que acompanham o corre que os moleque faz no mata ou morre, eu sei que às vezes suor e sangue escorre no chão, fica melado e uma lembrança, um moleque contornado de giz na infância, não é isso que quero ver, eu quero ver vários moleque rimar melhor numa lambança, que mostre para eles que o futuro é possível, tudo depende de qual vai ser o seu nível, hoje em dia eu sou solido e não ferro.
O estranho na cidade
Para onde quer que eu olhe
Só vejo sujeira
No céu, a poluição
No chão, fezes e poeira
O cheiro do esgoto
Arranha minhas narinas
Enquanto o grito das buzinas
Destroça meus ouvidos
Uma criança pedindo
Um viciado cheirando
A polícia espancando
Outro mendigo
Paredes pichadas
Ruas esburacadas
Os bichos revirando
O lixo de cada canto
Outdoors e painéis de neon
Iluminam a podridão
E em alto e bom tom
Imploram por nossa atenção
Observamos de baixo
Os monumentos dos poderosos
E sob o cimento
Os corpos dos que os ergueram
MUITAS SENSAÇÕES
Há uma poesia, sempre, atenta no sentimento
Sofrente, sorridente, amante, pulsante, por vir
E, assim toda em sanha se põe em juramento
Ela, despida, a poesia duma poética quer parir
E, aí fica inquieta, e o íntimo se faz momento
E da tua pulsação tudo é advento e um sentir
Nos versos escorrem atos, ventura, pra existir
Ela, a poesia, cai no vazio do papel em alento
Tu, que é leitor e que a lê, não divaga a ilusão
Do poeta com a poesia, o real e a imaginação
Juntos, cantando a vida e louvando corações
Ah! ó inspiração, que a poesia seja por inteira
Talvez, apreciada assim, de particular maneira
Poesia, poeta, uma emoção, muitas sensações
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 junho, 2023, 20'42" – Araguari, MG
Em cada xícara de chá, o calor de uma tradição, a doçura da hospitalidade e a poesia de uma cultura se encontram.
SINTO - Parte 1
Sinto a mudança comigo, pra que eu finalmente seja
Sinto enxurrada de ideias que vem da mente e transborda pela caneta
Sinto aprendizado, sinto bom senso
Me sinto a deriva, sinto o favor do vento
Me sinto pequeno numa onda grande e sombria
Sinto esperança porque o mar abriu um dia
Sinto paz, sinto revolta, sinto rancor as vezes
Sinto sentimentos que gestavam a mais de nove meses
Sinto o sabor de saborear outra boca
Sinto que tudo muda nessa vida loka
Me sinto pressionado, mas sigo sendo
Não inventaram nada a prova de tempo
Sinto armadilhas sussurrando e me faço de surdo
Me sinto o alvo predileto do inimigo astuto
Senti, sonhos arriscados, de grinalda e véu
Senti o amargo sabor do doce de mél
Levei eu um tiro
Pois quando fui abrir a porta
Não havia ninguém atrás
E eu com tal esperança
Só encontrei o nada
Às vezes
É o que basta
Queria eu ter aberto o silêncio
Como um envelope fechado
O rasgaria com cuidado
E assim teria achado
Um canto para minha voz pertencer
Diria comigo mesma como e o porquê
De não haver nada atrás daquela bendita porta
Que fizeram os meus joelhos estremecer
Nada.
Descanse, tire os sapatos que apertam os seus pés e já não te servem mais. Deixe também ali no canto a vaidade e o ego que machucam as suas costas. Dispa-se das amarras, que deixam marcas nos seus punhos e te aprisionam entre paredes que não se pode ver.
Com outra irmã morta,
Todos nós morremos juntas,
Todos os dias, pouco a pouco.
De que valem as gotas salgadas
escorrendo dos olhos?
Minha garganta seca ainda engasga
Quando em seu nome canto.
- Livro de poemas "Flores Roxas", Editora Patuá.
Perdido ao luar
Há quem é como a lua
Que a carregaria no pulso
Se não temesse perder
O símbolo da solidão
Daqui não observamos o luar
Mas o símbolo me faz lembrar
Que eu sou agarrada á vida.
de dia eu tenho o sol
a noite a lua bem no meu pulso
O que acontece se eu perco a lua?
Antes eu vivia a solidão, chorava o meu pranto
Hoje vivo as alegrias e as tristezas,
elas vem e vão.
Eu amei e perdi.
Amei de novo
e perdi
Amei outra vez
e perdi
Amei novamente
e perdi
Ainda amo
e perdi
Tif tif...
Vento que adentra pela fresta e assovia
Que faz soprar as mais belas sinfonias
Que pode agir com calma na mais pura sutileza
Mas quando fica irado derruba fortalezas
E faz espalhar as brasas da fogueira
È ele que trás, as chuvas passageiras
Podem tirar minha paz
Podem tirar minha alegria
Podem até tirar minha vida...
Podem me dar ponta pé
Podem pisar e chutar o meu boné
Nunca vou me curvar
Porque não podem tirar minha fé
