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Desce o outono suave e lento
levando as almas a emoção
e as folhas caem do pensamento
como as das árvores em profusão...
É na solidão que a desolação tem resposta, depois sentimos abandono, fastio, nostalgia, tantos sentimentos nos assolam, somos como flores efémeras, e no silêncio também é onde escutamos a morte que é tão velha como nós, vamos perdendo o ruma das palavras, fica a memória num labirinto, porém sempre a Poesia se impõe.
Me levantar pra cair de novo ?
Nem pensar nisso de volta ao inicio
De coração partido quebrantado é fato
Porém agora com uma valiosa bagagem aprendizado
Independentemente de quem seja
Todo mundo é dependente
Ninguém é autossuficiente.
No fim, em cada um de nós,
Há um vazio imenso
Que nem mesmo Deus preenche.
O último amor
Eu não me permiti sentir o fim
então entrei em um relacionamento mútuo de ficante.
E fiquei mais fria
Fiquei mais calada
Fiquei mais distante de amar
Fiquei mais independente ainda
Senti falta da intensidade,
de ser mais humana.
Fiquei com saudade...
Do seu perfume doce e ambarado
Da sua voz
Do sorriso
Do seu carinho
De sentir algo lindo por alguém.
Meu coração é um relógio cheio de proprósito , tarefas...
Tá tão pacífico,
nenhuma onda
de amor...
Não dá mais para voltar atrás mesmo na mão dupla é um caminho sem volta, vejo várias pessoas passando por mim e ver meus amigos regredindo é isso que me trás revolta. Então volta a um tempo atrás aonde a lembrança trás a dúvida do conforto...
Olhando pra'aquela época tu acha que estaria bem ou estaria morto?
É paradoxal
Constatar o desamor pela Poesia
Quando a Humanidade
Sem ela morreria:
— Tanta música se perderia
Quanta vida seria maldade
E eu sem ela nada seria.
Palhaço {Poesia}
Palhaço, Palhaço
Conhecido por ser
Engraçado e sorridente
Mas por trás da maquiagem
Há um coração triste e aliciante
Arlequim, arlequim
Faz piada e distração
Mas ninguém sabe ao certo
sua verdadeira condição
Entre risos e palmas
Ele esconde seu coração partido
Tenta afastar a dor, que o consome dia após dia
Bonifrate, bonifrate
Seu sorriso é um disfarce
De uma vida solitária
Sem amor e sem nuance
Dores? À parte.
O público aplaude, mas não vê sua dor
Mas até lá, o palhaço continua a fazer graça e a encantar a plateia.
"Seu beijo é como poesia, cada toque dos seus lábios é uma estrofe que embriaga minha alma e faz dançar as palavras do amor em meu coração."
Para quem sabe olhar para o dia com gratidão, o amanhecer é um encanto que arrebata o olhar, uma poesia pura e santa que se revela no milagre da vida.
Perdi tempo perdendo tempo
em olhar o relógio com pressa de chegar
e nem me dei conta da paisagem
em que havia canteiros de jasmins
que não levarei comigo na memória
Ela é a cara da mãe,
que em tudo puxou de sua avó.
A avó, por sua vez,
é idêntica à mãe que um dia teve,
que vejo em apagados retratos,
e que, conforme antigamente contavam,
era cópia fiel da bisavó da mãe
da mulher que hoje amo,
e que é a cara esculpida da minha sogra.
Creio que me apaixonei
foi por uma mulher do começo do século XIX
Quanta beleza existe na diversidade. Olhar para os outros com o mesmo olhar que desejamos que nos enxerguem, não é tarefa fácil, como pode a princípio parecer. É um exercício diário de autoconhecimento, humildade e amor.
Sempre fui curioso, abelhudo e bisbilhoteiro. Por isso ando pelo mundo cascavilhando no chão da vida versos que ainda não foram encontrados.
Todo poeta é um garimpeiro do invisível e do abstrato
Versos que desvendam as frações escondidas da alma
Versos são tesouros, palavras em ebulição,
Que desvendam as frações escondidas da emoção.
No âmago da alma, brotam como uma canção,
Expressando o indizível com toda sua devoção.
Alegria radiante, como o sol a brilhar no céu,
Versos bailam e sorriem, trazendo um doce mel.
Transbordam de contentamento, num suspiro sincero,
Elevam o coração, fazendo-o voar como um pássaro livre e leve.
Tristeza profunda, que invade com seu manto escuro,
Versos entristecidos, ecoam no silêncio mais puro.
Palavras são lágrimas, que escorrem na página,
Expressando a dor que sufoca, como uma gaiola sem passagem.
Paixão ardente, como fogo que consome o ser,
Versos apaixonados, transbordam de prazer.
Inflamam os sentidos, incendeiam a mente,
Unem corpos e almas, em um abraço eloquente.
Desespero lancinante, que dilacera a alma em pedaços,
Versos desesperados, sussurram segredos e embaraços.
Expressões desesperançadas, buscam uma luz tênue,
Para aliviar a angústia, em um mundo tão sórdido e incerto.
E assim, meus versos, como fios de uma tapeçaria,
Desvendam as emoções em sua mais pura poesia.
Que eles toquem tua alma, deixando sua marca profunda,
Acordei, vesti os sonhos,
calcei os desejos, e sai de casa
fantasiado de realidade.
Quando voltei,
a roupa estava suada,
os sapatos estavam gastos,
deitei a fantasia de lado,
enxaguei os desejos manchados,
ensaboei meus sonhos molhados,
deitei-me na cama cansado,
encobri-me com o véu da noite
e esperei o corpo dormir
no acordar da minha alma
Já fui neve no mar, já fui espada na mão (José Afonso)
No passado sofri de algumas vaidades. Mas calei que prefiro ser neve no mar do que poeira pisada, caída no chão. Ser a neve que se funde com o mar é ser a frescura que sabe de antemão que muita gente lhe vai perguntar: quando cantaremos o Hino da Libertação?
No passado sofri de algumas vaidades. Mas agora, que vivo sem sedução, digo: ser neve que se fundiu com o mar é ser como a estrela que se fundiu com o céu (coisa que, antes, a estrela sempre temeu) e nele brilha mas sem chamar à atenção.
No passado sofri de algumas vaidades mas não falei de ser espada na mão. Hoje, que sou a neve caída no mar, muitas vezes me interrogo: ser lâmina afiada em ereção não será entrar no estranho jogo dos que põem pessoas a sangrar e querem sentir vida a pulsar no seu coração? Mais logo, quando a Musa Menina chegar, me dirá se tenho ou não tenho razão.
Se nos tempos de Drummond houvesse Waze, no meio do seu caminho não haveria uma pedra, não teria uma pedra no meio do caminho.
A poesia agradece o século XX
“Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava…
W. B. Yeats”
“Desejo-lhe o melhor (mesmo que esse melhor não seja eu”.
Erik para Amy no livro O Sonho Verde
