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Quando ela fala
Meu corpo se balança
Até o ouvido dança
Arrepia por inteiro
Pois o tempero
Causador do piripaque
Desse seu belo sotaque
É o bão jeitin mineiro
Lamento na presença do luar.
Por intermédio da ansiedade
meus, uivos poéticos ao sereno
Na companhia do Anseio carnívoro De um lobo sedento e lascivo Observando-o com avidez!
Ao Frenesi exalado por tua epiderme.
O som orquestrado por violinos fúnebres.
Colocará um encerramento ao vosso sofrimento.
Oque por trás da poesia, a procura da delicadeza, do caminho na delicada sensação, do mais novo pensamento, da conquista, no retorno da paixão, do acaso um reencontro, da saudade endereçada precisa, da mais forte expressão do sentido, no detalhe raro insistente do querer, da ingênua falência do amor perdido, das aventuras surpresas do destino, do encanto do olhar fixo, das loucuras únicas reais, do se dar sem nada em troca, ou no exagero incondicional, nesse começo parece um tema sem fim, mais a continuidade com as palavras quais estas, não há uma descrição única para poesia, ela sempre se renova...
Tudo se renova ao passar das manhãs
e ha esperança de acordo, como queiras
Ao rever o hoje e se atrever e desafiar
a poesia não sabe a quem toca
nem espera sentimento, passa leve e sutil
Penetra como a água que é
repleta de vida, toca na alma
Sem explicar, afinal não ha ninguém
e alheia, anonima, vibra na pele em arrepios
E com tanto desafiá, pode te lembrar o delicado caminho
encontrar o teu mesmo pensar
Que guardas com bastante desatento
errante e imprevisível nada o define
mais simples é se dar e viver.
Para uma vida feliz
O segredo para uma vida feliz
é essencialmente simples:
consiste em compreender o fato
de que as tartarugas nascem
e caminham para o mar.
“Ah, mas eu sou pássaro e quero voar!”
Há muitas metáforas para a vida,
veste a tua fantasia e voa, ela é real;
veste a tua fantasia e voa, ela cheira a cetim
e brilha como estrelas;
veste a tua fantasia e voa,
como só tu podes voar.
Mas quando vier a noite
e ela trouxer a tempestade,
não bate as asas,
lembra-te: os teus pés estão na areia
e tu caminhas para o mar.
Ser suave tem o custo das pronúncias que adormecem como o desespero que tremula nas espáduas da alma.
Mesmo quando tudo é tirado do poeta, resta-lhe sob as cinzas a brasa da poesia. Basta um pequeno sopro da inspiração para que ela se transforme em chama e novamente em poesia. E uma única poesia é suficiente para que como uma fênix, o poeta renasça.
Jovem, como uma flor,
ela disse palavras lindas,
fez coisas maravilhosas,
escolheu coisas erradas,
imperfeitamente perfeita,
ela queria chorar,
ela queria amar,
e com as lágrimas que lhe caiam dos olhos,
ela era linda,
poeticamente linda,
brilhante e misteriosa como as noites,
era a velocidade do meu coração
na presença dela,
como podia amar algo tão selvagem e delicado
com as minhas mãos e coração no fogo por ela,
congelei numa destas noites,
sem o calor desta peculiar flor.
"Sorrio contido,
ignorando a certeza,
que se mudam as perguntas,
nada é certo,
exceto,
o ponto final."
"Não me pertence o que está no outro,
tampouco o que dele esteja em mim,
exceto o quanto me dou ao outro,
e quanto há dele compartilhado em mim."
"Qual não é a ironia,
constatar o advento do fim,
ao ver realizado o desejo,
no outro,
parcela de mim."
A beleza da poesia é que depois de escrita ela não pertence mais a quem a escreveu, mas sim a quem a encarna, pois de muita experiência se faz poesia e de muita poesia se faz experiência.
Quando foi que me perdi?
Que me deixei de lado?
Pensar nisso me causa náusea de mim mesmo.
Permiti que os outros
Que as circunstâncias
Que a vontade de sempre estar disponível para ajudar
Moldassem a minha vida.
Agora, sem os outros
Em circunstâncias desfavoráveis
Precisando da reciprocidade prometida
Porém negada
Me moldo sob alta pressão.
Sentei para escrever uma poesia
Sentei para escrever uma poesia
Tentando buscar no universo elementos para descrever a beleza
Então rapidamente foi levado até você
Sentei para escrever uma poesia
Então comecei a olhar as estrelas e o luar
Pensando no cheio das flores e na refrescar do vento
Comecei a sorrir
Pensei que era pela beleza dos detalhes, mas não, era porque não conseguia imaginar tamanha graciosidade e não ver sua mão segurando a minha
Sentei para escrever uma poesia
E quando percebi, já estava imaginando teu sorriso
Não me dei conta, já sentia meu coração se expandir, era meus suspiros ao lembrar dos teus beijos
Agora aqui sentado, já com seu rosto na minha cabeça
Parei de escrever, olhei para chão e comecei a chorar, me perguntando como poderia exalar tamanha sensação de nostalgia e prazer
Dessa feita, olhei para o céu e agradeci
E joguei ao vento, na esperança que pudesse chegar aos teus ouvidos, um simples e intenso, “Te amo”
Você sabe bem quando faz bem (faz bem)
Mas cê sabe bem como faz mal (faz mal)
Nessa briga, na real, não sei bem nem o final
Qual é o motivo dessa vez? não sei
Liguei pras amiga, que já tô decidida
De acabar com tudo e fuder com a tua vida
Se tu vier de graça, acabo com a tua marra
Verdade na sua cara, cê gosta das que falam, né?
Quando você reparar
Quando você me notar
Já vai ser tarde demais
Não vai dar tempo de mudar
Quero alguém pra me valorizar
Dizer que eu amo sem me preocupar
Se é uma verdade ou é uma mentira
Que no fundo, o futuro vai machucar
Fala, fala, mas não me esqueço do que foi, se foi (o que foi?)
Quantas vezes você fez promessa pra nós dois, nós dois?
Eu pensando no agora e tu sempre no depois, depois
Nunca mais diga que ama, se tua resposta não condiz com a fama
Quem foi infectado pela poesia não deseja ser curado. Antes lúcido entorpecido pela substância, do que são reprimido e manipulado.
