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TAL QUAL MOISÉS
Em meio às correntezas,
O rio se agitava,
Não entendia seu leito,
Porque aquele menino chorava.
Lançado ao léu e sem amparo de mãos,
Tocou o coração divino,
O menino que libertaria seus irmãos,
Da crueldade de um Império mesquinho.
Mas, naquele momento,
Compreensão lhe faltava,
Não entendia o abandono,
Da mãe que tanto amava.
No escuro, dentro de um cesto,
Sem ao certo entender aonde ía,
Remexido pelo pavor,
O medo o envolvia.
Apesar de tanta incertenteza,
Do destino que o abraçava,
Deus cuidou daquele menino,
Que com tanto pavor chorava.
Havia uma mão invisível,
Conduzindo aquela estrada,
Em meio a tantos desvios,
Deus protegia e guardava.
Muitas vezes, não entendemos,
Porque a solidão nos abraça,
E nos sentimos inseguros,
Diante de tantas ameaças!
Não temas, existe um Deus no oculto,
Controlando toda essa farsa,
Te escondendo no escuro,
Aonde também te abraça.
Ele conhece o seu choro,
E recolhe cada lágrima,
No Seu odre entesoura,
Para a próxima etapa,
Este rio é bravio,
Forte e destemido,
Mas não pode suportar
O grande poder divino.
Ele cuida de você,
E te conduz ao seu destino,
Conhecerás o Seu poder,
Desfrutando um amor incrível!
✒️ Autor: Vanessa Ribeiro
☀️ Inspiração: "Casa de Destino" @jbcarvalho
*MONTANHA RUSSA*
Existe uma montanha russa,
Que quase ninguém consegue driblar,
Todos passamos por ela,
Precisamos, então, encarar
O início da viagem,
Começa com o nascimento,
Entramos neste veículo,
Sem muito conhecimento...
Inicia-se bem embaixo,
Num lugar de dependência,
Uma criança feliz,
Movida pela inocência.
Ela não tem vergonha,
De solicitar ajuda,
Ao contrário, chora bem alto,
Até que alguém acuda.
Nós, subimos a montanha,
Até sermos independentes,
Não precisamos tanto de ajuda,
Somos autossuficientes.
Mas, a velhice chega,
E o carrinho começa a descer,
Nos conduzindo ao estágio,
De volta a depender.
Agora, já não é tão fácil,
Pois um dia experimentamos,
Poderosa autonomia,
E, assim, nos acostumamos.
Mas isso pode ocorrer,
Por diversos aspectos,
Como aquele que provou o sucesso,
E já não vende tantos ingressos.
Ou, alguém que experimentou,
O exercício de muito poder,
Mas, as câmeras viraram,
Pois não tem mandato a exercer.
Talvez, a montanha russa,
Queira nos deixar lição,
Precisamos aprender,
Lançar o orgulho no chão.
No final das contas,
É preciso morrer,
Mesmo que suficientes,
Para plenamente viver,
A vida é composta por atos,
Que são pequenas sementes,
Quando lançados na terra,
Gera frutos permanentes.
Podemos concluir,
Fomos todos criados,
Para depender uns dos outros,
Seja qual for o estágio.
✒️ Autor: Vanessa Ribeiro
*OLHAR E SORRISO*
Como nos inspira,
O olhar de uma criança,
Que transmite pureza,
Plena confiança!
Ela não guarda mágoas,
Nem perpetua tristezas,
É livre para amar,
Não tem medo de se entregar...
Mas, o tempo passa,
Concedendo experiências,
Mudando o olhar puro,
Removendo a inocência.
O medo, que não existia,
Começa intimidar,
Afinal, já não é tão fácil,
Perdoar e abraçar.
Uma entrega irrestrita,
Não pode mais acorrer,
Alguém traiu a confiança,
E se de novo acontecer?
Então, começo a pensar,
Como é sincero o sorriso,
Que a criança carrega,
Refletindo tanto brilho!
Percebo que a simpatia,
Está atrelada ao olhar,
Uma visão tão pura,
Que não deixa a vida embaçar.
Como ela nos mostra,
O caminho da felicidade!
Conduz os nossos passos,
De volta à simplicidade.
A leveza da jornada,
É pela ausência de fardos,
Assim, podemos correr,
Sem sentir tanto cansaço.
*Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. Mateus 18:4*
✒️ Autor: Vanessa Ribeiro
DIVERSAS FORMAS DE DIZER: EU TE AMO!
Adoráveis paisagens,
Recordam a tua grandeza,
Nos toma pela mão,
Mesmo em meio à pequeneza.
Tantos livros inspirados,
Por homens conectados,
A tua vida manifesta,
Forte poder interpreta.
Doces músicas divinas,
Já tocadas por arcanjos,
Acalenta nossa alma,
Removendo todo pranto.
Pregações permeadas,
Da unção do teu Espírito,
Tem o poder de nos tocar,
Nova energia entregar.
Olha o movimento,
Do corpo que se expressa,
Em dança, um instrumento,
Beleza que exubera.
Obrigada pela poesia,
Abre a cortina do valor,
Demonstra seu cuidado,
Quando atribui favor.
Teu amor se expressa,
Desde o céu está gritando,
E nos ouvidos sussurras:
Filho meu, COMO EU TE AMO!
PRELÚDIO E FINALIDADE.
Por falar em saudade
Lembro-me de muitas coisas,
Escola, primeiras paixões…
Quando criança, tal liberdade,
Rir-se de qualquer coisa boba,
Nas boas lembranças faço visitações…
Crescemos em prol da felicidade,
Felicidade é aonde corpo e alma repousa,
Independentemente do Sol dos verões…
Em tudo há prelúdio e finalidade,
Tempo longínquo, vida que é curta, lave sua louça,
Pois, a vida em si tem suas razões.
03/08/2020.
Os versos transcrevem muito bem o que não posso ou não consigo falar, uma forma que minha alma encontrou para deslizar no ritmo manso das rimas e ser embalada por sua sonoridade.
A poesia é sempre um ato de paz.
O poeta nasce da paz como o pão nasce da farinha.
Para: Gabi Camargo.
Quero deixar claro algumas coisas para você
Independente-mente
Da dependência que se criou
Eu me surpreendi
Na garota em que se tornou
Ainda assim, temos a construção
Ao nosso dispor
Fazemos de coração
Apenas seguindo o interior
Mesmo que ame, apaixone
Segue firme
Tocando o ritmo no seu fone
Mesmo que a dor
Aquela de antigamente
Tendo o seu pai como causador
Se reflita agora
Jamais esqueça
A cicatriz sempre continuará
Não lamente no presente
É como criar outra dor
E sofrer novamente
Por isso faço jus
A minha amizade
A sua vida vale o preço
Para perder o sossego que eu tinha
Não há maneiras de te esquecer Gabi
Pois eu já esqueci de te esquecer
Tatuagem
Fizestes dos meus sentimentos um grande parque de diversão.
Jogastes sem ressentimento com o meu coração desatinado.
Brincastes vai e vem, de pega e ioiô com as minhas emoções
Fostes leviano ao vadiar de o gato comeu e de lobo danado.
Fizeste-me tua escrava por puro prazer ou por pirraça.
Tatuastes a minha terna alma desavisada com o teu ferrete
uma marca tão corrosiva que me destroçou a carcaça
Ficou por dentro a cicatriz cravada como lembrete.
Golpeaste profundo um coração sonhador.
Feriste à frio, à ferro e fogo o teu aconchego
que ressentido, fechou-se submerso em dor,
tatuado na bagagem, com marcas do desaconchego.
"Assim quando tão menino,
ver o mundo me assustava,
porque quanto pequenino,
o crescer nos excitava.
Ao encarar e ver de frente,
o descobrir de algo novo,
se encantar com o diferente,
o esperançar, e o renovo."
Desajeitadamente eu deito e rolo!
Um dog doido dentro desse bardo.
Ah! Sabes que te tomo como musa
a cada linha, verso, pé composto
que posto para a ti dizer: te amo?
Distorcer a Palavra de Deus é como tentar entortar uma espada com as mãos, você ira sangrar até a Alma
"Vivemos em clausura,
libertos porém,
pois não são chaves ou portas,
os grilhões do que nos detêm.
A alma quando se cala,
o corpo adoecido fala,
e o sangue já não mais pulsa,
exceto pela dor que nos expulsa,
de sermos o que sonhamos,
sorver o cálice do que gostamos,
violentados pela eterna impostura,
de vivermos em clausura."
cartas para você II :
me perguntam sobre o que eu sinto
e eu pergunto se querem mesmo saber
parece estranho
difícil de entender
tenho poemas guardados
sobre coisas que eu gostaria de fazer
sobre sentimentos fraudados por você
MAZAMERA SEFREU
Olhei o horizonte
Era depois do paraíso
Quisera lá estar, não importava a distância
Quisera lá chegar a todo custo
Não me importava o prejuízo de correr rumo ao paraíso,
nem que para isso eu tivesse de ajoelhar
Haviam lá rosas
Tão belas quanto o brilho do teu olhar
Eram meigas e húmidas, parecia que as chuvas dos teus beijos acabavam de as molhar
Não sei ao certo
Se de concreto eram belas quanto tu
Mais que de concreto o teto do meu amor estava coberto
O ar era parecido com teu andar
Era lindo, lento, belo e louco de se acompanhar
Ah, belos pés os teus
Teu rosto é lindos de até os cowboys tiraram os chapéus
És tão linda, tanto quanto o céu
Tua beleza é rara, à ninguém mais Deus deu
Por ti eu caio, me rasgo, me rendo assim como colono se rendeu
Tu és normal,
Tua beleza é encantadora,
Deve ser por isso que Mazamera “sefreu”...
Amor e poesia se interdependem...
A poesia dá vida ao amor,
e o amor é a vida da poesia...
AMOR... A POESIA DA VIDA
Marcial Salaverry
Será o amor a poesia da vida,
ou será a poesia a vida do amor?
Poderá haver amor sem poesia,
apenas rotina de cada dia,
faltando o toque de romantismo...
Poderá haver poesia sem amor,
será algo sem calor...
E isso é algo que atesto,
pois mesmo uma poesia de protesto,
tem o amor pela justiça...
Poderá haver vida sem amor,
vive-se, seja como for...
Será uma vida sem sentimento,
causando muito sofrimento,
se nem a Deus souber amar...
Poderá haver amor sem vida,
dando-nos uma sobrevida,
se nosso amor partir para a eternidade,
levando nossa felicidade...
Mas sempre o amaremos...
Poderá haver vida sem poesia,
será algo meio que sem alegria,
sempre algo faltando,
nosso viver não se completando...
É uma questão de gôsto...
Poderá haver poesia sem vida,
são aquelas poesias falando de ódio,
de preconceitos, de racismo...
Melhor não le-las, e esquece-las...
Amor... Vida... Poesia...
Conjunção perfeita...
Marcial Salaverry
